História Impulses - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Emma Roberts, Matthew Daddario
Personagens Personagens Originais
Tags Brigas, Drama, Emma Roberts, Matthew Daddario, Romance
Exibições 144
Palavras 4.596
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi meus amores.
Finalmente, vocês vão conhecer dois personagens novos: Ethan e Amber.
Boa leitura e leiam as notas finais.

Capítulo 5 - Trip to Hawaii


Fanfic / Fanfiction Impulses - Capítulo 5 - Trip to Hawaii

Hanna point of view.

Jogo o meu celular em cima da cama, entro no banheiro, tirando a minha roupa com pressa, adentro o Box de vidro e ligo o chuveiro, deixando a água escorrer pelo meu corpo. O banho não dura mais que o necessário, envolvo o meu corpo em uma toalha e vou para o meu closet. Visto uma lingerie preta, subo uma calça jeans escura, uma blusa branca de botões na frente, calço os meus saltos a pressas e faço uma maquiagem básica, deixando os meus cabelos soltos.  Dou uma voltinha em frente ao espelho, verificando se estava tudo em ordem.

Pego o meu celular em cima da cama e enfio o aparelho no bolso, junto com a chave do carro. Saio do meu quarto, fechando a porta, desço para a sala e logo vejo os meus irmãos relaxados no sofá, mexendo em seus celulares, e passo por eles, indo para a garagem. Adentro no meu carro e ligo o mesmo, saindo dali em seguida.

Paro em frente à casa de Caleb e travo o meu carro ao sair do mesmo. Caminho em direção à porta da casa dele, subo os degraus de mármore branco e toco a campainha. Não demora muito para que a porta seja aberta, revelando o abdômen definido dele, pois estava vestido apenas com uma calça de moletom, vou subindo a minha visão por cada músculo do seu corpo, até parar nos seus olhos. Ele solta um sorriso de lado, como se fosse rir da minha baixa estatura, mas apenas me dá passagem para entrar.

— Entra! — diz. Passo por ele, entrando na sua casa, me viro para o mesmo, que fecha a porta de entrada, e depois segue em direção às escadas. Vou andando logo atrás de Caleb, subo os degraus e entro no seu quarto. Minha visão vaga por todo o local, notando as grandes mudanças do cômodo desde última vez que estive aqui. — O que você quer? — ele pergunta, chamando a minha atenção para si, e enfia as mãos nos bolsos da calça.

— Apenas te ver. — sorrio, me aproximando e me sento na cama.

— Já está me vendo.

— Você é sempre tão legal assim? — ironizo, revirando os olhos.

— Não, tem dias que sou bem chato. — ele ri e senta ao meu lado na cama. Volto a minha atenção para a decoração do seu quarto, as paredes pintadas de azul e branco com quadros, uma estante grande com livros e porta-retratos da família, uma enorme cama de casal e uma varanda, que tem as portas abertas.

— O seu quarto é lindo, eu não entro aqui desde meus oito anos. Lembro que tinha vários carrinhos e outros brinquedos espalhados pelo quarto.

— Você já entrou aqui? Eu não me lembro disso. — ele olha em volta e depois seus olhos se fixam em mim.

— Sim, mas você me expulsou.

— Me conta essa história. — ele pede.

— Eu não me lembro muito bem, mas sei que estava brincando com a Alissa, então entramos no seu quarto, ela estava procurando alguma coisa, você nos viu e nos expulsou aos gritos.

— Ainda não me lembro. — ele dá de ombros. Tiro os meus saltos, subo as minhas pernas na cama e jogo o todo o meu corpo para trás, sentindo a maciez do colchão.

— Que cama macia! — digo, cruzando as pernas.

— Não dá, tudo que você diz dá a entender que você quer transar. — Caleb ri.

— Que bom que notou, mas eu só quero dormir com você de novo. — me sento na cama novamente, aproximando os nossos corpos. Desço a minha visão pelo seu físico divino, já sentindo o desejo beijá-lo, mordo os lábios ao fixar os meus olhos nos seus.

— Não acho uma boa ideia, Hanna.

— Então, o que quer fazer? — pergunto com certa dose de malícia, aproximando ainda mais o meu corpo do dele.

