História In love with a "child" - Capítulo 47


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Barbara Palvin, Criminal, Drama, Justin Bieber, Violencia
Visualizações 625
Palavras 5.482
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ignorem os erros e boa leitura!😘😢

LEIAM AS NOTAS FINAIS👇👇

Capítulo 47 - Último capítulo!?


Fanfic / Fanfiction In love with a "child" - Capítulo 47 - Último capítulo!?

                  Justin's P.O.V

- Tudo pronto,dude. - Za voltou em menos de cinco minutos.

- Ótimo! - eu estava completamente desnorteado,sentia minhas mãos suadas e minhas pernas bambas, eu me sentia fraco sem ela por perto. Pra falar a verdade a palavra certa que me descrevia agora era: desesperado.

Confesso que nunca fui muito religioso e essas coisas,mas nessa hora até pro grandão lá de cima eu apelei. Eu só queria a minha mulher segura perto de mim.

- Escutem. - chamei a atenção de todos que estavam no escritório - não sabemos o que vamos encontrar quando chegarmos lá, mas é provável que ele tenha alguém com ele nessa.

- Vou mandar alguns homens meus pra ajudar também - o velho era um pé no saco mas qualquer ajuda agora é bem vida.

- Pelo que tudo indica eles estão em uma espécie de casa, e já faz bastante tempo que eles não saem do lugar. - Chris disse vidrado no computador.

- Vamos logo. - disse nervoso e saí apressado do escritório, sendo seguido pelos outros. - Não vamos usar muitos carros, vamos chamar muita atenção.

- Certo - Ryan concordou comigo. - Chaz, Khalil e Za vão comigo, Louis e Chris vão com você.

- Essa coisa comigo? - me referi a Louis - Nem pensar.

- Não temos tempo pra isso, Justin. - Louis disse sério - Não seja infantil.

- Eu vou matar esse arrombado.- sussurrei baixo - Vamos logo com essa porra.

- Se arrume com o resto dos seguranças em no máximo dois carros e nos sigam - disse pro chefe da minha segurança. (n/a: o chefe da segurança do Justin também se chama Dylan.)

- Sim, senhor.

- Vamos. - entramos, cada um em seus respectivos carros, e saímos cantando pneu.

                 Mellanie's P.O.V

Dizer que eu estava assustada agora era pouco, eu estava aterrorizada. Eu não conhecia esse tal Dylan, e muito menos sabia do que ele era capaz.

Sinto tanto medo, não por mim, mas sim pelos meus filhos. Essas coisinhas que ainda são tão pequenas mas já tem um lugar tão grande ocupado em meu coração. Estava tão machucada, não fisicamente, ainda, mas sim emocionalmente. Eu me sentia enganada, traída; e lembrar de tudo que Dylan me disse sobre a morte dessa tal Julie só me fazia sentir mais repulsa em relação a Justin.

Ele foi baixo, sujo, ele me enganou sem nem ao menos se importar se aquilo iria me magoar. Como eu pude acreditar que algum dia ele realmente sentiu alguma coisa por mim? Quem ama não engana, não mente, não esconde as coisas do outro.

Como eu poderia conviver com uma pessoa, aliás uma não, todos naquela casa me enganaram.

- Pensar muito só nos trás como consequência uma bela dor de cabeça. - ouvi aquela voz grossa soar novamente, e senti cada pelo do meu corpo se arrepiar.

- M-me deixa ir embora,por favor.

- Mas já?? Por que a pressa?? Você acabou de chegar. - começou a se aproximar em passos lentos - Eu nem tive tempo pra me divertir com você ainda.

- Não me ma-machuca, por favor! - eu já chorava compulsivamente.

- Sabe, eu tive uma conversinha com o seu amado agora a pouco e ele me pareceu desesperado. - soltou um riso que me fez estremecer - E olha que não faz nem muito tempo que vocês estão longe...

- Por favor, eu...

- Você? - me olhou interrogativo - O que foi? Está cansada de ficar sentada? Vamos resolver isso. - veio até mim com passos fortes e desamarrou meus pés e mãos. - Levanta.

- Pra q...

- LEVANTA, PORRA! - me assustei com seu grito e me levantei rápido.

- Não foi minha intenção te assustar, querida - disse sínico, enquanto prendia minhas mãos com uma corrente que estava pendurada no teto. - Vou subir só um pouquinho, tá? - perguntou com diversão e subiu as correntes me fazendo ficar na ponta dos pés.

