História Imprevisível(texting) - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amor, Depressão, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Segredos, Suga, Texting
Exibições 222
Palavras 1.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu realmente queria entender pq eu demoro tanto pra postar aqui :V

Capítulo 9 - Eu vou cuidar de você!


Jogo minha mochila sobre meus ombros, caminhando silenciosamente até a porta. Changkyun havia dormido, e se ele acordasse, com certeza me impediria de sair. Por mais que ele pudesse cuidar de seus assuntos sozinho, eu sentia que de alguma forma, eu deveria colocar juízo na cabeça daqueles idiotas do No Mercy. Ou, se de tudo não funcionar, tacar um tijolo na cabeça deles.


Parei a frente da porta, suspirando aliviada ao perceber que obtive sucesso. Conectei meus fones ao celular, dando play na música e abrindo a porta. Catch Me When I Fall preencheu meus ouvidos com a melodia um tanto quanto calma, e a voz suave de Luhan logo se fez presente.


Fechei os olhos, parando de andar para apreciar a música. Era sem dúvidas a minha preferida de Luhan, embora tenha sido lançada a pouco tempo. Me pergunto se, se ele tivesse continuado no EXO, teria feito essa música...


De qualquer forma, não tive muito tempo para apreciar a música. Com o canto dos olhos, pude ver uma confusão se formando ao lado de minha casa. Na frente da casa vizinha, que aliás eu nunca tinha notado ali.


De qualquer forma, havia um grupo de garotos ali, rodeando alguma coisa. Soltavam altos palavrões e xingamentos, assim como pareciam bater em algo. Reconheci, no meio deles, Zico. O meu ex-namorado valentão. Namorei com ele por dois anos, então eu simplesmente não quis mais. De certa forma ele nunca se conformou, e eu sabia que se ele estava no meio daquilo, era porque a confusão estava pior do que parecia.


Parei a música e retirei os fones do ouvido, caminhando até o lugar a paços lentos. A essa hora da manhã, eles deviam estar batendo em alguém realmente importante. De qualquer forma, fiquei na ponta dos pés para conseguir enxergar quem estava no meio daquilo.


– Taehyung! – Eu falei um pouco alto, abrindo a boca em surpresa. O garoto estava jogado no chão, recebendo chutes na barriga e na cabeça. As mãos estavam na cabeça, tentando em vão diminuir o impacto. – O que caralhos vocês pensam que estão fazendo?! – Perguntei, irritada.


– Sky! – Zico se pronunciou, parecendo surpreso por me ver ali. Ele fez um sinal com a mão, indicando que era para pararem, e assim eles fizeram. Taehyung tirou as mãos da cabeça, mostrando o rosto completamente inchado e ensanguentado. Ele me encarou como se pedisse socorro. – O que está fazendo aqui? – Zico perguntou, sorrindo forçado. Ele caminhou até mim, levantando a mão para acariciar meus cabelos.


– Eu moro aqui do lado, se já se esqueceu. – Desviei de seu toque como se ele fosse radioativo. – O que vocês pensam que estão fazendo? Todos vocês contra um é covardia, o garoto nem pode se defender! – Apertei os punhos, irritada. – Achei que você fosse homem, Zico.


– Olhe como fala comigo! – Ele cuspiu as palavras, agarrando meu pulso. Eu estava acostumada com isso, então medo não era algo que eu sentia. – Se gosta tanto assim dele, se junte a ele! – Ele me empurrou, me fazendo cair ao lado de Taehyung. O grupo se juntou a nossa volta novamente, e dessa vez eu me tornei o alvo dos chutes.


– Não... – Eu escutei Taehyung sussurrar, sem forças. Suas mãos se fecharam em punhos, e ele tirou forças de algum lugar para se levantar e acertar um soco em Zico. O mesmo foi ao chão, e Taehyung se sentou sobre o mesmo. – Nunca. Mais. Encoste. Em. Uma. Garota! – Taehyung gritava pausadamente, e para cada palavra, um soco. Os amigos de Zico pareciam surpresos demais para fazer algo.


Longos minutos se passaram, todos encaravam a cena surpresos. Até que finalmente um dos amigos de Zico voltou a si, e acertou um soco certeiro no olho de Taehyung, fazendo o mesmo cair na calçada ao lado. Então, eles começaram a arrastar Zico dali.


– Taehyung! – Eu gritei, ignorando a dor incomoda em meu corpo e me levantando, mancando até ele. Me ajoelhei ao seu lado. Os olhos estavam entreabertos, e ele tinha dificuldade para respirar. Parecia prestes a desmaiar. – Você está bem?!


– Estou... – Ele sorriu fracamente, tentando me passar confiança. Porém, logo em seguida ele cuspiu sangue, e a calçada se tornou escarlate. Os cortes e sangramentos em seu rosto me preocupavam. Ele se sentou com dificuldades. – Sério, eu estou bem. Não é como se fosse a primeira vez que eles me batem. – Ele sorriu fraco.


– Por que eles estavam fazendo aquilo com você?! – Eu perguntei, passando a mão por suas costas. De alguma forma, aquele ato parecia amenizar a situação. Ele abriu um sorriso. Era impressionante como até mesmo com o rosto ensanguentado e inchado, ele conseguia ser bonito quando sorria.