— Ficar quietos. — ele se inclina para frente, descendo a sua mão pelos meus cabelos. — Não consegue? — mordo o lábio e concordo calada, mostrando um sorriso de lado sem vida.

Abaixo a minha cabeça e respiro fundo por causa de mais uma noite frustrada adicionada a minha lista. Sinto a sua mão no meu pescoço, subo o meu olhar para admirar a sua face, passo a língua entre os lábios, chamando a atenção dos seus olhos castanhos esverdeados. Inclino o meu rosto para frente, capturando os seus lábios macios em um beijo calmo. Ele agarra a minha cintura com as suas mãos e vai me deitando em sua cama, enquanto fica por cima de mim. Uma das minhas mãos desce pelas suas costas, enfio os dedos da outra mão entre os seus cabelos. O nosso beijo vai ficando cada vez mais intenso e sua língua brinca com a minha de forma calma.

Eu tento aguentar o máximo que consigo, mas acabo partindo o seu beijo por causa da maldita falta de ar. Sua mão continua fazendo carinho no meu pescoço, sinto o seu polegar deslizar pela minha bochecha e um sorriso tímido se forma em seus lábios, enquanto eu apenas me perco por completo em seus olhos perfeitos.

— Como é gostar de mim, Hanna? — ele pergunta, me deixando surpresa.

— Como sabe disso? — respiro fundo, tentando não gaguejar.

— Dá para ver na sua cara que você gosta de mim, Hanna. — ele ri.

— É difícil.

— Me explica mais. — ele sussurra na minha orelha, me deixando completamente arrepiada.

— É como ser uma criança, ver um cupcake na vitrine e não pode pegá-lo. — rio, ao encarar a sua face confusa. — Ok, eu sei que foi uma péssima comparação.

— Mas é só você entrar na loja e comprar o cupcake. — ele ri.

— Não dá para comprar quando a sua mãe não deixa.

— Entendi. Eu não sou tão complicado quanto pareço.

— E como é saber que eu gosto de você e ainda sim me usar?

— Eu não te uso, é bom ter alguém gostando de mim. — ele posiciona o seu quadril entre as minhas pernas e passa o braço por baixo de mim, levantando meu pescoço.

— Às vezes parece que sim. — digo ao observar os detalhes do seu rosto e continuo fazendo carinho nos cabelos da sua nuca.

— Eu não te uso, Hanna. — ele diz, encostando a sua testa a minha. Solto um suspiro pesado ao olhar os seus lábios.

— Quando isso aconteceu? — viro o meu rosto e beijo o seu pescoço. — Quando começamos a nos envolver?

— Quando eu te mandei mensagem te chamando para sair àquela boate com os nossos amigos.

— E porque não antes? — vou dando leves mordidas pelo seu pescoço, ergo as minhas mãos pelas suas costas, cravando as minhas unhas pintadas de preto na sua pele firme e subo o meu beijo para o seu queixo, mordiscando o local.

— Porque eu não te suportava. — paro o que estava fazendo para encará-lo. — Você era irritante, mimada, chata, insuportável, e sem falar que é insistente. — fico boquiaberta.

— Eu posso até ser insistente, mas o resto não. — digo franzindo o cenho.

— Você era tão irritante que chegava a ser insuportável, tão mimada que chegava a ser chata, e você vivia grudada na minha irmã e, principalmente, no babaca do meu pai. — ele diz, revirando os olhos.

— Você nunca queria falar comigo, sempre me ignorava, então eu conversava com a Alissa. — respondo irritada. Não acredito que Caleb estava querendo brigar comigo por causa de algo que aconteceu na nossa infância e adolescência. Ele ergue o seu corpo sobre mim, apoiando o seu peso nas mãos que estavam de cada lado meu.

— Eu não gostava de você, como eu ia lhe dá algum tipo de atenção?

— Eu percebi com o tempo que você não gostava de mim. — cruzo os braços, relaxando na cama e subo minha perna pela lateral do seu corpo, enquanto o encarava.

— Então pronto, bruxa. — abro a minha boca surpresa e em resposta empurro o seu peitoral, já começando a ficar irritada. — Agora vamos dormir. — ele sela nossos lábios e pousa o seu corpo ao meu lado. Puxa-me pelo quadril, colando os nossos corpos, viro o meu corpo, ficando de costas para ele, e sinto os seus lábios no meu pescoço.