- O q-que vai fa-fazer?? - perguntei agoniada. Meus pulsos estavam latejando pela força com que as correntes foram presas.

- Só vamos brincar um pouquinho, relaxa - me lançou um olhar perverso e seguiu até uma mesa no canto da sala, que até então eu não tinha notado, e voltando até mim com uma tesoura em mãos.

- Não acha que está muito vestida?? - girou em torno do meu corpo e parou em minha frente novamente - Vamos cuidar disso.

- Não...

- Calada. - disse com a voz firme e começou tirando meus tênis - Essa calça apertada deve estar incomodando, não?! - permaneci calada. - Quem cala consente. - pegou a barra de minha calça jeans e foi subindo sem pressa com a tesoura. - Não precisa chorar,princesa. Guarde suas lágrimas pra depois. Eu ainda nem comecei! - soltou um riso macabro e eu tremi.

Por mais que eu estivesse magoada com Justin e os meninos, eu só queria que eles aparecessem agora e me tirassem daqui.

                     Justin's P.O.V

- É aqui. - Chris disse assim que parei o carro em um lugar que só se via mato.

- COMO ASSIM É AQUI,PORRA? NESSE CARALHO SÓ TEM MATO. -eu já tinha perdido minha paciência faz tempo.

- ACALMA ESSE CU, CARALHO. -gritou de volta. Eu sabia que não era o único que estava nervoso, os meninos e o babacão do Louis também se preocupavam com ela, mas era difícil me controlar. - Ainda vamos ter que andar um pouco.

- Tudo bem? - Ryan bateu na janela do carro.

- Sim, vamos. - soltei um longo suspiro e saí rápido do carro.

- Vamos reto por aqui, o sinal não está tão longe - Chris disse entrando no meio de todo aquele mato e nos mostrando o caminho.

- Não tem nenhuma movimentação de segurança ou coisa parecida por aqui, esse é mesmo o caminho?? - Louis perguntou.

- O sinal do telefone que estou rastreando mostra que sim. - Chris disse olhando agora pro tablet que ele carregava - E... chegamos. - disse depois de darmos mais uns vinte passos e encontrarmos uma casa grande e velha a frente.

- Certo. -me virei pra trás e encarei cada um ali - Dylan, pegue alguns de seus homens e vá pela parte de trás da casa, os homens de Louis vão pelos lados e restante vem comigo pela frente.

- Vasculhem cada canto daquela casa e fiquem atentos. - Louis completou

- Lembrem-se que o objetivo principal é tirar a Mellanie de lá em segurança. - reforcei.

- Sim, senhor.

- Vamos.

Saímos todos de onde estávamos e seguimos com cautela em direção a casa. O lugar estava em um estado completamente decadente, então não tivemos problemas pra passar pelo portão, que nem trancas tinha. Nos dividimos em quatro grupos. Um por trás,um pela esquerda,um pela direita e eu, os moleques e Louis pela frente.

- Não parece ter ninguém por aqui - Ryan disse baixo

- Vamos entrar - o babacão disse.

- Você sabe que não manda em nada aqui, né?! - o encarei - Vamos entrar.

Com a arma em punho, entrei na casa seguido dos outros.

- Tudo limpo. - disseram os seguranças vindo até nós.

- Parece que o nosso amigo não se preparou muito bem. - Chaz disse irônico.

- Se dividam e vasculhem cada canto da casa ,eu vou subir. - disse já me dirigindo até as escadas.

- Vamos também. - Ryan, Khalil e Louis disseram. Não rebati e continuei subindo.

- Não façam barulho. - disse assim que demos de cara com um corretor repleto de portas.

                     Mellanie's P.O.V

- Já disse que é pra guardar as lágrimas pra depois, eu nem comecei a brincar ainda - disse passando um canivete no meu rosto.

- Para com is-isso - Ele já tinha tirado todas as minhas vestes,me deixando apenas de roupas íntimas, cortado minhas coxas e costas e agora ameaçava cortar minha barriga.

- Sebe, eu me lembro que te disse que ia fazer com você o mesmo que o Justin fez com a Julie - disse se colocando a atrás de mim e passando a faca afiada desde a minha nuca até a altura do meu bumbum. - Mas brincar com você é divertido demais pra acabar tão rápido...

- Não...- solucei alto.

- Será que vai doer muito se eu te fizer uma pequena cirurgia pra retirar esses vermes de dentro de você?? - Fez um leve corte em minha barriga.

- NÃO! POR FAVOR, NÃO FAZ ISSO - gritei desesperada.

