História In My Mind - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Fantasmas, Romance, Shoujo, Suicide Room
Exibições 2
Palavras 2.243
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - He's a ghost! He's a fucking ghost!


Fanfic / Fanfiction In My Mind - Capítulo 2 - He's a ghost! He's a fucking ghost!

—MEU DEUS_ Brooke ainda assustada berrava para todos os lados, o que inevitavelmente acordou sua família

—Para de gritar garota!

Impossível, era impossível e estava fora de cogitação que Brooke cessasse seus berros e se acalmasse.

—O que esta acontecendo aqui?_ Sua mãe perguntou abrindo de súbito a porta de seu quarto atrás da mesma vinha seus irmãos e seu pai, Brooke correu e abraçou sua mãe com força.

—Tem um morto no meu quarto_ falou com a voz abafada

—Hã?

—Ali, aquela droga ali!_ ela apontou para o garoto

—Ei, cuidado com o que fala

—Brooke?

—Você ta zuando a gente?_ Sua irmã perguntou, Brooke olhou para a mesma

—Você é cega? OLHA ALI!

—Ahá, muito engraçado, palhaça_ Seu irmão saiu revirando os olhos, Brooke olhou para seus pais com os olhos arregalados.

—Mãe...

—Volte para a cama, deve ter sido um pesadelo_ Mas não, não havia sido um pesadelo porque ele ainda estava ali, o garoto ainda estava ali

—NÃO FOI, ELE ESTA ALI!

—Chega de brincadeiras, Broo, volte para a cama_ seu pai também saiu

—Eles não me vêem?_ O garoto perguntou, ele tinha uma voz suave e calma, aos ouvidos de Brooke era linda, mas lhe causava um arrepio e lhe assustava

—Mãe..._ murmurou

—Vai dormir, garota_ sua irmã também saiu

—Volte para a cama, querida_ Sua mãe estava saindo, mas Brooke segurou sua mão

—Mãe, eu to com medo... Não me deixa aqui_ pediu, Rosy nunca ouvira sua filha falar daquele jeito desde que era criança

—Meu amor, não tem ninguém ali, volte para a cama esta bem_ e saiu, com um aperto no coração por ignorar o tom assustado de Brooke

“Não me deixem aqui!”

Brooke virou-se lentamente, o garoto continuava ali

—Olha, foi mal... Eu não queria te assustar e eu não sei o qu...

—SAI DAQUI!_ Brooke lançou a coisa mais próxima que encontrara: um livro

—Ei!_ o garoto agarrou o livro antes que o atingisse, o que era estranho porque se era um fantasma como podia pegar as coisas e se era um fantasma como Brooke conseguira tocá-lo. “É A DROGA DE UM ZUMBI?” Pensou enquanto lhe lançava mais coisas

—CALMA AÊ GAROTA!_ o garoto segurou suas mãos antes que ela lhe jogasse um abajur... O que de certo modo foi bom porque se Brooke quebrasse aquele abajur ela morreria.

—Me solta!_ Foi a coisa mais desconfortável que já sentira, as mãos dele eram geladas e à medida que ele se aproximava a temperatura abaixava.

—Só se você parar de arremessar coisas em mim_ falou

—Não! Me solta

—Não!_ começou a se debater “Era só o que faltava, esta sendo segurada por um morto”   

—SAI DAQUI, PORQUE VOCÊ ESTA AQUI? DROGA

—EU NÃO SEI... E... Eu estou com medo também_ Sussurrou e do nada... Sumiu, o desaparecimento repentino fez Brooke se desequilibrar e cair.

—Mas... Ele..._ Olhou o quarto inteiro, não havia ninguém, só a bagunça que ela mesma causara, o garoto que estava ali agora a pouco simplesmente havia sumido

—Meu Deus..._ “Eu estou ficando louca” completou em pensamentos, encostou suas costas na parede abraçou-se as suas pernas e deitou a cabeça nas mesmas.

—O que foi isso?_ murmurou, ainda podia sentir o ar gélido ao seu redor, o pânico ainda era ouvido em sua voz

Na manhã seguinte acordou toda dolorida com a esperança de que tudo não passasse de um pesadelo... Mas, seu quarto estava um caos e ela tinha dormido no chão... Algo tinha sido real, e para o resto da sua família o ataque que Brooke dera durante a noite era muito real.

Em quase todas as manhãs Brooke tinha sorte de tomar seu café da manhã sozinha, mas como que por ironia do destino naquela manhã assim que entrou na cozinha, todos estavam lá... “O destino conspira contra mim”

—Bom dia_ murmurou entrando, seus irmãos bufaram

—O que tem de bom? Minhas olheiras enormes?_ Sua irmã perguntou irritada, Brooke pensou em dar uma resposta grossa, mas apenas se sentou, ela era culpada, ela que deu um ataque e acordou todos.

