História Imprevisível - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Vmin
Exibições 62
Palavras 2.781
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom gente mais um capítulo pra vocês, me desculpem por não ter postado ontem mais hoje eu estou aqui. Então boa leitura pra vocês.

Capítulo 3 - Capítulo três


Fanfic / Fanfiction Imprevisível - Capítulo 3 - Capítulo três

POV'S Jimin

Bom vocês já devem saber quem eu sou certo? Acho que não ninguém sabe quem eu sou não sei pra que perguntei, pois bem vou me apresentar. Meu nome é Park Jimin tenho 17 anos e estou no terceiro ano do meu ensino médio.

Acho que eu vou contar um pouco de mim pra vocês. Bom eu entrei nessa escola a cerca de sete anos atrás ou seja quando eu tinha apenas dez. Assim que eu entrei aqui eu amei esse lugar, achei grande, bonito e pensei que faria vários amigos, já que eu vim de Busan achei isso aqui outro mundo, e eu como sempre fui uma pessoa que se adapta fácil em qualquer lugar e até então fazia amigos com facilidade, achei que a vida aqui em Seul seria maravilhosa, me sentia realmente feliz naquela época.

Mas as coisas não são como nós achamos que seria e tudo que eu achei maravilhoso um dia no outro eu já estava querendo morrer. Tudo que poderia ter dado certo deu errado, no primeiro dia que eu já cheguei aqui os valentões da escola me bateram, pelo que eu pude perceber eles não gostam muito de pessoas que são de outros lugares e também não gosta do nosso jeito "diferente" de falar. Então desde desse dia eles me batiam e me xingavam e faziam todo o resto que vocês podem imaginar e isso todo santo dia.

Foi com isso tudo que eu comecei a me isolar, por causa de todos aqui que sempre que me viam faziam piadas e todo o resto. Foi o pior primeiro mês da minha vida, eu sofri todos os dias, juro que não foi fácil não. Mais tudo piorou de vez quando eu recebi a notícia de que meu pai havia morrido em um acidente de carro, nesse momento meu chão sumiu, eu nunca sentir uma dor tão grande eu meu peito igual senti naquele dia, nunca pensei que choraria tanto igual eu chorei. Eu não consegui acreditar que a pessoa que me ensinou ser do jeito que eu sou havia me deixado, havia partido e não me levado junto, eu demorei a aceitar que ele não iria mais voltar nunca mais.

Depois desses acontecimentos que ocorreram apenas em um mês que me encontrava em Seul, foi quando eu me isolei de vez do mundo. Passei a me vestir todo de preto, e sempre tampando meu rosto com o capuz assim as pessoas não precisariam rir mais da minha cara. Aqueles valentões foram expulsos depois de dois meses que eu havia chegado, não me recordo o motivo, mas com certeza eu fique mais aliviado. Mas mesmo com a expulsão deles eu continuei isolado no meu canto, depois de tantas coisas que aconteceram comigo eu não tive a coragem de tirar aquele capuz e mostrar meu rosto novamente, não sei eu apenas não consegui.

Resumindo desde então eu ando por aí sem ninguém pra conversar sozinho. O motivo de eu não falar também é por causa disso tudo que aconteceu, não que eu não consiga falar por ser mudo ou algo do tipo, isso é apenas porque eu não quero mesmo e além do mais falar com quem.

Vocês não sabem como me dói andar pelos corredores e sempre ser chamado de estranho, lixo, desnecessário e muitas coisas mais que eles me dizem, eu finjo que não ouço e não ligo, mas na verdade escuto muito bem e isso me dói muito.

Minha mãe não sabe de nada disso que acontece comigo e eu prefiro mesmo que ela não saiba. Minha mãe é uma pessoa incrível em todos os aspectos, além de sempre estar do meu lado e me apoiando em tudo, ela é a mulher mais guerreira que eu já conheci. Depois que meu pai morreu as coisas aqui em casa passaram a ficar mais difíceis já que ele era a pessoa que trazia comida pra mesa, então foi muito difícil pra minha mãe começar a trabalhar e criar um filho sozinha, eu não queria ver ela daquele jeito, bom ainda não quero, ela se mata de tanto trabalhar pra poder me dar um pouco mais que pode ,um pouco mais de conforto, mais na verdade eu queria da isso a ela. E foi pensando nisso que comecei a trabalhar, eu quero ajudar ela e graças a isso nós dois hoje não passamos fome, não mais. Trabalho em uma pequena venda a duas quadras da minha casa, eu gosto de lá e o Sr. Lee que é o dono me ajudou muito em todos os aspectos por isso sou muito grato a ele.

