História In your eyes - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kiba Inuzuka, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Gaaino, Narusaku, Sasuhina, Shikatema
Visualizações 171
Palavras 4.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OI MINHA GENTE!
Sei que atrasei de novo o capítulo, mas prometo que a partir de hoje os capítulos saírão semanalmente. <3 Sem mais atrasos. haha
Irei responder os comentários lindos de vocês agora mesmo!
Espero que gostem e aproveitem!
Beijão

Capítulo 9 - 08. With Pleasure


Fanfic / Fanfiction In your eyes - Capítulo 9 - 08. With Pleasure

E que minha loucura seja perdoada

Porque metade de mim é amor

E a outra metade… Também.

Oswaldo Montenegro

 

.

 

Ino suspirou e cruzou os braços abaixo do busto mediano, claramente irritada e entediada de estar ali. Claramente era um péssimo dia para ter decidido ir na aula.

Para piorar toda sua situação perturbadora, sua cabeça trabalhava incansavelmente, pensando sobre Sai e Gaara. Ela sequer estava interessada em um romance naquele momento, sua mente deveria se manter mais calma.

A diretora dava um de seus longos avisos sobre normas de condutas da escola, uso dos uniformes, notas baixas e drogas — algo totalmente normal para a época do ano em que estavam. A Yamanaka se perguntava quantas vezes mais teria que ouvir a Senju repetir aquele discurso. Ela não achava nada de novo para dizer, usando as mesmas palavras que Ino ouvira a primeira vez no início do ano passado, quando fora admitida para cursar o primeiro ano ali.

Ela desejou ter mais um pouco dos chocolates recebidos no White Day, mas já havia se passado uma semana, e não sobrara um sequer.

Acomodada de forma ereta ao lado do preguiçoso Shikamaru, ela conseguia visualizar a cabeleira vermelha um pouco mais para baixo, sentado perto de seus amigos. Sai encontrava-se oito lugares depois do Sabaku, e ambos pareciam alheios um ao outro, já que não eram próximos.

O que ela estava pensando, afinal? Gaara nunca teria olhos para ela. Estava cansada desde sua infância a observar o Sabaku e vê-lo dedicar toda sua atenção à qualquer coisa que não fosse si mesma — esportes, sua irmã, guitarra, seus amigos e ela.

Hinata sempre estivera em primeiro plano na vida de todos os amigos, inclusive na da própria Yamanaka, que abdicou muitas de suas vontades para ajudar a Hyuuga.

Ino lembrava-se claramente de quando Hinata insistira que queria participar do clube de culinária, mas que não podia ir sozinha. A loira estava tão focada em finalmente conseguir a atenção de Gaara que fora categórica ao dizer que não poderia acompanhá-la pois participaria do clube de vôlei.

No fim, Hinata não participou de clube algum, recebeu notas baixas por não ter os pontos extras obtidos por atividades extracurriculares e Gaara sequer lhe notara, mesmo quando Sakura e ela venceram o torneio de duplas no verão passado.

Não podia culpar Gaara por se dedicar tanto aos esportes, cuidar de Hinata e ser próximo de sua irmã. Sabia o quanto ele havia sofrido ao perder os pais, o quanto o esporte ajudou-o a fugir da depressão e o quanto Hinata fora a luz na vida do Sabaku.

Afinal, Hinata era a luz na vida de todos.

Mesmo cega e com todas suas dificuldades, a Hyuuga nunca pensou duas vezes em passar por cima de todos seus sonhos para acompanhar algum amigo em momento difícil.

Ela desejava estudar em uma escola especializada para cegos, onde com toda a certeza ela não precisaria se adaptar tanto quanto ali. Sakura mostrou-se mais afetada com isso do que qualquer uma das três amigas planejavam, e a morena não pensou duas vezes antes de desistir da vaga e ir estudar ali, onde as dificuldades eram ainda maiores.

Hinata era um anjo, com toda sua bondade e beleza — faltavam apenas as asas.

Feria-lhe o coração que Gaara sequer lhe observasse, mas ele estava em boas mãos, afinal. Não poderia reclamar.

Ela era apenas Yamanaka Ino, a promíscua aluna do segundo ano que distribuía sorrisos — e outras coisas mais — para todos os garotos que conhecia.

