História Improvável, mas não impossível - Capítulo 26


Escrita por: ~ e ~hinaUzumaki4548

Postado
Categorias Naruto
Tags Naruhina, Naruto, Romance
Exibições 321
Palavras 3.933
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ei galerinhaaaaa.
Olha eu passando aqui em plena madrugada para postar capítulo novo pra vcs
Esperamos que gostem. Esse saiu mega ultra corrido rsrs

Beijo beijo

Capítulo 26 - Capítulo 26


Hinata POV

Naruto já tinha saído há um bom tempo e eu não conseguia pregar meus olhos. Meu corpo estava cansado, meu coração estava espremido e mesmo assim o sono não chegava de jeito nenhum. Ficava pensando o tempo inteiro em coisas desastrosas que pudessem acontecer com ele e isso me deixava desesperada e sufocada ao mesmo tempo.

Não aguentei mais ficar revirando na cama e fui até a cozinha. Talvez um chá quente me ajudasse a dormir. Eu ainda estava no mesmo quarto de antes de começar um relacionamento sério com Naruto. Por mais que ele insistisse em querer dormir junto comigo eu sabia que isso não daria certo. Era difícil demais resistir a ele.

A casa estava completamente silenciosa e escura. Foi difícil chegar à cozinha sem acender nada, mas não queria que ninguém acordasse com a movimentação. Hanabi só tinha conseguido ir para cama um bom tempo depois de a noite cair. Konohamaru estava tão preocupado que resolveu ficar na delegacia até que Naruto voltasse para ajudar em qualquer coisa. Papai provavelmente estava dormindo também, os tratamentos o deixavam cansado.

Logo que cheguei à cozinha acendi a pequena lamparina que tinha ali, iluminando um pouco daquele espaço. Minha camisola preta de seda balançava de um lado para o outro e eu percebi que a porta e as janelas estavam abertas. Meu coração saltitou ao ver quão desprotegidos nós estávamos. Corri fechando a porta com um baque surdo, suspirando fundo. Fechei as janelas logo em seguida e fui até o armário pegar uma leiteira.

Caminhei até a pia para encher a leiteira com um pouco de água e vi um vulto passar pelas minhas costas, fazendo reflexo pelas chamas da lamparina. Olhei para trás preocupada, mas não vi nada nem ninguém. Voltei minha atenção para a leiteira e novamente as chamas balançaram, me fazendo ficar atenta. Passei a mão em uma faca que estava em cima da pia e olhei para trás, de novo.

- Também não consegue dormir?

Apesar de reconhecer a voz um grito seco cortou minha garganta e levei a mão livre ao peito, tentando respirar tranquilamente.

- Que susto papai! – ele deu alguns passos em minha direção e sorriu ao ver como eu tinha ficado assustada com uma faca na mão. – O que faz acordado ainda?

- Te faço a mesma pergunta filha.

Papai me deu um beijo na testa e colocou a mão sobre a minha, tirando a faca dali ainda com um sorriso no rosto. Seu rosto parecia cansado demais.

- Estava sem sono, vim preparar um chá. E o senhor?

- Escutei o barulho de janela batendo e vim ver aonde era.

- Ah... sim. – suspirei concordando. Realmente as janelas estavam abertas.

Meu pai colocou a leiteira com água no fogão de forma lenta e logo depois encostou o corpo na mesa, me olhando de forma serena.

- Está preocupada, não está?

- Muito. – respondi suspirando. – Queria poder fazer alguma coisa.

- Uma boa coisa a se fazer é ficar longe do Naruto.

Aquela voz fez todos os pelos do meu corpo se arrepiarem em sentido de alerta. Meu coração ia ficando cada vez mais apertado conforme a visão dela ficava cada vez mais nítida aos meus olhos. Minha respiração ficou acelerada em questão de segundos. Papai olhou para trás e levou um susto de estremecer o corpo quando também a viu.

Shion estava acabada. Seu cabelo estava bagunçado, o vestido que usava estava completamente surrado e seu rosto era marcado por olheiras profundas, mas o que me chamava atenção eram seus olhos e sua mão. Os olhos de Shion tinham a pupila dilatada e pareciam descontrolados. Sua mão tremia, mas ainda sim ela segurava o revolver com certa determinação.

