História In Berlin, wir lieben - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Alemanha, Baekyeol, Berlim, Chanbaek, Exo, Intercâmbio, Kpop, Lemon, Romance, Universidade, Yaoi
Exibições 42
Palavras 1.609
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olar!

Demoray mas chegay.

É que essa fic demanda muita pesquisa, para ser o mais real possível (tirando a parte do intercâmbio e tudo mais, todo o resto é real) (até pq chanbaek é mais real do que eu q)

Música do capítulo: Babel - Mumford and Sons.
Título: A torre de babel

Capítulo 3 - Der Turmbau zu Babel


Fanfic / Fanfiction In Berlin, wir lieben - Capítulo 3 - Der Turmbau zu Babel


Cause I know my weakness, know my voice

And I'll believe in grace and choice

And I know perhaps my heart is farce

But I'll be born without a mask


A amizade de Chanyeol e Baekhyun começou no primeiro dia deles em na cidade, mesmo que de maneira bastante tímida. Os dois ainda estavam empolgados pela chegada em Berlim e conversavam no carro sobre os mais diversos assuntos. Foi possível esquecer até mesmo os fantasmas de seus passados. Aqueles que eu, caro leitor, ainda estou conseguindo manter debaixo do tapete. Mas sei que um dia vou precisar expor a história deles, que começou antes mesmo que eles se conhecessem.

Por enquanto, basta que vocês fiquem com um Baekhyun encantado com a visão através da janela, Berlim era uma cidade que respirava história. Chanyeol apenas sonhando em deitar e dormir, mesmo que a conversa com o outro estivesse bastante animada.

– Nossa, olha lá! O Portão de Brandemburgo – Baekhyun exclamou e apontou para o monumento de arquitetura clássica. O sol a pino deixava o lugar com as cores vivas e quentes.

Chanyeol já tinha visitado Berlim algumas vezes, mas ao ver a reação tão graciosa do menor, ele não evitou um sorriso e se aproximou do lado dele no carro, para observar a praça Pariser e o movimento dos turistas.

 Brandenburger Tor. Du musst auf Deutsch sprechen* – Chanyeol se gabou pouco com seu alemão impecável.

– Echt? Wahnsinn!* – Baekhyun respondeu e eles riram um da cara do outro.

O mais baixo voltou a encarar Berlim com olhos completamente abertos, querendo absorver o máximo de memórias possíveis. Ele viu os carros, as pessoas andando nas calçadas, os prédios de arquitetura simples, as construções mais antigas também. Era extasiante. Era como viver um sonho, mas tão real que era impossível de acreditar. Ele queria tirar fotos com o celular, mas somente quando o pegou lembrou que este estava sem bateria.

 Droga – ele suspirou e jogou o aparelho de volta na mochila. A expressão dele era extremamente interessante para Chanyeol, era como uma criança com birra. Ele deu uma risada curta.

– Se você quiser, podemos jogar as malas no dormitório e dar uma volta na praça, para você tirar suas fotos de turista – Chanyeol no fundo, queria dormir e só sair da cama na segunda-feira. Mas alguma coisa dentro dele o fazia dizer coisas para o outro, propor, incitar. Ele não sabia explicar o que era.

Baekhyun olhou para Chanyeol e sorriu, concordando com a cabeça. Era melhor ir com ele, do que sozinho. Sem saber falar alemão direito, ele provavelmente iria se perder.

– Mas estou sem bateria... – ele fez um muxoxo.

– Eu te empresto minha câmera – claro que Park Chanyeol tinha uma câmera fotográfica, daquelas modernas e de lentes enormes.

Eu li em algum lugar, que quando somos expostos a situações novas, geralmente criamos uma personalidade diferente da que somos. Acho que foi numa placa de caminhão. De toda forma, esses pequenos desvios de conduta levaram os dois a experimentarem coisas novas. Era exatamente o que eles precisavam para sobreviver ao intercâmbio sem sofrer pelo passado.

Poucos minutos depois, o motorista parou o carro no estacionamento da Universidade, que estava repleto de pessoas, barracas de cursos, diretórios acadêmicos e suas baterias.

Chanyeol sentiu seu mau-humor voltar ao ver toda aquela movimentação de pessoas e música alta. Alguns faziam sinal para eles se aproximarem. Se ele pudesse estar no seu jogo favorito, Resident Evil, poderia extravasar seu desconforto explodindo os miolos de todos. Baekhyun desceu desajeitado, tentando equilibrar suas bagagens em uma mão com a outra segurando o mapa da universidade.

Para seu alívio, Baekhyun também não parecia à vontade ali. Talvez por não dominar completamente o idioma, ele ficasse sem graça de interagir. Ele ainda assim sorria simpático para os alemães e se curvava levemente, em sinal de respeito.

– Aqui você não precisa se curvar. Basta levantar a mão e dar um joinha – Chanyeol fez a mímica com o dedão e algumas pessoas responderam com outros joinhas. Baekhyun achou incrível e até eles chegaram à secretaria de relações internacionais da Universidade, ele saiu distribuindo joinhas gratuitos também.

Quando eles encontraram com a responsável pelos intercambistas, tiveram que se separar. O prédio para humanas era do lado oposto ao prédio de ciências. Baekhyun sentiu uma pequena tristeza por de repente ter que se virar sozinho. Desde que entrou na Alemanha, a ajuda do maior foi extremamente reconfortante.

– Uma hora e depois nos encontramos aqui, pode ser? – Chanyeol ainda queria sair por aí com ele e turistar. Faria qualquer coisa para evitar aquela multidão recepcionando os calouros.

