História In your eyes - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kiba Inuzuka, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Gaaino, Narusaku, Sasuhina, Shikatema
Visualizações 505
Palavras 3.238
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OI GENTE <3 JÁ ESTAVA COM SAUDADE DE VOCÊS, ENTÃO ADIANTEI O CAPÍTULO DE AMANHÃ!
Primeiro, quero agradecer a todos que estão favoritando e comentando na fanfic, e implorar para os leitores fantasmas aparecerem, porque a história VAI COMEÇAR DE VERDADE!
Como vocês verão ao longo do capítulo, algumas insinuações vão começar. A história é +18 e boa parte dela vai ser recheada de coisas picantes. rs Então, caso alguém se incomode, me perdoem. :(
Também queria saber se vocês curtem mais NejHina, GaaHina ou ambos? É MUITO importante que me respondam isso.
Agora, boa leitura! Lá em baixo nos vemos novamente.

Capítulo 4 - 04. Dancing


Fanfic / Fanfiction In your eyes - Capítulo 4 - 04. Dancing

Sorri quando tudo terminar,

Quando nada mais restar

Do teu sonho encantador.

João de Barro

 

.

Naquela manhã o Uchiha acordou com uma tremenda dor de cabeça. Havia dormido tarde simplesmente por não conseguir tirar Hinata da cabeça — o toque delicado na quinta-feira do tombo, ou o beijo de sábado e até mesmo quando ele lhe levou em casa no outro dia.

Sentia-se extremamente desconfortável ao assumir para si mesmo que havia se masturbado durante mais de uma hora pensando na colega de classe, coisa que não era de seu feitio. Normalmente, se desejasse uma garota, tentaria não hesitaria em levá-la para cama.

Não que ele desejasse a Hyuuga. Apenas estava confuso.

Confuso.

Confuso?

Bom, talvez a desejasse um pouco. Mas era totalmente diferente da forma que desejava outras garotas. Estava feliz em apenas observá-la de sua mesa, estudando; lendo debaixo da macieira do jardim; ou rindo de alguma coisa que suas amigas haviam falado.

Hinata era uma garota especial, e tinha certeza que não era apenas ele que mantinha essa ideia.

Ao entrar na escola, decidiu ir direto para a sala de aula — estava sem um pingo de paciência para aguentar as garotas da escola em cima de si. Elas conseguiam ser irritantes quando queriam, e isso aborrecia o Uchiha — principalmente em dias de mau-humor como aquele.

Ficou surpreso ao encontrar Hinata já na sala de aula. Ela estava sentada em sua mesa de sempre, a primeira encostada na parede, e lia. Passava os dedos sutilmente sobre cada linha pontilhada. Era Romeu e Julieta, e chegou à conclusão que o livro combinava com a garota.

Ela levantou a cabeça levemente ao ouvir os passos — e o moreno incomodou-se pelos olhos tão bonitos continuarem baixos. Hinata identificou o cheiro do Uchiha antes mesmo de ele parar e sentar-se na cadeira ao seu lado, de forma desleixada.

    — Lendo Shakespeare? — Observou o livro com atenção, se pronunciando quando ela iria retomar a leitura.

    — S-Sim. — Balançou a cabeça positivamente. — Já leu, Sasuke-san?

    — Romeu e Julieta é um ótimo livro. — Deu um sorriso lateral, mesmo que ela não o visse. — E muito triste.

    — Não sabia que gostava de ler. — Murmurou fechando o livro após marcar a página. — Gosta de algum escritor em p-particular?

    — Eu prefiro poemas. — Disse simplista, colocando os pés sobre a mesa. — Meu preferido é Rilke¹.

    — Oh! — Hinata ficou brevemente surpresa. — Eu li a publicação póstuma dele. N-Na verdade, Neji-niisan o leu para mim. Não conseguimos achar em braille.

    — Cartas a Um Jovem Poeta é encantador. — Piscou demoradamente, fitando as bochechas coradas da Hyuuga. — Inclusive, onde está Neji?

    — Eu… — O Uchiha notou como, de repente, as feições da jovem mudaram. — N-Não sei. Vim mais cedo hoje.

