História In my arms - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Natasha Romanoff, Steve Rogers
Tags Família, Romanogers
Exibições 62
Palavras 4.956
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bom dia !!!!

Então , capítulo todinho para vcs

Espero que gostem

Não me abandonem , adoro conversar com vcs .

Não me matem tb

Mas tarde tem outro .

Capítulo 6 - Quebrando o gelo


Me pergunto porque aquele garoto tem que me fazer tão mal . Eu não fiz nada para ele , e ele me ridicularizou para toda a escola . Com que cara eu vou entrar naquela sala ? Eu quero ir embora, é muita pressão para mim . Odeio ser humilhada . Eu cheguei a pedir desculpa ontem , porque isso agora ? Ele de fato é um idiota . 
- eih , beatriz - ouvi uma voz me chamar . Olhei em volta e não vi ninguém na área da cantina. - Aqui no balcão de sanduíches . - era a Carmen 
- oi , Carmen . Bom dia . Ah... Obrigado por ontem . 
- ohhh , menina não foi nada . 
- foi, foi sim .
- tudo bem, tudo bem . - ela mexia as mãos como se dissesse  não vou ficar discutindo isso. - Como você está? Suponho que aquela gritaria no pátio era com você. Afinal você é a única aqui dentro , nesse dia lindo em pleno inverno .
- é complicado . O garoto novo me ridicularizou aos berros na frente de todos . E eu... eu corri . 
- oh menina, ele falou no impulso, meninos são assim , ele parece ser tranquilo . Aconteceu algo antes não foi ? 
- sim . - respondi de cabeça baixa . - ele  deu um encontrão comigo e nós caímos no chão . Tudo por que ele se distraiu com o grupo da Stark . 
- é o que você fez ? 
- eu acabei xingando ele na minha mente e verbalmente de alguns insultos . Eu tava chateada , machucou a queda , minha roupa tá toda suja . 
-  você sabe que errou em xinga-lo . Você fez isso ontem também e foi um acidente  em ambos os casos . Ele não gosta de ser humilhado assim como você , florzinha . Ele só respondeu ao impulso . Ele está errado também , mas olhe pelo lado dele. 
- eu sei , mas ele gritou me xingando e todos  agora fazem o mesmo rindo . É constrangedor . 
- respire . Os dois estão de cabeça quente . Acidentes acontecem . Na próxima oportunidade tente pedir desculpa . E se ele pedir de volta aceite .  Ele é novo aqui , está sozinho . 
- você tem razão , obrigado Carmen . Eu tenho que ir - acabei de secar as lágrimas, dei um abraço nela e sai rumo à minha sala . 
 Conforme eu seguia até a sala ouvi alguns estudantes me chamando de amoeba ainda .  Eu tentei ignorar , mas quando vi o diabo do garoto sentado no meu lugar na sala , eu queria voar nele, mas o professor tava chegando bem na hora . 
- com licença , mas esse é o meu lugar . - falei . - sabe o nome Rogers é meu . 
- é meu também , amoeba, logo cai fora . 
- Senhorita Rogers , queira se sentar ? - ouvi a voz do professor me chamando . 
- eu não posso o novato resolveu sentar na minha mesa . 
- novato ? Ah sim ... - o professor falou enquanto olhava a lista -   Levante-se rapaz !  Venha aqui à frente se a presentear a turma.  Nome completo , idade , se veio de outro país ... Conte um pouco sobre você . 
Ele se levantou e eu sentei no meu lugar.  Abri o caderno e  estava rabiscando  quando ele começou . 
- olá , meu nome é Alex Romanoff Rogers, tenho 14 anos , nasci na Áustria , mas morava recentemente na Rússia com a minha mãe . Já morei na Suíça , França, Bélgica, China, Japão , Portugal, Brasil , Espanha e alguns outros por conta do trabalho da minha mãe . 
- você disse Romanoff Rogers? - falei tentando ter certeza do que ouvi . Como ele tinha o mesmo sobrenome e não era  meu conhecido .
- eu falo de onde vim e já morei e você tá impressionada com meu sobrenome ? - ouvi ele retrucar . 
- sim . - respondi - é o mesmo que o meu , exatamente o mesmo . E eu não te conheço. 
- conhece o termo homônimo? 
- conheço , mas ... Deixa seria impossível - Falei incrédula 
- Ok , obrigado senhor Rogers , sente-se naquela outra cadeira  do canto .