Baekhyun concordou e saiu em busca do seu dormitório, completamente perdido. Era estranho admitir, mas no fundo queria que Chanyeol o levasse até sua nova casa. O pequeno tinha medo de precisar falar com alguém, ainda mais em alemão. Por isso, ele foi de cabeça baixa, o máximo de tempo que conseguiu, levantando apenas para tentar identificar placas e ruas.

Ele demorou, mas finalmente encontrou o bloco dos dormitórios. Suas costas doíam por ter carregado suas malas todo aquele trajeto, se arrependeu por ter trazido tanta coisa. Pelo menos, tinha elevador.

Quando ele entrou no quarto, sentiu-se incrivelmente feliz, apesar das dores e do sono. Era um quarto individual, aconchegante e claro. A janela era enorme e a vista dava para um parque, onde os alunos podiam correr e praticar outros esportes.

Ele olhou no relógio de pulso, do Stitch, percebendo que mal teria tempo para um banho, se não quisesse se atrasar para encontrar Chanyeol. Ele jogou a mala no chão, abriu, pegou a primeira muda de roupas limpas e sua necessaire e correu para o banheiro.

Antes Chanyeol fosse tão preocupado com tempo e compromissos. Quando ele chegou em seu dormitório, que era perto do estacionamento, percebendo que poderia cochilar 30 minutos antes de se encontrar com Baekhyun, ele capotou na cama. E aí, ele dormiu como se não houvesse amanhã. Não ouvir o despertador tocar, ou ouviu e desligou, sonâmbulo.

O resultado disso foi péssimo para Baekhyun. Ele esperou no ponto de encontro por uma hora, até finalmente perceber que tinha tomado um bolo. Ele gemeu frustrado. Queria voltar para o dormitório e dormir também. Mas ao ver a movimentação das pessoas, o ar alaranjado do fim de tarde em Berlm, ele decidiu sair e explorar a cidade sozinho.

Ele se aproximou tímido de uma barraca que recepcionava os intercambistas. Sem chamar atenção de ninguém, ele puxou alguns mapas do suporte que tinha ali. O metrô de Berlim era um complexo sistema de linhas e cores, mas todas acabavam passando pela Hauptbahnhof. Ele se lembrava que isso queria dizer estação central ou algo do tipo. Como ele não tinha planejado nada, apenas queria sair andando por aí, ele decorou o nome da estação da Universidade e quando fosse hora de voltar, ele se viraria para descobrir a linha certa.

Quando ele finalmente chegou no Portão de Brademburgo, o pôr-do-sol deixou-o ainda mais bonito. Ele se sentiu inspirado para escrever e desenhar sobre aquilo. Faltava apenas um bom café para apreciar melhor o momento. Ele foi até uma Starbucks, próximo dali. Lá dentro, as pessoas conversavam animadas. Muitos casais trocavam carinhos. Mesmo sem querer, ele se sentiu só. Queria alguém para tomar café e limpar o “bigode de leite” com um beijo. Quem não queria ne?

Ele decidiu pedir o maior copo de café, um sanduíche e um bolo, então não precisaria jantar e poderia dormir cedo. Voltou para a praça, observou o ambiente mais uma vez, até decidir voltar para sua nova casa.


---


Chanyeol acordou em um pulo, assustado com o quarto escuro. Pelo visto, ele tinha perdido a hora. Não sabia como poderia pedir desculpas para Baekhyun, sem parecer babaca. Ninguém sabe, aliás. Ele que combinou e ele mesmo que não foi. Está anotado no caderno do vacilo, versículo 3.

Ele optou pela melhor forma de desculpas que conhecia: pagar um jantar. Ele iria comprar alguma coisa gostosa e com a barriga quente, quem sabe Baekhyun o perdoasse. Ele procurou no Google Maps pelo restaurante cinco estrelas mais perto da Universidade. Chamou um táxi e foi até um lugar chamado Babel, de comida libanêsa.

Chanyeol, rico demais, já tinha viajado para a Líbia e sabia que um prato de arroz e frango, o biryani, era delicioso. Ele pediu uma porção dupla, para viagem. Voltou para a Universidade, decidido a bater na porta de cada dormitório até achar a de Baekhyun. Coisa que por dentro o matava de vergonha, por ter a possibilidade de lidar com outras pessoas.

Porém, a ajuda divina veio e ele encontrou com Baekhyun no meio do caminho, andando calmamente à sua frente. O discreto rebolado e as pernas em um jeans justo chamaram a atenção de Chanyeol. O menor era muito bonito. Era o tipo de beleza completa, cada detalhe era único. Dos pés, em um par de tênis All-Star surrados, até a nuca, exposta ao vento frio da noite. Ele carregava uma sacola da Starbucks e Chanyeol percebeu que ele já tinha se virado com a própria janta.

Se ele estivesse em seu normal, daria as costas e voltaria ao seu próprio dormitório, provavelmente jogaria fora a outra metade da comida. Faria de tudo para evitar outro contato com o menor. Mas algo no ar de Berlim, a alma acolhedora da cidade, as árvores de folhas secas ao seu redor  até mesmo a presença do outro bem ali à sua frente, tão próximo, fizeram com que Chanyeol aumentasse os passos até alcançar Baekhyun.

Ele decidiu justificar a si mesmo que sua história com Baekhyun seria como a Torre de Babel. A soberba dos homens em se empenharem na empreitada de alcançar um objetivo egoísta. O mito que era usado para justificar a existência de pessoas e línguas diferentes.

É, eles eram como Babel.


Notas Finais


* Portão de Brandemburgo. Você deve falar em alemão.
* algo como: sério? Não me diga!


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