- O que você está fazendo aqui? – perguntou meu pai com a voz grave.

A respiração dele começava a ficar ofegante e ele deu alguns passos em minha direção. Eu não conseguia reagir, não conseguia fazer nada, só ficava pensando em como Shion conseguiu entrar ali daquele jeito e amaldiçoei a pessoa que deixou a porta da cozinha aberta.

- Se Naruto não é meu, ele não será de mais ninguém. – disse gargalhando e meu corpo arrepiou ainda mais ao escutar aquela gargalhada macabra. Shion estava fora de si, bem pior do que daquela vez.

- Shion...

- Desista dele Hyuuga ou seu querido pai morre.

O revolver estava apontado para o meu pai e o chão pareceu sumir debaixo dos meus pés. Minha respiração estava falha e meu corpo parecia não responder aos meus comandos. Eu queria gritar por ajuda, queria tirar meu pai dali, mas só conseguia ficar olhando para ela como um bicho amedrontado.

- Saia daqui Hinata.

Pisquei os olhos e virei minha atenção até meu pai. Ele tinha se aproximado até a pia e eu pude perceber que ele estava com a faca na mão, escondendo-a atrás do corpo. Ouvi a risada de Shion espalhar pela cozinha e tudo aconteceu rápido demais. Papai deu alguns passos na direção de Shion, tentando acertá-la de alguma forma. Ele teve sucesso, mas não o esperado.

A faca fez um corte no braço que Shion segurava o revolver, mas devido ao susto a arma disparou. Não sei qual foi o grito que mais me assustou, o sofrido de meu pai ou o maluco histérico de Shion. O barulho do disparo ainda zumbia pela cozinha quando finalmente consegui fazer alguma coisa.

- Papai!

O grito corou minha garganta enquanto me abaixei perto dele. Sua coxa sangrava no local onde o tiro acertou. Meu pai se contorcia em uma expressão de dor e tentava segurar a perna com ambas às mãos. Em poucos segundos eu já estava coberta de sangue e meu coração parecia querer sair pela boca.

- Maldito! – gritou Shion desesperada. – Vou matar os dois. Os dois!

Escutei mais um barulho de tiro e me encolhi sobre o corpo do meu pai, que continuava a gemer de dor. Outro grito fez-se presente na cozinha e meu coração pareceu parar uma batida por completo. Olhei em direção a entrada da cozinha e vi Hanabi pulando em cima de Shion com todas as forças. Não sabia onde aquele tiro tinha acertado, mas estava feliz que não tinha sido em minha irmã.

Os gritos loucos de Shion misturavam-se com os gritos de raiva de Hanabi e as duas pareciam dois animais brigando por um pedaço de carne. Hanabi tentava tirar o revolver da mão de Shion a todo custo e a loira desviava de seus ataques gritando cada vez mais. Levantei-me de um pulo e fui em direção a Shion e mais um tiro foi ouvido na cozinha.

Hanabi gritou de dor segurando a lateral do braço. Sangue. Uma raiva se apoderou de mim com tanta força que meu corpo cambaleou quase indo ao chão. Eu não tinha forças e me sentia uma inútil por isso, mas a raiva fez seu trabalho com perfeição. Voei no pescoço de Shion gritando aos sete ventos. Ela tentou me tirar de cima dela. Sentia suas unhas rasgarem meu rosto e meus braços, mas nada me fazia sair dali. Nada me fazia largar o pescoço que apertava com tanta raiva.

Ela tentava gritar, mas não conseguia. Tentava me bater, mas seus movimentos iam ficando cada vez mais fracos. Seu rosto começava a ficar roxo e seus olhos perdiam o brilho conforme eu lhe tirava o ar. Nunca tinha sentido tanta raiva de alguém na minha vida. Nunca tive tanta intenção de matar alguém como estava tendo agora. Eu não iria deixar essa vagabunda acabar com todos os meus sonhos. Não ia!

- Hinata.

Senti mãos envolvendo minha cintura com força, me puxando para longe de Shion. Não queria sair dali, queria ver o brilho sumir daqueles olhos para sempre. Eu gritava feito louca, estava fora de mim com tudo que estava vendo ali. Não percebi que era Suigetsu que gritava meu nome e me segurava tentando me acalmar de alguma forma.

