História In Safe Hands - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens Jackson, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V, Yugyeom
Tags Flex, Namjin, Taekook, Vkook, Vmin
Visualizações 75
Palavras 2.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Alguns lembretes sobre a fic:
— Apesar de não ser uma fic musical, eu me inspirei muito em duas músicas (Untitled, 2014 do G-Dragon e In Safe Hands do Badly Drawn Boy) na hora de criar a história;
— É inspirada em uma relação amorosa que eu tive (sim) e em alguns acontecimentos da minha vida, porém darei a ela mais emoção e um desfecho melhor;
Para evitar confusão na cabeça de vocês:
— Jungkook é mais velho que o Tae e o Jimin, e a hyung line tem idade semelhante à Jungkook;
— Irei adicionar bastante músicas à fanfic, espero de coração que gostem, e se você tiver alguma sugestão de música é só avisar nos comentários <3

Capítulo 1 - Prologue


Fanfic / Fanfiction In Safe Hands - Capítulo 1 - Prologue

Sempre fui uma criança alegre. Minha infância inteira foi recheada de diversão e lembranças boas, lembranças essas que eu prometi carregar comigo para sempre, embora hoje eu não possa contá-las tão bem. 

Dizem que, quando somos crianças, costumamos conhecer os melhores amigos que vamos ter até o dia de nossa morte. Crianças não querem tirar o melhor dos outros; Crianças não querem fazer os outros sofrerem.  

Crianças só querem um amigo para brincar com a terra molhada ou correr na chuva. 

A infância, além de ser onde encontramos grandes amigos, é onde nos descobrimos um pouquinho, apenas não temos tanta consciência disso. É quando somos crianças que descobrimos o que é querer, gostar e amar. 

A verdade é que eu nunca deixei de ser uma criança. Todos os dias eu descubro mais sobre mim mesmo e sobre as coisas à minha volta, além de que foi aos quinze anos que descobri como era se apaixonar e aos dezoito descobri o que era ter um amigo de verdade. 

Foi entre essas idades também que eu tive meu coração destruído pela primeira vez, e também foi nessa época que prometi a mim mesmo nunca mais deixar isso acontecer. 

Caminhei em passos largos até o metrô, desejava chegar cedo dessa vez e evitar levar mais um sermão por estar atrasado. A cafeteria – lugar onde eu trabalho – fica longe do dormitório da faculdade, então eu atravesso a cidade todos os dias, tudo isso para ter uma vida confortável na grande capital. 

É claro, ela não é tão grande assim em comparação à outras capitais mundiais, e felizmente os sistemas de transporte daqui são eficazes, então não se leva tanto tempo assim para chegar ao local desejado. 

Entrei na estação e tive a sorte de pegar um metrô quase vazio, dando-me oportunidade de sentar para descansar um pouco. Estudar durante a manhã inteira e ir trabalhar logo no início da tarde era a realidade de muitos jovens como eu, mas talvez eu nunca vá me acostumar com isso. 

Coloquei os fones e comecei a deslizar a tela procurando por alguma música que combinasse com uma viagem de metrô. Eu não sou do tipo que tenta encontrar harmonia em tudo, mas olhar para as paredes cinzas do enorme túnel e ouvir o som da enorme caixa deslizando pelos trilhos não era minha intenção no momento, muito menos olhar para o banco vazio à minha frente ao som de alguma música dançante. 

Dei play na música I Miss You da banda norte-americana Blink-182 e me permiti apreciar a letra e lembrar da minha vida há poucos anos atrás. 

 

 Sinto sua falta, sinto sua falta 

Não perca seu tempo comigo, você já é a voz dentro da minha cabeça 

 

Apesar da música me trazer lembranças não tão felizes, não derramei as tão costumeiras lagrimas, e isso me dá uma ponta de esperança de que eu ainda sou capaz de esquecer. De esquecer o passado; de esquecer o que aconteceu. 

De esquecer ele. 

 

[...] 

 

Saí da estação e fui a caminho da cafeteria, essa que ficava há poucas quadras dali. Antes de entrar, conferi meu relógio e logo um sorriso brotou em meu rosto: estou onze minutos adiantado. 

