História In hiding - Capítulo 29


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Categorias Eddie Vedder, Pearl Jam
Personagens Eddie Vedder, Jeff Ament, Mike McCready, Stone Gossard
Tags Amizade, Drama, Romance
Visualizações 33
Palavras 1.031
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - Why go?


Fanfic / Fanfiction In hiding - Capítulo 29 - Why go?

Seattle, 19 de setembro de 1998

 

- E você já pensou naquele assunto? – Stone relembra Anna das conversas que tiveram durante o mês em que a turnê havia parado. Ela ainda não havia respondido ao pedido dele. Pedira para não comentarem sobre aquilo durante o tempo em que estariam juntos e que ele desse aquele outro mês fora de casa para que pensasse. Já havia mais de um mês fora de casa e Stone parecia ansioso pela resposta dela, apesar de não ter citado o assunto durante todo aquele tempo em respeito ao pedido que Anna havia feito.

- Pfffffffff... – Anna bufa do outro lado da linha. – Você não voltou para casa ainda. – retruca.

- Você está fugindo de mim. É o que me parece. – ele responde com um tom sério e um pouco amargo.

- Não estou, baby...

- Bem, é o que me parece. – Stone continua. – Anna, sinceramente, se você não pensou sobre isso durante este mês, que diferença faz conversar sobre isso quando eu estiver de volta? E eu acho que já sei a resposta.

- Eu não disse que não pensei sobre isso. – ela se pronuncia e o faz rir.

- Então você pensou? E qual foi o veredicto? – ele questiona com sarcasmo.

- Ah, Stone! EU não quero discutir com você, ok? – Anna agora sentia-se nervosa.

- Claro que não... A gente não pode discutir nunca. – Stone replica de uma forma como nunca havia antes. Anna não conhecera aquele lado dele, já que ele sempre parecia voltar atrás para que não houvesse problemas entre dois. Aquele assunto definitivamente o deixara fora de si.

- O que você quer dizer com isso? – ela sente-se ultrajada com o tom dele.

- Nada, Anna. Não quero dizer ABSOLUTAMENTE – enfatiza aquela palavra – nada.

- Stone, é melhor eu desligar. Boa noite para você. Até amanhã. – despede-se.

- Anna.  – ele a chama em vão. Ela responde com um som baixo, estava de fato irritada. – Boa noite. – Stone responde da mesma forma.

Anna passa a noite em claro depois daquela ligação. Não que ela não houvesse pensado no que ele pedira. Era exatamente o que não saia de sua cabeça. Estava indecisa. “Morar ou não com ele?”, se indagava a todo instante. Stone era incrível e a fazia sentir-se bem. Já passavam mesmo a maior parte do tempo juntos e não faria muita diferença mesmo o fato de dividirem o mesmo espaço. Perguntava-se se não era muito cedo, mas sentia que o conhecia profundamente.

Por outro lado o medo sempre vinha a tona ao relembrar sua última experiência como aquela. Aquele relacionamento traumatizante que pensara ter ficado no passado, porém volta e meia voltava para assombra-la. Estava vivendo junto com o ex-namorado quando todos os problemas começaram a culminar: os maus-tratos, as brigas, os gritos e por fim o abuso físico e emocional. Não queria nunca mais na vida passar por aquilo. “Mas Stone não é assim.”, tenta se convencer mentalmente. Contudo, o ex também não parecia ser.

Leva as mãos aos cabelos e bufa. Aquela situação a deixava nervosa e preocupada e o comportamento ansioso de Stone não ajudava em nada.

 

Seattle, 24 de setembro de 1998

Stone havia voltado para casa. No dia vinte três retornaram dos dois últimos shows na Flórida que fecharam a turnê. Anna estava há cinco dias sem notícias dele. Não haviam se falado desde aquela conversa. Pensava em ligar ou aparecer na casa dele, mas o orgulho não deixava. E o fato de ele também não ter dado o braço a torcer a deixava ainda mais irritada. Após o trabalho corta um desvio pelo bairro de Ravenna e passa propositalmente em frente à casa dele. Havia luzes acesas. Ela estaciona o carro do outro lado da rua mas se mantem dentro dele. Observa ao longe. De repente vê Stone cruzando a sala. Ele tinha uma garrafa de vinho na mão e parece beba-la no gargalo. Leva um susto enorme ao ouvir duas batidas no vidro do carro.

- Olá. – olha pela janela e vê Mike parado ao lado do veículo.

- Que susto! – leva a mão ao peito e respira fundo. – Mike! - ele atravessa o carro e faz sinal pra que ela abra a porta. Anna o faz.

- Tudo bem? – questiona ao sentar-se e fechar a porta.

- Tudo. E com você? – ela sente-se meio envergonhada com a situação. Mike dá de ombros.

- Tudo ok... – responde reticente. – Isso está acontecendo mesmo? – indaga.

- O que? – Anna pode sentir as bochechas enrubescerem.

- Você está espionando o Stone? – Mike ri da situação.

- Não. Eu.. Eu... – gagueja. – Eu estava passando por aqui e...

- E quis vê-lo. – ele completa.

- Quis. – Anna se entrega. – Mas ele parece bem.

- Você acha? – Mike a encara pelo retrovisor.

- Está bebendo, tranquilo em casa, não me liga há cinco dias. Ele está bem. – ela parece se convencer.  

- Eu estava lá. – ele conta.  

- Oh! Tinha até companhia então! – o tom dela o instiga.

- Isso é sarcasmo? Você o viu? – Mike pergunta e ela responde com uma revirada de olhos. Ele ri. – Anna, eu vim aqui ver como Stone estava. Nos últimos dias ele parecia simplesmente cumprir o necessário e sumia. Nunca o vi desse jeito. E ele finalmente se abriu hoje. Contou o que aconteceu entre vocês. Toda a situação de ter te chamado para morar com ele e... – agora era Mike que sentia-se sem jeito de dizer o que pensava. -... e bem... a briga que vocês tiveram... E ele está mal, Anna. – completa sério.

- Está? – ela vira o rosto e encara Mike. Ele afirma com a cabeça e em seguida vira em direção à casa.

- Olha para ele. – aponta para Stone que acabara de atravessar novamente a sala. – Está perdido, Anna. – retorna o olhar para ela. – Vocês precisam conversar.

-Eu sei. – ela abaixa a cabeça.

- Bom, eu preciso ir. – Mike bate as mãos sobre as próprias pernas. – Você me promete que vai tentar conversar com ele? – questiona antes de sair do carro. Anna assente. – Ok. Boa noite, Anna. – fecha a porta e corre até o seu veículo. Ela permanece ali, olhando a casa do outro lado da rua. 



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