- Prometo que vou fazer o mais rápido que puder, você nem vai sentir -sorriu maldoso pra mim.

- Você é louco -murmurei incrédula - LOUCO, VOCÊ É LOUCO. ALGUÉM ME TIRA DAQUI, SOCORRO.

- Grita mais alto, isso me excita! - gargalhou feito um psicopata.

- VOCÊ É DOENTE! ALGUÉM ME TIRA DAQUI. SOCORRO! SOCORRO!

                     Justin's P.O.V

- Estão ouvindo isso? - Khalil perguntou e eu parei atento.

- VOCÊ É DOENTE! ALGUÉM ME TIRA DAQUI. SOCORRO! SOCORRO!

- Essa,essa voz... MELLANIE! - era ela quem gritava, a minha mulher. - MELLANIE? MELLANIE? - saí chutando todas as portas do corredor.

- Calma, dude.

- COMO CALMA, RYAN? ELE ESTÁ MACHUCANDO ELA, PORRA! - continuei até chegar na última porta do corredor.

- Mellanie...- sussurrei assim que abri a porta e me deparei com aquela cena.

- SOLTA A MINHA FILHA, DESGRAÇADO! - Louis gritou revoltado.

- Você demorou Bieber. - Dylan murmurou irônico - Achei que não chegaria a tempo de dar um último adeus a sua amada - tirou rapidamente uma arma da cintura e pressionou contra a barriga da Mellanie.

- Nossos filhos, Justin - Mellanie disse soluçando.

- Fica calma,amor - tentei me aproximar.

- Nem se atreva, Bieber- Dylan rugiu raivoso

- Deixa ela em paz, o seu problema é comigo,porra. - eu estava nervoso e com medo de algo acontecer com meus filhos.

- Nada disso pequeno Bieber - soltou a Mellanie das correntes e passou um dos braços por seu pescoço, pressionando agora a arma em sua cabeça. - Hoje você vai sentir exatamente o que eu senti a alguns anos. Vai sentir a dor de ver a pessoa que você ama ser morta, a sangue frio, bem na sua frente.

- Solta ela, garoto - Louis mirou a arma em sua cabeça

- Se eu fosse você não faria isso - apertou seu braço no pescoço da Mellanie e a vi se remexer.

Olhei em volta sem saber o que fazer e vi Za mirar em direção a Dylan por uma pequena janela que tinha ali.

- Tem algo que queira dizer antes de eu manda-la pro inferno, Bieber? - perguntou engatilhando a arma.

- Vai se foder. - disse e ouvi um disparo.

           Narrador on:

- Senhor ,eu preciso que fique calmo. - o médico de idade avançada tentava acalmar um Justin completamente descontrolado e nervoso.

- NÃO ME MANDE FICAR CALMO, CARALHO. EU QUERO SABER DA MINHA MULHER,PORRA!

- Sr. Bieber, você precisa se acalmar. - o médico tentava a todo custo, mas parecia impossível controlar Justin - Isso é um hospital, não se pode com tanto barulho.

- FODA-SE! VOCÊS LEVARAM A MINHA MULHER PRO CARALHO DAQUELA SALA JA FAZ MEIA HORA E ATÉ AGORA NINGUÉM VOLTOU PRA ME DIZER PORRA NENHUMA DO QUE ESTÁ ACONTECENDO.

- Acompanhantes de Mellanie Stephens? - uma médica apareceu chamando a atenção de todos.

                  Mellanie's P.O.V

- Como se sente? - ouvi uma voz suave dizer assim que abri os olhos.

- Onde estou? - perguntei confusa.

- Não se lembra de nada? - neguei - Você teve uma queda de pressão e acabou desmaiando, você tinha alguns cortes pelo corpo mas seu namorado me disse que isso foi por conta da queda.

- Que queda??

- Quando desmaiou você caiu da escada.

- E, e meus...- levei as mãos até a barriga e paralisei.

- Você não perdeu seus bebês, se acalme.

- Quando vou poder ir embora?

- Por hoje ainda vai precisar ficar em observação, mas talvez amanhã já tenha alta.

- Tudo bem!

- Agora eu vou sair pro seu namorado poder entrar, ele estava desesperado lá fora.

- Não... - ela já tinha saído.

Na verdade o que eu queria dizer pra ela é que eu não queria ver ninguém. Eu me lembrava exatamente de tudo o que tinha acontecido, desde o Justin ter mentido pra mim até o momento em que desmaiei após ouvir um tiro, e quem eu menos queria ver agora era Justin.