No meu serviço trabalha eu e mais outro, o nome dele é Kim Seokjin ou simplesmente Jin. Ele parecia ser legal e vivia tentando conversar comigo, e por causa dessa insistência dele depois de dois anos tentando falar comigo nós acabamos virando colegas de trabalho, não ainda não somos amigos. Eu falo com ele normalmente mas o mesmo ainda não viu o meu rosto e eu não quero que isso aconteça pelo menos não tão cedo ou até eu ter coragem para fazer tal coisa.

Jin é o caixa da pequena venda e eu sou a pessoa que fica descarregando caixas e mais caixas dos caminhões e colocando as mercadorias em seus devidos lugares, esse é o meu serviço.

Agora vamos falar desses dias de aula. No primeiro dia de aula quando eu coloquei os pés na escola já queria ir embora, eu sei que esse ano não vai ser diferente dos outros e que todos vai começar a me xinga de novo na primeira oportunidade que aparecer. Eu queria muito me mudar de escola ou até mesmo de país, mais como essa é a escola mais renomada de Seul tenho que ficar aqui. O que me motiva a passar todos os obstáculos que passo aqui é a minha mãe. Eu penso que se eu estudar muito e me formar em uma boa faculdade provavelmente eu vou ter um bom emprego e assim ganharei um bom dinheiro e poderei dar uma vida melhor pra minha mãe. São esses pensamentos que me fazem suportar tudo isso.

Eu fiz o que eu faço nós últimos sete anos, fui pro lado de trás da escola coloquei os fones nos meus ouvidos e peguei o meu livro e comecei a ler. Eu amo ler esse foi o meu refúgio de tudo e de todos, quando eu leio minha imaginação começa a trabalhar e assim consigo imaginar as coisas que eu quero e que o livro me proporcionar. Realmente é um mundo de imaginação, esse mundo que está em minha cabeça e que é bem melhor que o mundo real, esse mundo que eu vivo que é cruel e que só sabe me machucar.

Fiquei lendo até o sinal bater, então juntei minhas coisas e fui rapidamente pra sala. Fui o primeiro a chegar então me sentei em frente e mesa da professora como sempre faço. Depois de um tempo ouço os alunos entrando, sempre conversando animadamente com um amigo. Sabe eu gostaria de ter um amigo, eu queria ter alguém pra conversar sobre coisas fúteis como futebol ou até mesmo o vídeo-game que acabou de lançar. Eu sinto falta de quando eu morava em Busan e tinha vários amigos, meus amigos pra conversar. Me dói ver o jeito que as pessoas me tratam, me dói saber que eu não tenho amigos, me dói saber que vou ser sempre tratado como estranho, tudo isso me dói e muito.

Depois que a professora chegou e começou às aulas até aí tudo bem, os três primeiros horários foram normais. Mas o inesperado que aconteceu foi Kim Taehyung, o popular idolatrado dessa escola vir conversar comigo, exatamente, na hora do recreio do nada veio falar comigo alegando que queria ser meu amigo, claro que eu o ignorei, fiz isso por três motivos.

Primeiro: Ele é Kim Taehyung, somente por isso.

Segundo: Eu sinto que ele não quer ser meu amigo, porque se quisesse tinha feito isso antes, então alguma coisa tem.

Terceiro: Eu não consigo falar mais assim com as pessoas então pra ele não achar mais estranho do que eu já sou apenas o ignorei.

Depois desse ocorrido eu achei que ele iria me bater no final da escola mais isso não aconteceu, ainda bem porque iria chegar todo roxo em casa e não teria como explicar pra minha mãe o ocorrido.