Ino sempre fora próxima de Sakura, assim como suas mães. Ambas discordavam em muita coisa, então fora difícil convencer a rosada a deixar o passado para trás e se aproximar de Hinata, já na adolescência. A tímida garota sempre rodeada de gente, protegida pelo primo e mesmo assim tão sozinha.

Amava-a como amaria uma filha — mesmo com a pouca idade. Ino duvidava que existisse um sentimento mais forte do que o dela sobre Hinata. Então, via-se tentada a afastar todo o mal da jovem Hyuuga.

Fora a loira que que, aos doze anos, batera em duas garotas que lhe encurralavam no banheiro e diziam coisas maldosas. Desde então, a Yamanaka passou a ressaltar o quanto Hinata era amada.

Sempre fizera questão de mostrar para ela que era bonita, inteligente e querida. Ressaltava seus pontos fortes e se permitia ficar feliz pelas conquistas da amiga. Quando Hinata encarou uma séria depressão por causa de Hiashi, esteve ao seu lado. E quando ela se aproximou de Gaara, não seria diferente.

Hinata sabia dos sentimentos controversos que a Yamanaka cultivava sobre o ruivo — e também sobre Sai. Porém não havia motivos para odiar a Hyuuga, ou se afastar dela, como Tenten parecia fazer a cada dia daquela semana que se passava.

Alguma coisa estava acontecendo, e ela esperava a hora que Hinata iria ceder e chorar em seu colo, como sempre fizera. E ela iria lhe acolher de braços abertos, como todas as vezes que a Hyuuga precisara de apoio.

 

— Ino, está dormindo de olhos abertos? — Shikamaru passou a mão na frente dos olhos azuis esverdeados da amiga.

— Desculpa, Shika. — Deu uma risada sem graça e cutucou o amigo com o cotovelo. — Estava pensando comigo mesma.

— Sobre? — Ao ver a expressão confusa da Yamanaka, desistiu. — Esquece. Vocês, mulheres, são muito complicadas.

— Do que estava falando antes? — Os olhos focalizaram um ponto qualquer acima da diretora, que ainda falava ao microfone.

— Eu e Temari marcamos um encontro. — Um sorriso debochado se fez presente. — Ou quase isso, sei lá.

— É um encontro ou não é. — Ino revirou os olhos e soltou um longo suspiro cansado.

— Eu vou encontrá-la na boate. — Deu de ombros e recostou-se um pouco para trás. — Na sexta-feira.

— Que coisa ótima ver que estão se acertando. — Esticou-se e apertou as bochechas finas do amigo.

— É. — Confirmou com um aceno leve de cabeça. — Mas essa loira é complicada. Hoje mesmo ela me mandou manter distância.

— Temari-chan é assim mesmo. Tenha paciência. — Ela observou a mulher, sentada ao lado de Hinata, longe de ambos.

— E você, algum progresso com Sai? — Desviou a atenção para a loira ao seu lado.

— Depois daquela… Quase transa que tivemos, ainda não consegui falar com ele. — A Yamanaka deu um longo suspiro e ajeitou os cabelos presos.

— E Gaara? Tentou se aproximar dele? — O Nara continuou, agora mirando o teto do ginásio.

— Nem tentei. — Declarou e apoiou a cabeça no ombro do moreno. — Acho que as coisas com Hinata ainda incomodam a cabeça desse ruivinho.

— É provável. — Shikamaru assentiu e acariciou as costas da amiga com a canhota. — Bom, um dia de cada vez.

 

Distante dos dois amigos que conversavam, Hinata tentava não se acanhar estando no meio de tantas pessoas — não que alguém prestasse atenção em si naquele minuto, além de Temari que estava ao seu lado.

Porém a morena estava cada vez mais constrangida e vermelha. Haviam trocado não mais que cinco palavras, o que era normal por parte da Sabaku. Porém o silêncio esmagador entre ambas tirava todo o ar existente nos pulmões da Hyuuga.

Fazia uma semana desde que beijara o primo pela primeira vez, e desde então dera, no mínimo, um beijo nele em cada um dos dias que se seguiram.