- Senhor, não corra pelos corredores - ouvi a voz da médica baixinha que saiu daqui agora a pouco e logo depois a porta do quarto em que eu estava foi aberta com brutalidade.

- Mellanie,eu...

- O que tá fazendo aqui, Justin? - interrompi sua fala com amargura

- E-eu - soltou um suspiro frustrado - Eu fiquei preocupado com você. Você desmaiou logo depois que o Za atirou no Dylan e eu te trouxe correndo pra cá.

- Obrigada! Mas não precisa se preocupar, eu estou bem - disse seca.

- Eles... - apontou pra minha barriga

- Estão bem. - respondi e me virei pro outro lado.

Suspirou alto. - O que foi?? Porque não fala direito comigo??

- Não é nada, você pode me deixar sozinha? - perguntei ainda olhando pro outro lado.

- Não, não posso. - elevou um pouco a voz e depois respirou fundo, tentando se acalmar - olha, eu sei que você está brava comigo e eu te entendo. Você está grávida e não pode ficar passando por essas coisas, ainda mais quando você não tem nada a ver com isso. Eu reconheço que a culpa é minha por não ter te protegido o suficiente, e...

- Justin! - o interrompi - Não é nada disso, só me deixa.

- Não vou deixar você soz...

- EU NÃO QUERO VOCÊ AQUI, JUSTIN. - gritei o assustando - ESTÁ DIFÍCIL DE ENTENDER??

- O que? P-por que??

- Não se faça de sínico.

- Mellanie,fala comigo - tentou se aproximar

- Não encosta em mim - murmurei com a voz embargada.

- O que... Mellanie, por que você está assim??

- Ah! Você quer saber porque eu estou assim? - perguntei irônica e me virei pra ele, que me olhava confuso - O que tem a me dizer sobre o meu pai, Justin? - lhe lancei um olhar frio.

- Mas... - desviou o olhar - Mellanie, da onde você tirou isso?? Por que eu saberia algo so-sobre o seu p-pai?

- Você é inacreditável! - murmurei incrédula - VOCÊ ACHA QUE EU SOU IDIOTA, JUSTIN? EU OUVI O CHRIS E A MAIA FALANDO.

- Mellanie se acalma. - tentou me tocar novamente

- EU JA DISSE PRA NÃO ME TOCAR.

- PARA DE GRITAR, PORRA! - passou as mãos no cabelo com frustração - Você não pode se estressar, em casa a gente conversa sobre isso.

- Eu não vou voltar pra sua casa. - ele me olhou rapidamente

- Co-como não vai?? Que porra você está falando, Mellanie??

- Eu vou voltar pra minha casa. -disse firme, tentando segurar as lágrimas.

- VOCÊ NÃO VAI PRA PORRA NENHUMA, VOCÊ VAI PRA NOSSA CASA, CARALHO! - gritou descontrolado

- Você não pode me obrigar a ir pra onde eu não quero.

- Para de palhaçada, Mellanie. - ele estava ficando com o rosto vermelho.

- Me deixa em paz Justin.

- Você não pode fazer isso, Mellanie. - me olhou desesperado - Você tá grávida, a gente tá junto, nós...

- Não tem nós, Justin. - engoli em seco - E se um dia já teve, está acabando aqui. - estava ficando impossível impedir o choro, eu sentia meu peito doer pelos soluços reprimidos - E o fato de estar grávida não significa que tenho que ficar grudada em você.

- Você não...

- Chega, Justin.

- CHEGA O CARALHO, VOCÊ NÃO VAI VOLTAR PRA CASA DA SUA MÃE. VOCÊ VAI PRA NOSSA CASA.

- Senhor, eu peço pra que faça menos barulho, isso aqui é um hospital. - disse uma enfermeira entrando no quarto.

- FODA-SE ESSE CARALHO.

- Justin...

- CALA A BOCA, MELLANIE! - ele estava completamente descontrolado.

- Senhor, eu vou chamar os seguranças se não se acalmar. - a enfermeira disse assustada.

- Justin, vai embora. - não consegui segurar mais as lágrimas e o olhei suplicante. - Por favor...

- Tudo bem. - veio até mim e eu me encolhi com medo. - Ainda não terminamos. - deu um beijo em minha testa e saiu do quarto.

Mais bipolar impossível!

- Tudo bem? - a enfermeira perguntou.

- Sim, pode me deixar sozinha? - perguntei.