No dia seguinte eu achei que ele tinha esquecido toda essa história, mas eu estava muito enganado, no segundo horário a professora deu uma atividade em dupla pra nós fazermos e ele se juntou comigo, sim comigo e no momento eu fiquei sem reação, na minha cabeça tinha apenas uma pergunta que era, porque ele está fazendo isso comigo. Não encontrei a resposta para tal pergunta. Eu achei que nós iríamos apenas fazer a atividade mas mais uma vez eu estava completamente enganado. Porque? Pelo simples fato de que ele não sabia fazer nada então nós não iríamos fazer a atividade eu iria, até ai ok, eu iria fazer sem problemas já que pra mim é fácil, mas parece que aquela criatura de Deus não entende que eu precisava de silêncio pra poder fazer as questões, mas ele não conseguia calar a boca e ficava me fazendo aquele monte de perguntas, então eu me irritei um pouco e gritei com ele, não deveria porque no momento que fiz isso a sala toda estava em silêncio então todos ali me ouviram, eu fiquei um pouco constrangido então me encolhi e fiquei no meu canto.

Na hora do intervalo ele apareceu de novo, e eu já não aguentava mais isso, ele colado em mim não sei acho que é porque eu me desacostumei com gente ao meu lado, então achei estranho o ato dele. Eu o questionei perguntando do porque eu está sempre vem a mesma reposta, "porque eu quero ser seu amigo", agora me diz porque um garoto popular que nem Taehyung quer ser amigo de um estranho anti-social igual eu? Eu não intendo juro que não entendo.

Eu falei pra ele desistir dessa idéia que não iria funcionar e ele disse que não iria desistir, eu achei que era papo furado mas o pior que não era. Nos próximos três dias ele ficou na minha cola, eu chegava na escola ele estava ali do meu lado, na hora do intervalo a mesma coisa e na saída estava sempre me acompanhando. Eu o perguntei se não iria parar com isso e ele me disse que uma hora iria conseguir virar meu amigo então continuaria tentando até eu ceder. Eu apenas dei de ombros e fui embora, me perguntando porque eu.

Bom agora eu estou aqui no serviço, hoje é sábado são quase duas horas então já estamos quase fechando, ainda bem porque eu estou cansado de tanto descarregar caixas dos caminhões que vêem entregar encomenda aqui.

-Tira essa blusa criatura você vai morrer aí dentro. Jin dizia pra mim, me vendo carregando as últimas caixas e colocando no estoque. Bom como eu disse anteriormente eu converso com Jin normalmente mas ele ainda não viu meu rosto então eu uso a blusa e o capuz como sempre. Eu passei por ele e neguei com a cabeça. -Você é muito teimoso sabia?. Passei por ele novamente pra pegar outra caixa e assenti com a cabeça. -Hoje você mal falou comigo, porque Jimin?. Pois é ele sabe meu nome, mas só sabe porque o Sr. Lee contou pra ele, eu não queria mas foi.

-Por nada. Disse rápido passando novamente por ele carregando a última caixa do dia.

-Alguma coisa tem me fala o que é?.

-Nada Jin não se preocupe. Coloquei a última caixa em seu devido lugar e voltei para o balcão que era onde Jin estava.

-Não vou o força a falar mais você sabe que qualquer coisa pode contar comigo não é?.

-Eu sei. Ouvi ele rindo.

-Agora eu vou trocar de roupa que o Nam daqui a pouco está aqui pra me buscar. Nam ou Namjoon é o namorado de Jin. Os dois parecem ser tão felizes juntos, eu fico ouvindo Jin falar dele o tempo inteiro e de como eles se dão bem, eu espero que um dia eu possa conseguir tirar esse capuz da cabeça, voltar a falar normalmente com as pessoas e encontrar alguém igual Jin encontrou, e nós dois juntos poder viver um grande amor. Sou romântica e sonhador mesmo.

-Oi o Jin está aí?. Era a voz do Namjoon procurando por Jin. Eu neguei com cabeça. Namjoon sabe como eu sou e sabendo que eu não falo com ninguém então ele não força.

