História Incapaz de Não Amar (Imagine Suga, Yoongi) - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Gie, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Min Suga, Namjoon, Suga, Taekook, Yoongi, Yoongie
Visualizações 187
Palavras 4.871
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


*Meu Deus, eu não acredito. ELA VOLTOU!*
Siiiiiiiimmm
Ahhh, eu sei, e sim, EU VOLTEI. Bem, eu não devia ter voltado hoje, visto que minhas provas começaram hoje, mas pow, um final de semana inteiro aí, e futuramente uma pausa de dois dias entre as provas. É CLARO QUE EU APROVEITEI…

Eu estava tão saudosa de vocês, faz mais de duas semanas que venha me obrigando a não postar nada, porque vontade não me faltou. Falta dos comentários de vocês, das deduções, de tudo. Sinto muito falta de postar aqui no Social, é quase como meu trabalho, e um trabalho que gosto de fazer [embora eu n ganhe dinheiro kkkkk] eu gosto de estar aqui… ains, estou chorosa ultimamente, [TPM] afs.

Enfim, eu queria escrever um textão aqui, mas sei que estão agoniados pelo capítulo.

Então, boa leitura, eu fiz de coração <33

Capítulo 34 - É perdendo que se dá valor


Fanfic / Fanfiction Incapaz de Não Amar (Imagine Suga, Yoongi) - Capítulo 34 - É perdendo que se dá valor

Consta no dicionário que a ansiedade é um substantivo feminino, caracterizado por um grande mal-estar físico e psíquico, a aflição, a agonia, algo desejado veemente e impaciente.

Um exemplo? Min Yoongi.

O moreno apertava freneticamente a campainha do apartamento de Namjoon, batia à porta e xingava-o com nomes que até para ele eram fortes demais. Seu nariz branco tinha tornado-se vermelho, os nós dos dedos doendo e a mente fervendo de ódio. Por isso, não demorou a xingar aos gritos o seu dongsaeng quando abriu a porta.

— Eu estava dormindo, hyung. — explicou. Namjoon havia voltado da viagem há um dia e meio já, mas, a viagem em si demora mais de um dia para se concluir. Portanto, assim que chegou em seu apartamento, dormiu, ou hibernou, como seria mais apropriado falar.

— Por acaso você tinha entrado em coma? Que merda! — esbravejou indo até a cozinha. Abriu a geladeira passando a vista por toda ela. — você não tem cerveja? — gritou em questão.

— Eu não bebo, esqueceu? — respondeu ao ver o pálido já retornando para sala

— Desde quando você não bebe? — Yoongi sabia muito bem que Namjoon bebia, mas apenas em ocasiões especiais, como um prêmio novo alcançado pela empresa.

— Não bebo ao ponto de ter bebidas em casa. O que você quer? — perguntou frustrado. Poxa, o Kim estava cansado, por que Yoongi estava ali?

— Vim te ver. Não posso? — os dois sabiam que não se tratava daquilo, mas o Min precisava tanto.

— Não, você sabe que não. Eu acabei de voltar de trinta horas de voo, a última coisa que quero é bater papo. — disse obvio.

— Devia ter mais cuidado no que fala ‘pra seu hyung. — tentou usar da idade para aquilo.

— Ah, Yoongi! Eu ‘tô com sono, ‘tô cansado, ‘tava sonhando com minha crush*, e você me acordou. Não me peça cuidado com as palavras. — se jogou confortavelmente na poltrona branca.

— Crush? — perguntou para o mais novo. O que seria crush? Uma nova marca de roupas? Yoongi não sabia.

— Minha paixão súbita, embora esteja mais para platônica. — revelou alheio e triste.

— Seus termos americanos são muito estranhos. — comentou. Respirou fundo e se colocou de pé. O mais novo até pensou que Yoongi iria embora, mas diferente disso, ele voltou para cozinha.

Olhando nos armários e na geladeira, Yoongi fez dois sanduíches que Wada costumava fazer para eles em noites de filmes. Perguntou-se se por acaso era masoquista, para gostar de lembrar e sofrer. Retornou para sala um tempo depois, então teve a visão de um Namjoon sonolento e jogado no sofá.

— Acorda, vai babar tudo ai. — acusou. — fiz comida. — entregou de qualquer jeito ao loiro.

— Não estou dormindo e não estou com fome. — se deitou parcialmente no sofá. Deixando as pernas bem estiradas e pegando o prato com o sanduíche, ou ele cairia no sofá.

— Vai comer sim! — ditou autoritário ao sentar na poltrona que antes era Namjoon que jazia.

— Escuta aqui. — Namjoon até falaria que ele não era obrigado a comer alguma coisa, que não estava com fome e não queria de jeito algum comer alguma coisa naquele momento. Mas depois de ser encarado com o olhar de raiva de Yoongi, sua resposta mudou drasticamente. — eu vou comer sim.

