História In My Veins - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Abutre, Anthony "Tony" Stark, Flash Thompson / Venom / Agente Venom, Howard Stark, James Rupert "Rhodey" Rhodes, Maria Hill, Nick Fury, Pepper Potts, Personagens Originais, Peter Parker, Tia May, Visão
Tags Amélia Stark, Os Vingadores, Peter Parker, Romance, Tony Stark
Visualizações 98
Palavras 1.959
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello!

Presentinho pras minhas crianças: Amélia e Peter vão se conhecer neste capítulo shauhsus

Espero que gostem assim como eu gostei de escreve-lo!

Boa leitura!

Kisses
*3*

Capítulo 5 - Então até mais, Amélia Stark


Fiquei a madrugada inteira acordada por causa da falta de sono. Em alguns momentos dentro do meu quarto, outros eu fiquei andando pelo complexo cantarolando as partes de músicas que eu lembrava, como algumas que escutei dentro do carro de Tony.

Provavelmente foram as horas mais entediantes da minha vida até que Visão apareceu, atravessando uma parede da sala, o que me fez pular de susto e literalmente cair no chão, porque eu sou folgada e estava sentada nas costas do sofá.

— Desculpe, senhorita Stark!— Exclamou enquanto eu gemia de dor.— Não foi minha intenção assustá-la.

— Não foi nada...— Respondi, segurando a vontade de responder "Tudo bem, eu vivo caindo quando robôs com um nome estranho me assustam! Acontecem no mínimo cinco vezes por dia".

Afinal de contas, minha mãe tinha que ter motivos para falar da língua grande que eu possuía e continuo possuindo...

Com ajuda do mesmo, me levantei do chão e dessa vez me sentei no sofá enquanto ele ficava olhando para mim com certa curiosidade, o que me deixou levemente assustada.

— O que foi, criatura?— Perguntei, cruzando os braços.— Parece até que eu sou a bruxa má do oeste... 

— Estou apenas estranhando o seu comportamento, senhorita Stark. Pelas minhas informações, a senhorita saiu da cama às duas e vinte cinco e já são quatro e dezesseis...

Arregalei os olhos, totalmente incrédula com as informações que Visão tinha e que ainda fez questão de me contar... Socorro, eu acho que tem um perseguidor presente aqui neste complexo como um Vingador, alguém avisa o Tony ou a polícia... De preferência antes que meu corpo desapareça e ele faça um ensopado de Amélia.

— É... Estou?— Perguntei, tentei não demonstrar o quanto achei estranho e aparentemente consegui. Ou a criatura é apenas um ordinário.

— Está sim, senhorita Stark.

Ouvir tantas vezes o próprio sobrenome me causa um pouco de nervosismo, parece até que eu sou uma madame nariz em pé, gente! Talvez eu pareça uma e seja ligeiramente assim... Mas não a esse ponto.

— Pode me chamar de Amélia, Visão... Todos vocês podem, na verdade...

— O.K. Amélia.

Diferente do que eu imaginei, a conversa com o sintozoide (acho que foi assim que Tony o descreveu, não me lembro bem) fluiu bem. Em alguns momentos ele explicava coisas sobre a época atual e as vezes eu descrevia como funcionavam as coisas no século XX. Foi bem interessante aprender algumas coisas até ele ter que ir ajudar o meu irmão para levantar Rhodes e colocar aquela coisa tecnológica. 

Voltei para o meu quarto para colocar outra peça de roupa e talvez tomar banho no pequeno banheiro que havia ali dentro. Desde que cheguei, não pensei em nada desse tipo.

Após tomar banho e ainda usando uma toalha sobre o corpo, fui até o guarda-roupa finalmente ver as roupas que me compraram.

Quando o abri, arregalei os olhos ao ver tanta roupa diferente do que eu estava acostumada. E acredite, uma mais linda que a outra!

— Definitivamente, estou no paraíso...

Eu gosto de roupas, confesso! Adoro ficar olhando as vitrines e comprando as que eu achar mais bonitas, porque quando eu enchia muito o papai, ele dava duzentos dólares e me mandava sair de casa. Voltava com livros, roupas e mais algumas coisinhas... 

Mas só de pensar em tentar fazer a mesma coisa com Tony, fiquei desanimada. Era engraçado ver as caras e bocas do papai porque eram únicas... Não será a mesma coisa, por mais que eu queira...

Engoli um seco e voltei a olhar para as peças de roupa, tentando não ficar chateada e começar a chorar, isso só iria preocupar o grupinho de heróis com meu momento dramático!