—E ai, o morto saiu do seu quarto?_ Billy provocou, Brooke apertou a asa de sua xícara com força

—Depois daqueles gritos, deve ter ido longe_ Kate estava mal humorada mais que o normal

—Eu espero, Broo, que isso não se repita... Sei que às vezes você fica, bem... De... “TPM” e isso estressa você, mas... Controle-se, e não repita esses ataques_ Seu pai falou, Brooke respirou fundo dando um gole no café

“Não foi um ataque, tinha alguém lá, eu sei que tinha!”

—Hunf_ seus irmãos bufaram, estavam loucos para ver Brooke levar uma bronca. O que seus pais sempre procuravam evitar, eles achavam que qualquer coisa que dissessem ia fazer Brooke começar a chorar e se cortar...  O que não era verdade, Brooke já havia feito, havia se cortado mais de uma vez, mas teve motivos, motivos que considerava mais sérios que uma bronca.

—Eu também espero, querida... Controle-se um pouco da próxima vez_ Sua mãe falou, Brooke colocou a xícara com força na mesa “OKAY, OKAY, a louca da Broo vai se controlar, mas quando encontrarem o corpo mutilado e gelado no chão do quarto, não se preocupem, porque foi só um ataque... DE UM FANTASMA!”  

—Já entendi!_ se levantou bruscamente

—Tchau!_ falou saindo, estava muito irritada, respirou fundo... Podia se colocar no lugar deles e perceber que eles não conseguiram ver o garoto e só a viram assustada e gritando, portanto a reação deles era completamente normal, mas eles poderiam fazer o mesmo. Brooke não compartilhava o que sentia, ou falava quando algo a incomodava e aquele “ataque” ela nunca fez antes, portanto o modo como ela agira não era nada normal... “Mas é mais fácil acreditar que sou uma louca de TPM” suspirou “Porque essas drogas só acontecem comigo?”

Chegou à escola e fez o mesmo de sempre

—Que cara horrível_ Jane comentou assim que a viu

—Você também é feia_ retrucou

—Cretina... Conta, o que houve?_ pensou em contar para Janine, mas sabia que a amiga era meio cética em relação a esse tipo de assunto e, assim como os outros, diria que era invenção da sua cabeça

—É... Ontem terminei Ano Hana, e o final é muito triste, então eu chorei um bocado_ Falou, mentiu na verdade, porque Brooke terminara o anime uma semana antes

—Ata... Não entendi, mas... Ata_ Respirou fundo (de novo) e sorriu

—Porque você é burra, por isso não entendeu

—E você é doente e chora por desenho

—O certo é anime, respeite. E você chorou vendo Toy Story

—Mas é uma animação!_ Janine defendeu

—E os brinquedos estavam indo para a fornalha de mãos dadas!_ Brooke sorriu “Realmente, aquela cena foi emocionante”

Ficaram discutindo ate a aula começar... Aquele pequeno momento fez Brooke esquecer o que havia acontecida na noite passada, mas por pouco tempo, por muito pouco tempo.

Estava no meio da aula de matemática quando Brooke ouviu um barulho, e... Ela ignorou

—Merda!_ ela levantou a cabeça em um pulo “Não pode ser” O garoto, que era estupidamente desastrado havia batido o pé na mesa do professor. Brooke olhou para todos os lados torcendo para que alguém também tivesse ouvido, mas não, ninguém ouvira só ela e ninguém provavelmente o via só ela

—Jane... Janine!

—Hum?

—Você tem... Hum, as fotos... Das... Vitimas do assassinato na rodovia?

—Quê? Pra quê você quer isso?

—Confirmar algo_ Janine a olhou sem entender nada

—Logo!_ sussurrou, o professor as olhava de esguelha

—Ta, toma, deve ta por ai, recebi de um grupo no Wpp_ falou entregando o telefone a Brooke discretamente, La na frente o garoto parecia confuso e perdido.

Brooke procurou em todas as pastas, e após encontrar algumas imagens... Bem... “Estranhas” finalmente encontrou a que procurava, levantou o celular e deu zoom em uma das vitimas... “Meu santo Zeus dos raios poderosos”

Não tinha como negar... Eram os mesmos olhos azuis, o mesmo cabelo preto todo repicado, e mesmo que fosse um detalhe muito detalhado para se notar, Brooke havia notado... O mesmo sinal no queixo, Brooke estava surpresa e mais uma vez assustada... Era o mesmo garoto da foto, era o mesmo garoto que havia morrido. Só que, o que estava ao vivo ali estava muito pálido, e como Brooke lembrava, muito gelado... O que estava ao vivo ali estava morto.

—Meu Deus do céu_ se espantou alto chamando a atenção

—Você de novo?

—Algum problema Srta. Coulson?_ o professor perguntou, todos a olhavam, Brooke desviou o olhar para seu caderno

—Não, nenhum_ entregou o celular de volta a Jane

—O que houve?

—Nada...

—Sei, depois você vai me contar...

Brooke pôs a mão no rosto

—Porque só você consegue me ver? E porque você esta em todo lugar?_ Brooke se assustou ao ver o garoto tão perto

—Sai!