— Quando volta a trabalhar? — Yoongi queria mesmo era perguntar quando Wada trabalharia, mas ir com calma é bom às vezes.

— Amanhã mesmo. A campanha está totalmente pronta, agora é o momento de glórias. — sorriu para o outro.

— Hum… — grunhiu enquanto mastigava. — e a Haru? — a situação era bem envergonhante se parasse para pensar.

A poucos dias, Yoongi e Haru tinham um namoro, se o pálido quisesse saber algo de sua vida, perguntaria diretamente para a japonesa, mas, agora, ele tem que saber por terceiros, como Namjoon, por exemplo.

— Bem… ela não. — respondeu mastigando o sanduíche. O acobreado não queria falar sobre aquilo, não naquele momento.

— Por que? Ela é sua assistente, deve estar com você, não? — já não comia mais nada e encarava Namjoon sem parar.

— Não exatamente. — respondeu sem convicção.

— Como assim? — questionou franzindo o cenho.

— Ah… os seres humanos tomam decisões para si mesmos as vezes, hyung, e com Haru não foi diferente. — metaforeou.

— Que decisão ela tomou? — insistiu.

— Uma apropriada para ela, em que, depois de pensar bem, ela decidiu seguir. — arrodeou o assunto, e Yoongi não era burro para não saber que aquilo tinha algo a mais por trás.

— Para de enrolar e fala que caralhos de decisão ela tomou!

— Ela se demitiu! — falou abrupto. Yoongi encarou Namjoon durante certo tempo a fim de assimilar bem aquilo, porém pensou não ter escutado direito e então pediu para que repetisse, e foi o que o maior fez. — ela se demitiu da empresa, Haru não é mais minha assistente.

— E por que você não pediu para ela ficar até arranjar outra assistente? — esbravejou se colocando de pé. Era um cúmulo que no lugar de amigo Namjoon não tivesse no mínimo evitado aquilo.

— Eu não podia fazer isso, Haru sabia. — tentou explicar, mas vendo Yoongi daquele jeito, bufando de raiva, desestabilizado, nervoso e ansioso, não conseguia concluir a fala.

— Você era o chefe dela, tinha direito perante isso. — gritou exaltado.

— Não, Yoongi, eu não tinha. Eu ia forçar Haru a ficar comigo sem sequer ter trabalho para ela? — Yoongi tentou falar, mas foi cortado pelo maior. — Wada terminou toda a campanha antes de ir comigo para o Brasil, quando chegamos na Argentina em ponto de irmos embora ela deu todo o argumento dela, e eu aceitei. O catálogo, a revista, os acordos com empresas de confecção e de impressão, fotos e futuros eventos, ela organizou, tudo. Haru terminou o trabalho dela sem eu pedir, deixou toda a campanha pronta, o que mais eu ia exigir?

— Que te acompanhasse naqueles eventos idiotas! — gritou. Yoongi não tinha nenhum argumento bom, não tinha nenhuma coisa coerente que fizesse Namjoon se arrepender de ter aceitado a demissão de Haru, o pálido tinha apenas sua frustração e dor por saber que agora não mais veria sua paixão.

— Gosta mesmo dela, não é, hyung? — a calma na voz de Namjoon avisava sobre o campo minado que ele estava pisando. Porém, era notório o amor do pálido pela morena.

— Se ela disser que volta, você aceita ela, certo? — ignorou a questão feita a si e retornou outra.

— Claro. Mesmo que tenham ocupado o cargo, eu arranjo algo para ela. — Namjoon tinha apreço por Haru, não seria difícil dar um cargo a ela na empresa dele.

— Eu vou fazer ela voltar ‘pra empresa, a Haru não pode deixar de trabalhar, ela tem contas para pagar. — disse andando em direção a porta.

— Como vai fazer isso? — perguntou antes que o outro saísse do apartamento.

— Conversando com ela. — respondeu obvio.

— Por telefone? — Namjoon não queria dar aquela noticia assim.

— Pessoalmente, vou até a casa do Jungkook e… — parou e observou a expressão de Namjoon, como se escondesse algo, e esse algo fosse muito doloroso. — ela veio com você, certo? — Namjoon abaixou a cabeça em derrota. Logo levantou e negou sem vontade. — ela… — a respiração de Yoongi falhou, assim como seus músculos. — ela não voltou para Coreia? Ela não ‘tá aqui em Seul?

— Ela pegou um avião diferente do meu, mas não quis me contar qual destino. Desculpa.

Yoongi não respondeu, apenas riu da própria má sorte e se virou, abriu a porta e saiu. Não tinha sentido ficar ali, era melhor se encontrar no quarto do que ficar vagando pelas ruas.

