História Imprevisível - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Hidan, Itachi Uchiha, Kakuzu, Kisame Hoshigaki, Konan, Sasori
Tags Sasodei
Exibições 37
Palavras 1.068
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


5 favoritos já? Cacete! Felicidade suprema HUHAUSHAUSHA XD''

Capítulo 2 - Telefonema Imprevisível


Semana passada, li numa revista que estresse causava diversos sintomas, entre eles:

Ansiedade ou pensamentos acelerados;

Preocupação excessiva e constante;

Mau humor;

Irritabilidade ou temperamento curto;

Agitação, incapacidade de relaxar.

Então, resolvi tomar aquilo como alerta e deixei Kankuro e Gaara encarregados de tudo no ateliê. Eles questionaram sobre o motivo, mas eu apenas disse que era o chefe e fazia o que quisesse. Ninguém retrucou mais nada e ganhei esse tempo para me dedicar a outras coisas, tais como minha coleção de marionetes particulares.

O celular tocou mais uma vez na bancada ao lado da minha mesa de criações. Os caras vinham tentando me contatar faziam duas semanas, mas eu não estava disposto a falar com ninguém; mesmo que fosse o Buda. Depois de um tempo, a pessoa do outro lado finalmente desistiu de me perturbar, a tranquilidade e silencio retornando ao recinto.

Isso tinha funcionado. Eu nem estava acreditando. Minha reclusão estava sendo b –

A merda do telefone tocou de novo. Desviei a cabeça do buraco que tampava da marionete Tama e lancei um olhar despreocupado para o aparelho vibrando na superfície de mármore da bancada. Torci para que desligassem, mas isso não aconteceu.

- Puta merda. – empurrei meu corpo junto com a cadeira, alcançando o celular. Era Itachi. – O que você quer?

- Eu deveria ir aí com uma bazuca. – a voz parecia mais ríspida e estressada que o comum. Ele deveria cuidar de marionetes como eu, era uma terapia. – Faz ideia de quanto estão me perturbando por sua causa? Você não atendeu nem a porta! Ameaçaram chamar a polícia!

- Ah, então ontem foram vocês? Sabia que tinha alguém me vigiando no banho.

- Muito engraçado. Eu preciso perguntar qual foi o motivo dessa nova reclusão ou você vai me dar a dadiva da resposta?

Não podia admitir que tinha sido o estresse, ou Deidara, ou os dois. Seria como pedir para um valentão te arrebentar de porrada.

- Eu quis, não é óbvio?

- Deidara está quase enfartando de preocupação.

- Ah, é? Humm... – fingi estar ponderando, mas um sentimento semelhante a vaidade me preencheu por um tempo. – Mande ele arrumar o que fazer.

- Você é um caso perdido, Sasori. Tomara que fique preso aí dentro e morra.

- Também te amo, cegueta. – ele bufou. – Era só isso?

A linha ficou muda. Ele estava se perguntando se havia mais alguma coisa para azucrinar meus ouvidos.

- Hmm, nada demais... Ah! Saímos pra comer pizza ontem! Eu, os caras e a Ayuki-chan.

Desliguei. Pensei por alguns segundos e arremessei o celular na parede.

[...]

Pizza. Pizza. Que bichonas.

Eu estava prestes a incluir Itachi na lista de pessoas que tinha que matar quando notei que o ônibus estava se aproximando do ponto. Revirei os olhos, acionando o botão de parada. Em poucos segundos, eu estava de volta ao ateliê. Abri a porta, vendo logo ao fundo a silhueta de Kankuro de costas, parecendo ajeitar algo. Gaara também apareceu no meu campo de visão, carregando uma sacola. Ele foi o primeiro a me perceber.

- Hey, Sasori-san. – Kankuro se virou, lançando um rápido olhar antes de voltar ao que estava fazendo. – Sua temporada no spa passou tão rápido.

- Gosta de estar empregado, moleque?

Ele bufou, virando a sacola ao avesso na mesa onde Kankuro o olhou de esguelha. Eram blocos de madeira. Puxei uma cadeira e sentei ao lado do meu ajudante.

- Chefe, o que aconteceu?

Notei que havia um corte em seu braço esquerdo, coberto porcamente com um band-aid. Metade do ferimento ainda estava exposto.

- Hum, nada. Só precisava relaxar.

- Humm... Seus amigos deixaram um monte de recados. Deidara-san até deixou um obento, mas Gaara comeu na semana passada.

Passei a avaliar os blocos de madeira, tentando não dar muita importância a informação. O chato de não falar com um amigo era sempre o fato de fazerem questão de falarem dele perto de você. Eu sabia que não era intencional, se bem que eu tinha minhas dúvidas sobre isso também.

- Sasori-san? – Gaara enfiou a cabeça por trás da parede ao fundo. – Telefone.

- Morri.

- É a Konan-san.

- Pra ela acabaram de me enterrar.

O ruivo coçou a cabeça com a mão livre.

- É pra eu dizer o quê?

Troquei um olhar com Kankuro. Gaara havia entrado na lista de pessoas que eu queria matar urgentemente.

- Aah... – bati com as duas mãos nas coxas. – Já vou.

De qualquer forma, não adiantaria muito evita-los. A merda estava feita. E a pizza, servida. Droga, eu não estava pensando racionalmente.

- Alô?

- Você tem um minuto pra começar a se explicar antes que eu mande eles até aí.

- Se vandalizem minha loja, eu chamo a polícia.

Ela suspirou.

- Que bom que não está morto, Saso! – eu estava tentando não sorrir. Não daria o gostinho aos meus assistentes. Eles precisavam saber e entender quem era a autoridade ali. – Sabe o quanto fiquei preocupada?!

- Você está autorizada a sentir isso por mim. – ela me xingou e bufou. – O que foi?

- Nada. Esqueci o quanto é desagradável conversar contigo pelo telefone. Falando nisso, você está planejando deixar a merda do celular no bolso para sempre? Comprou de enfeite? O que há no mundo para que você não o atenda?!

- Hum, eu quebrei ele na parede hoje de manhã.

- Muito engraçado. Enfim, queremos te ver hoje, vai ter peixe e adivinha quem vai cozinhar? Eu mesma! – eu nunca entendia o porquê dela achar graça nesse tipo de piada. Eu só sabia que ela ria e muito. – Sério, não é a mesma coisa sem você. Alguém precisa complementar o mau humor do Kakuzu.

Era infame, mas verdade.

- Só se me garantir que Deidara e Itachi estarão bem longe. – ela riu. – É sério, Konan.

Ela pareceu ponderar sobre alguns segundos. Com certeza me perguntaria o motivo pessoalmente.

- Tá, eu posso ver. Mas garanta que venha!

- Tudo bem.

Não ouvi nada do que ela disse antes de desligar. Pensei que isso faria o sentimento de inquietação passar, mas nada amansava meu estomago, que se revirava como se estivesse numa câmara de realidade virtual. Minha mente ainda estava disparada, acionada num gatilho automático de lembranças agradáveis e desagradáveis. Eu precisava ter a certeza de que não encontraria Deidara por um bom tempo até entender o que estava acontecendo. E principalmente, entender o que estava acontecendo comigo. 



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