História Inacabada - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Vera Farmiga
Tags Parmiga, Patrick Wilson, The Conjuring, Vera Farmiga
Visualizações 21
Palavras 1.327
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioioioii

Capítulo 9 - Lembranças


Ele está aqui, ele está comigo. Seus braços estão ao meu redor, me protegendo de todo mal, de toda dor. Ele me abraça forte, sussurrando baixinho que sempre estará ao meu lado, eu não preciso temer, pois ele estará aqui pro que der e vier. Sorrio enquanto sinto seu coração pulsar, me sentindo satisfeita de estar em seus braços. Mas o quarto escurece, eu não vejo absolutamente nada. E então sinto um vazio, um vazio me consumindo aos poucos. Meu medo cresce a cada segundo e quando consigo enxergar dou de cara com a nova situação. Ele não está mais aqui, ele está se afastando, muito rápido. Tento correr para alcançá-lo todavia não tenho resultado. Ele se foi. Ele foi embora e então me vejo sozinha... novamente.

O dia amanhece nublado, o céu está totalmente manchado pela cor cinza revelando seu ânimo, revelando a minha dor. Permaneço deitada na cama com a esperança de voltar a dormir, minha cabeça não está doendo e dou graças a Deus por isso.

Meus olhos varrem o quarto e percebo que Renn não está na cama; é uma manhã de terça-feira e então me lembro que ele deve estar - com certeza - no estúdio.

Sento-me na cama suspirando fundo, eu não estou animada pra fazer qualquer coisa e agradeço mentalmente ao lembrar que hoje estarei livre de qualquer atividade. O dia de ontem foi exaustivo, pesado, doloroso... fecho os olhos sufocando um soluço. Meu subconsciente me avisa que eu não devo pensar nisso.

Levanto-me decidida a tomar um bom banho, preciso limpar toda essa angústia, todo esse peso. Entro na banheira, meu corpo inteiro relaxa assim que se acostuma com a temperatura da água e então fecho os olhos novamente, buscando alívio em qualquer parte da minha vida e encontro esse sentimento nos meus filhos.

(...)

Patrick voice's

São 8h da manhã, eu não dormi absolutamente nada. Seguro firme o copo que está cheio com conhaque, engolindo todo o líquido e enchendo-o novamente.

Tudo isso foi muito repentino, primeiro aquele homem - ah sim, aquele homem que com certeza arruinou toda a minha vida - depois ela... sua cabeça e seu fino nariz permaneceram erguidos enquanto me olhava diretamente nos olhos; eles brilhavam com alguma coisa a mais dentro de si e pelo muito que a conheço sei que ela estava irritada, nervosa... com medo? Talvez. Ela tem motivos para me enxergar desse modo: o homem que se aproveitou de seus doces sentimentos e seu gigantesco coração, e na primeira oportunidade a largou.

Mas não foi assim.

Suspiro fundo virando o copo na minha boca e ingerindo todo o líquido de uma só vez. Eu não irei sair de casa, não hoje, então não me importo se passar o dia inteiro desse jeito, afogando todos esses pensamentos na droga da bebida.

Vê-la, de algum modo, me trouxe alívio e paz; seu brilhante sorriso apesar de largo e bonito, revelava suas verdadeiras sensações: ela estava com nojo de mim.

Irônico acreditar que um dia senti raiva por essa mulher, essa bendita mulher que permanece dentro de mim e talvez eu esteja soando clichê - até demais - mas essa é a verdade. Ela nunca foi embora. Nunca saiu de meus pensamentos. Nunca me deixou em paz, meus sonhos eram voltados para seu rosto sem maquiagem quando costumávamos dormir juntos e acordar na mesma cama, de manhã cedo.

"Bom dia" era o que ela sempre dizia, um sussurro baixo enquanto um enorme sorriso - e dessa vez verdadeiro - transbordava em seus lábios.

Mais irônico é lembrar que já se passaram praticamente 8 anos desde que tudo aconteceu, e ela ainda está aqui, ela ainda está em meus pensamentos e olha só o que a vida me apronta, traz ela pra perto de mim, frente a frente. Porra.