Ele foi se sentar  e tudo que eu pensei foi nas duas palavras " Romanoff Rogers" . Ele poderia ser meu irmão , mas o papai não deixaria de ter contato com ele . Entretanto a mãe dele esteve lá em casa ontem e ela disse que procuraria o pai do Alex e falaria sobre ele.  Droga , ele é meu irmão . 
 - Aí ! - gritei assim que senti  um tapa  na mesa  me assustando . - desculpe  Mr Evans 
- quadro agora , Rogers . - A turma inteira ria  da situação, mas vi que o Alex estava tão distraído quanto eu . 
- sim senhor . - eu levantei e fui até o quadro e resolvi o exercício de matemática com facilidade . 
- ao menos isso , volte ao seu lugar e preste atenção na aula . 
O resto do dia passou rápido, eu até tentei falar com o Alex , mas ele estava com a Melissa e as zoações continuaram .  Acabou que só consegui me aproximar  dele no final da aula . 
- Alex , eu ... Eu  quero pedir desculpa , eu extrapolei mas cedo . 
- novidade , desde que te conheci você sempre extrapola . 
- eu sei que você não quer ser visto com a amoeba do colégio , mas você pode me tratar direito . E tirar uma dúvida ? 
- sobre ? 
- bem... Sua família . - falei rápido -  Você tem irmãos? 
- Alex , o que faz com a amoeba ? ela pode te contaminar com a pobreza dela .  - Melissa entrou na sala e eu voltei a catar meu material e sair pro treino 
- nada. Ela que veio até mim . Enquanto guardava as coisas . E começou a me encher . 
- tadinha , não se manca que está no colégio errado . Deixa a coisinha para lá .  Vamos. 
Eu esperei que eles saíssem para em seguida voar para o treino .   Cheguei cravado novamente no ginásio .  Nem acreditei que deu tempo . Troquei de roupa, calcei os patins e entrei no rinque .  Meu técnico não estava ainda ali , mas comecei o aquecimento  mesmo assim . Se ele me pegasse ali parada, eu tomaria uma bronca e ainda teria uma série a mais de abdominais a ser feito . 
 Comecei a treinar , quando o vi chegando com uma mulher  na arquibancada  , apresentando o lugar . Tentei me concentrar novamente e estava  indo bem na coreografia até ver de quem era o rosto  da  mulher .  Foi bem na hora de um dos saltos e no final eu cai, foi um tombo feio , bem feio .Minha perna doía muito e parecia quebrada em duas , num ângulo  incapaz de descrever . 
Eu chorava de dor e podia ouvir alguém chamando pelo rádio a emergência do ginásio . Eu queria o meu pai , era só isso que eu queria , mas toda vez que eu tentava abrir meus olhos era apenas ela que aparecia na imagem . 
- chama o meu pai ,tá doendo... 
- eih , já ligamos para ele , se acalma, a ambulância já está a caminho . Você vai ficar bem . Fique calma . 
- eu quero o meu pai . Sai da minha vida , seu monstro .  Desde que você resolveu voltar tudo tem dado errado . Você é um monstro . 
- você sabe quem sou eu ? Eih Beatriz , você sabe dizer quem sou eu ? 
- o monstro que voltou na minha vida ,  que destruiu a vida do meu pai ... 
- ela tá nervosa , releva o que ela está falando Senhora. Ela deve estar te confundindo . A queda foi feia e ela bateu a cabeça. 
- ela não tá . Acredite . Ela sabe quem eu sou . 
- monstro ! - gritei para deixar claro . 
- Se acalma , por favor . Eu errei , eu sei , mas se acalma , seu pai já está a caminho . 
- a ambulância chegou . - ouvi o meu técnico falar . 
A dor estava intensa demais , senti eles mexerem na minha perna e a colocarem na posição correta ,  depois me colocaram naquela maca e me içaram. 
- qual de vocês vai acompanhá-la , ela é menor de idade ? Preciso saber a qual hospital levá-la? - o médico  perguntava a eles . 
- eu vou sozinha , e a um hospital público , meu  plano é o básico . 
- nem pensar , e eu pago o hospital , você precisa de atendimento especializado. Levem- na para o principal de ortopedia e traumatologia . Eu me responsabilizo e eu irei acompanhá-la . 
- tudo bem vamos . Eu vou pegar as coisas dela e levo pro endereço . 
- tudo bem. 
 Eles foram me empurrando na maca até entrar na ambulância e começarem a fazer os exames básicos em mim . 
- eu quero o meu pai !!! 
 