Shion tossia com as mãos no pescoço tentando respirar. Ela ainda estava viva. Aquela infeliz ainda estava viva. Eu não podia aceitar aquilo, não podia aceitar uma pessoa desse jeito ainda estar viva. Eu gritava e me debatia nos braços de Suigetsu tentando avançar para terminar o que tinha começado. Eu sentia meu corpo tremer por completo em um estado de loucura. Eu estava fora de mim e a única coisa que parecia me acalmar era o pensamento de matar Shion.

Suigetsu me apertava cada vez mais em seus braços. Ele tentava falar alguma coisa em meu ouvido, mas eu não entendia absolutamente nada. Shion parecia fraca demais para levantar e Hanabi tinha chutado o revolver para longe. Meu corpo foi se acalmando conforme os minutos iam passando de forma devagar e arrastada.

Konohamaru apareceu na porta da cozinha. Não sei como ele veio parar aqui, ou como ficou sabendo do que estava acontecendo, mas eu agradecia por vê-lo ali. Respirei fundo e senti meu corpo ficar mole e minha visão ficar preta. Eu estava desmaiando.

 

*****

 

Pisqueis meus olhos tentando me acostumar com a claridade daquele local completamente branco. Passei as mãos pelo meu rosto olhando tudo ao meu redor e percebi que estava no hospital.

- Ainda bem que você acordou.

Olhei para o lado e vi minha irmã com um sorriso enorme no rosto. Meu primeiro reflexo foi olhar em seu braço e fiquei aliviada em ver ali um simples curativo. Isso era um bom sinal. Mostrava que ela não tinha se ferido de forma grave. Dei um sorriso de canto de boca e meus olhos passearam pelo quarto me atentando a cama que estava logo atrás de Hanabi.

Meu pai estava com os olhos fechados e a expressão serena. Parecia dormir tranquilamente. Sua perna estava para fora da coberta e uma faixa cobria toda a sua coxa. Não parecia ter sido tão simples quanto o ferimento de Hanabi.

- E-ele está bem? – perguntei com a voz fraca.

- Sim. Os médicos tiraram a bala do revolver com sucesso. Só terá que tomar cuidado com a recuperação.

Meu coração oscilou entre aperto e felicidade e eu não consegui segurar as lágrimas. Hanabi logo se aproximou sentando na cama e me envolvendo com seus braços. Eu chorava e soluçava feito uma criança. Sentia um peso sair do meu corpo e um alívio se instalar ali.

- O-o que acon-conteceu?

- Você perdeu a razão. Achei que fosse matar Shion com suas próprias mãos.

- Me arrependo de não ter matado. – disse com a voz fria tentando limpar as lágrimas.

- Não diga isso irmã. Isso ficaria marcado no seu coração para sempre.

- Também ficaria marcado se eu tivesse perdido você ou o papai ontem.

- Faz três dias Hinata. – disse Hanabi suspirando.

- O quê? – perguntei atônita.

Eu estava dormindo há três dias? Como isso podia ser possível?

- Você perdeu a razão enquanto tentava enforcar a Shion. Ficamos preocupados quando você chegou ao hospital junto de mim e do papai e não acordava. – um sorriso tímido brincou nos lábios dela. – Orochimaru nos tranquilizou dizendo que você sofreu um impacto psicológico grande e por isso não acordava.

- Impacto psicológico...

Suspirei baixinho lembrando de tudo que tinha acontecido naquela noite. Lembro de como eu fiquei perdida ao ver meu pai e minha irmã feridos. Lembro de como perdi a cabeça em algum momento e a única coisa que eu pensava era em matar Shion. Nunca pensei em matar ninguém, por mais raiva que eu tivesse, mas dessa vez eu não consegui me controlar. Mesmo agora vendo que Hanabi e papai estavam bem a minha vontade era de matar Shion com as minhas próprias mãos.

- O que fizeram com ela? – perguntei olhando fundo nos olhos de Hanabi.

- Naruto a levou presa. – respondeu com a voz fria. – Ela está em uma sela afastada acorrentada para não ter chance de fazer nada.

- Isso é pouco. – resmunguei com raiva.