    — Está tudo bem, Hinata? — De forma instintiva, ele tocou seus cabelos e a morena recuou. — Desculpe.

    — E-Está tudo bem, Sasuke-san. — Engoliu em seco; nunca contaria que haviam discutido e a culpa era dele. — Eu apenas… Decidi ser mais independente.

    — Por causa do que aconteceu ontem? — Estreitou os olhos; quem o visse, teria certeza que o Uchiha não estava acreditando.

    — S-Sim. — Confirmou e voltou a baixar os olhos, antes mirando, sem querer, o quadro.

    — Posso lhe fazer companhia. — Sugeriu com tom brando, coçando a nuca de leve.

    — S-Se não se importa, Sasuke-san… E-Eu prefiro, sabe? Vir sozinha. — Não passara de um sussurro, mas ele ouviu com bastante atenção.

    — Então tudo bem. — Levantou estranhamente irritado. — Vou dar uma volta. — E saiu em passos rápidos.

    A Hyuuga sentiu-se um pouco incerta por ter negado o pedido de Sasuke, mas sabia que, se aceitasse, Neji ficaria ainda mais furioso. Não que justificasse as atitudes do primo, aliás, estava extremamente chateada com ele — e o aperto no peito ao lembrar do ocorrido lhe mostrava isso claramente. Mas como sempre, ela queria apenas evitar mais confusões.

    Neji entrou e lhe dirigiu um “bom dia” seco. Ao contrário do que ela esperava, ele passou reto e sentou na terceira mesa — a que Sasuke dividia com Gaara. Acomodou-se ali e ficou a observar a prima, que guardava o livro em sua bolsa preta.

    Não demorou para a sala começar a encher, e Hinata ter, ao seu lado, o Uchiha.

    Quando pensou em perguntar para Sasuke o motivo de ele ter sentado ali, a professora Anko, de química, entrou com a costumeira voz forte. Decidiu deixar de lado, imaginando que apenas não haviam outras mesas que o moreno pudesse se acomodar para assistir a aula.

    Naquele dia, Hinata acabou por não prestar atenção na aula, pois o cheiro de sândalo e menta ao seu lado lhe agradava de uma forma ainda desconhecida por si.

.

    Era terça-feira, então quando Hinata saiu da sala de aula, esperou pacientemente por Kiba, que estava treinando naquele dia.

    Diferente de quando costumava esperar o primo, a Hyuuga acabou por seguir, vacilante, até a quadra de vôlei. Havia estado ali uma ou duas vezes com suas amigas, no máximo.

    Podia ouvir com clareza os gritos femininos e uma voz alta, masculina instruindo — deduziu que deveria ser Toneri, aluno de outro segundo ano e presidente do clube de vôlei.

    Acomodou-se em um banco próximo a quadra e ficou ali, apreciando os sons que vinham do jogo animado que ocorria. Com uma calma invejável, Hinata buscou o livro dentro de sua bolsa e começou a ler, enquanto a brisa soprava seus cabelos, bagunçando-os de forma adorável.

    Toneri parou por um curto momento o que fazia para observar a jovem que estava sentada no banco. E depois de alguns segundos, se aproximou — sob o olhar carrancudo de Ino.

    — Nunca te vi aqui. — Toneri falou ao sentar-se de seu lado, assustando a Hyuuga, que estava absorta em sua leitura. — Desculpe, não quis lhe assustar.

    — O-Olá! — Deu um leve sorriso, sem entender quem era aquela pessoa. — Eu não costumo vir até aqui.

    — Sou Toneri. — Estendeu a mão e notou, com curiosidade, que a garota não retribuiu o gesto. Mirou o livro, entendendo a situação. — É um prazer.

    — H-Hinata. — Curvou levemente a cabeça, em uma breve reverência.

    — Quando quiser vir… É… Ouvir o jogo de vôlei, sinta-se a vontade. — Murmurou sem jeito e levantou-se, dando um sorriso irônico. — Até mais, Hinata.

    A garota de orbes perolados ficou quase quinze minutos ali, parada na mesma posição que Toneri lhe deixou, sem chances para se despedir.

