História In-Desejável - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Palavras 1.144
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


JÁ FALEI QUE VOCÊS SÃO AS PESSOAS MAIS DESESPERADAS QUE EU JA CONHECI KKKKKK

SÉRIO TODOS FICAMOS AGONIADOS COM O QUE ACONTECEU, MAS SEJAM BONZINHOS!

OBRIGADA DE NOVO PELO CARINHO CHUCHUS

Capítulo 12 - Ele se foi


Já era noite quando finalmente voltei para casa. Não sabia ainda o que deveria fazer ou o que deveria pensar após tantas turbulências consecutivas. A casa estava mais silenciosa que o normal, mas isso não chegou a me incomodar realmente. Arrastei-me para o quarto sem muita vontade e dei de cara com um vazio do lado que deveria ser de Jungkook. A cama ainda estava lá, mas a maioria de suas coisas já não se encontravam mais naquele lugar.

Ele realmente havia ido embora e nem se quer sabia para onde, nem se quer havia dito adeus. Olhei mais atentamente ali até perceber um pedaço de papel rasgado sobre a cama que me fez franzir o cenho por um momento. Arrastei-me até a beirada da cama antes de me abaixar para pegar o papel que tinha algumas poucas coisas anotadas.

Notei a boa caligrafia que dizia: Acabou, sem mesmo ter começado. 000 00000 0000.

Realmente havia acabado, tudo havia voltado a ser o que era antes de sua chegada. Mas ainda parecia errado e incomodo enquanto eu analisava com cuidado o papel que também tinha um número de telefone, pela primeira vez eu me toquei que nem isso havíamos trocado.

Não era normal me sentir tão incomodado com isso, tudo que Jungkook havia trazido com sua chegada eram coisas ruins e indesejadas. Não queria um irmão, não queria dividir minhas coisas, meu quarto, meus amigos, minha vida, minhas garotas...

Senti um aperto no peito e precisei engolir em seco quando dentro de mim passou a queimar me obrigando a apertar forte contra meu próprio peito, tendo a mão em punho. Porque?

Porque parecia vazio e errado? Porque doía se eu não me importava? Porque incomodava se eu não o desejava ali? Porque eu queria chorar se não fiz nada para impedir?

Os dias seguintes foram difíceis, pareciam incompletos e vazios. Mantivemos nossa rotina normal e minha mãe pareceu não querer entrar o assunto Jungkook por algum motivo. Acabei o evitando também.

Minha rotina era basicamente a mesma todos os dias: acordar, me arrumar, ir para o colégio, voltar para casa, sair vez ou outra, voltar para casa, tomar banho, comer e dormir. Eu me sentia um robô. Meus amigos também comentaram diversas vezes que eu parecia estranho mais que o normal. Yuna me ignorou por completo e eu meio que agradeci por isso também, as outras pessoas também não se incomodaram em nos zuar com tudo que havia acontecido naquela maldita festa.

Os dias foram se passando, rápidos demais que eu nem me dei conta disso até notar que era férias.

Minha energia parecia ter se esgotado, ou talvez eu só estivesse pensado demais nos últimos meses. Senti quando meu telefone vibrou em meu bolso me obrigando a procurar pelo aparelho antes de atende-lo.

- Hum? – Falei sem muita vontade e logo escutando um bufar incomodado do outro lado da linha.

- Tae, somos amigos não somos? – Hoseok começou de forma calma e estranha, mas de alguma forma eu sabia que ele só estava tentando me ajudar.

- Somos Hobi. – Afirmei.

- Já fazem três meses Tae. – A voz do outro ressoava pesada me fazendo encolher ali deitado sobre os lençóis.

- Eu sei. – Foi só o que consegui falar naquele momento.

- Isso não é normal. Quero dizer... não é você! – Ele começou enquanto eu apenas ficava em silêncio. – Eu sei tudo que aconteceu, mas também sei que você está sentindo falta dele.

- Eu não estou! – Falei rápido demais mesmo sem ter qualquer confiança em minhas palavras.

- A mim você não engana. Te conheço desde que tínhamos cinco anos. – a voz de meu amigo era triste e eu sabia mais do que ninguém que ele estava certo.

- O que quer que eu diga? – Soltei desistindo de tentar disfarçar o meu incomodo.

- TaeTae... – ele começou gentil mais uma vez. – Não é vergonha você sentir falta de alguém. Mas é burrice que você não faça nada a respeito e deixe-o apenas ir.

Soltei um grunhido entre dentes ouvindo-o pigarrear do outro lado como se me mandasse continuar calado.

- Você gosta dele. – Hobi hesitou. – Não como seu irmão, mas não como eu ou o Suga. Acho que você só percebeu que gosta verdadeiramente do Jungkook quando ele se foi.

Aquelas palavras me fizeram engolir em seco e um arrepio me percorria o corpo me roubando o ar. Só percebi que chorava quando as lágrimas finalmente rolaram de meus olhos, me pegando mais uma vez de surpresa. Era errado, não queria admitir mas estava sim, tudo aquilo estava me incomodando profundamente.

Chorei alto obrigando meu amigo do outro lado a ouvir meus soluços de fraqueza. Ele não dizia nada, ficava em silêncio esperando que eu dissesse algo. Meu peito dóia.

- O que eu poderia fazer?  - comecei com a voz rouca. – O que eu deveria fazer? – Concertei ouvindo minha voz ser cortada pelo choro. – Eu nunca gostei de um cara antes, eu não sei como agir e eu nem sei se gosto dele. 

- Você o ama! – Hoseok foi mais rápido fazendo eu arregalar os olhos e chorar ainda mais à medida que meu peito se apertava só de imaginar o quão tolo eu havia sido.

- Como eu vou saber? Eu nem dei a ele uma chance, eu nem me dei uma chance. – mordi o lábio abafando um novo soluço. Estava irritado, envergonhado e impotente. Me sentia um completo tolo, uma criança indefesa.

- Diga isso a ele! – Meu amigo soltou firmemente para me incentivar, mas só de imaginar eu já me sentia hesitante uma vez mais.

- Eu não consigo... – Falei com a voz baixa demais, mas sabia que ele havia ouvido.

- Tae... – Hoseok tinha um tom levemente diferente ao me chamar. – Jungkook também está na linha, me desculpe. – Eu estava em choque, tanto que meu corpo tremia e até mesmo meu choro se cortou. – Ele precisava saber, vocês precisavam se acertar. Entenda que eu apenas não queria ver meu amigo sofrer mais uma vez.

Aquilo só podia ser uma brincadeira, uma brincadeira de péssimo gosto e que agora me deixava completamente atordoado. Eu mordia meu lábio com tanta força que podia sentir o leve gosto de sangue em minha língua.

- Taehyung... – A voz de Jungkook soou tão familiar, mesmo os três meses afastados não havia mudado seu tom ou mudado a forma estupida que meu corpo reagia a cada vez que eu o ouvia. – Acho que precisamos conversar.

E lá estava eu novamente chorando enquanto flashes me vinham a mente, todos os sorrisos daquele garoto estúpido, todos os olhares, todas as vezes que ele havia chamado meu nome, todas as vezes que eu o havia evitado...

- É aqui que minha participação termina. – Hoseok falou antes de soltar um risinho baixo. – Seja paciente com ele Jungkook.  -  E então naquela linha só sobrou Jungkook e eu.



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