-Olha aqui porque você me deixou pra trás? Saiba que eu não sou obrigado a.... Ele parou de falar e espera aí eu conheço essa voz, a não eu não acredito nisso, acho que o mundo conspira ao meu favor.- Você?. Ele perguntou

-Não sabia Taehyung que você conhecia o Ji...

-Nam você chegou?. Dei graças a Deus que Jin chegou e impediu ele de falar meu nome pro Taehyung. Só quatro pessoas sabe realmente meu nome minha mãe, Jin, Sr. Lee e Namjoon este último só sabe porque Jin não conseguiu calar a boca e acabou falando, mais está tudo bem.

-Vim te buscar como o prometido. Vi de canto de olho os dois se abraçando, eu acho isso muito fofo.

-Ok, vai lá pegar suas coisas e vamos fechar a venda, tá bom?. Eu assenti, fui caminhando até um quartinho bem pequeno que tem na venda e peguei minhas mochila e voltei novamente, todos já se encontravam do lado de fora então eu sai. Jin começou a trancar tudo.

-Jin você pode me falar o nome dele?. Taehyung perguntou. -Eu estou tentando saber mais ele não facilita.

-Ele não gosta que fale o nome dele Taehyung. Jin disse se aproximando.

-Mais eu quero saber, eu estou tentando virar amigo dele mais o mesmo não quer deixar.

-Eu demorei dois anos pra conseguir fazer ele falar comigo, então boa sorte pra você. Odeio quando falam de mim como se eu não estivesse ali.

Puxei o braço de Jin e o mesmo se virou pra mim, me aproximei mais dele até consegui alcançar seu ouvido.

-Tchau Jin até segunda. Me despedir do mesmo.

-Tchau. Logo me virei e comecei a andar rumo a minha casa, já que a mesma não fica longe.

-Pera aí. Ouvi Taehyung gritar. Mais logo em seguida ouvi Jin falar deixa ele criatura.

(...)

Acabei de chegar em casa e a primeira coisa que eu senti foi o cheiro da comida maravilhosa da minha mãe. Tirei minha mochila a largando no sofá e logo após a minha blusa de frio e arrumei meus cabelos, como disse minha mãe não sabe de nada então chegar com o rosto todo tampado não seria bom.

Fui caminhando até a cozinha e a encontro cantarolando uma músicas qualquer toda animada, sorrio vendo a cena. É bom ver minha mãe feliz, mesmo depois de todas as dificuldades que passamos ela continua feliz e isso me surpreende mais e mais.

Fui caminhando lentamente até ela e a abracei por trás lhe dando um beijo na bochecha.

-Meu Deus Jimin não vi você chegando filho me assustou. Disse sorrindo.

-Desculpe mãe não tive intenção. Me separei dela e me sentei na cadeira e fiquei a observando cozinhar. -Mas me diz mãe porque a senhora está tão feliz?.

-Eu estou assim por causa do aumento que eu recebi no serviço hoje.

-Sério mãe?. Perguntei desacreditando.

-Sério Jimin.

-Fico feliz mãe que as coisas estão finalmente dando certo pra nós.

-Ainda bem né filho depois de 7 anos estamos conseguindo aos poucos voltar a ser como éramos antes.

-Pois é mãe. Sorri pra ela. Eu acho que a única vez que eu sorrio de verdade é quando eu estou com minha mãe, ela consegue me fazer esquecer pelo menos um pouco do que eu passo na escola.

Depois disso nós almoçamos juntos o que é uma raridade já que nós dois trabalhamos então mal nos vimos durante a semana então aos finais prezamos isso.

  Logo após o delicioso almoço eu subi para o meu quarto e me taquei na cama. Estou aqui pensando que agora o Taehyung vai me atormentar em todos os lugares, já não basta a escola agora ele sabe onde eu trabalho e pra piorar a situação ele é amigo do namorado de Jin que beleza a vida está sempre ao meu favor. Sentiram a ironia. Só espero que essa aproximação repentina dele seja realmente uma coisa boa, porque eu acho que não vou aguentar mais se for outra coisa. Vamos ver né?.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Beijinhos e até amanhã. 😙


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