    Não entendeu o que fizera o presidente do clube ir falar consigo, e decidiu afastar aqueles pensamentos. Ele parecia ser, afinal, uma boa pessoa e havia sido extremamente simpático — apesar de ter o notado um tanto desconfortável.

    Prestes a voltar-se para sua leitura, ouviu os passos apressados e a característica voz alta e animada de Kiba.

    — Hinata-chan! — Agarrou a amiga pelos ombros quando ela levantou-se, pronta para irem. — Vamos? Demorei uma década para te achar.

    — Vamos sim, Kiba-kun. — Deu um sorriso animado e colocou-se a andar ao lado do Inuzuka.

    Kiba e Hinata eram amigos desde muito cedo. Apesar de ele claramente não gostar dos outros garotos que a rodeavam, ele que havia estado consigo em todos os momentos — fossem eles tristes ou felizes.

    A Hyuuga podia afirmar, com toda a certeza, que eram melhores amigos. Kiba lhe cuidava como um irmão mais velho faria, e para melhorar ainda mais a situação, demonstrava ter um carinho muito grande por Hanabi.

    O Inuzuka estivera lá na primeira vez que a morena ouviu ser chamada de “cega inútil” por Hiashi; na primeira vez que ela e Neji brigaram; quando Hanabi, movida pela raiva, lhe xingara; quando o pai lhe dera um tapa na face; em seu primeiro dia de aula, um ano após ele ter entrado na escola. Sobretudo, estivera lá quando a adolescência da jovem Hyuuga iniciou-se.

    Nos dias atuais, Hinata gostava de Kiba ter sido a primeira pessoa que ela beijara — aos treze anos, de forma desajeitada dentro do ginásio vazio. Sentia-se bem com aquilo, e apesar do amigo tê-la amado durante dois anos, sabia que agora ele estava livre dos sentimentos — e a Hyuuga sempre sentiu-se triste por não poder retribuir ao amor que ele dizia ter por ela.

    Ao entrarem em casa, os sapatos de Neji que ela tropeçou na entrada indicavam que ele já havia chegado, assim como Hanabi. Rumou para cozinha com os passos mais leves, feliz por movimentar-se em um local mais conhecido por seus sentidos.

    — Kiba-kun, irei fazer o almoço. — Deu um sorriso tranquilo e titubeou os olhos até focá-los no amigo. — Se importa de comer esse horário?

    — Hinata-chan, toda a hora é hora de comer. — Piscou e pigarreou, assumindo o método da irmã mais nova da garota. — Eu pisquei. Só para você saber.

    — Você tem andado muito com a Hanabi, Kiba-kun. — Deu uma gargalhada, acompanhada do Inuzuka.

    — Ah, a ideia dela é ótima. — Afastou uma cadeira e sentou-se de forma preguiçosa. — Se eu não fosse um zero à esquerda com comida, te ofereceria ajuda.

    — Está tudo bem. — Balançou a cabeça de leve e prendeu os cabelos. — Vou apenas fazer um yakimeshi² e uma salada sunomono³. Tudo bem?

    — Ah, Hinata-chan! — Pulou da cadeira e beijou a amiga no rosto, de forma exagerada. — Por isso que eu venho te visitar.

    — Interesseiro! — Ameaçou-o com a colher de pau que segurava, e o moreno afastou-se risonho.

    Enquanto Hinata cozinhava com uma destreza inimaginável para qualquer pessoa, Kiba lhe observou por curtos minutos. Os cabelos tão longos como nunca lhe caíam pelas costas como uma cascata negro-azulada, a cintura fina contrastava com o quadril largo e as pernas se moviam com sutileza — era como se ela dançasse pela cozinha.

    Riu-se ao lembrar das últimas vezes que estivera ali. Pegou o celular e, antes de iniciar seu verdadeiro propósito, tirou uma foto da Hyuuga — meio desfocada. Em seguida, ligou em uma música animada que ela estava sempre ouvindo em dias felizes.

    Demorou menos de três segundos para ela começar a dançar e cantar, rodopiando de forma desajeitada, mas muito bela, pela cozinha.

    Sempre que a via assim, o Inuzuka se perguntava como ela poderia fazer tal coisa. Nem mesmo ele, que tinha uma visão estupenda, conseguia cozinhar, cantar, dançar e rodopiar pela cozinha sem esbarrar em nada.