— O que você quer de mim? — arfo baixinho, remexendo o meu corpo.

— Não rotule as coisas, nesse momento, eu só quero você. — Caleb sussurra na minha orelha, tirando o cabelo que atrapalha a trilha de beijos que descem pelo meu pescoço. Viro-me novamente e beijo seus lábios.

— Eu também quero você. — sussurro.

— Então relaxa, dorme comigo que você vai ter tudo o que quiser de mim, só precisa saber esperar. — faço bico, tentando convencê-lo a mudar de ideia. — Cada coisa ao seu tempo, Hanna.

— Isso não é legal.

Deslizo a minha mão pelo seu pescoço, fazendo um leve carinho no local, colo os nossos corpos como antes e escondo o meu rosto na curvatura do seu pescoço, chupo a sua pele, passando a língua pelo local. Afasto-me um pouco para ver os seus olhos, que me encaram de uma maneira diferente, não sei descrever a sua expressão, mas isso não me incomoda. Desço a minha mão pelo seu tanquinho e beijo os seus lábios com calma, minha língua deslizava sobre a dele. Sempre que o beijo, sinto um nervosismo me consumir aos poucos, como se fosse o meu primeiro beijo.

— Não se anima, nós temos que dormir, vamos viajar amanhã, caso não se lembre. — ele diz, separando os nossos lábios. Bufo frustrada e puxo o lençol para cobrir meu corpo. — Não desista de mim, só aprenda a esperar. — ele sela nossos lábios.

Subo a minha mão pelo seu peitoral até a sua nuca e continuo fazendo os meus carinhos entre os seus cabelos. Caleb vai fechando os olhos lentamente, também sinto os meus olhos pesarem e acabo dormindo.

***

— Bem vindo a Honolulu, no Havaí. — diz Harley, dando pulinhos empolgados à nossa frente.

Subo os meus óculos escuros, os deixando presos no meu cabelo, e levo a mão à boca, escondendo a mesma para bocejar, acabei de acordar depois de passar várias horas dentro de um avião ao lado de Kurt. Dylan não quis viajar com a gente, ele é o tipo antissocial que acha que diversão é uma grande perca de tempo. Olho em volta vendo várias pessoas andando pelo aeroporto e conto mentalmente todos que vieram com a gente, me certificando que ninguém esta perdido, apesar de que eu passei a viagem toda desejando jogar Amber pela porta de emergência do avião.

A vadia de cabelos longos e castanhos passou a viagem toda de papinho com Caleb, ela não se afastou um segundo dele, e como eu estava entediada, aproveitei esse tempo para conhecer melhor Ethan. Ele é tipo gostosão metido a bad boy, mas, assim que ele abriu a boca, notei que falta um cérebro na sua cabeça. Aproximo-me de Ethan e passo o meu braço no dele, ele olha para mim e apenas sorri.

— Harley, onde vamos ficar? — pergunta Caleb, usando as suas indispensáveis calças jeans rasgadas.

— Kurt e eu alugamos uma casa, agora vamos pegar um táxi. — responde Harley.

Caminho em direção à saída do aeroporto, enquanto vou puxando a minha mala de rodinhas, assim que coloco o pé para fora sinto uma brisa quente bater contra o meu corpo. Parece que a Terra se aproximou do Sol, estou mais acostumada com o clima nublado de Nova Iorque. Meu irmão faz sinal para alguns táxis que param à nossa frente, Kurt pega minha mala e joga no porta-malas. Adentro o táxi, puxando Ethan comigo, meu irmão ocupa o banco da frente e Alissa o banco de trás conosco.

— Harley me disse que vai ter uma festa eletrônica na praia e fica perto da casa que vamos nos hospedar. — diz Ethan. Desvio a minha atenção para o táxi atrás de nós e olho para ele. — Você quer ir comigo?

— Claro, parece ser bem interessante. — respondo. Eu não tenho interesse em qualquer conversa que Ethan inicia durante o caminho até a casa, só consigo pensar em Amber dando em cima de Caleb no outro táxi.

— Cuidado para não ficar com dor no pescoço. — diz Alissa, chamando a minha atenção, e levo a minha mão para o meu pescoço, massageando o local. A morena alta mexe em seu celular.