- Claro! Qualquer coisa é só apertar esse botão ao seu lado. - assenti e ela saiu rapidamente do quarto.

Encarei o quarto vazio e deixei que o choro saísse...

                                  Dois meses depois...

- Querida, você não pode ficar nesse quarto pra sempre - senti a colchão afundar e ouvi a voz cansada da minha mãe - Isso não está fazendo bem pra você e nem pra eles. - se referiu aos trigêmeos e eu descobri a cabeça - Vamos comer.

- Pode descer, vou só tomar um banho. - fiz uma careta pela dor nas costas que senti ao me sentar.

- Te espero lá embaixo. - assenti e ela saiu do quarto.

Levantei da cama, com certa (muita) dificuldade, e me dirigi ao closet. Entrei no mesmo e escolhi uma roupa confortável pra passar o dia, no caso uma das camisetas do Justin que vieram junto das minhas coisas.

Peguei o que precisava e fui direto pro banheiro. Entrei no mesmo, me desfiz da fina camisola que usava e logo entrei de baixo da água morna que descia pelo chuveiro.

Dois meses haviam passado, dois longos e difíceis meses. Depois daquele show que o Justin deu no hospital eu não o vi mais, pelo menos não de perto. No dia seguinte àquele eu recebi alta e vim direto pra casa da minha mãe, mas não pense que foi fácil, Justin armou o barraco naquele lugar e eu só consegui sair porque os meninos apareceram e conseguiram segurar a fera. Mas sim, eu ainda continuava sem falar com eles, o único que tive contato foi o Chris, ele foi quem trouxe as minhas coisas pra cá (o que eu achei que foi apenas uma desculpa pra falar comigo, já que todas aquelas roupas quem comprou foi o Justin e eu não precisava mais daquilo), ele até tentou conversar comigo, mas eu não quis. E sobre o meu pai bom... Eu também não estou tendo contato com ele. Eu ainda não digeri tudo que aconteceu, eu preciso de tempo.

Terminei meu banho, me enrolei na toalha e saí do banheiro. Segui até minha cama, onde tinha deixado minha roupa, e quando passei pela janela, lá estava ele. Justin. Sim, o "meu" Justin. Depois do dia do hospital ele não me deixou mais em paz. Em um só dia ele me ligou 500 vezes e me mandou 1.200 mensagens, incluindo nas minhas redes sociais. Eu até tentei bloquear ele  e trocar o chip, mas ele sempre descobria e me enchia de ligações e mensagens. Então eu decidi não usar mais celular e nem entrar em nenhum lugar que ele possa ter contato comigo, resumindo, eu me isolei do mundo.

Mas aí você me pergunta: Adiantou? Não. Isso mesmo, não. Porque o Justin fez o favor de comprar uma casa bem ao lado, praticamente colada na minha. E toda vez que eu passava na janela,lá estava ele, vidrado em mim.

Saí do transe em que me encontrava e fui rapidamente até a janela. Tranquei a mesma com agilidade e logo depois fechei as cortinas. Respirei fundo tentando me acalmar e me vesti.

Saí do quarto e desci as escadas em direção a cozinha.

- Não vai trabalhar?? - perguntei pra minha mãe assim que entrei na cozinha.

- Vou, mas sua avó vai vir ficar com você.

- Não preciso de ninguém pra me vigiar - disse me sentando a mesa pra tomar café.

- Eu sei que não, mas você sabe que sua gravidez é de risco e não pode ficar sozinha.

- Eu vou ficar bem, não precisa incomodar a vovó. - tomei um pouco do suco da laranja.

- Então chame as meninas. - me olhou.

- Nem pensar, a Lauren e a Claire devem estar com os meninos. - disse rolando os olhos.

Eu esqueci de dizer que a Lauren e a Claire, minhas melhores amigas, estão "saindo" com Za e Chris. Sim, aqueles Za e Chris. Depois que o Justin se mudou pra cá os meninos passaram a frequentar bastante o bairro, e aí já viu né?! Deu no que deu. E eu também fiquei sabendo que a Megan e o Chaz estão juntos. Eu fiquei feliz por eles, afinal, ela sofreu muito por causa do Za, já estava na hora de ambos seguirem seus rumos.

- Você não pode ficar sozinha.

- Você fala como se eu estivesse prestes a dar a luz - a encarei com tédio - Eu só estou de quatro meses.

- Mas se esquece que está grávida de trigêmeos e sua barriga está três vezes maior do que deveria ser se fosse uma gravidez normal. - Isso é verdade.

