História In My Mind - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Fantasmas, Romance, Shoujo, Suicide Room
Exibições 7
Palavras 1.873
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Just another normal day


Fanfic / Fanfiction In My Mind - Capítulo 1 - Just another normal day

“Só por que está acontecendo na sua mente não quer dizer que não seja real”

(Alvo Dumbledore)

 

 

O vento soprava agradavelmente entrando pela janela os pássaros cantavam alegrando a manhã de segunda feira... Algo impossível porque segundas-feiras são horríveis.

Um longo suspiro preencheu o quarto, debaixo das cobertas Brooke lutava contra a vontade de ficar na cama.

—Saco_ Resmungou enquanto se levantava o mais devagar que conseguia, se encaminhou ate o banheiro para fazer sua higiene matinal.

Brooke Coulson era uma adolescente normal com uma vida pateticamente normal e tediosa, em plenos 15 anos o mais longe que tinha ido foi à casa de sua tia Magdeline Que... Bem, morava a apenas 2 horas de sua cidade, tinha pais normais, irmãos normais, tudo que se resumia a ela era normal, nada de especial... Sua vida era um saco.

Após terminar de se arrumar foi até a cozinha onde a esperavam para o café...  Não, não era bem assim, sua mãe arrumava a cozinha, seu pai provavelmente estava trabalhando e seus irmãos deviam estar largados por ai, não eram uma família tradicional de comercial de margarina, eram uma família normal e as famílias normais de hoje em dia não tomam café da manhã juntos.

—Bom dia_ sua mãe desejou assim que Brooke entrou na cozinha. Rosalyn Coulson era uma mãe dedicada nada era mais importante que seus filhos e seu lar, nada

—Dia_ respondeu Brooke desanimada

—Que animação. Esse é o espírito!

—Uhuul_ fez joinha para sua mãe

—O que houve? Porque essa “Alegria” toda?

—Hoje é segunda, mommy, segunda de manhã e eu tenho aula e isso é incrível!_ colocou café em seu copo dando um longo gole, Brooke gostava de varias coisas e café com certeza estava no topo da lista. O doce aroma do café e o gosto... Tanto faz se era forte ou não, Brooke simplesmente não resistia... Café é vida <3

—Que ótimo que isso te anima, aproveita essa animação e usa na aula_ Brooke respirou fundo bebendo mais um gole, lançou uma piscadela para sua mãe

—Pode deixar

—Hum... Só vai beber café?_ Rosy perguntou Brooke confirmou

—Meu deus menina! Você não pode viver só de café, precisa comer alguma coisa..._ Brooke tomou o ultimo gole e levantou-se

—Tchau_ deu um beijo na mãe pegou sua mochila e saiu

O mesmo papo de sempre, estava muito magra, parecia horrível, tinha aparência de doente... Sim era verdade, Brooke estava mais magra que o normal e mais pálida, estava fraca e apesar de dormir muito não era o suficiente e ela sempre estava com sono e muito cansada, talvez porque dormia tarde ou por outro motivo, mas apesar de estarem certos sobre tudo isso Brooke realmente não gostava quando comentavam isso. “Eu sei que estou horrível, é evidente, não precisa jogar na cara” Era o que sempre pensava, mas não falava nada, apenas concordava e deixava que comentassem.

Ao chegar à escola foi direto para sua sala, sua banca, como de costume... Cumprimentou seus colegas com um sorriso como sempre fazia e sentou-se, pôs os fones de ouvido e entrou em seu mundo privado. Ultimamente era o que ela mais fazia, fugir para seu mundo, se trancar dentro de si mesma, jamais demonstrando o que sentia de verdade, jamais se abrindo para alguém ou confiando demais em alguém... Brooke era assim, Brooke odiava ser assim.

—Aê ô desligada!_ Janine balançava as mãos na frente do rosto de Brooke, lentamente tirou seus fones e encarou a amiga.

—O que você quer?_ perguntou simpática como sempre

—Levar uma patada, obrigada por atender meu pedido

—De nada, volte sempre

—Cretina

—Vaca_ Janine sorria, sentou-se ao lado da amiga ainda trocando xingamentos com a mesma.  Jane Clearwater era a melhor amiga de Brooke, era uma garota com uma personalidade bipolar que variava entre, meiga, mal humorada, animada, triste, gentil, antipática, e por ai vai... Era uma boa amiga e quase sempre, todas às vezes, Brooke queria matá-la.

