História In Your Company - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Markson
Visualizações 121
Palavras 1.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 2 - Prazer, sou Jackson Wang.


O dia amanheceu completamente nublado, bem diferente do dia anterior que estava mais quente que o inferno, se é que isso era possível. Eu já tinha feito minha higiene matinal e estava conversando com minha avó enfrente a televisão sobre o meu primeiro "emprego". Eu estava muito ansioso e mega nervoso, não sabia exatamente o que estava sentindo. A cada minuto acabava pensando em como seria cuidar de uma criança, como era limpar uma fralda, e só de pensar que irei sentir um cheiro desagradável vindo daquela fralda me dava uma certa vontade de vomitar. Vovó disse para me acalmar, mas isso era impossível. 


  Meu avô deixou um bilhete colado na porta da geladeira com o endereço e o horário que era pra estar na casa do Senhor Wang. O bilhete já estava completamente amassado de tanto que eu apertava dentro do meu bolso. 

 

 - Desse jeito você vai acabar ficando sem unhas querido - soltou uma risada nasal.


    - Verdade né vovó. - tirei os dedos da boca, rindo fraco. - Não quero ficar com as unhas que nem a do papai, eram feias demais.


     - Seu pai tinha aquela mania horrível de roer as unhas desde pequeno. - me olhou - Uma vez enquanto ele dormia, coloquei pimenta nas pontas dos dedos para ver se ele parava. - riu. 


    - Meu Deus vovó! - fiz careta - Ainda bem que a senhora não faz isso comigo.  


      - Continue roendo as unhas que você terá a mesma supresinha que seu pai. 


    Coloquei minhas mãos no bolso da blusa.


      - Pronto. - coloquei um sorriso largo no rosto.


  

                               [...]


          14:20 da tarde.


   Já estava dentro do enorme vagão do metrô, infelizmente tive que ficar em pé me segurando naqueles corre-mão, a via muitas pessoas passando com dificuldades um pelos outros era possível sentir nossas bundas se encostarem. Eu realmente me sentia assediado, por mais que a pessoa não fizesse de propósito, a sensação era ruim. 


  Eu não via a hora de sair daquela multidão e poder mexer meus braços, estava me sentindo preso e esmagado. O único jeito que eu sempre achava para me distrair dentro do vagão, era ficar ouvindo minha playlist de músicas "bad", mas não as ouvia para me sentir mal e sim, para me sentir calmo. As batidas lentas, a voz serena e frágil me faziam lembrar dos momentos românticos dos meus pais dançando na sala durando o som que tocava no vinil. Eu sempre ficava agachado perto da porta observando os dois em silêncio para não atrapalhar ambos que se olhavam e sorria um para o outro, essas eram as melhores lembranças. 


                        [...]


  Finalmente cheguei ao meu local destinado e pude descer daquele inferno mais conhecido como metrô. Estava chovendo e graças a minha querida avó, eu estava trazendo um guarda-chuva comigo. Apertava meus braços contra meu corpo tentando me manter quente contra o frio. Os pingos que caiam do céu não estavam fortes, mas assim que tocavam sua pele te dava um arrepio de geles, e o vento estava realmente forte e gelado.



    Não gostava de sair de casa sozinho, por mais que eu soubesse andar pelas ruas, ir para os lugares sozinho não era uma boa aventura para mim. Eu gostava do calor humano, das risadas, das conversas aleatórias durando o caminho, gostava principalmente de poder apertar o braço do meu amigo, Jinyoung, seus braços eram tão quentinhos e macio parecia uma almofada. Mas infelizmente tinha que aceitar a idéia que dessa vez eu tinha que fazer as coisas sozinho.


                            ***


    Uma hora depois, consegui chegar na casa da família Wang. Estava parado enfrente sua calçada observando sua enorme casa, era realmente muito linda todos aqueles detalhes brancos na parede e os telhados azuis escuro. Tomei coragem e resolvi ir até a porta da enorme casa e bati na mesma.


   Não demorou muito e logo a porta se abriu, um homem alto usando roupa social apareceu após a porta abrir com um sorriso enorme no rosto, sua alegria parecia tão forte que automaticamente um sorriso surgiu em meu rosto.


   - Olá, você deve ser o Mark, certo? - perguntou sorrindo. Assenti positivamente. - Oh meu Deus, eu estava a sua espera. - me deu passagem e pediu para que eu entrasse. 


   - Eu sou o Senhor Wang, o dono da fábrica de leite que seu avô trabalha. - esticou sua mão como cumprimento. Apertei sua mão. 


    - Ah, prazer em te conhecer Senhor Wang. Eu sou o Mark, obrigado por ter confiado em minha pessoa para esse trabalho. - sorri.


    O Senhor Wang com sua gentileza começou a me mostrar todos os cômodos de sua casa e ela era muito bonita, cada detalhe, as cores, os quadros familiares, tudo combinava com cada cômodo. Por mais que a casa fosse incrivelmente linda, o ambiente da casa parecia muito para baixo, era tudo muito silencioso, todas as televisões estavam desligadas, o que era estranho sendo que o Senhor Wang estava em casa.