Precisava contar para alguém, mas não tinha ideia se podia conversar com Sakura sobre isso — a rosada parecia cada vez mais cética sobre os assuntos da Hyuuga. Tenten estava fora de cogitação, era óbvio. E Ino parecia muito ocupada passando horas divagando com Shikamaru e Sakura, e lutando com seus conflitos internos.

 

— O que tem acontecido, Hina? — A voz forte da Sabaku fez seu coração parar por um segundo. — Está na cara que precisa conversar.

— Eu estou fazendo algo muito errado. — Declarou após um longo tempo em silêncio, ponderando sobre contar ou não sobre o que acontecia. — E não sei como me sentir sobre isso.

— Matou ou assaltou alguém? — A loira deu uma leve gargalhada, enquanto Hinata negava veemente com a cabeça.

— N-Na verdade… — Respirou fundo e com calma, para conter a onda de ansiedade que lhe consumia. — Promete que não irá me julgar?

— Hinata. — Segurou a mão da garota com carinho. — Eu lhe apoiei em todas suas escolhas e me abri com você quando precisei. E outra, eu não posso julgar os atos de ninguém. Você me conhece o suficiente para saber as coisas que já fiz.

— Eu estou… Hã… F-Ficando com o Neji-niisan. — A voz escapou aguda e fina, mas muito baixa.

— Certo. — A loira arqueou uma sobrancelha, curiosa. — Primeiro, como isso foi acontecer?

— Eu… Ele… Se declarou no White Day. — Cuspiu as palavras, sentindo o peso em seus ombros diminuir. — E me beijou.

— E desde segunda passada vocês estão nisso, então? — A Sabaku parecia impressionada. Mas fazia questão de esconder isso na voz.

— S-Sim. — Soltou um suspiro, os olhos baixos. — Fico mal pela Tenten, mas…

— Olha Hina, eu vou ser sincera. Estava na cara que o Neji gostava de você. — Pareceu pensar, antes de continuar. — Vocês tendo… Essa coisa, ou não, não mudaria o fato que ele não namoraria a Tenten. Aproveita a vida, Hina. Pare de carregar todos em suas costas.

— M-Mas Tema-chan… — Ela iria protestar, mas fora interrompida.

— Sem mas! — Apertou a mão delicada entre as suas. — Você merece ser feliz também.

— Ai, Tema-chan. — Agarrou a amiga, abraçando-a pelos ombros. — Obrigada. De verdade.

— Certo, certo. — Deu duas batidinhas nas costas da Hyuuga antes de ela se afastar. — E Sasuke?

— O que tem o Sasuke-kun? — A face inocente deixou claro para Temari que Hinata não sabia do que se tratava.

— Nada. — Respirou fundo. — Apenas aproveite sua vida. Seja com Neji, com Gaara, com Sasuke, com… Sei lá. Naruto, ou outras garotas. Apenas se dê ao luxo de se divertir uma vez na vida.

 

.

 

Quando o professor de história, Yamato, chamou os alunos com notas baixas para conversarem, Hinata não esperava ser uma das convocadas até a mesa dele. Porém era palpável sua dificuldade na matéria, não poderia negar isso.

Neji, que estava novamente sentado ao seu lado depois dos acontecimentos daquela semana, murmurou um “relaxe” para ela, enquanto a garota se afastava os onze passos até a mesa de Yamato.

Ninguém mais parecia prestar atenção além de Neji e Sasuke, que cuidavam cada passo que ela dava, mas o constrangimento fazia a face da Hyuuga avermelhar-se enquanto percorria o curto caminho.

 

— Hinata, eu tenho noção do seu esforço, mas esse ano você tem mostrado uma dificuldade ainda maior com a disciplina de história. Há algo acontecendo? — Yamato falava tudo com calma, vendo a aluna parada em sua frente com os olhos baixos.

— Eu… Apenas tenho muita dificuldade para entender história. — Frisou, sentindo as bochechas quentes e o nervosismo lhe corroer. — Há termos complicados no livro deste ano, e nem sempre acho o que preciso em braille.

— Certo. Eu irei considerar isso é tentar lhe ajudar de alguma forma. — Assentiu, anotando algo em sua folha. — Recomendo que peça ajuda para Gaara, ele tem as melhores notas em história e pode lhe ajudar a ir melhor na próxima prova.