Peguei uma calça que me pareceu jeans, embora seja diferente do jeans a qual eu geralmente via os moçoilos usarem, e uma blusa branca totalmente lisa. Quando terminei, senti que faltava alguma coisa...

— Um casaco...— Murmurei, pegando o modelo preto que eu havia visto.

Acabou combinando perfeitamente comigo, o que me fez sorrir de lado. Por fim peguei um par de tênis branco e rosa enquanto me olhava no espelho... Perfeita. 

— Como uma Stark...— Murmurei para mim mesma. 

Era isso que minha mãe me dizia em alguns momentos quando eu ouvia coisas desagradáveis... Eu era perfeita assim como a minha família era perfeita. E aparentemente, continua assim.

Após tudo isso, sai do quarto e peguei o elevador, descendo no andar da sala de estar. Curiosamente, não havia ninguém ali.

Arqueei uma sobrancelha, ainda dentro do elevador e pensando onde eu poderia procurar alguém para conversar ou qualquer coisa. A única ideia que me ocorreu foi maluca, mas ainda assim não custava tentar.

— Sexta-feira? Poderia me levar ao andar onde os vingadores estão, por favor?— Perguntei, torcendo para o programa de Tony me obedecer mesmo eu não sendo ele.

Incrivelmente, as portas do elevador se fecharam e o mesmo me levou até a sala de reuniões. Não pensei que ocorria reuniões frequentes entre o grupo, principalmente quando são apenas três membros e um deles ainda é paraplégico. Estava bem enganada, pelo visto...

Quando as portas se abriram, agradeci o programa de Tony e sai da cabine do elevador. Pela porta de vidro, pude ver que todos estavam presentes na sala. Mordi o lábio inferior, talvez eu fosse indesejada ali ou o assunto fosse justamente eu. 

Sem ninguém perceber a minha presença, andei até a porta de vidro e dei três batidinhas. Senti minhas bochechas esquentarem ao me notar que provavelmente atrapalhei uma reunião importante por causa da minha curiosidade idiota... Papai já estaria brigando comigo discretamente para gritar depois.

Tony sorriu amarelo e fez sinal para eu entrar. Fechei a porta e perguntei o que me deixou tão curiosa.

— Está tudo bem, Tony?— Perguntei, minha voz saiu mais fraca do que eu imaginei que sairia.

— Claro, melhor impossível!— Respondeu, sua ironia era quase palpável.— Só estávamos discutindo sobre...

— Sobre a minha vida e o que devo fazer com ela.

Pela primeira vez notei que havia outra pessoa ali. Virei o rosto em sua direção e encontrei um par de olhos castanhos furiosos. 

O garoto que falava comigo poderia ter no máximo dezoito anos - ou como eu, 100. Seus cabelos escuros estavam desgrenhados de um jeito que provavelmente foi ele que fez com a mão por causa de sua impetuosa irritação. Sua pele era quase tão branca quanto a minha e de longe eu sabia que era mais alto.

Bonito, confesso. Muito bonito.

— Amélia, esse garoto mal-educado aqui na sua frente é Peter Parker. Peter, essa é minha irmã, Amélia.

Assim que ouviu a parte em que falava nosso parentesco, Peter arregalou os olhos, esvaindo toda sua raiva de uma vez. Não sei se ficou surpreso por ouvir que Tony tinha uma irmã ou sabe da minha história e não imaginava me ver viva e aparentando ter quinze anos.

— I- Irmã?— Perguntou.

— Sim, irmã mais velha.— Respondi em um tom mais confiante do que o usado anteriormente. Como meu pai dizia: Somos Starks, confiança faz parte do nosso sangue.

— Mais nova.— Tony comentou, fingindo uma tosse.

— Velha.

— Nova. Você tem corpo e cérebro de 15!

— Eu tenho 95, Tony! Portanto, mais velha!— Rebati. Dando-se por vencido, meu irmão apenas balançou a cabeça negativamente enquanto bufava.

E a primeira discussão foi com a minha vitória! Palmas pra mim!

Para minha infelicidade, Peter se levantou e disse que tinha que ir embora e que iriam continuar aquilo em um outro dia. Rhodes, Visão e Pepper se entreolharam, visivelmente insatisfeitos com a decisão do garoto.  

Se eu desisti de saber o que tanto acontecia com os Vingadores? Não. Tanto que inventei a desculpa de que poderia levá-lo até a porta, aparentando apenas ser educada com os meus modos de 1940, se bem que eu duvido que Tony tenha caído nessa... Meu irmãozinho consegue ter um pingo de inteligência!