    A Hyuuga era extremamente sensitiva. Conseguiria reconhecer as pessoas que convivia pelo cheiro e pelo barulho dos passos. Algumas vezes, até mesmo professores ela conseguia reconhecer.

    — Kiba-kun! — De repente, a bela garota cobriu sua visão, bem perto de si. — Venha, vamos dançar.

    — E a comida, Hinata-chan? — Desviou os olhos para onde ela se encontrava anteriormente.

    — O arroz está cozinhando. — Piscou para ele de forma desajeitada e o moreno finalmente cedeu, levantando-se.

    Ambos começaram a dançar de forma animada, girando juntos pela cozinha — com o Inuzuka tropeçando nos próprios pés ou esbarrando em algum móvel lustroso.

    Eles fingiam dançar uma valsa improvisada e que não combinava nada com o pop animado que vinha dos alto falantes do celular já esquecido sobre a mesa. Vez ou outra ambos riam alto, mas logo voltavam a dançar e cantar.

    A garota amava aqueles momentos. Com Kiba, ela poderia ser verdadeira — despejar suas angústias, certezas e incertezas. E, acima de tudo, ela podia focar suas duas pérolas onde sabia que os olhos do amigo se encontravam; ele sempre ressaltara que amava os olhos de Hinata, e que não havia motivo algum para ela ter vergonha deles.

    Precisava ser sincera e assumir que, durante todos os dois anos que Kiba passou amando-a, ela tentou, inutilmente, se apaixonar pelo amigo. Quando notou que não conseguiria, ele pareceu entender e não se deixou abalar por isso — continuaram com a mesma amizade de sempre.

    Pareciam um casal. Hinata ouvia isso quando saíam juntos e ficava vermelha como um tomate. Kiba sempre ria, dizendo que a morena havia o rejeitado — mas não parecia possuir um pingo de ressentimento.

    Quando a música acabou, ambos pararam, ofegantes e abraçados um no outro. Hinata sentia o suor escorrer por sua testa e, ao apoiar a cabeça no peito do amigo, conseguia notar o quanto o coração estava acelerado pelo esforço recém feito.

    — O arroz, Hinata-chan. — O Inuzuka viu o desespero estampado nos olhos perolados antes de ela correr desajeitada até o fogão.

    — Quase queimou! — Resmungou, desligando o fogão e voltando a fazer o que precisava.

    — Onee-chan, você chegou! — Hanabi entrou na cozinha animada, com os braços abertos para ir abraçar a irmã, até notar a presença do Kiba. — Ei, seu palerma!

    — Oi pra você também, Hanabi-chan. — Deu seu maior sorriso cara-de-pau, enquanto a pequena ia até si com passos ameaçadores.

    — Como ousa aparecer aqui, hein? — As bochechas estavam vermelhas pela raiva e os olhos perolados mantinham-se selvagens. — Prometeu que me ensinaria física, e não deu as caras.

    — Era época do torneio de futebol. — Ele resmungou numa falsa chateação. — Não grite comigo, Hana-chan.

    — Além da onee-chan, tive que pedir ajuda para Konohamaru. — Cruzou os braços, mantendo o peso sobre apenas uma perna.

    — Kono quem? — Os olhos se estreitaram, num visível desconforto.

— Meu colega de classe. — Sorriu traquina. — K-O-N-O-H-A-M-A-R-U.

— Eu posso te ajudar da próxima vez. — Decretou com as feições emburradas. — Não. Definitivamente, eu vou te ajudar.

— Sim, sim. — Hinata passou por eles com duas tigelas. — Vamos sentar para almoçar. — Largou os objetos sobre a mesa, que já tinha copos e talheres sobre. — Você e o nii-san já comeram?

    — Não. — Hanabi bufou emburrada e colocou as outras duas tigelas, já servidas, sobre a mesa. — Ele tentou fazer algo. Mas queimou e foi tudo fora.

    — Quer… Chamá-lo? — Hinata parecia hesitante e implorava, mentalmente, que Hanabi aceitasse ir chamar o primo.