 

— Vejo que abriram mais cedo hoje. — falei em tom brincalhão, chamando a atenção do meu colega de trabalho que estava varrendo o chão. 

— Vejo que alguém está atrasado. De novo. — O mesmo respondeu ríspido e eu engoli seco. 

— Está falando sério, Jackson-hyung? — Apressei-me em direção ao banheiro para vestir o uniforme da cafeteria. Se o chefe souber que me atrasei novamente serei demitido, pensei. 

— Sim, eu estava te esperando para abrir. Vá vestir seu uniforme. Pali pali*! — Mexeu a vassoura em direção ao banheiro e eu assenti com a cabeça, quase que correndo para lá. 

 

Nem entrei na cabine para me trocar. Se Jackson entrasse ali agora, teria de aguentar ver meu corpinho e eu não estaria nem aí. Não posso perder o emprego que paga meus lanchinhos na faculdade e minhas roupas novas. 

Assim que saí do banheiro, Jackson disse que estava apenas brincando e que estava surpreso por eu chegar adiantado numa segunda-feira. Pois é Jackson, eu também estou

Fui para o balcão de atendimento e Jackson finalmente abriu a cafeteria. 

 

 Durante a tarde houveram alguns clientes, mas não tantos em comparação aos sábados cheios que éramos acostumados a aguentar, então digamos que o dia terminou e não estávamos tão cansados assim. 

— Tae, seu celular 'tava tocando sem parar lá no banheiro. Acho que tem alguém desesperado para falar com você. — Jackson jogou o celular e, por um momento, vi toda a minha vida passar diante dos meus olhos. 

 

"Ya! Vou te acompanhar até em casa hoje, preciso falar com você!" 

 

— Como ele sabe o horário em que meu turno acaba? — perguntei a mim mesmo e ri sozinho. 

"Saio em dez minutos." — respondi a mensagem. 

 

E em cerca de dez minutos lá estava eu, fechando a porta da cafeteria e dando de cara com as costas do garoto alto com quem eu vinha saindo há alguns meses. 

— Oh hyung, você está aí. — disse ao se virar e me ver ali parado observando-o. — O que foi, hyung? Está encantado com a minha beleza? — perguntou brincalhão. 

— Aish, vamos para casa! — exclamei segurando o braço do garoto poucos centímetros mais alto que eu e guiando-nos até a estação. 

 

Chegamos na estação e aquele foi meu segundo momento de sorte no dia, pois conseguimos adentrar o trem que ia para o bairro onde ficam os dormitórios sem ter de esperar. 

— Você está lindo, hyung. — disse e revirou meus cabelos assim que nos sentamos no banco. 

— Estou suado por trabalhar o dia inteiro. — Fiz uma expressão sôfrega e dobrei meu corpo para poder encará-lo. — O que queria falar comigo, Kim Yugyeom? 

— Não fale meu nome inteiro, é muito formal, hyung! — Choramingou e eu ri. — Eu quero falar sobre a nossa... relação. — disse com medo da minha reação, e eu admito que ele tem razão em ficar assim. 

 

Eu não sou alguém lá muito fácil de conviver, principalmente quando se trata de conversas que não quero ter ou coisas que não quero fazer. 

 

— Pode falar, sou todo ouvidos. —Apoiei meus cotovelos nas coxas e o rosto nas mãos. Aquela seria uma longa conversa. 

— Eu sei que você foge do assunto como o diabo foge da cruz e eu entendo que eu não seja bom o suficient— O garoto foi interrompido por um tapa desferido por mim. — O que foi, hyung? Ficou louco? 

— Você que ficou! Eu fujo de relacionamento por outros motivos, não diminua a si mesmo! Você é mais do que o suficiente. — Fiz carinho na bochecha do mais novo e o mesmo corou minimamente. 