Assim que eu fechei a porta da sala de reuniões, olhei para Peter de relance enquanto chamava sexta-feira e pedia para ela nos levar a entrada.

— Eu preciso de uma escada, não aguento mais entrar nesse elevador...— Murmurei. Peter riu baixo.

— Se você morar uma semana no meu prédio, vai torcer para o elevador continuar aqui quando voltar...— Comentou enquanto segurava a porta da cabine (sem necessidade) para eu entrar.

— Obrigado, Parker.— Agradeci enquanto ele entrava.— Sinceramente, não duvido tanto disso... Meu pai dizia que eu era levemente dramática em qualquer circunstância.

Ao citar o meu pai, senti um breve aperto no peito. Mesmo com todas as várias discussões que tinha com ele, eu o amava e não tive nem a oportunidade de me despedir novamente.

— Bem, o que houve para Tony te irritar tanto?— Perguntei, me apoiando no espelho.

— Ele quer que eu assine o Tratado...— Franzi o cenho. Ele poderia não ter dito nada, seria mais fácil de entender.

— Que tratado?— Perguntei. Dessa vez ele quem franziu o cenho.

— Tratado de Sokovia.— Respondeu. Depois de alguns segundos enquanto eu o olhava com a famosa cara de paisagem, Peter finalmente percebeu que eu não sabia ainda.— Não conhece? E- Eu achei que como irmã do Tony, você... Bem, você...— O interrompi.

— Bem, eu fiquei oitenta anos desaparecida e congelada por causa de uma organização do mal então... É, acho que é difícil saber sobre o mundo atual.

Peter, que já parecia surpreso com minha existência, ficou de boca aberta ao saber sobre a minha história, ou apenas uma parte dela. Não posso culpá-lo, qualquer um ficaria... Eu, por exemplo, ainda não acredito 100% que esteja em outro século.

— Vo- Você... Está conservada, bem conservada. Muito bem conservada, na verdade! 

Foi incontrolável a minha risada que veio a seguir. Só conseguir parar quando a porta do elevador se abriu e quando encontrei o olhar envergonhado do garoto. Muito tímido... Gostei dele!

— Essa é a sua forma de dizer que estou bonita, Parker?— Perguntei, arqueando uma sobrancelha.— Gostei dela...

Peter sorriu, ainda um pouco constrangido pela situação em que se metera. Em silêncio andamos até a entrada, quando finalmente lembrei de uma pergunta importante.

  — Você é um herói também?— Perguntei.— Os outros são, então imaginei que você fosse também.— Expliquei.

— Bem, eu salvei várias pessoas ao parar um possível vilão, então creio que sim, posso ser considerado um herói... — Sorri de lado.

— Sexta-feira, abre a porta, por favor...— Pedi.— Bem, e qual sua habilidade especial, garoto?

Antes que eu andasse para fora daquele lugar, senti algo me puxar para trás bruscamente. Pensei que iria cair no chão quando senti os braços fortes de Peter me pegarem pela cintura, me segurando.

Surpresa e ainda sem saber como aconteceu tudo aquilo, olhei para minha cintura. Havia algumas coisas transparentes iguais a... Teias de aranhas. O mais incrível: Elas saiam do braço do garoto que me segurava.

— Vo- Você... Você fez isso...— O garoto deu de ombros enquanto tentava tirar a teia que me segurava.

— É, fiz... Cara, isso é ruim de tirar...— Murmurou, concentrado nos fios.— Bem, você queria ver qual a minha habilidade especial, agora já sabe!

— Tira isso de mim, Parker... Agora...— Pedi choramingando. Nunca mais perguntar nada relacionado à vida de herói dele.

Aranhas e baratas eram dois insetos que me davam um pouco de medo e nojo, então essa situação era horrivelmente trágica.

— Calma, não é de verdade, eu fiz em laboratório.— Soltei uma risada sem humor.

— Fascinante, só que não na minha cintura...

Felizmente, um tempo depois conseguimos tirar aquela coisa terrível de mim, e sim, eu tive que colocar a mão nela também. Assim que a ultima foi parar no chão, sorri nervosamente para o garoto a minha frente.

— Faça de novo e eu te mato...— Comentei.

— Você perguntou o que eu sabia fazer, eu respondi...— Retrucou, dando alguns passos para trás, já indo embora.— Então até mais, Amélia Stark.

— Até mais, Peter Parker.


Notas Finais


O que acharam? Comentem

Não lembro se no filme de Guerra Civil o Peter chegou a assinar o Tratado, mas aqui ele (ainda) não assinou...

Agora imaginem a linda reação da Amélia...

Até o próximo

Kisses
*3*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...