— Do que está falando? — pergunto indiferente.

— Hanna, não se preocupe com o meu irmão ele não vai transar com a Amber em um táxi com Tristan e Harley do lado, ele conhece algo chamado cama que é bem mais confortável. — Alissa diz rindo. Travo o meu maxilar, remexendo os meus lábios, e fecho os meus punhos.

Sinto o carro parar, então abro a porta, saindo do veículo e vejo uma luxuosa casa de veraneio de frente para a praia. Kurt abre o porta-malas, tirando as bagagens com Ethan. Seguro a alça da minha mala e saio puxando a mesma em direção à porta da casa.  Viro-me em direção aos meus amigos, Harley sai do táxi e se aproxima de mim, balançando a chave.

— Não gostei da sua amiguinha. — digo baixo, enquanto ela abre a porta.

— Hanna, controla o seu ciúme, eles estão apenas conversando. Não vamos estragar um fim de semana perfeito com brigas.

— Se ela ficar longe do meu ursinho não terá motivo para brigas.

— Apenas se controla, Caleb pode conversar com quem ele quiser, vocês não são namorados. — ela suspira.

Tomo a frente da minha amiga, entrando primeiro na casa, fico maravilhada com a ótima decoração. O chão é de madeira envernizada e muito bem encerada, todos os móveis são brancos com almofadas laranja, também há uma escada com corrimãos de vidro. O pessoal vai entrando na casa e andando pelo local.

— Todo mundo tem o seu próprio quarto. — diz o meu irmão em um tom de malícia. — Vocês já podem ir se acomodando, mas desçam em meia hora para jantar.

— Vamos, Caleb, temos que pegar os melhores quartos. — diz Amber rindo. Eles sobem as escadas para o andar de cima. Vejo Alissa seguir para o andar de cima e a acompanho logo atrás.

— Que cara é essa, Hanna? — pergunta Alissa, enquanto andávamos pelo corredor. — No que está pensando?

— Em nada. — dou de ombros, olho para Alissa que arqueia a sobrancelha, esperando que eu fale. — Tá, tudo bem, o seu irmão está interessado na Amber? — passo a mão no meu cabelo, fingindo não ter muito interesse na conversa.

— É isso que está pensando? — ela ri. — Eu estava brincando no táxi, eu não sei se ele está querendo ficar com ela. Caleb não fala sobre as coisas comigo, eu sou a irmã mais nova dele. — completa Alissa, parando na porta de um dos quarto.

— Eu não consigo evitar, ok? — respiro fundo. — Eu vou para o meu quarto, você não vai entender nada mesmo. — me viro para o quarto ao lado e abro a porta do cômodo.

— Hanna, por favor, não tem uma crise de ciúmes, assim você só vai conseguir afastá-lo. — diz Alissa, mas eu apenas entro no meu quarto, ignorando as suas palavras.

Com dificuldade jogo a minha mala em cima da cama e abro as portas da varanda do meu quarto, tendo a visão do paraíso, no caso, o mar esverdeado e da areia branquinha. Volto para o quarto, tiro os meus saltos e calço os meus chinelos. Abro a minha mala e desisto antes mesmo de tentar arrumar alguma coisa. Sinto a minha barriga roncar de fome, com certeza meu irmão e Harley deviam estar preparando o jantar. Saio do meu quarto e desço as escadas, assim que entro na cozinha, vejo todos sentados à mesa.

— Vocês nem me esperaram. — digo a eles e puxo a cadeira para me sentar ao lado do meu irmão. Caleb estava sentado à minha frente, e não trocou uma palavra comigo desde que saí da sua casa hoje, antes do Sol nascer.

— Desculpe, mas estou morrendo de fome. — diz Tristan. Kurt pousa um prato com panquecas carameladas à minha frente.

— Quem vai à festa eletrônica na praia? — pergunta Amber.

— Hanna e eu vamos. — responde Ethan, e eu apenas sorrio sem mostrar os dentes. Caleb me encara por alguns segundos e revira os olhos.

— Caleb, quer ir comigo? — pergunta Amber e ele desvia o seu olhar de mim para encará-la. Evito revirar os olhos, morrendo de ciúmes por dentro, mas continuo comendo, ignorando a presença de Amber na mesa.