— O-Obrigada, Yamato-sensei. — Fez uma leve mesura e saiu dali com passos calmos, indo para seu lugar.

— Está tudo bem, Hinata? — Neji inclinou-se para ela quando a garota sentou-se ao seu lado.

— Yamato-sensei disse para eu estudar com Gaara-kun. Minhas notas em história estão baixas. — Fez um pequeno bico, em direção ao primo.

— Eu poderia lhe beijar agora mesmo. — Sussurrou próximo a audição alheia, fazendo a garota quase engasgar-se.

— N-Neji-niisan! — Repreendeu-o, empurrando o corpo do primo para longe de si.

— Desculpe, desculpe. — Deu uma gargalhada gostosa e apoiou o rosto sobre a mão, observando a prima.

 

Ela estava cada dia mais bonita. Sempre que ele se aproximava ou investia, as bochechas tomavam aquele tom róseo que ele tanto adorava. Os olhos, vez ou outra, brilhavam.

Ela parecia, enfim, mais ela. Antes de tudo acontecer.

Tinha noção que em nenhum momento Hinata lhe dissera que também estava apaixonada por ele, mas apenas poder aproveitar ao lado da prima já era o suficiente. Esporadicamente beijá-la era mais do que ele havia pensado que conseguiria durante toda a vida.

E mesmo que não tivessem falado nada sobre um relacionamento, ciúmes e exclusividade, Neji não tinha vontade de tocar mais ninguém. Não queria saber se ela beijava, ou tinha vontade, de beijar outros. Pensava no agora.

E bom, talvez Hyuuga Neji estivesse cego de paixão.

 

.

 

Naquele dia em especial, Hinata se mantivera na sala de aula com as amigas durante o intervalo. Não estavam com fome e nenhuma das três precisavam falar com alguém de seus clubes — fora a preguiça de saírem de suas cadeiras confortáveis.

A conversa estava animada, mesmo que a Haruno parecesse um tanto distante. Ino não parava de tagarelar sobre o torneio em duplas de vôlei que aconteceria na semana seguinte, onde ela e Sakura participariam como uma das duplas favoritas ao pódio.

Enquanto as duas embarcavam em uma conversa cheia de termos técnicos do esporte, a Hyuuga caçou sua bengala dentro da bolsa de couro. Quando a achou, pigarreou para chamar a atenção.

 

— Preciso ir ao banheiro. — Levantou-se e deixou a bengala retrátil tomar seu tamanho. — Volto em dois segundos.

— Quer que a gente vá junto? — A Yamanaka se pronunciou após uma longa olhada de Sakura.

— Não precisa! — Fora rápida em dizer, com um sorriso delicado no rosto. — É no final do corredor, apenas.

— Qualquer coisa, grite. — A rosada brincou, os lábios crispados em um sorriso simpático.

 

Hinata saiu em direção ao banheiro e ciniciou os cinquenta e sete lentos passos.

O andar estava vazio, de forma que o corredor mantinha-se silencioso e ela podia ouvir, com clareza, o barulho de seus sapatos e da bengala no chão polido. Não demorou para alcançar a porta do recinto, passando as mãos delicadamente sobre a plaquinha de metal, para garantir que estava no lugar certo.

Banheiro feminino.

Entrou e soltou um suspiro profundo. Pelo silêncio, podia notar claramente que o local estava igualmente vazio, lhe fazendo agradecer mentalmente.

Entrou em uma das cabines e, quando já estava ajeitando sua saia, ouviu alguém entrar. A pessoa pareceu andar pela extensão do banheiro e, enfim, estancar os passos. Então, Hinata saiu de sua cabine.

 

— Estava te procurando. — A voz de Shion, cortante, se fez presente no local antes silencioso.

— E-Eu? — Perguntou por instinto, aliás, não era normal a loira lhe procurar.

— Além de cega é surda? — A gargalhada lhe agrediu os ouvidos, enquanto notava a garota se aproximar.

— D-desculpe! Eu apenas fiquei surpresa. — Sussurrou quando a loira já encontrava-se em sua frente, de forma que conseguia sentira a respiração alheia contra seu rosto.

