História In hiding - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Eddie Vedder, Pearl Jam
Personagens Eddie Vedder, Jeff Ament, Mike McCready, Stone Gossard
Tags Amizade, Drama, Romance
Visualizações 21
Palavras 1.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Tem muito drama, mas também tem muito amor! kkkkkkkkkkkk

Espero que gostem!

Beijos!

Capítulo 30 - Breakerfall II


Fanfic / Fanfiction In hiding - Capítulo 30 - Breakerfall II

Já fazia um bom tempo que Anna esperava do lado de fora da casa de Stone. Começava a anoitecer até que ela toma coragem para entrar. Assim que sai do carro vê alguém abrindo o pequeno portão vermelho em frente a casa. Era uma mulher. Ela observa ao longe. Inicialmente sente um misto de ciúme e raiva, mas logo em seguida percebe que a mulher se tratava de Star, uma de suas irmãs. Volta para o carro. “Agora não seria um bom momento”, pensa e volta ao carro. Decide ir para casa.

Ao chegar segue logo para o banheiro. Precisava de um banho e assim o faz. Ao sair procura algo para comer. Faz um pequeno sanduíche e pega uma cerveja na geladeira. Senta-se na sala e liga a televisão. Procura algo para assistir, mas nada a interessava. Para em qualquer canal e tenta comer. Há alguns dias andava sem fome e o sanduiche acaba sendo deixado de lado. O telefone toca diversas vezes, porém Anna o ignora. Estava cansada e chateada demais para conversar ou discutir qualquer outra coisa naquele momento. Acaba adormecendo no sofá.

Algumas horas depois acorda assustada com o barulho da campainha. Levanta em um pulo e tropeça pelo caminho até a porta. A rapidez do ato impede que pensasse em qualquer outra coisa e ela abre a porta sem nem mesmo checar quem estava do outro lado da porta. Leva um susto ao se deparar com quem estava do lado de fora.

- Oi. – Stone diz com a voz baixa e rouca.

- Oi. – Anna responde apreensiva. Ele parecia genuinamente triste. Tinha olheiras, por mais estranho que fosse parecia ainda mais magro, os cabelos estavam desarrumados e as roupas bem maltrapilhas. Stone a encara com o olhar vago e depressivo. – Tudo bem? – ela pergunta quase como um obrigação natural.

- Não. – ele responde com sinceridade. Anna respira fundo e se apoia na porta.

- Por que você não usou a chave reserva? – ela questiona.

- Não sabia se você queria me ver. – Stone coça a nuca.

- Entra. – ela se distancia da porta e abre caminho para ele, que a encara por alguns segundos para em seguida fazer o que ela havia dito. O silêncio era sepulcral.  Somente o som da tv era ouvido.

- Anna.

- Stone. – os dois dizem ao mesmo tempo.  Eles se entreolham em pé, no meio do cômodo, até que Anna pega o controle da tv e a desliga.

- Anna. – Stone repete.

- Stone, posso falar primeiro? – ela se senta no sofá. Stone vira-se e cruza os braços ainda de pé. Ele sinaliza como se abrisse caminho para o que Anna havia pedido. – Stone, me desculpe. – ela desliza as mãos sobre as coxas cobertas por um moletom. – De verdade. Eu sei que fui estúpida com relação a tudo isso. Mas é que eu não soube lidar com a situação. Achei que houvesse superado meus problemas do passado, mas claramente as coisas não são assim. Eu te amo, Stone. De verdade.

- Eu também te amo, Anna. – ele a interrompe. – De verdade. – Anna sorri.

- Eu passei... – ele mais uma vez a interrompe.

- Me desculpe. – diz. – Eu fiquei muito chateado com a sua indecisão. Me senti inseguro por você se sentir assim, mas eu vi que estava sendo egoísta. Não que eu não queira demais que você queira vir morar comigo. Na verdade é o que eu mais quero neste momento, só que eu entendi que você também tem que ter essa vontade.

- É? – Anna sorri.

- Demorou um pouco pra entender. – Stone ri sem graça. – Pra ser sincero, algumas pessoas me fizeram chegar a esta conclusão... – ele parece sem graça. – Me desculpe,  eu acabei conversando sobre nós dois com a Star... e o Mike também... Eu sei que você não gosta... Nem eu... Mas eu... foi preciso. – novamente coça a nuca.

