História In the end - Capítulo 13


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Palavras 1.078
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Behind Blue Eyes


Era notório que Baby V não estava bem. Ela ria sem sentido algum e depois chorava. Estava visivelmente bêbada e precisava ser acudida antes que fizesse qualquer besteira. Enquanto Sam levava a mulher para o Impala longe de todas aquelas pessoas que pareciam querer arrancar pedaços da jovem diva, Dean apenas dizia para Sam que a tirasse de lá. E era o que ele fazia até perder o mais velho de vista naquele instante. Val não tinha problemas em andar, mas sim em ser discreta: falava alto e chamava muito mais atenção do que normalmente. Era uma mistura de revolta e alívio, coisa que ela não sabia muito bem como fazer e equilibrar tudo isso.

Ela andava na frente e caminhava na ponta dos pés. No meio do caminho decidia tirar os sapatos. Curvou-se sem jeito à frente de Sam que a olhava com tamanha educação, tentando resistir aos encantos daquela belíssima mulher. Entregou a bolsa para ele e depois os sapatos.

Rodopiava e fitava-o de frente com o sorriso dissimulado em seus lábios:

— Eu quero andar!

— Precisamos ir embora, Val. Você não…

— Não me diga o que fazer. Eu só quero andar. Vamos? — Segurou na mão do rapaz e saiu correndo ainda que não tivesse uma direção exata.

Por alguma razão, andavam sozinhos e não haviam outras pessoas que pudessem acompanhá-los. Todos estavam ocupados demais e falando aos montes sobre o “atentado terrorista” que foi, na verdade, um descuido dos Winchester ao tentar parar os sujeitos reptilianos.

E aconteceu o que aconteceu.

As imagens ainda continuavam bem frescas no rosto da mulher que revivia cada cena daquela noite: a briga com o ex, o momento em que quase se entregara às chamas, o ex-namorado abandonando-a no instante em que mais precisou e, por fim, Sam aparecendo de lugar algum para lhe salvar. Eram sentimentos mistos, mas como estava borbulhando por dentro, nem sequer sabia o que pensar.

Não pensou nada. Apenas se deixou ir.

(...)

Estavam na baía de Santa Mônica e, coincidentemente, haviam pouquíssimas pessoas espalhadas pela praia. Val soltou a mão do rapaz e saiu na frente correndo, saltitando como se fosse um pássaro liberto depois de tantos dias em cativeiro. Sam achava aquilo — apesar de muito lindo — tão confuso que pensava que ela estava enlouquecendo, mas no fundo, sabia que era somente reação de um choque tremendo depois do que ocorrera. Valerie esteve a pouco tempo de morrer se não fosse por seu socorro.

Durante aquele final de noite, seria responsável por ela enquanto os jornais anunciavam o desaparecimento da queridinha de Hollywood.

Valerie desabotoou o vestido de costas para Sam que quase não acreditava no que estava vendo. Olhou para os lados, certificando-se de que ninguém estivesse assistindo aquela cena e voltou para Val. Quando via, ela já estava parcialmente nua: usava uma calcinha minúscula e abandonava o vestido para trás. Saiu correndo antes que Sam fosse atrás de si, mas fazia questão de lançar um olhar ainda mais convidativo ao Winchester mais novo que teve de resistir.

Ela não está consciente do que está fazendo, Sam”. Dizia a sua consciência, mas algo embaixo em seu ventre formigava e um incômodo enrijecido fazia o corpo esquentar e a mão abaixar para esconder as evidências de um suposto crime.

Engoliu em seco, olhou para os lados novamente e quando voltava para Valerie, ela o encara como uma cobra prestes a dar o bote. Aquilo seria um convite? Ele não podia.

— Val, vamos! — Chamou. — Precisamos ir embora.

— Pra que a pressa? — Perguntou com seu jeito de moleca sorridente. Os seios eram evidentes, mas a cada onda que quebrava em seu corpo, os cabelos loiros e longos da mulher os escondiam. Era uma visão dos deuses e Sam sabia bem disso, assim como tinha tamanha atração pela moça. O coração disparou e a vontade de ir atrás falou alto, mas ela se afastava cada vez mais, como se estivesse sendo puxada pelo mar.

E ainda sorria, parecia feliz mesmo depois de tudo aquilo ter acontecido.

Em um momento de pura distração, Val sentia uma mão puxando seu braço abruptamente até afundar e nem mais sentir o chão. Assustada, tentava alcançar a superfície e pedir socorro, mas tudo o que conseguia era mostrar a mão para fora enquanto afundava cada vez mais.

Notando que algo estava errado, Sam jogou os sapatos da mulher no chão, tirou o sapato e mergulhou atrás dela. Estava desaparecida, não fosse a visão atenta do rapaz em vê-la afundando cada vez mais, Valerie se debatia e nem sequer conseguia ganhar forças para se soltar. Nunca vira nenhuma criatura como aquela e nem sequer sabia se acreditaria no que seus olhos estavam vendo. Aquela coisa tinha barbatanas e uma calda longa, mãos escamosas e longos cabelos negros. Como se não bastasse, conseguia se acalmar quando o ar começava a faltar e o canto lhe hipnotizava, ecoando em sua mente:

“O encanto vai se quebrar se a floresta você encontrar.

Um falso deus o mundo quer conquistar e seus aliados vão ajudar.

Muitas pessoas vão se envenenar por uma mentira milenar

Apenas os escolhidos vão se salvar

Se o sino final tocar

E o deus dos mortos enfim reinar. ”

 

A água entrava em sua boca e ela adormecia com aquele maravilhoso canto nunca escutado outrora. Era nítido, límpido e extremamente calmo, trazendo a paz de espírito que Baby V há muito tempo não sentia — ou nunca o sentiu. Quando finalmente estava prestes a adormecer, alguém puxava-a pela cintura, trazendo-a de volta à superfície. Em pouquíssimo tempo, estava à beira da praia deitada com uma blusa que cobria o corpo parcialmente nu. Sam mais uma vez a salvava, então.

Fez duas vezes respiração boca-a-boca com aquela linda mulher que logo recobrava a consciência e tossia. Desnorteada, parecia estar em um universo paralelo quando se sentou e cantarolou aquela canção que estava em sua mente.

— Você está bem? — Sam perguntou preocupado.

Ela assentiu com a cabeça, mas ainda parecia bastante confusa.

— Você ouviu aquela música?

— Que música?

— Que ela estava cantando. Você ouviu?

Sam franziu o cenho e fitou a mulher ainda segurando os braços dela. Estava tão confuso quanto, mas não queria fazê-la se sentir mais louca do que ela naturalmente se sentia.

— Não.... — Negou com a cabeça também.

— Mas você viu? Viu o que me puxou?

— Sim....

— E o que era aquilo?

Rebatendo a pergunta da loira, Sam disparou:

— O que você acha que é, Val?

— Não pode ser....

— Bem-vinda ao mundo sobrenatural. 



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