- ele está a caminho , Beatriz . Já lhe disse isso . Se acalma pelo amor de Deus . 
Eu tava com muita dor , era difícil ficar calma. Dependendo do resultado eu levaria anos para estar em forma para um campeonato .  Droga . Eu batalhei tanto . 
Eu fechei os olhos por um tempo , eu tentava digerir o que isso tudo poderia significar . Fora que ir a um hospital desse teria um custo e meu pai não teria mesmo como pagar .  Ouvi os dedos de alguém batendo na tela de um celular . 
- Aló , Steve. / sim, sim , eu estou indo com ela / ela está agitada aqui / estamos levando ela pro hospital de ortopedia e traumatologia próximo ao ginásio / eu pago Steve /  só me encontre lá. / perá vou colocar para ela ouvir / pronto pode falar . -  senti um toque gelado na minha pele , próximo ao meu ouvido. Abri os olhos de imediato 
- Filha, Bia . Procura se acalmar pequena - eu voltei a deixar cair ainda mais lágrimas assim que ouvi a voz dele. - as pessoas ao seu redor estão aí para te ajudar . Eu estou a caminho, tá . Não se preocupe tá tudo bem com você . Vai passar .  
- foi feio pai , foi muito . - eu gaguejava muito 
- tudo bem , acontece . Você já teve coisas piores e passou por tudo. Você é forte . 
- eu não quero estar sozinha 
- e você não estará - ambos falaram no mesmo tempo . 
- eu te amo... - eu falei pouco antes de apagar com os analgésicos que estavam entrando na minha veia . 
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 Achei estranho o toque da Bia em meu celular em pleno horário de treino dela. Talvez o treino acabasse mais cedo , era isso 
Levei um susto assim que atendi e ouvi a voz de Natasha. Ela parecia nervosa . O que já me deixou também .
Comecei a questionar  o que tinha acontecido , ela não soube dizer exatamente.  Só disse que o técnico de patinação e hóquei é o mesmo e  que a lesão era aparentemente grave. Que ela iria me encontrar  no hospital.  Estavam esperando a ambulância. 
 Eu  desliguei o  celular e comecei a arrumar as minhas coisas na mochila , olhei o relógio e vi que teria que levar o remédio na mochila. Taquei no fundo dela e enfiei todo o resto por cima. Não tinha tempo para trocar a farda, iria assim mesmo .  
Bati no vidro da porta do meu chefe . E ele me permitiu a entrada 
- senhor , eu preciso sair . Minha filha sofreu um acidente e ... 
- sabe que não receberá sua hora extra de ontem ?
- senhor , eu preciso ir . É a minha filha . Eu não quero saber se terei que dobrar o turno  outro dia . Eu só vim avisa-lo que estou saindo por hoje. 
- só para saber como pretende pagar o hospital , se para manter a casa , você já está dobrando quase diariamente ? 
- acho que isso só diz respeito a mim, senhor .  Com licença , senhor. 
Eu ignorei Qualquer outro tipo de argumento que ele me daria e sai dali . Coloquei meu casaco por cima da farta , me protegendo do frio e tampando o símbolo da farda . Enquanto esperava o ônibus para o metrô , senti meu celular vibrar no meu bolso . Era o número da Natasha dessa vez. Eu atendi , ela tentou me explicar , eu briguei com ela por estar levando minha menina para onde eu não teria como pagar , e depois eu  falei com a própria. O que me tranquilizou porque eu jurei que ela estava inconsciente . 