— Eu te achava uma verdadeira sonsa, Hinatinha. — Shion enrolou uma mecha escura do cabelo alheio em seu dedo indicador. — Mas agora vejo que não é.

— O… O que quer dizer com isso, Shion-san? — Sua voz escorregou aguda demais e Hinata se repreendeu mentalmente.

— Ah, Hinata. Pensa que eu esqueci? — Ela sorria e desejava que a Hyuuga pudesse notar o sorriso de escárnio. — Kiba estava aos seus pés quando éramos mais novos. Depois, teve aquela… Coisa com o Gaara-kun, e agora, está se envolvendo com Neji.

— N-Neji-niisan é meu primo! — Defendeu-se, os olhos perolados se esbugalhando de puro horror. — Não sei do que está f-falando.

— Não, isso comigo não rola. — Deu de ombros, segurando o braço alheio com força. — Eu sei que está se envolvendo com seu priminho. Ouvi vocês conversando essa semana.

— N-Nada disso é da sua conta, S-Shion. — A voz esganiçada começava a lhe incomodar profundamente.

— Ah, óbvio que é. — A gargalhada alta assustou Hinata. — O próximo será Sasuke-kun? Já faz gato e sapato dele quando eram mais novos mesmo!

— Sasuke é meu amigo! — O rosto da morena começava a adquirir um tom avermelhado pela raiva.

— Eu conheço essa história. — Mais uma gargalhada estridente. — Sabe que as coisas não mudaram, Hinatinha. Ele continua te odiando.

— V-Você não sabe sobre o que está falando. — Sussurrou, fechando os olhos com força.

— Óbvio que eu sei. — Segurou o queixo da Hyuuga, erguendo levemente sua cabeça. — Todos nós temos pena de você, ceguinha.

— Eu preciso ir. — Virou-se de costas, pronta para deixar o recinto que parecia lhe sufocar.

— Não, de jeito nenhum. — Puxou-a para perto de si novamente. — Me prometa que ficará longe de Sasuke.

— Eu não pos... — Começou, sendo interrompida por um aperto ainda mais forte.

— Prometa! — O grifo soou estridente, de forma que fez a morena encolher-se.

— P-Prometo!

 

Pronta para sair dali, Hinata surpreendeu-se ao sentir um tapa estalado em sua face. A vermelhidão fora imediata, marcando os cinco dedos em seu rosto, e ela sentiu o nó em sua garganta intensificar-se. Estava prestes a chorar, e quando Shion lhe agarrou os cabelos, as lágrimas quentes escorreram por seu rosto.

Estava desnorteada e, quando sentiu o segundo tapa, soltou um resmungo doloroso. Suas pernas amoleceram e, quando a loira lhe largou, saindo dali, o corpo despencou e, ao bater a cabeça na pia de mármore, sentiu uma dor intensa e algo quente escorrer pela lateral de seu rosto.

Era sangue.

Levantou com calma, sentindo-se tonta e desnorteada. Tinha certeza que não conseguiria achar sua bengala, e que suas amigas não ouviriam caso ela tentasse gritar. Mas mesmo assim, ela não conseguia emitir som algum além de sussurros desconexos.

A porta se abriu bruscamente e Hinata encolheu-se, esperando pelo restante da humilhação, que não veio.

O cheiro característico de pimenta e anis invadiu seu olfato, e ela notou, agradecida e assustada, que era Gaara ali. Ele logo lhe envolveu com braços fortes e protetores, puxando o corpo pequeno para si. A Hyuuga apenas enterrou o rosto no peitoral do ruivo.

 

— Sangue, Gaara. — Foi a única coisa que conseguiu sussurrar.

— Está tudo bem, meu anjo. — Acariciou os longos cabelos cor-de-corvo da menor. — Vamos limpar isso.

— O que estava fazendo aqui? — Murmurou quando ele abaixou-se para juntar e dobrar a bengala retrátil.

— Estava indo para a sala. Sakura me disse que você veio ao banheiro. — Secou o sangue que escorria pela lateral do rosto alheio. — Eu vi Shion saindo enquanto falava no celular.

— O-Obrigada. — Murmurou com os olhos fechados fortemente. — Eu… Não sei o que faria se você não tivesse chegado.