"Já estou saindo" ouço a voz de Dagmara, cortante e seca e em seguida a porta se fecha. Ela está chateada comigo, já que ontem chegamos em casa e eu não quis continuar com o que começamos naquela sala, e acredita que eu a rejeitei. Mas a verdade é que ao entrar no nosso quarto ela se jogou na cama, a bebida estava fazendo efeito.

"Hoje o dia foi todo meu, só meu. Vem aqui me parabenizar do seu jeito, faça-me sua" e ao ouvir suas palavras minha mente viajou e voltou ao passado, onde eu avistoaquela mulher... e eu simplesmente não consegui, não pude chegar a ponto de fazer sexo com ela enquanto me via fazendo amor com a outra... sentiria nojo de mim mesmo. E apesar de tudo não quero magoá-la, ela merece coisa melhor, muito melhor que eu, mas não posso simplesmente chegar na sua frente e dizer algo do tipo "não quero me relacionar com você porque não tiro os olhos azuis da minha cabeça". Ela é sua esposa!

Mas Vera parecia estar livre de qualquer sentimento carinhoso por mim, e parecia feliz, o único sentimento que pude encontrar dentro de seus oceanos foi a raiva, a enorme raiva que agora domina o seu ser e talvez seja a única coisa que a mantenha comigo. Mas também só isso.

Olho para fora da janela tentando buscar um alívio mas essa dor aguda me mantém fissurado em suas últimas palavras, as quais foram ditas na nossa última noite juntos enquanto estávamos no meu apartamento. Ela parecia radiante e aquele era o nosso momento, um dos melhores momentos.

"Eu amo você, nunca duvide disso" sussurrou deslizando seu dedo indicador pelo meu peitoral, beijando o local em seguida.

E mais tarde eu desconfiei de sua palavra, eu não sabia em quem acreditar e hoje me culpo por tamanha burrice, ela nunca mentiria pra mim, mas eu acreditei no outro lado da história e não era a sua. Agora eu a perdi... pra sempre?

Ouço o barulho da chuva caindo enquanto penso... penso... penso... por que eu agi dessa forma? Covarde! Isso mesmo, é isso que eu sou um covarde, um maldito covarde que agora não consegue lidar com a própria escolha.

Encosto a cabeça no balcão da cozinha engolindo seco. E se agora não valer mais a pena? Talvez ela realmente esteja feliz e ela merece ser feliz, ela com certeza merece ser feliz e isso podia ser comigo? Acredito que não. Tenho muitas dúvidas neste momento mas a única certeza que posso ter é que ela não quer me ver, de jeito nenhum.

Deixo o copo de lado assim como a maldita bebida, viro-me em direção ao quarto disposto a esquecer tudo isso. Preciso esquecê-la, preciso seguir a minha vida, assim como ela fez. Não devo permanecer trancado ao passado quando ela está muito bem, e isso não é orgulho, eu quero me sentir do mesmo jeito que ela se sente: feliz.

Sei que tudo isso poderia ter sido evitado e que, talvez, hoje pudéssemos estar juntos e... balanço a cabeça em desaprovação, eu não posso pensar nela. Não devo. Já deu.
Banho. Eu preciso de um banho. Giro a maçaneta da porta e entro no quarto, minha cama ainda está desfeita e me pergunto se devo ou não passar o dia todo na mesma. Mas então percebo que se eu realmente quero esquecê-la preciso evitar qualquer coisa que me lembre ela.

Meu paletó ainda está no chão, jogado desde ontem a noite quando quase transei com minha esposa, eu o recolho do local e o ponho em cima de uma cadeira que está encostada no canto da parede, e quando faço isso avisto minha gravata que, propositadamente, eu tirei.

Eu a seguro e fico observando a mesma, e eu tento mas minha mente volta para o dia em que eu realmente me diverti com essa gravata, então percebo que se a mantenho guardada até hoje é por causa disso: ela tem boas lembranças. Permaneço imóvel enquanto, sem querer, ela invade meus pensamentos e mais uma vez tem domínio sobre mim e eu suspiro forte assim que lembro nossos todos melhores momentos.


Notas Finais


Eu demorei pra atualizar porque, como eu disse antes, estava sem WiFi mas eis que afirmo que amanhã tem mais um, só pra compensar.
Obrigada por tudo. ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...