História In Safe Hands - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens Jackson, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V, Yugyeom
Tags Flex, Namjin, Taekook, Vkook, Vmin
Visualizações 86
Palavras 1.553
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Já peço perdão antecipado pelos acontecimentos desse capítulo!
Amanha vou revisá-lo de novo para arrumar alguns errinhos bobos que sempre escapam quando estou com sono.
Espero que gostem <3

Capítulo 3 - Sick


Fanfic / Fanfiction In Safe Hands - Capítulo 3 - Sick

— Eu sei que tem algo acontecendo, pare de mentir para mim, Tae. — insistiu Jimin, mesmo após eu jurar de pés juntos que fui embora daquela festa sem nenhum motivo em especial. 

— Já te disse que não aconteceu nada, hyung. 

— Tae, eu sei que moramos juntos há menos de um ano, mas eu já te conheço melhor que você mesmo e se você não me contar eu vou descobrir de qualquer jeito. 

— Você não sabe o que é respeitar o espaço dos outros? — perguntei ríspido, porém o mais velho não se abalou. 

— Eu sei o que é ver meu melhor amigo sofrendo calado e não saber o motivo. Isso é tudo o que eu sei, Taehyung. — Suspirou pesadamente e sentou-se ao meu lado no sofá. — Eu entendo que você não queira falar sobre, mas eu preciso ao menos tentar te ajudar. Deixe-me tentar. 

— Tudo bem... — Ajeitei-me mais confortavelmente, colocando uma almofada nas costas e deitando metade do meu corpo no sofá. — Você sabe bem como eu sou sobre amor e essas coisas, não sabe? 

— Sei. 

— Já se perguntou o porquê de tudo isso? 

— Já, mas não cheguei a questionar você pois achei que era pessoal demais... — Coçou a cabeça timidamente. 

— Então, Jimin... Ele é o motivo. Ele é o motivo por eu ser assim como sou e por eu estar desse jeito. 

 

[...] 

 

Arrumei-me e parti para mais uma segunda-feira de estudos e trabalho. 

 

Eu e Jimin tivemos uma curta conversa no final de semana sobre meu passado, e eu não precisei explicar muito, pois ele entendeu que algo do mesmo havia voltado e me assombrado novamente. E mais, ele também entendeu que esse algo tinha nome e sobrenome. 

 

Adentrando a sala da faculdade, olhei para uma das mesas ao fundo da sala e subi os degraus em sua direção, indo de encontro ao meu colega mais próximo dali. Joguei os materiais de qualquer jeito em cima da mesa e me sentei. 

— O que aconteceu com você, Tae? 'Tá irritadinho por acordar cedo? — perguntou brincalhão. 

— Não sou você para estar irritado por não poder dormir. — ri sem ânimo. — Não posso chamar esse problema de irritação, é algo além disso. 

— Pode ir falando, temos uns... — Checou seu relógio de pulso e voltou sua atenção para mim. — dez minutos até a aula começar. 

 

Eu não queria espalhar meus problemas por aí, então neguei com a cabeça. 

 

— Sabe, Namjoon é alguém bom com conselhos, por que não conversa com ele sobre esse seu... problema? — sugeriu. 

— Isso é algo tão mínimo perto dos problemas dele... Acho que ele vai me chutar para fora se eu chegar lá pedindo ajuda com isso. — Ri fraco 

— Eu não sou tão próximo dele, mas eu sei que você é e dizem que além do Jin-hyung ninguém visita ele faz tempo. — O loiro disse e eu baixei o olhar.  

 

Aquilo era a mais pura verdade e me cortava o coração pensar em quantas vezes ele deve ter desejado a presença dos seus amigos.  

 

— Eu sei que você não gosta de vê-lo naquelas condições, e eu até entendo, sabe... Mas pode ser que não reste muito tempo para vê-lo. — disse e eu apenas assenti com a cabeça. 

 

Yoongi-hyung estava sempre certo, e eu não ignoraria seu conselho. 

 

[...] 

 

Talvez essa tenha sido uma das minhas ideias mais idiotas do ano, mas mesmo assim fiz. Faltei as últimas aulas do dia para ir visitar um amigo e ainda arrastei Jimin junto. 

A estupidez que cometi não foi visitar meu amigo, e sim visitar sem consultar o próprio horário de visitas. Acabamos chegando lá com o aviso de que só teríamos permissão para vê-lo em meia hora, e não havia nada que pudéssemos fazer sobre isso. 

Caminhamos até a sala de espera das visitas, e, coincidentemente encontramos Jin conversando com uma senhora de meia idade. Ele estava pouco radiante, mas tentava a todo custo alegrar a idosa com suas piadas de tio. 

— Oh, Jin-hyung! — Jimin exclamou assim que bateu os olhos no garoto de ombros largos, esse que nos viu e abriu um sorriso pequeno. O ruivo caminhou até ele e lhe deu um abraço, curvando-se em seguida para a senhora, como sinal de respeito. Caminhei até os dois e também me curvei. 

— O que estão fazendo aqui? — Jin perguntou como se houvessem muitos motivos para ir àquele lugar. — Vieram visitar o Nam? — Assentimos com a cabeça e seu sorriso cresceu, talvez sendo possível ver seu contentamento a quilômetros de distância. 