— Sabemos que Tsunade não irá fazer nada. Infelizmente, o pai de Shion é muito influente. — Passou as mãos pelos fios ruivos, frustrado. — Apenas… O que ela queria?

— Estava irritada. Por tudo. — Os olhos estavam fixos no chão, como sempre perdidos. — Por você, por Sasuke, por Neji-niisan. Eu… Não entendo, Gaara-kun. Nunca fiz nada para ela.

— Algumas pessoas são o que são, Hinata. — Ele beijou-lhe a testa de forma casta. — Aqui.

 

Ele colocou sobre o corte da testa um curativo rosa bebê com flores miúdas.

Desde que Hinata caira no jardim da escola dois anos atrás, ele adquiriu o hábito de andar com curativos dentro do bolso da calça social do uniforme. Hinata lhe fizera adquirir muitas manias.

Era um costume bobo, mas que lhe fazia dormir um pouco melhor todas as noites.

 

— Vamos? A aula logo vai começar. — Segurou a mão da garota, enquanto a outra carregava a bengala encolhida.

 

O menear de cabeça fora leve, mas o suficiente para que o Sabaku entendesse o sinal positivo e saísse dali.

Obviamente, seria um caos se alguém notasse que ele saia do banheiro feminino, ainda mais acompanhado de Hinata. Mas a sorte parecia sorrir para ambos e o corredor ainda estava vazio, como anteriormente.

Tudo ficaria bem.

 

.

 

Hinata entrou em casa e soltou um suspiro longo. O dia no clube havia sido cansativo, então dissera para Neji não lhe esperar e acompanhar Hanabi para casa. Suas pernas estavam doloridas pelo tempo que ficara em pé e pelos exercícios que Guren havia passado naquela tarde.

O local estava estranhamente silencioso, e ao ir para seu quarto, descobriu que Hanabi dormia e que Neji jogava videogame. Então a Hyuuga preferiu ir tomar um bom banho morno para, mais tarde, começar a preparação do jantar.

Hiashi estava fora faziam dois dias — de acordo com a Hyuuga mais nova, em uma viagem de negócios na Austrália.

A água morna lhe permitiu relaxar e soltar diversos suspiros de satisfação, enquanto a maior parte do cansaço era levado pela água ralo abaixo. Quando terminou, saiu do banheiro aquecido apenas enrolada em uma toalha, com os longos cabelos índigos caindo por seus ombros.

Estava parada na porta do guarda-roupas, passando a destra lentamente entre as roupas, até encontrar algo que queria.

Mas fora incrivelmente surpreendida e um grito sufocou-se em sua garganta ao sentir a respiração quente tocar seu pescoço, arrepiando todos os pelos de seu corpo.

 

— Hinata. — A voz de Neji saira rouca, um leve indício de excitação em seu tom.

— N-Neji-niisan? O que faz aqui? — Virou-se rapidamente e, ao tocar com uma das mãos o corpo alheio, notou que ele estava sem roupas superiores. — C-Coloque uma roupa!

— Não sabia que estava no banho. — Justificou-se e grudou ainda mais o corpo da prima contra o guarda-roupas. — Pensei em aproveitar que Hanabi está dormindo.

— P-Preciso fazer o jantar, nii-san. — Sussurrou. Ainda faltavam algumas horas para de fato iniciar o jantar, mas sentia-se hesitante.

 

Ele não lhe deixou protestar novamente; grudou os lábios quentes aos macios da prima e ambos fecharam os olhos lentamente, apreciando a sensação. A Hyuuga até mesmo conseguira esquecer o fato de estar apenas de toalha na frente do primo.

O ósculo aprofundou-se segundos depois, tornando-se urgente e necessitado. O corpo de Neji implorava por um pouco mais de contato, e Hinata sentia o corpo tremer ansiosamente. Não sabia distinguir o que sentia, mas era algo bom — e, ao mesmo tempo, agoniante.

Quando as mãos firmes tocaram a pele desnuda de seu pescoço, um ofego baixo escapou pelos lábios da azulada e os corpos se juntaram ainda mais, tendo apenas o tecido fino da bermuda do garoto e a toalha para impedir o contato que seus corpos tanto desejavam.

