História In Safe Hands - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens Jackson, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V, Yugyeom
Tags Flex, Namjin, Taekook, Vkook, Vmin
Visualizações 53
Palavras 1.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Body


Fanfic / Fanfiction In Safe Hands - Capítulo 2 - Body

Um idiota. 

É isso que sou. 

 

— Para de se torturar, Tae... — Meu colega de quarto barra melhor amigo tentava me acalmar fazendo uma pequena carícia em meus cabelos. 

 

Jimin é uma pessoa com pouca e muita sorte ao mesmo tempo. 

 

Tem pouca sorte porque tem que cuidar de mim quando me encontra encolhido e triste no sofá. Por outro lado, tem muita sorte porque meu cabelo tem um cheiro muito bom e ele pode ficar cheirando-o como um viciado em cocaína. 

 

— Mas hyung! — Choraminguei. — E se eu nunca mais beijar ninguém? 

— Aí eu te beijo. — Sorriu. 

— Sério?! — Pulei para fora do sofá e quase bati o rosto na mesinha de centro da sala. 

— Tae, para de drama. Você é lindo, divertido e cheira bem. Não sei porque você fica assim sempre que se afasta de um crush... ou algo assim. — Corrigiu-se. — Conheço você muito bem e sei que você não se apaixona por ninguém. 

— Não sei o que 'tá acontecendo comigo, hyung, mas tenho certeza de que amanhã voltarei ao normal. — Suspirei. 

— Eu sei que irá. 

 

[...] 

 

Duas semanas é o suficiente para esquecer alguém, certo? 

 

Certo, e é exatamente por isso que aceitei sair com Jimin sem hora para voltar. 

 

— Aigo Jimin-hyung, você demora demais! — reclamei e logo pude ver um baixinho passar por mim com uma expressão assustadora. — Como você me chama pra sair e demora desse jeito? 

— Falar é facil! Você não tem que cuidar de um cabelo tingido de laranja! — exclamou irritado. 

— Meu cabelo está loiro, é quase a mesma coisa... 

— Ah, pode apostar que não é! — Jimin continuava com uma expressão furiosa, mas entrou no quarto para se trocar e eu finalmente pude aliviar a tensão. 

 

Jimin é um amor de pessoa, mas as vezes ele me dá medo. 

 

— Como estou? — perguntou-me ao sair do cômodo em que tinha entrado há pouco e eu quase babei. Quase! — Ya! Está tão ruim assim?! 

— É claro que não, hyung! Se você não fosse com um irmão pra mim, pode ter certeza que eu já tinha te agarrado. — disse brincando e o mesmo corou. 

— Ya! O que é isso que está falando?! Em um dia gosta do Yugyeom e no outro quer me agarrar? — perguntou rapidamente, atropelando assim as palavras. 

— Estou brincando, Jiminie. Agora, esqueça ele. Se eu esqueci, você também deveria. — O mesmo pegou suas coisas que estavam em cima da mesa de centro da sala e logo me agarrou pelo braço, puxando-me para fora do dormitório. 

— Noite das garotas! — exclamou como nos filmes de patricinhas adolescentes e desatei a rir. 

 

[...] 

 

— Hyung, não sei se foi uma boa ideia vir, o Yugyeom vem aqui todos os sábados... 

— Pare de ser medroso, Tae! Se ele aparecer você cumprimenta ou apenas finge que não viu. A vida é assim, nem sempre dá certo e as pessoas precisam seguir em frente. — Parecia um conforto mas não me ajudou muito. 

 

"As pessoas precisam seguir em frente." 

 

— Eu vou ir buscar uma bebida pra ver se você se solta. — disse Jimin, já me dando as costas e indo em direção ao barman. 

Esse tinha sido o lugar onde eu havia conhecido Yugyeom. Não que eu não tivesse o visto por aí um tempo antes, mas aqui foi onde nos falamos pela primeira vez. Não sou apaixonado por Yugyeom e eu poderia gritar isso aos quatro ventos sem sentir nenhum tipo de remorso. 

Sou apaixonado por sua boca, e é isso. Ele é legal, mas eu nunca me apaixonaria novamente. Não é como se eu não quisesse me apaixonar, sair com alguém legal, ficar os domingos de bobeira na cama assistindo alguma besteira na TV ou coisa e tal, mas o caso é que eu simplesmente não consigo. 

 

Nada passa da atração física para mim, e, sinceramente, eu prefiro milhões de vezes que as coisas sejam assim. 

 

Vi que meu amigo ruivo paquerava uma garota ao invés de pegar as bebidas, então decidi ir até a pista de dança me divertir um pouco. Eu mereço isso, afinal. 

Body, a música do Mino, tocava à todo som e todas as pessoas dançavam alucinadas. As luzes vermelha e roxa deixavam o lugar inegavelmente erótico. A música também tinha seu toque erótico, e isso dava todo um toque de sensualidade aos passos lentos que todos ali dançavam. 

Num momento como esse não era necessária nem mesmo uma gota de álcool para me embriagar. Eu estava completamente embriagado pelos meus sentidos aflorados no escuro. Os perfumes misturados, as pessoas que encostavam levemente seus corpos no meu sem intenção de o fazer, os toques de fundo da música que só eram percebidos com atenção e, principalmente, o sentimento de não pertencer a ninguém dali e nem de lugar nenhum. 