 Nunca corri tanto para chegar em algum lugar . Dentro do metrô , recebi uma mensagem da Nat , pedindo para que eu pegasse no caminho o Alex, que não fazia ideia do que está acontecendo . E aqui estou eu . Desesperado com a filha no hospital e prestes a conhecer meu filho caçula . 
- você , conhece o Alex Romanoff Rogers ?- perguntei a um casal que estava próximo à entrada .- é importante . 
- o que o senhor quer comigo , não te conheço . 
- ele é o pai da amoeba... - a menina falou em deboche . Aqueles olhos me lembravam alguém , mas não sabia quem . 
- eu não sei se eu entendi bem , senhorita . Do que chamou a minha filha ? 
- Ah amoeba, mas o apelido veio dele. 
- venha comigo , Alex . -falei com raiva 
- senhor eu só a chamei assim porque ontem o cabelo dela era geleia pura. 
- não interessa agora, venha . 
- não saio com estranhos . Minha mãe mandou eu esperar aqui . 
- ela mandou eu vir te buscar . - ele pareceu ver a farda e se levantou dando beijinho  na menina. 
- senhor cadê a sua viatura ?
- não estou a serviço . Alex . Vim buscar o meu filho , porque a mãe dele está no hospital com a irmã . 
- para , você é o Rogers que a minha ... 
- garoto longa história . Eu adoraria ter te conhecido antes e de outra forma , mas acelera o passo.  eu preciso chegar ao hospital hoje. 
- não tem carro ? Quem não tem carro hoje em dia? 
- não mais . Desculpa . 
Ele não emitiu nenhum som até chegarmos no hospital . - Pera se você é meu pai e é pai da marrenta , ela é a minha irmã mesmo ? Ela me odeia , não posso entrar aí. 
- você vai . Se não sua mãe me mata . - puxei ele pelo braço . Ele puxou de volta o braço e se recusava a dar um passo a mais . Eu não entendi - garoto , vem , eu preciso ver sua irmã .
-  Odeio hospitais. Não posso . 
- pode , eu também não suporto , mas entro , olha esse parece mais um hotel do um hospital . Vem sem medo , eu To aqui e sua mãe está lá dentro . 
- vai Steve , eu falo com ele . Ela está sedada , precisam da sua autorização para a cirurgia na perna . - Ela apareceu. Atrás de mim , odeio quando ela faz isso . 
- cirurgia ? 
- vai, quarto 356 , bloco 4 . 
eu olhei pros dois ali eu queria ter dado um abraço nele ao menos ... Sai correndo  até onde ela estava . Entrei devagar no quarto , apoiei a mochila no armário do quarto junto com todo o equipamento dela e as coisas do colégio . Lavei as mãos e passei o álcool em gel . Me aproximei dela na cama e fiquei ali fazendo carinho  nos braços e cabelo . 
 - Pai , é o senhor ?  Você está aqui mesmo ? - ela me perguntou arrastado . 
- sim , borboleta . Como você está ? 
- com medo . Por que demorou tanto ? Não quero ficar com o monstro  das nossas vidas. 
- ela não um monstro Bia, você pode não gostar do que ela fez, mas ainda sim ela fez pensando em você . 
- ela é um monstro . 
- eu não vou discutir isso aqui. Eu quero que se acalme , você terá que passar por uma cirurgia . Não vai demorar , ok ? 
- e se eu não puder mais patinar , meu sonho pai ...
- não pensa nisso . E se não puder mais sonhar com isso , sonharemos juntos algo ainda melhor . Tudo bem ? 
 