- Eu vou ficar bem. - suspirei cansada.

- Promete que não vai ficar o dia todo trancada no quarto, chorando?? - abaixei o olhar - Você sabe que isso não é bom pra vocês! - Eu sabia que ela estava certa.

Suspirei forte - Eu prometo!

- Tudo bem então - pegou sua bolsa - Eu te ligo sempre que tiver um tempinho.

- Vamos ficar bem, mãe! - passei as mãos na barriga.

- Tchau, querida! - a levei até a porta.

- Tchau, mãe! - fechei a porta e voltei pra cozinha. Terminei meu café da manhã, arrumei tudo por ali e voltei pra sala.

- Vocês vão ser bastante preguiçosos, né?! - me acomodei no sofá e me pus a conversar com os trigêmeos. - Eu sinto tanto sono - bocejei - Olhem só, mau acordei e já quero dormir de novo - ri fraco.

                          (...)

Acordei assustada, com o barulho alto de um trovão, e me sentei rapidamente no sofá. "Varri" a sala com os olhos em busca de um relógio e logo avistei o mesmo encima de um móvel. Eram exatamente 18:30 (seis e meia) da tarde.

Eu dormi demais.

Tudo estava exatamente do mesmo jeito que deixei antes de dormir, então significa que a minha mãe ainda não chegou. O que é estranho, já que ela chega sempre às cinco. Fui tirada de meus pensamentos intrigados quando ouvi o telefone da casa tocando.

 Ligação on:

- Alô? - disse assim que atendi.

- Mellanie? Sou eu,filha.

- O que foi, mãe?? Por que ainda não voltou pra casa?? - perguntei preocupada.

- Fiquei presa na pista, está chovendo demais.

- Mas você está bem?

- Sim, só liguei pra te deixar mais tranquila. Acho que vou ter parar na casa da sua avó, é perigoso ficar dirigindo com o asfalto molhado.

- Vai me deixar sozinha aqui? - perguntei assustada após ouvir outro trovão soar.

- Prometo que volto pra casa assim que a chuva passar, tá bem?

- Sim. - suspirei - Eu vou ficar bem, tome cuidado.

- Pode deixar, querida. Tchau! Eu amo você!

- Também amo você, mãe. Tchau!

    Ligação off.

- É, agora somos só nós quatro. - falei pra minha barriga e tentei chegar ao meu quarto o mais rápido possível.

Cheguei no mesmo e fui direto pro closet. Peguei um pijama de frio e fui em direção ao banheiro.

Tomei um banho rápido e já saí do banheiro vestida. Fiz  um coque desleixado no cabelo e desci pra cozinha, estava faminta.

Quando cheguei ao final da escada e estava pronta pra ir em direção a cozinha, ouço a campainha tocar.

Quem vai a casa dos outros com essa chuva?

Ainda um pouco receosa fui em direção a porta e abri a mesma, mas paralisei assim que vi quem estava ali.

- O-o que faz aqui?? - perguntei espantada.

                 Justin's P.O.V

                                              Horas antes...

- Chega, Justin! - Ryan entrou no meu quarto seguido dos outros - Eu sei que você sente a falta dela, mas ficar só nessa janela vigiando a Mellanie e se afundando nas drogas não vai fazê-la voltar.

- Cala a boca, Ryan. - disse grosso.

- Cara, o Ryan tem razão. Olha só pra você - era o Chris quem falava - Cadê o Justin que diz não ter sentimentos? Que não se importa com nada e nem ninguém?

- EU NÃO SEI, PORRA! A MELLANIE FODEU COM TUDO NA MINHA VIDA. - gritei nervoso.

- Não fale como se a culpa fosse dela, nós te avisamos que esconder aquela história era furada. - Khalil me encarou sério.

- EU SEI QUE FUI UM IDIOTA EGOÍSTA MAS NÃO PRECISA FICAR JOGANDO ISSO NA MINHA CARA, PORRA!

Eu era um trouxa fodido. Eu acabei com o que mau tinha começado, e tudo por uma merda de obsessão. Eu me sentia um gay por estar falando (pensando) e sentindo essas coisas, mas ela mexeu comigo. Ela virou tudo de ponta cabeça, ela me fez ser dependente dela e agora que não estava mais por perto eu me sentia completamente perdido. Eu precisava dela, ela tinha se tornado meu vício.

- MERDAAA! - gritei frustrado e joguei um abajur na parede.

- Se controla, cara. Quebrar as coisas não vai trazer a Mellanie de volta.