— Claro! — ele responde.

O resto do pessoal e eu passamos o jantar todo segurando vela de Harley e Tristan, que pareciam um casal em Lua de Mel. Termino de comer, me levanto e levo o meu prato para a máquina de lavar louças. Depois subo para o meu quarto pra me arrumar para essa festa. Entro no banheiro, tiro toda a minha roupa e entro no box, começando o banho, depois que termino, envolvo uma toalha no meu corpo e saio do banheiro.

A minha mala está aberta em cima da cama, visto uma lingerie preta rendada e um vestido de tecido leve da mesma cor que ia até a metade das minhas coxas e tinha mangas longas. Calço uma sandália sem salto marrom e prendo o meu cabelo em um rabo de cavalo. Depois que a minha maquiagem está pronta, pego a minha bolsa em cima da cama e jogo o celular dentro. Saio do quarto e desço para a sala, mas não encontro ninguém no local, escuto uma gritaria vindo do lado de fora, então saio de casa, tendo a visão de Ethan e o meu irmão admirarem uma Ferrari vermelha.

— Você dirige essa. — Kurt joga a chave do carro para Ethan.

— Valeu cara. — responde Ethan, sorrindo, e destrava o carro.

— Posso ir com você, Ethan? — pergunto, me aproximando do carro e deslizo os meus dedos pela lataria.

— Claro gata. — ele sorri, então entro no carro e passo o cinto. Logo Alissa e Kurt ocupam o banco de trás, enquanto Caleb, Tristan, Harley e Amber vão em outro carro, o que me deixa ainda mais irritada. Essa cadela da Amber nem sabe disfarçar que está dando em cima do meu ursinho.

Ethan sai cantando pneu em direção a festa, fico vendo a paisagem passar pela janela. Quanto mais o carro se aproximava do local, mais eu podia ouvir a música alta. Ethan estaciona o carro próximo ao meio fio, abro a porta, saindo do veículo, seguro o braço do meu irmão, que já tinha saído do carro, e seguimos andando pela areia em direção à festa que já podia ter suas luzes vistas ao longe.

— É hoje que eu perco a cabeça. — grita Ethan, ao ver algumas garotas passarem fazendo top less por nós. Bufo, sentindo vergonha alheia das suas palavras.

Alguns vendedores ambulantes passam por nós vendendo luzes de neon, Kurt chega a comprar algumas. Seguro a mão de Ethan e saio puxando o mesmo para um bar. Encosto-me ao balcão e peço ao barman um “sex on beach”, assim que ele me entrega o pedido e o meu cartão de crédito, levo o canudo à boca, sugando o líquido colorido.

— Vamos dançar. — sussurro na orelha de Ethan, que bebia uma dose dupla de uísque. Ele vira a bebida de uma vez e deixa o copo no balcão.

— Claro gatinha. — ele responde sorrindo. Seguro a sua mão e o puxo para o meio da multidão que sacudia os seus corpos ao som de Rihanna.

Fico de costas para ele e vou mexendo o meu quadril, sinto a sua mão deslizar pela minha barriga, colando os nossos corpos, continuo rebolando lentamente, enquanto vou bebendo o meu drink. Viro para Ethan e encaro os seus olhos azuis, então capturo os seus lábios carnudos em um beijo apressado. Por mais que eu esteja odiando a aproximação de Amber e Caleb, eu não vou passar a festa toda perseguindo os dois, vou aproveitar cada momento com Ethan.

Ele segura o meu quadril com as duas mãos, passo um braço no seu pescoço, o trazendo mais para mim, enfio os dedos entre os seus cabelos e sugo a língua dele, sentindo o gosto forte do uísque. Ele morde o meu lábio e me puxa para si, colando os nossos corpos ainda mais. Separo os nossos lábios para recuperar o fôlego, então bebo mais um gole da minha bebida.

— Seus lábios são bem gostosos. — digo ao voltar a beijá-lo.

— Eles sempre são. — ele leva a mão à minha nuca e sussurra na minha orelha.

— Não seja tão convencido, Ethan. — rio. — Quero te falar uma coisa.

— Pode falar. — ele ri.

— Somos amigos, certo? — passo os braços em volta do seu pescoço.