Ouvi batidas na porta , era a nat acompanhada do Alex e do doutor . Ele explicou rapidamente como seria a cirurgia. Alex estava vendado  no sofá cama do quarto , o que eu não entendi e a Nat estava na área de entrada do quarto . 
Os enfermeiros entraram no quarto e a transferiram a outra maca.  Dei um beijo na sua testa e só pude ouvi- lá sussurrar para mãe que ela era uma monstruosidade . Assim que ela saiu eu olhei para a Nat . 
- não liga pro que ela disse . Você não é um monstro . Você fez o que pode por ela , e o que não podia pelo Alex. Você não é um monstro . Ela só está assustada . É muita coisa :  você voltou , véspera de competição , o colégio ao que descobri , a carta do exército - falei mais baixo - E agora o acidente . 
- só dói Steve, ouvi-la me chamando de monstro . 
- eu sei que dói , Nat . Ela é adolescente , cada vez que ela fala que me odeia , dói na minha alma.  - passei a mão em seu rosto suavemente , o colocando atrás da orelha .  Passei a mão em seu rosto enxugando as lágrimas dela. 
- ela me odeia . 
- já disse que não, Tasha . Ela só está assustada . Eu estou também.  e você não está diferente . Talvez até o. Alex esteja, e eu não sei o motivo .  Nat , Você prometeu que conseguiria estabelecer um relacionamento com ela . Não desiste , eu preciso que não desista . 
Ela respirou mais calmamente e me olhou . Seus olhos estavam penetrantes em mim . Senti sua mão contornar meu pescoço e ela me abraçar forte .  Eu retribuir , senti ela chorar . Eu tentei me manter firme e a conduzi para o lado do Alex , que ainda estava vendado . Eu saí do abraço dela e me sentei entre os dois . 
- alguém de vocês pode me dizer por quê ele está vendado ? 
- em resumo , ele pegou uma pneumonia quando tinha 8 ou 9 anos e um dos médicos quando analisava o sangue descobriu o resquício de algo paterno e materno e tentaram transformá-lo em cobaia . Foi um caos . Desde então levá-lo a um hospital é um tormento . 
- Alex - o chamei , segurando em sua mão . - filho , eu sei que não fui presente e deveria saber desse medo , mas eu preciso vê-lo sem isso . Você é capaz de lidar com isso . Eu também tenho medo desses locais , eu estive doente 99% da minha vida antes do soro e eram hospitais piores que os públicos de hoje em dia . 
- e o senhor superou esse medo ? 
- não , mas eu sei lidar com ele . Da minha vida nova , eu já estive internado pelo menos 1/4 do tempo. Motivos diferentes . Você consegue lidar , e olha se não fosse a cama com a grade lateral da cama  ia parecer hotel 4 estrelas, porque a comida continua uma droga . - vi que ele soltou um singelo sorriso . Comecei a desamarrar o lenço da Nat , que virou venda. 
Ele não recusou a retirada , mas seus olhos  continuaram cerrados. - ele tem seus olhos Steve . -ouvi o comentário ao meu lado .
- abre , filho ! Eu gostaria de vê-los . Se você tem os olhos parecidos com os meus , eles são os olhos da sua avó . Eu adoraria vê-los . 
- não aqui . 
- tudo bem , não vou forçar . 
- sabe eu gostaria que me deixasse conhecê-lo , e que não fosse a versão que eu conheci na escola hoje . Sua mãe , não seria capaz de educá-los assim . 
- foi um acidente desde ontem , ela me deixa com raiva  e acaba saindo . Eu não estou todo errado , eu juro . 
- eu não disse que está . Eu só não pude acreditar que você está ajudando a sacanear uma menina, sendo ela o que for . 
- foi sem querer , ela  começou a gritar comigo , me xingar e a minha calma foi embora . Eu não queria machuca-lá dai  chamei de amoeba por conta o incidente de ontem : eu não sabia que daria nisso . Eu só vi o que fiz quando ela saiu correndo . Mas falaram que ela é assim mesmo, que eu tava certo . E 
- e você não pediu desculpas ... - 
- vamos fazer assim . Você pede depois e se ela não te pediu ela fará também . Vocês são irmãos e  com a personalidade da sua mãe , vão se bicar, mas eu quero que fiquem juntos .  Irmãos se apoiam mesmo brigando . 
- você é tão diferente da mãe , como ficaram juntos ? 
- não sei , só nos amamos e gerou vocês . É o suficiente . Amor não  se escolhe . Se constrói . 
- você continua um meloso Steve 
- não quiz mudar . Olhar a Bia crescer , me fazia lembrar que o amor é repassado  .  Ela vai gostar de alguém e mesmo que não fique eternamente ao seu lado ela será feliz . Basta isso . Eu via você nela . Via nós dois nela, como to vendo nele . Não ia deixar minha filha e agora filho , me ver triste por uma situação necessária . 
Meu relógio começou a apitar . Droga agora não .  Nat me olhou questionadora , eu tentava desligar e não conseguia . 
- pra que o alarme ? 
- ronda ...
- sei . - ela me olhou sem acreditar. Tá que eu sempre  fui uma droga em mentir , mas eu tava melhorando . -  tudo bem não quer falar , não fala . 
-  obrigado . Ah se encomiada de ficar aqui enquanto eu  troco de roupa ? 
- vai ... - eu levantei e me dirigia ao banheiro. Do quarto - você me diria se fosse algo relevante certo ? 
