História In the name of love - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 2.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heeeeeeeeey, voltei!!!*Autora desnaturada chega.*
Uuuuuuuuuuh!!!!*Leitores atiram pedras*
Esperem, eu trouxe um novo capítulo!*Digo me protegendo*
Eeeeeeeeeeeehhh!!!!*Leitores batem palmas*

Capítulo 3 - Visita Indesejada


Barnabas seguia Elizabeth pelos extensos e escuros corredores da mansão.

Apesar de estar no meio do dia, a claridade que vinha de fora e transpassava as janelas não era o suficiente para iluminar o seu interior, o que dava ao lugar um aspecto quase sombrio. No entanto, isso não fazia com que perdesse sua essência e beleza.

Ele olhava tudo, cada detalhe da estrutura, com admiração e saudade. Lembrou-se do tempo em que era apenas um garoto, correndo por aqueles corredores, em sua busca pelas passagens secretas de Collinwood, seu pai sempre lhe parabenizava com um sorriso orgulhoso quando obtia sucesso em desvenda-las.

Não conseguiu conter um sorriso triste com aquela lembrança e, sem perceber, deixou escapar um leve suspiro.

-"Algo errado?"-A voz de Elizabeth soou ao seu lado, o tirando de seus pensamentos.

O vampiro deu um leve sobressalto em surpresa, por um momento se esquecera que ela estava ali.

-"Desculpa, não quis te assustar."-Ela disse, um pequeno sorriso enfeitando seus lábios. Barnabas pôde captar um leve tom de humor em sua voz.

-"Não se desculpe, madame... eu estava apenas distraído."-Barnabas disse, embaraço estampado em seu rosto, enquanto recuperava a compostura,achando irônico o fato dela o ter assustado, quando deveria ser claramente o contrário.

-"Você está bem?"-Elizabeth tornou a perguntar. Ela havia notado o ar melancólico em seu rosto.

-"Sim...perdoe-me, eu só me deixei levar por algumas lembranças do passado..."-Barnabas disse, olhando para o fim do corredor com uma expressão distante, parando em seu caminho.

Ele sentiu a mão de Elizabeth repousar em seu ombro e virou-se para encara-lá, encontrando seus olhos que transmitiam simpatia, enquanto olhavam para ele.

-"Essa casa é realmente importante pra você."-ela disse em uma voz suave.

-"Sim, e não tenho palavras para expressar a minha gratidão por permitir que eu permanece aqui."-Barnabas disse, ainda encarando aquele belo par de olhos azuis.

-"Não é preciso agradecer, esta casa também é sua,você pertence à família afinal.-Ela diz, lhe dando um sorriso amistoso.

Barnabas retribui com um pequeno sorriso, ele estava tocado pelas palavras dela que soavam tão sinceras.

Ele não esperava ser aceito tão rapidamente, ainda mais com o conhecimento de que ele era um vampiro. Ele realmente queria ser aceito naquela família. Queria ser aceito por ela.

Elizabeth se afasta e continua caminhando até chegar à uma porta no final do corredor.-"Pedi para que deixassem o mais confortável possível."-Ela gira a maçaneta e abre a porta, revelando um quarto elegantemente decorado.

Havia uma enorme cama dossel, perfeitamente arrumada, ornada em tecidos vermelhos e almofadas- nas janelas- cortinas pesadas de tecido azul escuro, o papel de parede estava um tanto desgastado, mas não diminuía o aspecto nobre do antigo quarto de Barnabas.

-"Espero que tenha um bom descanso. Infelizmente tivemos um problema com o carro, mas Willie avisou que ele estará pronto para nos levar à fábrica pela manhã."-Ela diz entrando no quarto, logo após o vampiro.

Barnabas responde com um aceno de cabeça.-"De acordo."

-"Bom... se não precisa de mais nada, eu vou me retirar. Com licença."-Elizabeth já estava saindo, quando sentiu a mão de Barnabas na sua. Ela virou-se para ele com um olhar questionador.