- Sim, mas é o certo a se fazer. – direcionei meu olhar raivoso a ela. – Você sabe que é o certo a se fazer Hinata.

- Ela deveria estar morta.

- Você pode até ter razão, mas não deveria ser você a mata-la, ou Naruto.

- Ela iria matar você e o papai.

Só percebi que estava gritando com ela quando vi seus olhos arregalarem em minha direção. Meu pai resmungou na cama e logo acordou abrindo os olhos e me vendo. Uma felicidade tomou conta do meu coração ao ver que ele estava bem.

- Hanabi tem razão. – disse ele com a voz grossa. – Agradeço por Suigetsu ter chegado naquela hora para te parar.

- Até parece que vocês dois estão do lado dela.

- Não irmã, estamos do seu. – Hanabi chegou perto e segurou minha mão. – Suas mãos são para salvar vidas e não para tirar.

Desviei o olhar dos olhos claros de Hanabi e olhei para minha mão. Ela tinha razão. Eu estudava para salvar vidas e por mais que eu estivesse com raiva eu sei que me arrependeria se tivesse matado Shion. Aquilo iria ficar marcado no meu peito para sempre e jamais conseguiria viver bem. Suspirei fundo passando a mão pelo meu rosto.

- Onde está Naruto?

Não é que eu tinha me esquecido dele, mas no primeiro momento eu só pensava na minha família e agora que estava tudo bem meu peito apertava gritando pelo nome dele.

- Está no quarto no fim do corredor. – respondeu Hanabi com um sorriso.

Levantei da cama tocando os pés descalços no chão frio. A camisola branca do hospital era horrorosa, mas era a única coisa que eu tinha para vestir, então ele teria que me ver dessa forma. Tentei arrumar minha franja e meu cabelo conforme ia andando pelo corredor. Os médicos e enfermeiros iam e vinham de um lado para o outro me cumprimentando com a cabeça.

Cheguei à porta do quarto e um sorriso apareceu em meu rosto só de escutar a voz dele. Eu explodia de felicidade, por mais que a voz dele estivesse um pouco raivosa. Entrei no quarto passando pela porta entreaberta. A cena que eu vi poderia ter me deixado roxa de ciúmes e não fosse a cara de desgosto que Naruto fazia.

Uma enfermeira ruiva, muito bonita por sinal, estava próxima ao loiro e lhe alisava o braço dizendo alguma coisa que eu não conseguia escutar. Naruto tinha as sobrancelhas unidas na testa numa expressão de chateação.

- Eu já disse que não! – respondeu com a voz grossa.

- Nunca te disseram que é proibido gritar em um hospital coronel?

Tentei fazer uma voz raivosa, mas ela saiu mais doce do que eu esperava. Naruto direcionou seus olhos azuis para mim, que estava parada no batente da porta. Ele abriu um sorriso tão grande que eu mordi meu lábio inferior. Graças a Deus eu estava ali com ele. Ele estava bem. Sua perna estava completamente enfaixada, mas ele estava ali e isso era tudo que importava.

- Acho que você terá que me dar algumas aulas sobre isso, meu amor. – respondeu de forma brincalhona fazendo nossos sorrisos ficarem ainda maiores.

- Amor?! – perguntou a enfermeira oferecida com a cara surpresa.

- É assim que chamamos a pessoa que vamos casar, não é?!

A mulher piscou os olhos absorvendo a frase de Naruto. Ela olhava dele para mim com uma expressão engraçada. Acho que ela nunca pensou em levar um fora de um homem como o coronel. Quero dizer, o antigo coronel. Aposto que se fosse há alguns meses atrás Naruto já estaria com a mão debaixo da roupa da mulher. Ele tinha mudado e isso me deixava feliz.

Ele não olhava para a ruiva com desejo e curiosidade, ele olhava até com certa repulsa. Seus olhos brilharam quando encontraram os meus. Ele jamais tinha olhado Shion daquela forma e aposto o que quiser que ele nunca olhou mulher nenhuma daquela forma. Aqueles oceanos me olhavam com carinho e amor.

- Casamento?! – resmungou a ruiva ainda surpresa e saiu igual a um furacão pela porta esbarrando em meu ombro.