—Algum problema?_ o professor perguntou novamente enquanto vislumbrava da estranha cena que era Brooke se afastando do nada

—Não

—O que ta havendo? Porque ninguém me vê? E pare de me olhar assim, eu não sou um monstro, não vou comer você... Não de primeira_ falou, apesar do medo e do frio que ele causava e apesar de estar morto, ele não parecia uma ameaça “Seu tapado pervertido”

—Você esta morto imbecil, MORTO, E SAI DE PERTO DE MIM!_ Brooke gritou

—Brooke?_ ela olhou de esguelha, todos a encaravam

—Eles devem achar que você é louca_ “Ótimo” Brooke não sabia o que fazer, todos achavam que ela era doida, ou que, naquele momento, estava sob efeito de ervas... Era compreensível, porque a primeira coisa que você pensaria se visse alguém falando sozinho era que aquela pessoa tinha fumado toda a grama do quintal do Snoop dogg.

“Faça algo, disfarce”

—Ér... Rainbow Dash é uma diva_ falou a primeira coisa que veio na cabeça “Droga” então se deixou cair no chão com um desmaio fingido estava torcendo pra que desse certo.

—Caraca!

—Temos que levá-la a enfermaria_ segurou o sorriso enquanto o professor se desesperava “Funcionou! Eu sou muito inteligente, Shannaro!”

—Você é louca_ ouviu o garoto falar

Brooke foi levada para a enfermaria ainda “desacordada” onde a enfermeira depois de não encontrar nada de diferente ou anormal na garota, apenas disse que deveria ser cansaço e sugeriu que a deixasse dormir um pouco.

Assim que a enfermeira a deixou só Brooke abriu os olhos e suspirou “Ufa” e depois começou a rir, fingir um desmaio no meio da sala de aula para não pensarem que ela era drogada ou louca foi a coisa mais besta que já fizera em anos.

—Você é definitivamente pirada_ se assustou, mas tapou a boca se impedindo de gritar “QUE DROGA!” 

—Porque ainda esta aqui?_ sussurrou tentando se acalmar

—Você é a única que pode me ver... Eu preciso de ajuda, eu acho, mas para te provar que não sou do mal, não vamos conversar aqui alguém pode nos ouvir... Te ouvir, então, posso esperar ate voltarmos pra sua casa_ falou “Eu não te quero lá!”

—E se eu recusar?

—Eu te mato_ Brooke pensou em rir, mas ele falou com uma expressão tão seria que um calafrio percorreu a espinha da garota, ela apenas engoliu em seco e concordou “Socorro”

Teve que despistar Janine para se livrar de enxurrada de perguntas que ela lançaria, e que obviamente ficariam sem respostar... Mas, ela não estaria livre, ainda tinha o resto da semana para Janine perguntar.

Assim que chegou em casa foi direto para o seu quarto e se jogou na cama “Aaargh, porque comigo, droga, porque?

—Yuhoo_ ele já estava lá, ela se sentou e o viu, ele estava sentado em uma poltrona “Seu doente filho da p...”

—Me deixa em paz!

—Eu deixaria, se pudesse!_ reclamou, Brooke rolou os olhos

—E o que te impede?

—Eu não sei!

—Pois eu sim, falta de tentativa, isso que te impede!_ estava irritada, o medo que sentia dele se transformara em raiva, e Brooke o queria o mais longe possível “No inferno de preferência”

—Você acha que eu não tentei? Acha que eu quero ficar aqui?

—Hunf

—Eu tentei, desde... Desde que..._ ele olhou para o chão, Brooke se perguntara se ele se lembrava do que aconteceu

—Sim, eu Lembro... Eu sei que... Eu estou... Morto_ levantou seu olhar ate a garota “Ele leu minha mente?”

—E eu quero ir para... Sei lá onde os mortos vão...

—O céu?

—Não acredito nisso_ Brooke se indignou

—Como?

—Sou ateu... Era, sei lá_ estava confuso

—Mas, mesmo estando assim, não acredita que há um Deus? Que ele esta ai?

—Não

—Mas, você tem que acreditar e...

—Vem cá, você ta tentando me converter é? Já morri cara, tarde demais pra isso_ falou, Brooke suspirou “Idiota”

—Certo, mas... Porque você esta aqui? Porque estava aqui ontem a noite e porque estava na escola? Se você é um espírito que não consegue seguir em frente devia estar preso a algum objeto, a uma causa... Nunca te conheci pra você querer vingança contra mim, nem deu tempo pra fazer transplante de rim com o teu..._ Falou pensativa

—Eu n... Transplante de rim? Você assiste Supernatural?_ perguntou, os olhos de Brooke começaram a brilhar

—Sim!_ respondeu animada “Ele entendeu a referencia!”  

—Cara, que legal!... Mas essa não é a questão... Eu preciso saber o que faço aqui, e preciso saber como ir embora_ Se levantou da poltrona e se aproximou da cama

—E como você é a única que pode me ver eu... Eu preciso da sua ajuda!



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