-"Elizabeth, eu agradeço mais uma vez por tudo que está fazendo por mim."- O vampiro à olha nos olhos- enquanto leva sua mão até os lábios, beijando-à delicadamente- e notando o leve rubor que rastejava por suas bochechas de porcelana.

-"Com..como eu disse antes.. não há o que agradecer..."-Elizabeth responde um tanto desconcertada pelo ato.-"Eu já vou, durma bem Barnabas."-Ela se afasta e se retira do quarto, fechando a porta.

Enquanto caminha até seu escritório pessoal, Elizabeth não pôde deixar de pensar na maneira de Barnabas se comportar. Ela nunca tinha ficado tão desconcertada na frente de um homem antes. Ele era um cavalheiro, claro, charmoso e bonito... muito bonito- Ela pensou- Mas porquê ela ficava tão nervosa na presença dele?

Ela sacudiu levemente a cabeça para afastar tais pensamentos.

A matriarca ja estava na

porta do escritório quando ouviu barulhos e vozes no andar de baixo.

Ela se dirigiu até a escadaria e ouviu uma voz de mulher se dirigir à sua filha.-"Você deve ser Carolyn..."-Elizabeth contorceu o rosto em uma carranca. Ela sabia muito bem quem estava falando e não sentia nenhum prazer em sua visita.

-"Angelique!"-Ela diz em voz alta e firme do topo da escada, olhando para onde estavam, sua filha e a visita indesejada.

-"Elizabeth!"- A mulher loira responde- com um grande sorriso de lábios vermelhos- sua atenção voltada para a outra loira descendo a escada, nem percebendo que Carolyn havia deixado o local rapidamente. Ela se aproxima, ficando alguns dregraus abaixo de onde Elizabeth estava.-"Você parece bem."- Angelique diz após analisar-la de cima a baixo.

-"À que devemos o prazer de sua visita?"- Elizabeth diz secamente. Ela nunca gostou de Angelique, algo sobre ela não era certo, sem falar que é a principal responsável pela falência dos negócios da sua família.

Os olhos verdes de Angelique parecem brilhar de emoção quando ela fala.-"Vim em nome do Conselho Municipal para dar as boas vindas ao novo visitante de Collinsport."

Era óbvio que as intenções de Angelique estavam muito além de dar apenas as "Boas Vindas".

-"Ele está dormindo, sinto muito."- Elizabeth disse ríspida.

O sorriso de Angelique se alargou ainda mais.

-"No meio do dia?Que estranho..."-

Ela diz com uma falsa expressão de surpresa em seu rosto.

Elizabeth estava pronta para retrucar o comentário, quando o som de uma porta batendo ecoou pelos corredores e Barnabas apareceu, as mãos cobrindo o rosto para evitar a claridade do local.

-"De onde vieram essas batidas infernais?!.."-A irritação era clara em sua voz. Ele estava fazendo uma tentativa vã de dormir, ao perceber que sentia falta de seu caixão, quando as batidas incessantes começaram e- para a audição de um vampiro- isso era muito estressante.  -"Barnabas, temos visita! "-Elizabeth disse sem tirar os olhos de

Angelique que agora tinha o olhar sobre o vampiro, fixo, quase faminto.

Barnabas tirou mãos do rosto, só então notando a presença da outra mulher. Ele limpou a garganta constrangido por sua falta de bons modos e se dirigi até a escada, descendo os degraus e indo ao encontro da loira, que neste momento já havia subido alguns para encontrá-lo -não notando a careta de Elizabeth assim que passou por ela.

Barnabas estende a mão para apertar a dela.-"Perdoe-me, devo te-la assustado, muito prazer senhorita..."

No instante que suas mãos se tocam, Barnabas sente como se uma corrente elétrica corresse por suas veias, e logo é atingido por um frenesi de lembranças.

Lembranças do seu passado e de uma mulher que jurou transformar sua vida num inferno. E ela estava ali, bem na frente dele, e o encarava com um sorriso descarado e malicioso.

-"Olá Barnabas! Meu nome é Angel Bouchard"- Ela diz em uma voz doce e inocente.