Casamento. Casamento. Oh céus. A proposta de Naruto era verdade. Claro que não duvidei daquilo na hora. Naruto podia ser brincalhão às vezes, mas tenho certeza que não brincaria com um assunto desses. A minha ficha só não tinha caído por completo. Senti minha bochecha ficar quente e sabia que estava ficando vermelha aos poucos. Minhas mãos começaram a suar levemente e Naruto me olhava de forma intensa. Ele me olhava dos pés a cabeça com um sorriso bobo no rosto.

- Achei que fosse ter que te acordar com tapas... Ou beijos.

Mordi meu lábio inferior mais uma vez, olhando ele nos olhos imaginando como seria ter acordado sendo rodeada pelos seus lábios macios. Naruto levantou a mão e fez sinal para que eu me aproximasse e bateu no colchão. Respirei fundo e caminhei em direção a ele sentindo meu coração bater forte. Casamento. Meu Deus eu iria me casar e nada daquilo fazia parte de algum tipo de acordo. Eu iria me casar porque meu coração tinha escolhido alguém e esse alguém tinha os olhos e o sorriso mais lindo do mundo.

Cheguei perto de Naruto e ele mal me deu tempo de fazer alguma coisa e já puxou meu braço fazendo com que eu me aproximasse ainda mais. Soltei um riso tímido quando percebi que eu estava praticamente debruçada sobre o corpo dele, com cada mão minha ao lado do corpo dele sustentando o peso do meu próprio corpo sobre a cama. Uma mão dele já tinha ido até a minha cintura enquanto a outra ainda segurava meu braço. Nossos rostos estavam colados e Naruto abriu ainda mais o sorriso antes de me beijar.

Começou com um beijo carinhoso, mas esse logo tomou um gosto de urgência. Deus, como eu tinha sentido falta dele. Não imaginava que tinha dormido por longos três dias, mas mesmo assim eu sentia sua falta. Era mais forte do que eu e eu precisava dele. A língua dele invadia minha boca sem nenhum tipo de pudor. Eu sentia a respiração pesada dele e a forma como ele apertava minha cintura. Ele também tinha sentido minha falta.

- Você não faz ideia do quanto estou feliz em te ver acordada. – disse ele afastando-se do beijo. – Eu fiquei preocupado.

- Desculpe. – respondi sem jeito arrumando um lugar para eu sentar ao seu lado na cama.

- Prometa que nunca mais vai fazer isso comigo. Prometa que nunca mais vai ficar longe de mim tanto tempo.

Seus olhos suplicavam pela resposta positiva. Suas mãos estavam uma de cada lado do meu rosto e ele me fazia um carinho gostoso com o dedão. A respiração dele estava tão desregulada quanto a minha e eu não tinha dúvidas: Naruto precisava de mim tanto quanto eu precisava dele. Estávamos ligados um ao outro de uma forma que nunca imaginei.

Sem perceber, lágrimas escorreram pelo meu rosto, tamanha era aminha felicidade naquele momento. Naruto ficou apreensivo e piscava os olhos na minha direção tentando entender o que estava acontecendo. Eu fungava baixinho limpando as lágrimas que desciam silenciosas.

- O que eu fiz Hinata? – perguntou ofegante.

- Nada. Eu só... – funguei mais uma vez. – Eu só nunca imaginei sentir nada disso por ninguém.

Meus olhos estavam baixos. Eu estava com vergonha de estar tão vulnerável na frente de uma pessoa que já tinha me maltratado outras vezes. Eu sabia que ele estava diferente, mas ainda sim a vergonha estava ali. Sentia os olhos de Naruto atento a cada movimento meu e acabei me surpreendendo quando senti seus lábios no meu rosto fazendo o caminho que a lágrima fazia.

Naruto distribuiu beijinhos por todo o meu rosto. Beijou meus olhos limpando as lágrimas, beijou minha testa, beijou minhas bochechas, beijou meu pescoço me fazendo ficar arrepiada, beijou a ponta da minha orelha, mordendo meu nódulo com delicadeza. Um choque percorreu meu corpo me esquentando por completo.

- Eu te amo como jamais imaginei amar alguém.