- sabe que sim - respondi entrando no banheiro  e fechando a porta . 
Eu sentei no chão do banheiro por um tempo, respirando e torcendo para que não viesse uma tontura ou náusea , enquanto isso procurei o pote  de remédio . Tentei não fazer barulho  na hora de pegar, apoiei num papel sobre a pia .  Peguei a  roupa que usaria a noite e troquei . , enfiei a farda na mochila respirei fundo e botei as três cápsulas sob a língua .  Joguei fora o papel e sai do banheiro .
Olhei ao redor  e vi a nat mais próxima do Alex . - ah Nat , tem água nesse quarto sem ser a do banheiro ? 
- graça. A geladeira é na parte debaixo do armário . 
-obrigado . Vocês querem . Água me ajuda a me acalmar . 
- eu aceito . -Alex falou de repente
- você está elegante para um hospital . 
- eu tinha um encontro com a mãe dos meus filhos .  - tentei sorrir e bebi a água e engoli o remédio , levando logo em seguida um outro copo ao Alex .  - Aqui garoto - coloquei na mão dele o copo . - você realmente não vai abri os olhos ? 
- não . 
- o que você acha que eu preciso saber  sobre você? E o que você quer saber de mim ? 
- data do meu aniversário já seria um começo , eu sou gêmeo , mas nasci 2 semanas depois . - sua vez 
-  nasci no começo do século passado . - nat riu 
- outra coisa que eu não encontre numa revistinha . 
- quando eu estou com raiva eu gosto de praticar socos . 
- que evolução , só pratica com raiva agora? - nat riu de canto 
- infelizmente só.  Mas meu hobby é desenhar um certo rosto 
- da mamãe ..., ele falou rindo de canto e finalmente abrindo os olhos, sem nem perceber . 
- é , o dela é um recorrente . É o seu hobby.? 
- garotas ...
-  puxou a sua mãe então . Sou péssimo em paquera .  Até hoje não sei como consegui cativar sua mãe . 
- me salvando foi um começo , Rogers. - ela respondeu - o soldado de outra época . Certas atitudes são valorizadas , cavalheiro . 
- pai , posso chamar assim , certo ? 
- deve . Se te deixar mais feliz. 
- por que o alarme ? E não mente . Seu tom de voz mudou . 
- andou ensinando ele a ser espião ? 
- deveria ter feito o mesmo com a Beatriz. 
- eu a treinei o suficiente para emergência . 
- eu também . 
- ótima emergência , ela bate forte, acredite . 
- ela te bateu ? 
- faz parte do acidente ... 
-  depois conversamos sobre isso .  
-  filho ,  mudando de assunto . Antes do acidente com a beatriz, eu estive falando com o técnico dela sobre a equipe de hockey . Mostrei uns vídeos seus e ele deixou você fazer um tempo de estágio e se der certo você passa a integrar a equipe . - nat falou pondo o braço ao redor dele e o trazendo para mais próximo . 
- você joga? 
- sim .  7 anos nas ligas . 
- muito bom . Tentei aprender com a sua irmã , mas vamos dizer que não sirvo como goleiro. 
- jura , não foi só o seu instinto paterno a deixando ganhar ? Eu vivia fazendo isso com ele. 
- talvez... - nós rimos - não era para já ter acabado a cirurgia ? 
- sim, mas calma Steve . Daqui a pouco ela tá por aí . 
- ela vai ficar um bom tempo parada , certo? 
- pelo que conversei com o médico , sim  querido. 
- uma pena . É uma droga se afastar , principalmente por lesão . 
- é , mas passaremos por isso .  Ela terá fisioterapeuta, pilates, massagista ... 
- nat , ah posso falar contigo lá fora rapidinho ? 
- pode . 
- já vi que vão brigar ... 
- não pretendo - falei me levantando e ficando um pouco tonto . 
- Steve , você está bem ? 
- sim . Acho que fiz um movimento rápido demais . Vamos lá? 
Eu saí primeiro, tentando andar o mais reto possível . Nat veio logo atrás . 
- nat , eu não tenho como pagar isso aqui , hospital, cirurgia, o que dirá esses especialistas ... 
- ela é minha filha e eu já a coloquei no meu plano de saúde.  Tirando a internação que dei entrada antes do plano , o resto está coberto . E se não tiver eu pago . 
- nat , não pode ser assim . Ela é minha responsabilidade . 
- é minha. Eu quero o melhor para ela , mas não é vivendo desse jeito que ela vai conseguir . 
- deixa que eu ao menos pague a internação . 
- tudo bem .  - ela falou e eu voltei a entrar no quarto , fui empidido .
- o que , nat ? 
- pra que os remédios ? 
- que remédios ? 
- os que você foi tomar no banheiro . 
- eu não fui tomar nada . Eu fui trocar de roupa e lembrei das vitaminas que tenho tomado . Eu tenho trabalho direto , nat . 
- posso ver as vitaminas então ? 
- vitaminas normais , nat . Juro A C.... B 
- espero que não seja sério . E seja realmente vitaminas . Achei que sempre falaríamos a verdade um pro outro . 
- eu não to...
- a cirurgia foi um sucesso , daqui a algumas horas a bonequinha de vocês está acordada . - o médico falou e  os enfermeiros foram iempurrando a maca com a Bia . E a colocando na  cama novamente , ligando equipamentos e etc.  
 


Notas Finais


Então ... Digam o que acharam e o que esperam !!!

Até o próximo


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