— Sim, por quê?

— Quero ter certeza, eu não quero me apaixonar por ninguém, entende? Então quero que seja o meu amigo, e, se for um bom garoto, pode ter alguns benefícios. — sorrio, mordendo os lábios.

— O que é se apaixonar? Se for bebida eu quero. — ele ri.

— Não, você não vai querer, é algo muito ruim.

— Então, eu não quero. — ele ri e eu volto a beijar os seus lábios, enfiando a mão por dentro da sua camisa, sentindo os músculos das suas costas.

Depois de passar algumas horas pulando em meio a tanta gente, os meus pés já começam a ficar doloridos. Ethan já bebeu mais do que devia, e eu não estou mais aguentando vê-lo abrir a boca para falar tanta idiotice. Sinto um mal estar subir pelo meu corpo, me afasto de Ethan para procurar um banheiro, mas o único que encontro é um banheiro químico que tinha uma fila enorme. Eu me recuso a ir nesse tipo de banheiro, então continuo andando, enquanto procuro algum conhecido.

O meu sangue ferve ao ver Caleb aos beijos com Amber, respiro fundo tentando me controlar e vou até eles, que continuam se agarrando na minha frente. Reviro os olhos e cutuco o ombro de Caleb com força, o fazendo parar o beijo e se virar para mim.

— O que você quer? — pergunta Caleb.

— Preciso de um favor. — cruzo os braços. — Pode me ajudar?

— Em que, Hanna? — ele revira os olhos e Amber apenas fica nos olhando.

— Me leva para casa.

— Por que não pede para o Ethan? Não gostou de ficar com ele? — bufo irritada, tentando não cair nesse joguinho de Caleb.

— Ele está bêbado, não pode dirigir.

— E como você sabe que eu não estou bêbado também?

— Por que eu não te vi bebendo e você me parece bem sóbrio.

— Eu não posso te levar, estou com a Amber. — ele passa o braço em volta do pescoço dela, eu também queria passar o meu braço ali, mas seria para enforcar essa cadela.

— Por favor, Caleb. — peço manhosa, fazendo uma expressão enjoada como se fosse vomitar na vadia. Caleb revira os olhos e sela os lábios de Amber.

— Melhoras, Hanna. — ela disse.

— Amanhã passa no meu quarto. — ele diz próximo ao ouvido dela, mas alto o suficiente para que eu possa ouvir e me corroer de ciúmes. — Vamos logo, bruxa.

Saio andando na frente, meus pé iam afundando na areia conforme ia me aproximando do carro. Caleb passa a minha frente, tirando a chave do bolso, e destrava o carro. Abro a porta do passageiro, adentrando o veículo e ele ocupa o lugar do motorista, por fim, liga o carro, nos tirando dali. Quando vejo Caleb estaciona o carro em frente à casa, saio e entro às pressas. Entro no banheiro e desço a minha calcinha, me sentando no vaso sanitário.

— Você está bem? — escuto a voz de Caleb do outro lado da porta. Subo a minha calcinha entre as pernas, abro a torneira e lavo as minhas mãos com o sabonete líquido.

— Estou bem. — digo, saindo do banheiro, e levo a minha mão a testa, sentindo uma leve tonteira.

— Beber demais dá nisso. — ele diz, caminhando em direção à escada.

— Achei que fosse voltar correndo para a Amber. — vou atrás dele.

— Não estou a fim.

— Por quê? — pergunto, mostrando o meu interesse na sua resposta.

— Porque vou dormir. — ele responde, subindo as escadas, e entra no seu quarto, fechando a porta em seguida, impedindo a minha entrada.  Encosto as costas na parede em frente à porta do seu quarto, observo os detalhes da madeira, enquanto me pergunto se devia bater ou não. Bato o pé irritada comigo mesma, me aproximo da porta e bato na madeira. A porta se abre, mostrando Caleb apenas de cueca na minha frente. — O que você quer Hanna? — Caleb pergunta. Minha visão desce por todo o seu corpo, admirando cada pedaço de pele exposto, fazendo o meu corpo estremecer, nem consigo falar com ele. — Quer uma fotografia? Dura mais.

— Boa noite, Caleb. — digo irritado e me viro para o meu quarto. Como ele pode ser tão estúpido ao ponto de não notar o que eu quero?