-"Logo vi... Você sabe o que eu gostaria muito de fazer com você?.."-Barnabas se inclinou para ela, sua voz baixa e ameaçadora.

-"Hum.. Eu posso imaginar."- Ela respondeu sedutoramente, inclinando-se

mais perto dele.

Barnabas pôde ouvir o resmungo desgostoso de Elizabeth alguns degraus abaixo deles. Ele imediatamente olhou em sua direção- ela estava de costas para eles, mas sua expressão corporal era tensa, mostrando o quão desconfortável estava com aquela situação. O vampiro se deu conta de que ela ouviu a conversa entre eles e, provavelmente, estava interpretando a situação de maneira errada. Ele da um passo para trás, tomando distância de Angelique.

-"Eu adoraria ter uma conversa com a senhorita na sala de visitas..."-Ele diz olhando para Angelique seriamente.

Em seguida seus olhos pousam sobre a outra loira no começo da escada.-"Com sua permissão Elizabeth, poderia nos dar licença?"-Ele pergunta em uma voz educada, afinal de contas, a casa ainda pertence à ela.

A loira de olhos azuis se virou para encara-lo e simplesmente acenou com a cabeça, antes de subir a escada, em direção ao escritório.

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Barnabas bateu a porta com força atrás de si. Ele estava tomado pela raiva. Não conseguia acreditar que Angelique tivesse a audácia de por os pés novamente naquela casa.

-"Como ousa denegrir esta casa com sua presença..."-Ele foi abruptamente interrompido pelos lábios de Angelique nos seus, em um beijo faminto e brusco.

-"É você mesmo."-Ela diz após finalizar o beijo, com um sorriso.

-"Como ousa colocar seus lábios perversos em mim?!"-Barnabas diz desgostoso com o toque.

A loira se afasta, olhando ao redor da sala.-"Lembro deste lugar sendo menos depressivo."-Ela se vira para ele, tirando o blazer que estava usando e o jogando de lado.-"Também lembro de nós dois nos divertindo muito."-O sorriso malicioso volta a seus lábios vermelhos, e ela se senta em cima das teclas do piano, deslizando sobre elas.

-"Aqui e... aqui."-Ela se desloca para em direção ao sofá, deitando-se sobre ele.

-"Tem ideia do que me fez passar?"-Barnabas diz, ignorando seu comentário e se aproximando.-"Matou a mulher que eu amava e me amaldiçoou a ser essa criatura horrenda."-Sua voz era ameaçadora.

-"Barnabas,supere."-Ela diz com naturalidade.

-"Fiquei preso em um caixão por 200 anos!"-Barnabas gritou com indignação.

As sombracelhas de Angelique se uniram em uma expressão pensativa, seus olhos verdes olhando para um ponto fixo no teto, enquanto fazia os cálculos. -"Não exagere, foram só 196."

Barnabas a olhou estupefato, ela estava claramente zombando dele.

-"Foi uma eternidade. Deveria te fazer ser julgada por bruxaria, para ser queimada em praça pública!."

Angelique deu uma risada debochada.-"Ah querido Barnabas, as coisas mudaram enquanto você dormia.

Minha Baía do Anjo, agora, é a empresa mais importante de Collinsport."-Ela diz lhe dando uma Largo sorriso.

-"Então... Foi você que faliu o negócio dos Collins..."-Ele diz, juntando as peças.

-"Eles me adoram aqui. Sou o único peixe grande em seu mísero laguinho."-Ela diz ,deixando claro a posição dos Collins na cidade.

-"E o povo desta cidade sabe que sua adorada Angie é uma vadia de Belzebu?"-Barnabas disse com veneno.

-"E quem iria acreditar em você?

Eu Fui um membro ilustre desta comunidade por 200 anos."- Ela diz despreocupadamente.

"Eu juro que de um jeito ou de outro, eu irei desmascara-la. Seu nome pode ter mudado, mas você continua a mesma cadela de Satan..!"

O rosto de Angelique se transforma em uma carranca raivosa. 