—Então, miss Clearwater, qual o motivo do seu bom humor em plena droga de segunda feira?

—Bom humor? Eu não estou de bom humor_ Janine falou, falhando em esconder o sorriso que estampava seu rosto.

—Oh claro que não, Ande logo e fale

—Eita viada, que mau humor é esse?_ Brooke respirou fundo, não estava de mau humor, estava normal, Janine que estava disfarçando, enrolando.

—Estou de ótimo humor, agora me conte o que aconteceu que a fez tão sorridente_ Logo após perguntar Brooke se arrependeu, sabia o motivo, e agora tinha que agüentar Jane falar dele.

—Meu fim de semana foi ótimo!... Meus lábios estão doloridos, mas foi ótimo_ começou... “Que bom, cative-me contando sobre sua incrível vida amorosa, enquanto sofrerei em silêncio pela minha ser um fracasso” Pensava enquanto ouvia Jane falar sobre seu relacionamento.

Brooke realmente estava feliz por Janine estar namorando, estava feliz por Janine estar feliz com seu namorado, mas ela não gostava quando Janine falava dele, ou se lamentava por estar com saudades, ou sempre realçava suas “marcas” quando o encontrava, ou seja, Brooke não gostava quando Jane falava que seus lábios estavam doendo, ou que seu pescoço havia ficado vermelho “Sinceramente, vocês namoram ou se comem no sentido literal?” Pensava sempre que a amiga falava... Bem, Brooke não gostava dessas conversas com Jane não por ter 15 anos e nunca ter namorado serio, ou por seu primeiro e ultimo beijo ter sido 8 atrás, mas sim por ter sofrido uma pequena desilusão amorosa a pouco tempo, desilusão essa que ela tentou disfarçar o quanto pode e esperava que tivesse dado certo.   

Mas Jane não tinha culpa, gostava do seu namorado e adorava falar dele por causa de suas lembranças, e também não podia adivinhar o impacto que causava em Brooke, afinal, a garota nunca falou nada.

Então durante essas conversas Brooke apenas concordava, sorria, e fingia estar animada. Fingir era bom, Brooke sabia fingir muito bem.

No intervalo as duas caminhavam pelo colégio conversando, e ele estava sempre lá, ás vezes por sorte elas não o viam, mas Brooke não tinha sorte, nem um pouquinho... Brooke não entendia o porquê ainda se importa, ou porque ainda sentia certo desconforto, ela levara um “fora”, mas já havia passado certo? Vida que segue, não é?

—Você soube?_ Jane perguntou... Lado bom do “fora” que levou, Jane nunca mais comentara sobre ele, ou que eles seriam um “casal bonito”, e isso era um alivio para Brooke... Nem tanto, mas era

—Soube do?

—Dos caras mortos! Aconteceu perto daqui

—Não, não soube. o que houve?

— Parece que tinham uns caras, umas pessoas... Não eram muito mais velhos que nós deviam ter no Maximo, 17, 18 anos por ai, eles estavam vindo de uma festa que teve na cidade vizinha, uma festa da pesada, e como nessas festas não tem ninguém que preste, esses caras arrumaram encrenca e quando estavam voltando foram encurralados na rodovia e mortos a sangue frio, tipo os bandidos chegara e pow na cara deles_ Janine contou, Brooke arregalou os olhos

—Meu Deus_ murmurou

—Disseram que deixaram escapar uma garota, mas eu não sei_ Brooke estava assustada, essa noticias não a chocavam facilmente, mas aquela era diferente, era algo que havia acontecido perto, algo horrível, respirou fundo mais uma vez

—Esse povo é odiavel_ comentou

—Realmente, matar a sangue frio, meu Deus do céu

Aquela noticia ficou na cabeça de Brooke o dia inteiro, e não mudou quando sua mãe e sua irmã mais velha conversavam sobre isso.