— Espera! — ele segura o meu braço. — O que você quer?

— Que você pare de ser idiota. — suspiro ao encarar os seus olhos.

— Infelizmente isso é uma coisa automática, Hanna.

— Achei que você fosse inteligente, uma garota não vem ao quarto de um cara por nada, Caleb.

— Por que não vai ao quarto do Ethan? Ele vai dá o que você quer.

— Quer saber?! Foi uma idiotice ter vindo aqui. — respiro fundo.

— Também acho. — ele diz ao bater a porta na minha cara.

— Caleb, seu idiota. — grito furiosa, batendo na porta. Ele a abre novamente, então invado o cômodo, olho para o seu rosto e impulsiono o meu corpo para frente para beijar os seus lábios, mas ele se assusta e separa os nossos lábios.

— Está necessitada? Até outro dia eu era tudo de ruim.

— Eu gosto de você. — digo manhosa e sacudo o meu corpo irritada.

— Eu sei que gosta. — ele ri.

— Você é um cretino mesmo, idiota. — grito, já sentindo os meus olhos arderem. Caleb fecha a porta do quarto.

— Hanna, que merda, para de gritar.

— Não, eu não paro, não tem ninguém nessa casa mesmo, está todo mundo naquela festa idiota. — digo gritando.

— Caralho, para de gritar. — ele grita comigo.

— Eu já disse que não paro. — digo alto. Caleb leva uma mão a minha boca e a outra a minha nuca, me impedindo de falar qualquer coisa. Tento empurrar o seu peitoral com toda a minha força.

— Você fica bem melhor assim. — ele ri. Seguro o seu pulso, tentando afastá-lo da minha boca. — Já parou? — ele pergunta, tirando a mão dos meus lábios.

— Não. — respondo irritada. — Se colocar essa mão na minha boca de novo, eu vou te morder.

— Se você gritar novamente, vou te colocar para dormir na rua.

— Você não pode me expulsar dessa casa. — digo boquiaberta.

— Paga pra ver.

— Essa casa não é sua.

— Paga pra ver, Hanna. — ele repete. Viro-me de costas, tentando ignorar a sua presença, e passo as mãos pelos meus cabelos, soltando os fios. — Vem deitar. — desvio o meu olhar para ele, que esta deitado na cama e enrolado no lençol da cintura para baixo.

— Agora quer que eu deite com você. — digo, me aproximando da cama.

— Deita logo. — tiro as minhas sandálias e me deito na cama ao seu lado. Começo a fazer carinho nos seus cabelos, depois deslizo as pontas dos meus dedos pelo seu pescoço e deposito um beijo no local. — Vamos dormir ok?

— Eu prefiro você assim. — sussurro. Escondo o meu rosto na curvatura do pescoço dele, sentindo o cheiro refrescante do seu perfume, encolho meu corpo, deixando os nossos corpos colados, e passo o meu braço em volta do seu tronco.

— Eu também prefiro. — ele sussurra na minha orelha.

Fico sentindo o calor do seu corpo, deslizo as pontas dos dedos pelas suas costas, fazendo um leve carinho. Todo o meu corpo relaxa quando durmo com Caleb, já estamos dormindo juntos a três noites seguidas, e, mesmo não tendo acontecido nada do que eu quero, têm sido as melhores noites de todas.


Notas Finais


Gente, vocês não sabem o quanto eu amei os comentários do cap anterior. Eu amo quando vocês chegam nos comentários dizendo que amam e odeiam Haleb, porque essa sempre foi a minha intenção. kkkk
Rolou ciúmes do Caleb com o Ethan e Hanna com a Amber nesse cap kkkk
Para todas que estão shippando Haleb com uma cama, peço que tenham só mais um pouco de paciência que o hot esta bem próximo. kkk

Agora quero deixar o link da fic maravilhosa com o Justin Bieber das divas @belibeaa e @TiaClara. Deem uma olhadinha, eu juro que vocês não vão se arrepender.
https://spiritfanfics.com/historia/the-case-of-white-cube-7081177
https://spiritfanfics.com/historia/the-case-of-white-cube-7081177

E não vão embora sem deixar um comentário aqui, ok? Beijinhos. <3


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