— Viemos, mas nos disseram que só podemos falar com ele daqui meia hora... — Eu disse coçando o braço, tentando disfarçar o nervosismo. Pensei que o mais velho ficaria irritado caso eu fosse visitar seu namorado depois de tanto tempo sem aparecer por lá, mas via agora que estava errado. 

— Pois é, esses horários de visita são um pouco chatos, mas é só até se acostumar com eles. 

 

Quando eu soube da doença de Namjoon não tive reação aparente, mas Jin me certificou que ele já sofria daquilo há anos e estava completamente estável, podendo cursar faculdade tranquilamente até que se curasse definitivamente. 

Mas como o destino ama pregar peças na gente, não demorou muito e todos recebemos a notícia de que o câncer havia avançado um estágio, fazendo assim com que Namjoon precisasse de repouso integral e visitas muito constantes ao hospital. 

 

Esperamos os aparentemente intermináveis trinta minutos passarem e fomos avisados de que podíamos ir até o quarto do garoto. Assim que entrei lá com os meus dois amigos, pude ver Namjoon se ajeitando na cama e abraçando o namorado. 

— O que foi? — Namjoon perguntou sério e em seguida deu vida à um sorriso que só ele possuía. — Eu não mereço nenhum abraço? — Se inclinou e recebeu um abraço coletivo meu e de Jimin. 

— Como 'cê 'tá? — perguntei. 

— Estou bem. — respondeu tentando transparecer sinceridade. Olhei para Jin e o mesmo sorriu de canto, desviando em seguida seu olhar para o chão. — E vocês como estão? Como está a faculdade? — perguntou e puxou a mão do namorado, que sentou na cama e lhe deu um abraço ladino. 

— Está meio chata... Sabe, sinto falta de ter ninguém quebrando as coisas por lá. — Ri de nervoso e Jimin apoiou sua mão no meu ombro. 

— Hm, amor? — Namjoon chamou Jin, que murmurou alguma coisa qualquer em resposta. — Você e o Jimin podem ir pegar algo pra gente comer? — Jin assentiu, já puxando o ruivo com ele, esse que nem teve tempo de aceitar ou negar algo. 

O quarto ficou um pouco mais silencioso do que o normal.  

 

Por que Namjoon queria ficar a sós comigo? 

 

Talvez ele apenas estivesse bravo e quisesse me xingar sem que o namorado soubesse. De qualquer modo, ele tinha razões de sobra para justificar sua raiva e eu aceitaria os xingamentos de mente aberta. Imagina como é descobrir que seu câncer evoluiu de estágio e ser abandonado por um dos seus amigos mais próximos? Ficar quase todos os dias em um hospital e não receber visitas de ninguém? 

Namjoon recebia pequenas visitas da família de vez em quando, fora isso tudo que tinha ao seu lado era o namorado, que contra a vontade de todos, até mesmo a de Namjoon, trancou a faculdade para passar o máximo de tempo que podia ao seu lado. 

 

"Nunca se sabe o que pode acontecer, não é mesmo?" 

 

Nós nunca pensamos que podemos morrer. Encaramos a possibilidade apenas quando enfrentamos a morte de perto. A verdade é que nós nunca sabemos o que pode acontecer, e talvez ter completa noção disso leve a loucura. 

 

— Eu só quero dizer... — falei. — Eu sinto muito por não ter visitado você nesses últimos tempos. Eu fui uma criança imatura. Me desculpe, hyung. — Curvei-me. 

— Tae, eu primeiro. — disse e deu um tapinha na minha cabeça, fazendo-me subir o olhar para ele e sorriu. — Eu não estou bravo com você. 

— Não?! — perguntei surpreso. 

— Não. Eu entendo que foi difícil para você... — riu fraco e arrumou o travesseiro que ficava em suas costas novamente. — Cada pessoa tem seu tempo para aceitar uma doença, e talvez leve ainda mais para algo assustador como um câncer. 

— Eu sinto muito... — falei baixo e ele apertou minha mão. 

— Eu disse que estou bem, Tae, não disse? E eu entendo se não quiser voltar aqui. Não quero que se obrigue a ficar em um lugar onde se sente mal. Quero apenas ver seu sorriso quando eu me curar. — Encarei seus olhos brilhantes com os meus marejados e sorri. Sorri pela pessoa maravilhosa que ele é e sorri pelas suas palavras de apoio que foram ditas mesmo quando quem deveria demonstrar apoio era eu. 

 

Namjoon sempre será alguém incrível e eu sempre irei admirá-lo. 

 

Admirei-o quando ele foi líder em um trabalho em grupo da faculdade. 

Admirei-o quando assumiu sem medo seu relacionamento homoafetivo, mesmo em nosso país extremamente conservador. 

Admirei-o quando bateu na porta do dormitório para avisar que iria ficar por um tempo no hospital e nos dizer um até logo. 

 

Quem disse que só devemos admirar gênios da física, professores de faculdade e artistas que doam milhares de dólares para a caridade? Eu admiro alguém que está bem à minha frente, pelo simples fato dessa pessoa sorrir. 

Sorrir,  mesmo sentindo uma dor  horrível em seu corpo.  

Sorrir, mesmo sabendo que suas chances são poucas.  

Sorrir porque, lá no fundo de seu coração, existe a vontade de viver.


Notas Finais


Os comentários estão me incentivando muito a escrever, obrigada de coração <3
A história entre o Tae e o Kookie é o foco principal da fic e logo vai começar a se desenrolar, então não se preocupem!
Desculpem por possíveis erros de gramática, estou com muito sono haha


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