—É horrivel_ Rosy comentou

—Mas também,vão mexer com quem não presta, dá nisso_ Kate, a irmã de Brooke comentou

—Mesmo assim, eles acham que tudo se resolve assim? Com morte?_ Rosy indignou-se

—É só eles irem se meter com traficante de novo_ Billy comentou entrando na conversa, Billy era o outro irmão de Brooke, mais velho que ela e mais novo que Kate. “Pelo amor, vão falar disso pra sempre?” Pensou já irritada com a conversa. Começou a zapear os canais da TV tentando ignorar a discussão do seu lado.

—João marmota o líder da quadrilha que assassinou os jovens na rodovia PQP-110 foi preso esta tarde_ Uma jornalista noticiava no jornal local, Brooke começara a rir feito uma idiota

—Marmota_ repetia entre as gargalhadas

—Devem tê-lo zoado por causa do nome_ comentou ainda rindo

—Shiiu, escuta_ Sua mãe a repreendeu prestando atenção no jornal

—Quatro adolescentes de idades entre 16 e 18 foram mortos a sangue frio nessa rodovia, testemunhas afirmar que as vitimas haviam brigado com os assassinos_ noticiava

—Eles estavam muito bêbados e alterados, discutiram e isso provavelmente irritou os bandidos_ uma testemunha com o rosto e a voz disfarçada comentou

—Apesar de ter matado os quatro jovens a quadrilha deixou escapar uma jovem

—E-eu não queria, queria ter ficado lá, morrido com eles!... Eles não fizeram nada demais, esses cretinos matam por qualquer coisa!_ Uma garota, também com a identidade preservada falou. Brooke bufou “Sinta-se agradecida de marmota não te matar também” pensou

—Os familiares desses jovens estão arrasados, e a policia ainda procura o resto da quadrilha... Vivian Mili para o estúdio_ Terminou, as fotos dos jovens apareceram na tela, eram três meninos e uma menina, todos pareciam bem alegres, vivos, eram jovens bonitos “Bonitos e com muita merda na cabeça” Brooke pensou ao levantar-se  para voltar ao seu quarto “Foram brincar de serem os adultões fodões e agora  estão em caixões”

—Que cruel_ comentou seu próprio pensamento e depois riu entrando em seu quarto, preparada para dormir, para mais um fim de noite normal como todos os outros, com milhares de pensamentos rondando sua cabeça..

Era madrugada quando ouviu um barulho em seu quarto, ignorou se virando na cama.

—Merda!_ Alguém xingou após bater em algo, Brooke arregalou os olhos assustada “Meu Deus, tem um psicopata tarado no meu quarto... Socorro, ele quer meu corpo!” pensava assustada enquanto escorregava para debaixo do cobertor

“Calma, estou debaixo do cobertor, lugar sagrado, ninguém pode me tocar... Meu Deus, e se for o marmota querendo se vingar por eu ter zombado dele?”

—Ué... Que lugar é esse?_ Perguntou confuso, a voz era de um garoto “SEU ANTO!... Como diabos esta besta quadrada entrou aqui?” Brooke estava presa entre a raiva o medo e é claro, o conforto de sua cama.

—Meu Deus como... Eu..._ o garoto questionava-se “No três eu ataco e corro... 1... 2...”

—TRÊS!_ Brooke gritou se levantou e se jogou na direção de onde vinha a voz. Caiu estatelada no chão duro “Errei feio”

—Você é doida menina?_ o garoto perguntou, estatelada no chão e com o cobertor por cima de seu rosto a única coisa que Brooke pode ver foram as pernas “Booo-Yaa” se lançou nas pernas do garoto o derrubando no chão

—Ai

Subiu em cima do mesmo sentando em sua barriga

—Como entrou aqui? Quem é você?_ o interrogou

—Bem... Onde é aqui?_ A boca de Brooke se abriu em um ‘O’ os olhos da garota se arregalaram e ela soltou um berro, um berro assustado e assustador, um berro agonizante, um berro que exalava medo.

—AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

A sua frente... Digo, em baixo dela estava um rosto bonito, um rosto que apareceu em todos os noticiários e blogs de noticias da cidade, o rosto de um dos jovens que haviam sido assassinados na rodovia...



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