— Hyung, eu sei que não é o que você quer... — Colocou sua mão sobre a minha e fez um carinho mínimo ali, tirando-a do seu rosto em seguida. — Mas é o que eu quero. Eu sei que não temos um trato de exclusividade, mas desde que começamos a sair eu parei de procurar por outras pessoas e apenas vejo que isso aqui... — Apontou para nós dois. — Isso aqui não vai dar certo. 

— Por que acabar com isso se está tão bom? — perguntei ao pé do seu ouvido e dei um beijo na sua bochecha. 

— Nós não temos nada, Taehyung... Nós nos vemos as vezes em baladas e nos beijamos além da conta, mas e o resto? Isso é muito pouco para prender alguém e eu sei que o único preso a isso sou eu. 

— O que está dizendo? — perguntei confuso. 

— Aposto que você sai com bastante gente além de mim. — Na verdade não saio, mas nada me impede de beijar outras pessoas. — E mesmo que ainda não tenha feito comigo, aposto também que transa casualmente o tempo todo. Enquanto isso eu ‘tou aqui, louco de tesão por um loiro que não quer nada comigo. — Riu irônico da própria desgraça. 

 

Yugyeom estava certo na primeira parte e totalmente errado na segunda. Eu nem sequer encostava no abdômen de um homem há tempo, e tudo isso devido aos meus pequenos — graves — traumas. 

 

Coisa normal de adulto. 

 

— Sabe, eu estava já na minha terceira garrafa de soju* pra tirar você da minha cabeça, nem que fosse por apenas uma noite, e então eu acabei conhecendo uma pessoa. — Afastou-se um pouco de mim para me observar de outro ângulo. — E talvez as coisas com ele deem certo, hyung. Não quero te ofender, longe disso, mas acho melhor a gente acabar com esse joguinho. 

 

“Ah não, eu amo joguinhos!”, pensei e logo me repreendi mentalmente. 

 

— Não é um jogo... — sussurrei perto da sua orelha e mordi o lóbulo, recebendo um suspiro longo do mais novo. O mesmo me afastou e parecia estar se controlando muito para tomar controle da situação. 

— O que foi, Gyeomie? — chamei pelo apelido e o mesmo demonstrou estar se rendendo. 

— Me prova que não é um jogo. Prova que eu não sou apenas uma boca que você gosta de beijar nas baladas e eu esqueço tudo o que eu disse há pouco. 

 

Éramos os únicos presentes no vagão e por isso eu não precisei ter medo de que alguém visse algo acontecendo entre nós. Sem mais delongas, apoiei minha mão na sua nuca e me aproximei, selando nossos lábios e em seguida investindo minha língua, tornando o beijo mais selvagem. Sempre soube que era assim que Yugyeom gostava e meu objetivo hoje era apenas agradá-lo, não torturá-lo. 

 

— Quer ir... pra minha casa?

 

[...]

 

Meu colega de quarto — e melhor amigo — havia me mandado uma mensagem mais cedo dizendo que iria dormir na casa de um amigo hoje, então decidi apenas aproveitar o que a noite podia me dar de melhor. 

Saímos do vagão correndo de mãos dadas, como duas verdadeiras crianças. Assim que chegamos na entrada do prédio onde ficavam os dormitórios da faculdade, pegamos o elevador e por azar haviam alguns estudantes dentro, então apenas ficamos lado a lado, e tenho certeza que se alguém visse o contato visual que tínhamos saberia o que se passava pelas nossas cabeças. 

Assim que chegamos ao quinto andar, demos de cara com o corredor vazio e Yugyeom rapidamente me empurrou contra a parede, voltando a beijar-me fervorosamente enquanto eu procurava pelo cartão de acesso da porta. 

Encontrei o bendito cartão e com um pouco de dificuldade abri a porta, fechando-a em seguida e já arrancando o casaco preto que Yugyeom usava. Empurrei-o para o sofá e me coloquei entre suas pernas, voltando em seguida a beijá-lo. Suas mãos contornaram as minhas costas e subiram até as laterais do meu rosto, tentando assim talvez me segurar naquele ósculo por mais tempo. 