Antes que Barnabas percebesse, o sol ja estava queimando sua pele, pois Angelique havia aberto as cortinas com sua magia.

O vampiro se afasta rapidamente, caindo de joelhos, tentando proteger o rosto com as mãos, enquanto olhava a loira de pé à sua frente com uma expressão neutra em seu rosto.

-"O povo desta cidade me admira. E para eles, você vai ser só um estranho que foge do sol."-Angelique diz calmamente, pegando seu blazer e indo em direção à porta, mas antes de sair, ela se vira uma última vez para olha-lo.

-"Bem vindo de volta, Barnabas Collins.

Senti sua falta."-Ela dá uma piscadela e lança um beijo, antes de sair.

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-"Baía do Anjo.."-Barnabas fala com desprezo.-"Só o nome me faz querer vomitar."

Logo após a saída de Angelique, Barnabas seguiu para o escritório de Elizabeth para conversarem sobre a probabilidade de um bruxa vingativa tentar ataca-los.

-"Sempre achei que havia algo estranho

na Angie, mas uma bruxa?"-Ela perguntou, ainda duvidando, mas não achando impossível nas atuais circunstâncias.

-"Sim... uma bruxa com

um ódio impenetrável por mim."-Ele respondeu seriamente.

-"Ódio... Não, se ela te odiasse,

ela o teria matado."-Diz a loira, pensando sobre tudo o que o Barnabas havia lhe contado.

O vampiro olha para ela.-"Uma maldição implica devoção.-Ela diz, explicando seu ponto.

Barnabas estava andando em círculos, até finalmente se sentar no assento do piano.

-"Porque eu devo carregar sozinho a fruta podre de nossa árvore genealógica amaldiçoada?..-"Ele diz miseravelmente. -"Meus pais... meu amor verdadeiro...

Tudo me foi tirado."-Barnabas diz, pousando a cabeça sobre o piano, ouvindo os sons das teclas com seu movimento.

A loira o observou repetir esse gesto algumas vezes.

Ela sentiu pena de vê-lo naquele estado de espirito tão deprimente. O Barnabas que ela conhecia não era de desistir, ele fora o homem mais admirável que sua família já tivera e ela o lembraria disso.

-"E o que você fez?"- Elizabeth perguntou, se aproximando dele.

O vampiro ergue a cabeça do piano, sem se virar para ela.-"Tentei me jogar do penhasco"- A loira arregala os olhos, surpresa com aquela resposta-

...tragicamente, em vão."- O semblante de Barnabas fica sério e sua voz melancólica.-"E então...

tornei-me um vampiro... comecei a matar... cidadãos inocentes".

Elizabeth põe a mão em seu ombro em um gesto de conforto.-"Sim... mas também manteve

o negócio da família em pé."-Ela diz em uma voz encorajadora.-"E tentou evitar que

a mansão se desmoronasse."

-"Sim... eu fiz não é?."-Barnabas diz, sua voz soando com um pouco mais de ânimo com as palavras dela.

A loira se agachou e passou um braço sobre o ombro de Barnabas, enquanto se aproximava de seu rosto, sussurrando suas palavras.

-"Você lutou, Barnabas. Em seu estado miserável e louco,

você lutou, até que tivessem que colocá-lo

em uma caixa de ferro e trancá-lo

para impedi-lo de lutar."

-"Meu Deus, você tem razão!"-Barnabas diz, agora totalmente convencido que não poderia desistir.

Elizabeth sorriu ao ver o efeito de suas palavras e continuou-"Você lutou

porque está no seu sangue."

-"No nosso sangue.

Madame!"-Barnabas diz agora de pé e olhando para ela com convicção.

-"E agora você tem a chance

de lutar novamente."

-"E lutar, eu irei!"-Ele diz com determinação.

"Nós iremos!"-Diz Elizabeth sorrindo. 


Notas Finais


Entao esse foi o capitulo de hj. Quero agradecer a todos que leem e estão acompanhando a minha fic, e peço que não me matem se eu demorar a atualizar.😅
Espero que tenham gostado desse capítulo!

Beijos da Thay!💋


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