    — Quero colocar minha conversa em dia com o Kiba-kun. — Sorriu largo. — Eu estou sorrindo para tentar te convencer.

    — Vocês andam passando muito tempo juntos. — Bufou irritada e alisou a saia do uniforme. — Volto já.

    Subiu as escadas com cuidado e parou na primeira porta à esquerda, antes de dar duas sutis batidas e chamar pelo garoto. Como ele não respondeu, ela entrou calmamente e, com os ouvidos aguçados, ouviu a respiração calma, indicando que ele dormia.

    Aproximou-se com passos incertos, pensando que era errado invadir assim a privacidade do primo. Estendeu as mãos até tocar o corpo adormecido e ouvir um baixo resmungo vindo de Neji.

    Deu uma risada baixa e tateou o rosto delicado; o nariz fino, as bochechas marcadas, os lábios quentes e macios. Seguiu para os longos cabelos escuros espalhados pela cama e tocou os ombros musculosos e desnudos.

    Hinata quase engasgou-se ao notar que o primo estava sem camiseta.

    O Hyuuga adormecido, aos poucos, abriu os olhos, sendo despertado pelas carícias suaves — e cócegas provocadas pelas pontas de um longo cabelo cor-de-corvo.

    Hinata.

    — Hinata? — Verbalizou, sentindo-se um tanto tonto pelo sono.

    — N-N-Neji-niisan? — Afastou-se rapidamente, vermelha como um tomate. — Vim chamar para comer. Hana-chan disse… Ér… Disse que não comeram.

    — Obrigado. — Sentou-se e deu um sorriso lateral ao ver seu próprio estado; apenas de boxer preta, ressaltando o volume que começava a formar-se pela excitação recente.

    — C-Coloque uma blusa antes de descer. — Resmungou, já perto da porta.

    — E uma calça também? — Brincou, apenas para ver a Hyuuga ficar ainda mais vermelha.

    — O… Hã… O q-que? — Ela não soube para onde desviar os olhos, então baixou até seus pés. — A-Apenas se vista, nii-san.

    O que diabos havia sido aquilo tudo?

.

   Na sexta-feira, Hinata já estava sentindo-se incomodada de ir sozinha para a escola e sentar ao lado de Sasuke, que parecia cada vez mais retraído em si mesmo — e não tinha intimidade alguma com ele para puxar um assunto decente.

    Naquele dia, Kurenai entrou na sala de forma animada, ela lecionava biologia e tinha um carinho muito grande pela Hyuuga.

    — Hoje abrem as inscrições para entrarem nos clubes. — A morena ditou e direcionou os olhos vermelhos para Hinata. — Seria importante se todos entrassem. E claro, as atividades dos clubes darão pontos extras nas matérias.

    — Todos os clubes têm novas vagas, professora? — Shion perguntou com a voz arrastada.

    — Acho que você terá que continuar no coral. — A Yuuhi brincou. — O clube de líderes de torcida não abriu novas vagas, Shion.

    — Maldita Karin. — Resmungou a loira, contrariada.

    — E você, vai entrar em algum clube, Hinata? — A voz rouca tirou a morena de seus pensamentos.

    — Eu… — Suspirou. — Quis entrar no clube de literatura ano passado. Mas eles não têm livros em braille.

    — E você não tem outra opção? — Sussurrou, enquanto a professora iniciava sua aula.

    — Eu gosto de teatro. — Admitiu, as bochechas vermelhas. — Mas eu tenho muita vergonha, e talvez eles também não tenham suporte para alguém como eu.

    — Tente. — Incentivou, apoiando a mão forte sobre o ombro pequeno. — Eu te acompanho.

    — Eu… Não posso ficar lá sozinha. — O calor que sentia onde Sasuke mantinha a mão era constrangedor. — Não conheço ninguém do clube de teatro.

    — O que eu estou tentando lhe dizer… É que posso participar do clube com você. — A voz saíra em um fio; ele, Uchiha Sasuke, estava se oferecendo para fazer companhia a ela em um maldito clube.

    — N-Não posso aceitar, Sasuke-san! — Curvou a cabeça levemente, porém em um gesto urgente.

    — Ao final da aula, iremos até lá. — Assegurou, afastando a mão do ombro alheio.