- Não adianta, Ryan - caí derrotado no chão - Eu já tentei, ela não quer mais saber de mim.

- E você vai simplesmente desistir? É isso que o gângster mais temido de Atlanta vai fazer? Esse não é o Bieber que conhecemos - Chris disse.

- Eu...

- Você a ama, não ama? Então diz isso pra ela. Não fica mandando mensagens ou ligando milhares de vezes pro celular dela pq vc sabe que não vai adiantar. Faz as coisas certas dessa vez, irmão. - quem diria que eu estaria ouvindo conselhos de Lil Za... Estou na merda mesmo.

- Estamos com você, mano. - Ryan disse me estendendo a mão pra me ajudar a levantar - Agora toma um banho e depois desce pra comer alguma coisa, vamos esperar na sala.

- Ok!

Eles saíram do quarto rapidamente e eu segui pro banheiro. Tirei a box, que era a única coisa que eu vestia, e entrei de baixo da água fria.

Eu sabia que os caras estavam certos, ficar trancado nesse quarto e me afundar nas drogas não ia adiantar de nada. Eu já tinha algo em mente, e sinceramente eu espero que dê certo. É minha única chance. Sei que vou parecer um gay fazendo isso mas eu faço qualquer coisa pra ter ela de volta.

                  Mellanie's P.O.V

- Não vai me convidar pra entrar? - Pattie perguntou sorrindo doce pra mim.

- Oh, meu Deus! - despertei do transe - Entre, está chovendo muito. - ela entrou rapidamente - Sente-se. - ela se sentou no sofá e eu me acomodei ao seu lado.

- Sua barriga já está tão grande! - olhou emocionada pra minha barriga - Posso tocar? - perguntou meio sem graça

- Claro! - disse levantando a blusa e deixando minha barriga já grandinha amostra.

- Está de quantos meses, querida? - perguntou me olhando.

- Quatro!

- Meus netos... - limpou uma lágrima que caiu e me olhou sorrindo - Obrigada!

- Pelo que? - perguntei confusa.

- Por ter entrado em nossas vidas, você só nos trouxe coisas boas. Trouxe meu verdadeiro Justin de volta e ainda nos deu esse presente maravilhoso! - se referiu aos trigêmeos.

- Não por isso, Pattie - disse um pouco desconfortável por ouvir o nome do Justin.

- Eu sei do que aconteceu - adquiriu uma postura mais rígida. - Sei que se sente desconfortável com o assunto, mas o Justin está arrependido.

- Pattie...

- Por favor, querida. - pegou em minhas mãos - Eu sei que o que o Justin fez pra você te magoou demais, e eu não tiro sua razão. Eu também ficaria do mesmo jeito, ele quebrou a sua confiança e  isso é algo que uma vez quebrado demora a voltar ao que era antes - assenti ouvindo o que ela dizia atentamente - O Justin errou com você e eu não o apoio nisso, mas vocês estão sofrendo. Eu vejo o meu filho se afundar cada dia mais naquele quarto, ele fica o dia inteiro se drogando e olhando pra aquela janela.

- Eu...

- Eu sei que você também está sofrendo, querida. Eu vejo nos seus olhos - já sentia as lágrimas chegarem - Mas agora vocês tem algo que os ligará pro resto da vida, agora não depende só de vocês ou da sua felicidade. Agora são os trigêmeos em primeiro lugar.

- Eu sei, Pattie, e já pensei nisso. - a olhei no fundo dos olhos - Mas eu não consigo simplesmente fingir que não aconteceu, era importante pra mim saber do meu pai e ele (Justin) sabia disso.

- Eu sei que ele errou, mas relacionamento nenhum é um completo mar de rosas, as vezes teremos espinhos em nosso caminho, mas precisamos ser fortes pra passar por eles. Eu fui casada com o pai de Justin por anos, você acha que foi fácil? Acha que tudo foi sempre as mil maravilhas? Não, não foi. Mas já pensou se eu tivesse desistido de tudo na primeira vez que algo deu errado? Talvez hoje eu não teria dois dos bens mais preciosos da minha vida(Jaxon e Jazzy). O Justin é uma pessoa difícil de lhe dar mas ele está tentando ser melhor por você.

- Eu amo ele! - sussurrei deixando as lágrimas caírem.

- Ele também te ama. - secou minhas lágrimas.

- Ele nunca me disse isso. - suspirei cansada.