Ela agarrou-lhe a cintura, cravando as unhas não muito longas na pele exposta e ele afastou-se um pouco, para deixar um suspiro baixo ressoar pelo cômodo. Em seguida, as mãos desceram pelo corpo curvilíneo, afastando a toalha e fazendo o tecido felpudo ir ao chão.

Hinata iria protestar, com as bochechas extremamente vermelhas, mas sentiu os lábios persistentes cobrirem a pele de seu pescoço, beijando e chupando o local de forma que a deixou totalmente desnorteada. Não tentou falar nada mais, sabia que seria impossível — e que desejava aquilo que acontecia ali.

Quando a destra do garoto cobriu um de seus seios volumosos, Hinata finalmente gemeu, fazendo Neji ficar ainda mais excitado. Ela estava totalmente entregue para si.

Os lábios deslizaram lentamente pelo colo, até alcançar o seio antes esquecido. Quando a língua quente contornou o mamilo entumecido, um gemido mais alto escapou pela garganta da morena, que recostou-se ainda mais na porta do guarda-roupas.

Sentia o corpo esquentar gradativamente e o íntimo pulsar de forma intensa. As sensações eram completamente novas, aliás, nunca havia passado dos beijos com qualquer outro garoto.

Quando a mão que antes acariciava o mamilo alheio escorregou e apertou com força uma das nádegas de Hinata, ela soltou um arquejo surpreso e se encolheu, fazendo o primo afastar-se e abrir um sorriso lateral leve, quase inexistente.

 

— Relaxe, Hinata. — Sussurrou com os lábios próximos à audição alheia, causando um longo arrepio na mais nova.

 

Ela manteve-se em silêncio, enquanto sentia a mesma mão escorregar por sua cintura, depois coxas e virilha. Depois indicou que ela afastasse um pouco uma perna da outra, coisa que ela fez de forma hesitante.

Não sabia se estava realmente pronta para ter sua primeira vez, mas não conseguia parar.

O dedo indicador escorregou lentamente por sua intimidade úmida, tornando o movimento ainda mais fácil. Roçou-o com calma sobre o clitóris, seguindo até o períneo e voltando, mas nunca lhe penetrando. Apenas uma sutil, lenta e envolvente masturbação.

O gemido extasiado que a garota de cabelos cor-de-corvo deixou escapar fez Neji morder o inferior e reprimir qualquer som possível. Em seguida, acrescentou mais um dedo para auxiliar na masturbação que envolvia Hinata cada vez mais.

Neji sentia o corpo da garota tremer, então rapidamente virou-a de costas para si, pressionando seu corpo ao dela e mantendo-a firme com o braço envolvendo a cintura fina. Aumentou o ritmo dos movimentos circulares sobre o clitóris, fazendo Hinata gemer ainda mais alto e apoiar as mãos na porta do guarda-roupas.

Sentia que poderia explodir.

A sensação era avassaladora, nunca sentida por si com uma intensidade tão forte.

Quando ele deixou um dos dedos escorregar para dentro da intimidade quente e molhada, as pernas de Hinata pareceram amolecer e um som gutural escapou. Ele sentiu-a se contrair ainda mais contra seu dedo e o corpo tremer, num aviso claro que ela havia alcançado seu ápice.

Afastou lentamente a mão, ainda mantendo a morena presa junto a si, e analisou, com gosto, o líquido que escorria pelo indicador. Colocou-o na boca, sorvendo qualquer resquício ali contido, enquanto a mais nova recuperava o curso normal de sua respiração.

 

— Descanse. Eu faço o jantar hoje. — Pegou a garota no colo, depositando-a sobre a cama com cuidado e cobrindo o corpo com um lençol fino.

— M-Mas… E você? D-Digo, só eu que… — As palavras trancaram em sua garganta e ela não soube como prosseguir.

— Apenas queria lhe dar prazer, Hinata. — Beijou a testa dela de forma carinhosa e se afastou.

 

Hinata manteve os olhos grandes e redondos abertos, fixos no teto de gesso do quarto, enquanto a escuridão lhe consumia cada vez mais. A respiração ainda um pouco ofegante e as bochechas vermelhas.

É, talvez ela devesse mesmo aproveitar a vida.

 


Notas Finais


E AÍ? Me contem o que estão achando!
Até terça que vem, meus amores.


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