– Eu estou me dando bem com a garota que o Zico gosta, e ele resolveu me dar mais uma de minhas surras diárias como aviso. – Ele riu, tossindo em seguida. Fez uma expressão de dor. Ele realmente não parecia bem.


– Zico é desse tipo. Se ele não tem a garota, ninguém mais pode ter. – Suspirei pesadamente, o encarando. – Consegue andar? – Perguntei, e ele assentiu. Ele teve que se apoiar em mim, pois quase não tinha forças para sustentar o peso do próprio corpo. – Nós temos que ia a um hospital.


– Não é necessário. – Ele balançou a cabeça negativamente, sorrindo de lado. – Tudo que eu preciso é de um cappuccino da vovó Sook e eu vou me sentir melhor. – Ele riu divertido, sonhador apenas em pensar sobre o tal cappuccino.


– Você é um garoto estranho Taehyung. – Eu comentei, fazendo uma careta. Que tipo de pessoa estava sangrando tanto, e preferia ir tomar café do que ir ao hospital? Eu não entendia porque tanta gente estranha estava a minha volta ultimamente.


– Já me disseram isso antes. – Ele soltou uma risada, e por algum motivo eu senti uma espécie de nostalgia. – O café da vovó Sook fica pra cá. Ela nunca está nesse horário, mas pelo menos está aberto. – Ele resmungou, e eu soltei uma pequena risada.


– Certo, pronto. – Eu falei, assim que chegamos ao tal café. O coloquei sentado em uma das mesas, e me afastei. Tirei um lenço da mochila. Aquele era o único presente de Zico que eu não me desfiz. De qualquer forma, molhei o lenço e o torci, voltando para onde Taehyung estava. – Não vai resolver seus cortes, mas ao menos vai limpar seu rosto. – Pressionei o lenço com cuidado sobre seu rosto.


– Eu gosto disso. – Ele praticamente ronronou, a medida que eu deslizava o lenço suavemente sobre seu rosto. Eu soltei uma risada. Ao final, seu rosto estava limpo. Via vários cortes por ele. Seus lábios estavam cortados e extremamente vermelhos, suas bochechas estavam inchadas e vermelhas, e ele estava com um olho roxo. Eu também via várias marcas roxas e vermelhas por seu corpo, mas elas não eram tão sérias.


– Você parece um gatinho. – Eu ri, e ele sorriu. – Taehyung, o que você estava fazendo a essa hora perto da minha casa? – Perguntei, notando apenas agora que as circunstâncias eram estranhas.


– Ah, isso? Eu estava indo ao parque. Eu gosto de brincar e fazer bolhas de sabão quando estou sozinho lá. Se eu for nos horários normais as pessoas vão achar que eu sou maluco. – Ele riu, coçando a cabeça.


– Mais você é maluco! – Eu falei, arqueando as sobrancelhas. Ela assumiu uma expressão ofendida, e eu ri. Acariciei seus cabelos, sorrindo serena. Ele fechou os olhos, apreciando aquele carinho. – Você tem certeza de que está bem?


– Tenho. – Ele levou a mão a barriga, e eu arqueei uma sobrancelha. Ele sorriu sem graça. – Ah, um deles estava com uma faca. Não é nada sério. – Ele tentou me passar confiança de que aquilo era verdade, porém eu não me convenci.


– Me deixa ver. – Eu mandei, segurando a barra de sua blusa. Ele fez o mesmo, tentando me impedir de ver o que quer que estivesse ali. Tirei sua mão, levantando a blusa. O abs definido que ele tinha poderia ter me deixado tonta, se não estivesse acompanhado de um corte não tão profundo, mas ainda assim precisaria de alguns pontos. – Taehyung, vamos ao hospital agora! – Eu segurei sua mão, tentando o puxar.


– Eu não posso! – Ele puxou sua mão de volta, e eu o encarei com uma sobrancelha arqueada. – Meus pais são muito ocupados e estão viajando a trabalho. Se eles descobrirem que algo aconteceu comigo, eles vão cancelar todos os compromissos deles para vir cuidar de mim! – Ele me encarou desesperado. – Por favor Sky!


– Tudo bem! – Me dei por vencida, jogando os braços para cima e bufando. Ele sorriu, porém antes que ele começasse a agradecer, eu me adiantei. – Mas eu vou dar um jeito nisso. Vem. – Segurei sua mão, e dessa vez ele se deixou ser levado.


– O que você vai fazer? – Ele andava com certa dificuldade, pousando a mão sobre o corte. Parecia doer, então eu diminui a velocidade de meus paços. Eu não queria que ficasse pior do que já estava.


– Eu tenho um amigo que adora me jogar cantadas, então eu vou usar uma com você. – Falei, e ele permaneceu em silêncio. O encarei com o canto dos olhos, sorrindo. – Me chama de EXO-CBX, porque i'm gonna cherish you. – Um sorriso bobo se formou em seus lábios, e eu sorri divertida. Taehyung era estranho, no entanto era incrível.



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