    O intervalo chegou e, com ele, a correria que os alunos provocavam nos corredores da escola. Mas Hinata não se moveu um centímetro sequer — manteve-se ali, mirando o nada e respirando calmamente.

    Sasuke lhe chamara a atenção duas vezes, mas ela mantinha-se longe — e pensando na proposta do Uchiha mais cedo.

    — Hina-chan! — Ino gritou próximo ao seu ouvido, assustando a morena.

    — Não precisa gritar, Ino-chan! — Resmungou e empurrou o rosto da amiga para longe de si. — Estou indo!

    — Estamos te chamando faz meia hora. — Neji murmurou em seu timbre irritadiço.

    — D-Desculpe, Neji-niisan. — Fez uma leve e sutil reverência, já de frente para o mais alto. — Estava pensando no clube.

    — Qual clube, Hinata? — Ele estreitou os olhos, e Temari se colocou ao lado dele.

    — Neji, deixe a Hinata. — Murmurou apenas para o moreno.

    — Fique quieta. — Bradou para a loira. — Isso é entre eu e ela. — Pausou.    — Está pretendendo entrar em algum clube? — Questionou novamente, desta vez, em um tom sarcástico.

    — N-No de teatro, Neji-niisan. — Sentia um nó na garganta e a respiração estava acelerada.

    — Como pensa participar do clube de teatro? — Ele parecia visivelmente descrente. — Não posso lhe acompanhar lá. Tenho meus treinos.

    — Eu vou acompanhar Hinata. — A voz do Uchiha surpreendeu a todos, sobretudo, Sakura.

    — M-Mas Sasuke-kun você não gosta de teatro e… — A rosada começou com o tom manhoso.

    — Quem lhe deu essa informação? — Mirou os olhos verdes. — Você não conhece um terço do que me tornei, Sakura.

    — Você vai acompanhar minha prima? — Neji soltou uma risada anasalada. — Ah, me poupe.

    — Neji, chega. — Temari segurou seu braço de forma sutil, mas ele se desvencilhou.

    — Eu já disse que isso não envolve vocês. — Fuzilou os amigos com os olhos perolados.

    — Mas isso se torna algo para nós no momento em que quer proibir nossa amiga de entrar em um simples clube. — Gaara se colocou entre ele e Hinata. — Se toca, Neji!

    — Façam o que desejarem. — Bufou e seguiu seu caminho, passando pela prima.

    Todos continuaram imóveis depois que Neji saiu da sala.

    Então, Hinata fez o que achava correto naquele momento. Girou sobre os calcanhares bem treinados, desviando do corpo do Uchiha atrás de si e saiu correndo.

    Correu.

    Correu sem contar os passos, sem ouvir os sons com atenção e esbarrando em diversas pessoas pelo corredor.

    Alcançou o terraço com dificuldade, tropeçando nos degraus da escada que lhe levariam para seu lugar preferido da escola.

    E gritou. Gritou tanto quanto conseguiu. E sem nem mesmo entender o porquê.

    Gritou por Neji, por Sasuke, por Sakura e, sobretudo, pela escuridão que lhe engolia cada vez mais a cada dia.

 


Notas Finais


O QUE ACHARAM DESSA AMIZADE KIBAHINA MARAVILHOSA? Eu, particularmente, não shippo os dois, mas vejo uma amizade incrível que eu posso desenvolver. <3

Rilke¹ = É um poeta MARAVILHOSO. E o livro citado foi a publicação póstuma dele! Bem interessante <3
Yakimeshi² = É um prato de arroz, feito com cenoura, ovos, flocos de peixe bonito e tudo mais que se tiver por casa. haha
Salada sunomono³ = É uma salada de pepino japonês agridoce. Outros ingredientes da salada também são shoyu e gergelim.

Gente, espero mesmo que vocês tenham gostado! E deixem a opinião de vocês.
AH, ESTÃO MUITO CURIOSOS COM O TAL BEIJO? Siiiim, vocês não se enganaram: o capítulo da festa acabou quando Sasuke ajudou a Hina, o beijo aconteceu depois e vocês ficarão curiosos até semana que vem ainda! <3

Beijão!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...