- Ainda há tempo! - me encarou sorrindo e a encarei confusa - Vem comigo. - me puxou ,com cuidado, pelas mãos e me fez levantar do sofá.

- Onde vamos? Eu estou de pijama - perguntei assim que saímos pra fora, a chuva já não caia mais, porém o frio era intenso. - Por que me trouxe aqui, Pattie? - perguntei assim que paramos em frente a casa do Justin.

- Não faça perguntas, só entre. - abriu a porta e me empurrou pra dentro.

- Mas... - ela me deixou sozinha ali.

Eu nunca tinha estado naquela casa antes, e definitivamente eu não sabia pra onde ir e muito menos o que fazer agora. Me virei encarando o que deveria ser a sala mas só o que vi foi escuridão, exceto por uma luz que eu enxergava ao longe.

Como não tinha muito o que fazer, segui (meio duvidosa) em direção a tal luz e me deparei com uma enorme sala que estava repleta de velas e pétalas de rosas.

Que?

- Pattie? O que tá acontecendo aqui? - perguntei olhando em volta - Pattie?

- Ela não está mais aqui! - eu reconheceria aquela voz rouca em qualquer lugar.

- Que palhaçada é essa, Justin? - perguntei o olhando.

Ele estava perfeito!

- Eu só quero que me escute, se depois disso você não mudar de ideia eu desisto de nós - não sei se era pra isso ter acontecido, mas eu senti meu coração apertar quando o ouvi dizer aquilo.

- Tá bem. - confesso que estava curiosa e também nervosa, eu sentia minhas pernas tremerem e minhas mãos suarem.

- Eu não sei bem como dizer isso mas vamos lá...- se aproximou, parando em minha frente e coçou a nuca. Ele estava nervoso também. - Sei que vou parecer um gay fazendo isso,mas foda-se! Eu preciso de você, Mellanie. Porra! Você bagunçou a minha vida inteira em menos de um ano e me fez sentir coisas que nenhuma mulher conseguiu fazer antes. Você, você se tornou um vício pra mim, Mellanie. Eu não consigo mais viver sem você - tocou meu rosto - Eu sei que eu não mereço o seu perdão, eu sei que traí sua confiança mas eu só fiz isso por medo. Eu tive medo que o seu pai te levasse pra longe de mim. Eu sou um louco obsessivo e bipolar e não te mereço mas eu quero mudar, por você e pelos nossos filhos. Você é maravilhosa, Mellanie! Eu sei que você merece alguém melhor que eu, mas eu sou egoísta demais pra te deixar ir sem ao menos tentar. - se ajoelhou em minha frente.

- O-o que você tá fazendo? - perguntei com a voz embargada.

- Eu quero você, Mellanie. Eu quero construir uma família, a nossa família. Eu faço tudo por você, Mellanie. Eu te amo! - arregalei os olhos e deixei que um soluço saísse - Casa comigo, amor?

- E-eu... - as palavras não saíam.

- Você não..? - eu podia ver lágrimas se formarem no canto de seus olhos.

- Sim! - ele me olhou estático - Eu caso com você. Eu te amo! - ele abriu um largo sorriso e eu o puxei pra cima o abraçando forte.

- Me desculpa...- ele sussurrou

- Eu te amo!

- Eu amo vocês! - passou a mão na minha barriga e me encarou.

Desviei meu olhar pros seus lábios e me permiti senti-los de novo. O beijo que começou com calma e leveza agora era selvagem e duro. Sua língua passeava por cada canto da minha boca, como se quisesse devorar cada pedacinho. Subi minha mão por sua nuca e puxei seus cabelos quando senti um aperto forte em minha bunda.

- Porra! Eu senti muito a sua falta - murmurou ofegante quando nos separamos e logo depositou um forte chupão em meu pescoço, me fazendo gemer involuntariamente.

- Awn! - agarrei com mais força seus cabelos e logo avancei em seus lábios novamente.

          "Tentar é arriscar-se ao fracasso. Mas os riscos têm que ser corridos, pois o maior perigo na vida é não arriscar nada.

                                 _Leo Buscaglia.


Notas Finais


Foi isso, amores. Espero que tenham gostado, porque eu amei escrever cada capítulo💕 Essa foi uma experiência única e foi maravilhoso fazer isso na "companhia" de vocês.
Comentem dizendo se gostaram, se foi como vocês esperavam, enfim...

🚫QUEREM UM EPÍLOGO?? EU JA TENHO UM RASCUNHO PRONTO, SE QUISEREM DIGAM NOS COMENTÁRIOS.🚫


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