 

Eu poderia ser de quem eu quisesse, e decidi ser apenas meu. 

 

Ninguém jamais quebraria meu coração ou me faria sofrer. 

 

De repente, todas as luzes se intensificaram em um vermelho sangue e o refrão se repetiu. 

 

Eu sinto falta do seu corpo 

O som da sua respiração 

Eu lembro vagamente 

Não posso te sentir 

 

Senti braços rodeando minha cintura e aproximando um corpo claramente masculino do meu. Levantei levemente os braços em uma dança mais lenta que antes e empurrei minimamente meu corpo para trás, colando-me à pessoa desconhecida, essa que expirou pesadamente na minha nuca, causando-me arrepios. 

 

Eu sinto falta do seu corpo 

Do seu cabelo brilhante 

Eu lembro vagamente 

Então onde está você? 

 

A música se aproximava do fim, então o vocal cessou e eu pude ouvir com um pouco mais de clareza o que o tal estranho falava ao pé do meu ouvido: 

— Você realmente gosta do meu corpo colado ao seu desse jeito. — Aproximou-se mais e me assustei ao reconhecer a voz. — É uma pena que não tenha coragem de ir além... Eu odeio isso. 

Virei-me rapidamente em sua direção e me afastei um pouco, fitando seu rosto naquele escuro barulhento por conta de uma nova música que recém começara a tocar. O moreno estava com um sorrisinho sacana de canto e tentava se aproximar à todo custo. 

— Por que está fazendo isso? Pensei que não queria mais nada comigo. — falei. 

— É, eu não quero... — pausou pensativo e abriu um sorriso em seguida. — Mas eu quero. Você sabe muito bem como é. — provocou-me. 

 

Ah, ele não agiria assim se soubesse como eu fico quando alguém me provoca... 

 

— É, eu sei como é. — falei e em um passe de segundo o mais novo colou seus lábios aos meus, iniciando assim um beijo calmo, e percebi pelo seu hálito que ele havia bebido. 

 

Eu já devia imaginar que estando sóbrio não passaria por cima do seu orgulho, pensei. 

 

— Você bebeu? — perguntei contra seus lábios algo que já era óbvio para mim, apenas queria uma confirmação. 

— Não. — Ele disfarça muito bem uma mentira, a sorte é que não consegue manter por muito tempo. — Eu bebi só um pouquinho... — Fez um sinal com as mãos que poderia ser interpretado como algo muito diferente se alguém que não soubesse o assunto da conversa o visse. 

 

Yugyeom raramente chegava ao ponto de ficar bêbado, mas parece que hoje era seu dia de encher a cara, e sem Jimin eu estava preso a ele até o final da noite. 

— Hyung, vou pegar alguma coisa pra você beber! — gritou o mais novo e saiu esbarrando em todo mundo à caminho do bar. Novamente, eu estava sozinho e totalmente sóbrio. 

 

Não demorou muito e eu pude ver o garoto se aproximando com uma garrafa preenchida até a metade de uma bebida, que acredito eu, ser vodka. 

— Bebe, hyung. — Aproximou a garrafa da minha boca e me forçou a beber.  

Comprovei minha teoria de que a bebida era vodka, e logo recobrei a consciência. Eu não posso deixar ele beber mais nada, pensei, e logo tentei tirar a garrafa de sua mão, mas alguém foi mais rápido e fez isso por mim. 

— Que porra, Yugyeom! Quanto foi que você bebeu?! — gritou o estranho, que aparentemente não era tão estranho assim para o mais novo. 

— Não briga comigo, Kookie. — falou manhoso. 

 

"Kookie"? 

 

Virei minha cabeça como um furacão e senti todos os pelos do meu corpo se arrepiarem. Senti um vento gelado bater contra minha pele e todos os sons daquele lugar pareciam ter cessado. 

 

Era ele. 

Era ele, bem ali, na minha frente, conversando com Yugyeom. 

 

— Não estou brigando com você, Gyeomie. — Jungkook o chamou pelo apelido e eu continuei ali observando tudo, completamente paralisado. 

 

Jeon Jungkook estava mais alto, mais másculo, mais bonito. Mesmo com pouca luz, pude perceber seus cabelos agora em um tom de castanho — contrário ao passado, esse onde ele sempre os tingia de preto —, sua pele perfeita quase que sem nenhuma maquiagem e seu corpo sarado com alguns músculos aparentes pela roupa apertada que usava. 

 

Eu posso ter ficado um lixo sem você, mas você claramente ficou melhor sem mim, pensei e me segurei para não falar em voz alta. 

 

— Vamos, vou te levar para casa. — Aproximou-se do mais novo em um abraço e o levou embora dali. 

 

Isso tudo sem me olhar uma única vez. 

 

Será que se esqueceu tão facilmente de mim, ou... 

Eu nunca fui nada para você, Jungkook?


Notas Finais


Alguns personagens vão demorar um pouco para aparecer, ok?
Espero que tenham gostado!
Eu tinha escrito até aqui e talvez agora demore alguns dias para atualizar novamente, mas caso vocês estejam gostando, continuarei escrevendo <3


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