Anna permanece em silêncio o observando. Stone está completamente sem jeito com a situação. – Eu nem por onde começar. Bem, eu preciso, porém. Stone, eu tenho medo. Dúvidas. Você é incrível. Mesmo. E eu fiquei lisonjeada com o seu pedido. Primeiro assustada, mas lisonjeada. Acima de tudo confusa. – ela continua o fitando em pé. – Você não quer se sentar? – ele acena que não. – Senta, por favor. – ele se senta na poltrona ao lado do sofá. De alguma forma parecia ainda relutante àquela situação, apesar das desculpas. Anna respira fundo ainda com pesar por aquele comportamento. – Ok. – vira-se para ficar de frente para ele. – Eu já vivi com alguém, antes de vir para cá. – Stone assente. – E essa experiência foi muito traumática para mim. – conta. – Eu o conheci, começamos a nos relacionar rapidamente e boom! Quando vi já estávamos vivendo juntos. Foi aí que as coisas começaram a acontecer. As brigas, as traições, os gritos... as agressões... – Stone de repente se movimenta inquieto. Cruza os braços com força e a encara sério. – E essa situação me levou a lembrar de tudo novamente... Todo o trauma e a insegurança... – os olhos dela se enchem de lágrimas. – Foi muito difícil, Stone. E eu nunca achei que em momento algum da minha vida passaria por isso. Logo eu! – ela tenta segurar o choro. – Logo eu que sempre fui tão independente e resolvida... – a tentativa foi em vão. Eu não estou te comparando a ninguém, Stone... Eu só... Eu só... – ela cai em lágrimas.

- Não, Anna! – Stone se levanta a ajoelha-se a seus pés. Ele a abraça e em seguida seca suas lágrimas com os polegares. – Anna, não... Não chore... – pede fitando em seus olhos. – A minha intenção não era essa. Nunca foi. Eu não queria te fazer lembrar dessas coisas. Mas eu nem sabia disso, você nunca se abriu para mim. Eu não poderia saber! Eu não queria te pressionar. Me desculpe! Amor, eu não sou esse idiota. Você sabe disso!

- Eu tenho vergonha disso, Stone. – Anna confessa.

- Você não deve ter. Não é culpa sua. Nunca foi. Você só teve azar em encontrar esse babaca. – ele põe os cabelos dela atrás da orelha. - Amor, me escuta. – pede atenção. – Eu retiro o que disse. Esquece! Esquece isso tudo! Vamos fingir que nada disso aconteceu, ok?

- Eu não quero fingir que nada disso aconteceu. – ela parece mais sóbria. – Eu pensei, amor. Eu pensei. Eu pensei no que você disse todos os dias em que esteve fora. E eu quis muito dizer sim, mas a minha insegurança não deixou.

- Você quis? – Stone indaga. Anna acena com a cabeça positivamente. – Não quer mais?

- Eu quero. – ela responde rouca.

- Você quer? – ele abre um sorriso e a faz repetir o mesmo ato. – Então esquece isso, Anna. Eu te prometo que nada vai ser assim. Eu te dou minha palavra como homem, coisa que esse... – ele mede as palavras. – esse... esse cara não foi. Vem viver comigo. –  toca seus lábios carinhosamente. – Eu quero te proteger, Anna. Eu quero você do meu lado todos os dias. – ela franze as sobrancelhas. – Ou pelo menos nos dias em que eu estiver em casa. – tira uma gargalhada dela e acaba rindo também. – Você só tem que me dizer sim. – continua. Ela finalmente coloca as mãos sobre ele e acaricia seus ombros. Anna respira fundo.

- Sim. – diz quase em um murmúrio.

- Sim? – Stone questiona com um sorriso confuso nos lábios.

- Sim. – Anna repete.

- Por favor, fale alto porque eu ainda não entendi. – ele brinca e a faz rir mais uma vez.

- Sim! – Anna quase grita.

- Sim! – ele a imita e em seguida a segura nos braços. – Você não sabe o quanto isso me deixa feliz! – levanta e senta-se no sofá. Inclina a cabeça neste e passa as mãos sobre o rosto. – Eu não acredito. – fala com as mãos abafando o som de suas palavras.

- Eu te amo, Stone. – Anna senta-se sobre seu colo de frente para ele.

- Eu também te amo, MINHA Anna. – ele acaricia suas coxas. 



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