    - Caso fique com fome, não tenha vergonha, pode ir na cozinha e pegar qualquer coisa para comer, tudo bem? - olhou para mim. Assenti positivamente. - Bom, agora vamos conhecer meu filho Jackson? 


    - Sim. - sorri fraco. 


   Era estranho o Senhor Wang deixar uma criança sozinha no andar de cima, o mais estranho ainda era que estava tudo tão silencioso, talvez ela estivesse dormindo, mas mesmo assim era muito suspeito. Não disse nada, afinal quem sou eu para opinar no jeito que eles cuidam de seu filho? Apenas subi as escadas seguindo o mais velho.


   - Espero que não ache estranho o jeito calmo de Jackson, ele gosta de ficar mais na dele quieto. - disse normalmente enquanto virava a subida das escadas.


     - Ah, isso não é problema. - soltei uma risada nasal. - Normalmente sou bem queito também. 


     - Então vocês iram se dar muito bem. - sorriu e logo abriu a porta do primeiro cômodos do enorme corredor.


    Todas as paredes do quarto eram brancas, tinha muitos troféus de vôlei encima das prateleiras, a estante era cheia de livro, tinha algumas bolas de vôlei em um cesto. Fiquei levemente surpreso com o jeito diferente que os pais da criança decoraram o quarto do mesmo, parecia tudo muito adulto. 


    - Mark, esse é meu filho, Jackson. - sorriu apontando para a janela.


    Olhei para a mesma direção na qual me indica e logo foi possível ver um garoto alto parado enfrente a janela de costas para nós, fiquei confuso com tudo aquilo, minha cabeça estava fazendo um turbilhão de perguntas como: cadê a criança? as fraldas? o berço? o que esse garoto faz aqui?. 


    - Jackson por favor, venha conhecer o Mark. - o Senhor Wang ajudava o garoto alto se virar lentamente em minha direção, o mesmo estava usando um óculos escuro. Fiquei parado sem entender muito coisa.


   - P-Prazer, sou Jackson Wang. - sorriu e estendeu a mão. 


    Sua voz era bonita e grossa, mas não parecia estar muito confortável com a situação. Não demorei muito e apertei sua mão. 


    - O prazer é meu, me chamo Mark Tuan. - falei fraco.


   Eu estava completamente confuso com a situação, não sabia o que fazer ou falar. O garoto não tinha nada de criança, tudo o que eu achei que ia ter no quarto não tinha, e o mesmo também não parecia estar confortável com a situação. 


   - Mark, podemos conversar um pouco ali fora? - assenti positivamente.


   Senhor Wang me levou para fora do quarto e ficamos no enorme corredor, o mesmo colocou as mãos no bolso de sua calça. 


    - Como você deve ter percebido, Jackson não é um garoto normal como os outros. - me olhou sério. - Ele sofreu um acidente e acabou ficando cego. - meus olhos ficaram arregalados, eu estava surpreso.


   A notícia me pegou em cheio, estava tentando encaixar todas as peças desse quebra-cabeça. Jackson não era uma criança como eu tinha imaginado, nada do que eu tinha imaginado era real. Me perguntava se eu conseguiria ajudar o garoto, sendo que nunca na vida tinha tido uma experiência com alguém cego.


     - E-Eu não sei o que dizer.. - falei fraco. - Não imaginava nada disso, eu eu sai de casa achando que ia cuidar de uma criança e agora você me fala que ele é.. - fui interrompido. 


     - Cego, pode dizer.


     - Não, não era isso Senhor Wang. - suspirei. - Eu nunca conheci uma pessoa que precisasse de um tratamento especial, você consegue me entender? 


      - Você acha que eu queria ter um filho nessa situação, Mark? Você acha que eu queria sair correndo sempre do serviço para chegar logo em casa e ver se ele está bem? - seu tom de voz estava começando a ficar alto, o que me fez dar uns passinhos para trás assustado. -Olha, me desculpa. Mas entenda o meu lado, eu não queria um filho nessa situação. - suspirou. - Mark, eu entenderei caso não queria mais cuidar do meu filho.


    Eu estava realmente assustado com tudo aquilo, não sabia o que fazer, estava tudo tão confuso. Mas Jackson ser cego ou não, não mudaria nada. Eu prometi ao meu avô que ajudaria a família Wang e darei tudo de mim para ajudar. 


  - Senhor Wang não se preocupe, eu não vou desistir. Eu disse que ia te ajudar e aqui estou eu. - respirei fundo. - Eu não irei desistir do seu filho. - falei com incentivo em minha voz.


Notas Finais


primeira quero agradecer pelos 9 favoritos só com o primeiro capítulo e pelos comentários, obrigado mesmo ♥

E sobre o capítulo, eu irei me esforçar muito mais para o próximo, essa semana foi muito corrida para mim não estava conseguindo pensar muito, então me perdoem caso não gostem desse capítulo.


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