Aquela voz rouca no meu ouvido quase me fez desmaiar e tenho certeza que se eu não estivesse sentada minhas pernas teriam falhado. Naruto disse aquilo fazendo meu coração pular alegremente no meu peito. Tinha quase certeza que ele escutava a forma descompassada que ele batia. Naruto me puxou para mais um beijo ardente.

Minhas mãos escaparam para seus fios loiros e eu apertava sua nuca com ânsia o puxando para mais perto. Eu já tinha me esquecido que estávamos em um hospital e que ele estava machucado, eu só me importava em sanar toda a saudade que eu sentia dele. O beijo ia ficando cada vez mais intenso e eu gemia cada vez que ele me apertava mais forte. Uma de minhas mãos tinha ido parar em seu abdômen e eu procurava alguma forma de toca-lo por debaixo da camisa, mas um bater de porta me assustou fazendo com que eu me separasse dele.

- Vocês deveriam ter vergonha de se agarrarem desse jeito em um hospital.

A voz de Sasuke saiu brincalhona e logo olhei para trás. Ele saía do que parecia ser o banheiro com um dos braços enfaixado, mas parecia estar bem. Eu fiquei vermelha de vergonha por ele ter nos flagrado em um momento íntimo, por assim dizer. Naruto tinha a cara rabugenta quando Sasuke chegou mais perto e me deu um beijo na testa.

- Você deveria ter morrido no banheiro. – disse Naruto com tom de raiva.

- E você deveria calar a boca. – respondeu Sasuke com o mesmo tom. – Você nos deixou preocupado. – disse de forma doce direcionando a fala para mim.

- Não tive a intenção. – respondi sem jeito. – Onde está Sakura?

- Foi até em casa buscar algumas coisas para mim e Naruto. Vamos ter alta no final do dia.

- Isso é maravilhoso! – exclamei feliz.

Lancei um sorriso alegre para Naruto e ele me olhava de forma carinhosa, também com um sorriso no rosto. Ele deveria estar cansado de estar no hospital por esses dias. Não precisava nem perguntar, sabia que Naruto teria que usar alguma muleta, pelo menos nos primeiros dias. E sabia também que eu cuidaria dele, assim como da outra vez. E isso não seria problema nenhum.

- E então... já escolheram a data do casamento? – perguntou Sasuke divertido.

- Bom, isso é com a Hinata. – disse Naruto de forma doce chamando a minha atenção tocando minha mão. – Já tem algum dia em mente?

Pisquei meus olhos algumas vezes em sua direção e antes que eu pudesse pensar a frase boba saiu pela minha boca em forma de sussurro, mas foi o suficiente para ele escutar.

- Então o pedido era de verdade...

- Claro que era! – exclamou ele de forma enérgica. – Eu te amo e quero me casar com você.

Senti minhas bochechas ficarem ainda mais quentes, se é que isso era possível. Ouvi a risada baixa de Sasuke do nosso lado e senti vergonha pela declaração tão aberta que Naruto tinha acabado de fazer.

- Eu fico muito feliz por vocês dois. – falou Sasuke. – De verdade.

- Obrigada. – sussurrei com a cabeça baixa.

Senti a mão de Naruto em meu rosto mais uma vez naquele dia e ele levantou minha cabeça para que eu pudesse olhar em seus olhos. Eu estava explodindo de felicidade. Era a segunda vez que eu estava sendo pedida em casamento e eu estava rindo por dentro de uma forma quase surreal. Naruto chegou mais perto e me deu um selinho deixando nossas testas coladas.

- E então... aceita se casar comigo? – perguntou baixinho.

- Pela segunda vez... sim. – respondi sorrindo com todo o meu corpo.


Notas Finais


Galerinha, temos um aviso pra vcs.

Eu e minha parceira estamos mega atoladas essa semana. Já foi super difícil arrumar tempo para fazer o capítulo de hoje.
No fim de semana eu (Leifa) estarei fora pq vou a Comic Con e a hinaUzumaki também está em semana de prova na escola, assim como eu estou atolada na faculdade, ou seja, estamos sem tempo até para respirar.
Por isso avisamos que semana que vem NÃO haverá capítulo de "Improvável, mas não impossível". Não conseguimos adiantar nada, então não vamos ter nada pronto para postar.
Esperamos que possam entender.

Beijo enorme em cada um.


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