Me separei minimamente do mais novo e retirei seu moletom, colocando em seguida minhas mãos por baixo da sua blusa, sentindo com as pontas dos dedos seu peitoral liso e pouco definido. Tirei com pressa a blusa do mais novo e parei por um segundo para observar seu belíssimo corpo. 

 

Yugyeom é um pedaço de mal caminho e eu não sei como me controlei para não atacá-lo naquele elevador. 

 

— Você tem certeza? — perguntou e mordeu o lábio em seguida, aparentando certo receio em seu tom de voz. 

— Isso responde? — Tirei minha blusa e voltei a beijá-lo ao mesmo tempo em que nossos corpos quentes causavam atrito entre si. 

 

Me senti estranho por um momento e me separei do mesmo, fechando meus olhos com força e tentando conter aquela sensação. Foi uma tontura muito forte e se eu não tivesse conseguido contê-la, teria com toda certeza caído sobre o mais novo. 

 

— 'Tá tudo bem? — Yugyeom transpareceu preocupação em sua voz e eu apenas assenti com a cabeça. 

Abri os olhos para fitá-lo novamente antes de voltar ao contato de sua boca e meu coração falhou uma batida. Minha respiração falhou também e eu pensei que estava maluco. 

 

Com certeza estava. 

 

— Você não está bem... Quer que eu pegue uma água? — o moreno indagou nervoso e eu neguei com a cabeça. 

 

Por que há um segundo atrás Yugyeom tinha o rosto de alguém que eu não tinha notícias há mais de três anos? 

 

— Vamos continuar. Foi só uma tontura passageira... — falei baixo e o mesmo sorriu, voltando seus lábios aos meus e suas mãos a minha cintura. 

 

"Você não quer ir pro meu quarto?" 

 

— Merda! — exclamei ao me separar do garoto que há pouco tinha sua língua dançando com a minha. — Me desculpa, eu não consigo... — Revirei os cabelos e dei outro grito na tentativa de extravasar o estresse. 

— Sabia que você ia fazer isso. — Yugyeom disse enquanto vestia sua blusa e seu casaco novamente. — Eu fui compreensivo com a sua tontura e eu seria com qualquer outro problema de saúde, mas eu sei que não é esse o verdadeiro motivo. 

— É claro que é! — exclamei, contrariando-o. 

— Não tem problema você não querer, entenda isso. O problema é o que você vêm fazendo comigo. Tae... Seja lá qual for o seu problema, apenas pare... Pare de brincar com os sentimentos das pessoas. — disse decepcionado. 

— Mas Gyeomie, eu gos— Tentei continuar argumentando para que o moreno não fosse embora, mas ele me interrompeu. 

— Não, você não gosta. E se é que você realmente gosta de alguém, esse alguém não sou eu. — Sentou-se ao meu lado. Ao que parecia ele queria levar à diante essa conversa e botar tudo pra fora de uma vez. — Eu vejo você saindo e descartando as pessoas o tempo todo e eu fico muito feliz por nenhuma delas se apaixonar por você... — Engoli seco. O jeito que ele fala faz eu parecer um monstro, monstro esse que eu não estou nem perto de ser. — Mas infelizmente eu me apaixonei por você e eu realmente queria que algo sério rolasse entre a gente. — Suspirou. 

— Yugyeom, você sabe que eu não sou do tipo de pessoa que namora... — Agora quem suspirou fui eu. Não importa o quanto eu gosto de alguém, não é o suficiente para me fazer esquecer meu passado. 

— Eu sei. — Levantou-se. — Se algum dia você mudar de ideia e achar que algo pode acontecer entre nós, me liga. — Riu irônico e com uma pose serena. Ele não estava bravo. — Apenas tenha algo em mente. — Caminhou até a porta e abriu a mesma. — Eu não vou esperar você superar seus traumas. — Bateu a porta e foi embora.


Notas Finais


Pali pali! = rápido, rápido!
Soju = bebida alcoólica Coreana feita de arroz
-
Estou com o segundo capítulo pronto, só falta revisar!
Me digam o que acharam, devo continuar ou vai flopar? A opinião de vocês é muito importante para quem escreve!
<3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...