[…]

A cabeça do moreno sequer aguentava mais o som que lhe invadia, sentia uma constante pulsação dolorosa. A garganta pelava em dor por conta da amargura do álcool, cujo já vinha a seu corpo há muito tempo. Os olhos não abriam e o corpo continuava inerte no chão do quarto, com as costas escoradas ao fim da cama.

Quem visse Yoongi daquela forma nem o reconheceria. Na verdade, se perguntariam; onde está Min Yoongi, o moreno pálido não apaixonado? E a sua imagem responderia; acabou junto com o namoro dele.

Com três batidas na porta – pela terceira vez – Bianca decidiu entrar no quarto. Péssima ideia. Os olhos arregalados e as sobrancelhas franzidas entregaram o desagrado da visão. Imediatamente Yoongi abriu os olhos e franziu o cenho. Estava pronto para disparar palavrões quando notou quem era. Pois sim, ele ainda não tinha reconhecido.

— Falei ‘pra não me incomodar. — disse com a voz rouca.

— Você está sujo, Yoongi, faz um dia que voltou da casa do Namjoon daquele jeito. O que aconteceu? Está me deixando preocupada. — e Bianca estava realmente. No dia anterior, quando estava assistindo algo engraçado na TV, escutou o baque estrondoso da porta e um Yoongi vermelho passou por si. A loira sentia que havia acontecido alguma coisa, tinha certeza, na verdade.

— Não te interessa. — respondeu ignorante. — sai daqui.

— Yoongi, você precisa comer, tomar um banho e dormir. — tentou. Bianca se sentia mal vendo o moreno daquele jeito. Nunca pensou que ele ficaria largado assim, porra, foi só um namoro. — não me deixe aflita, pelo bebê.

— Vai ‘pra sala e não volta aqui. — ordenou.

— Yoongi… — ela continuaria, mas foi interrompida.

— SAI DAQUI! — o grito ecoou por todo o quarto, deixava claro que não seria fácil fazer Yoongi sair daquele chão.

A loira assentiu em choque e se virou, fechou a porta do quarto e saiu. A respiração culpada e cheia de dúvida saiu desenfreada pelo nariz feminino. Uma mão no peito e outra na barriga, sentiu lágrimas caírem. Estava difícil aguentar, mas não era por ela, era por Dae Won em sua barriga.

Respirou fundo e enxugou as lágrimas desobedientes. Andou firme até o telefone fixo do apartamento, discou alguns números que sabia de cor e ligou para a pessoa que tinha voz suficiente para tirar Yoongi dali.

— Alô, Heung? — chamou quando foi atendida. — é a Bianca, Yoongi precisa de você. — a voz rouca pelo choro.

O irmão de Yoongi era a salvação de Bianca e do próprio moreno.

[…]

O fone jazia no chão ao lado do corpo ainda inerte de Yoongi, a garrafa seca e sua mente vagando longe, o pálido nem escutou quando a porta do quarto se abriu e na entrada parou um corpo. Apenas notou quando, por uma pequena abertura dos olhos, percebeu a luz que invadia o quarto – cujo estava em um breu total. Em uma velocidade média, abriu os olhos e encarou a pessoa na porta.

— O que você ‘tá fazendo aqui? — Yoongi perguntou assim que viu seu irmão lhe encarando com nojo. Heung tinha uma das piores expressões em relação ao que via. Yoongi estava cheio de olheiras, justo ele, que dormia em qualquer lugar e facilmente.

— Atendendo a um pedido de socorro da minha ex-cunhada. — o pálido encarou o irmão e tentou argumentar contra aquilo. Era o cúmulo Bianca chamar Heung ali, apenas porque ele bebia no quarto?

— Mas que porra! Por que caralhos ela te chamou? Não diz que foi ‘pra vir falar comigo! — Heung franziu o cenho e encarou a reação de Yoongi.

Heung olhou bem para o irmão mais novo. O conjunto da cena estava bem claro para ele, assim como o corpo do mais pálido. Os olhos vermelhos, raiva intensa e certa aparência de abatido. Franziu ainda mais o cenho, abriu as pernas em uma abertura pequena e cruzou os braços, assim como o pai de ambos fazia enquanto vivo.

— Me diz uma coisa. Isso tudo é por conta de uma mulher? — Yoongi desviou com desprezo o olhar de Heung, mas não por não gostar do irmão e sim por não querer admitir que sim, era tudo por uma mulher. — não adianta negar. Tem uma garrafa de vodca vazia ao seu lado, suas olheiras estão azuladas demais, olhos vermelhos e com uma cara de quem teve o doce predileto roubado. — avaliou em voz alta. — o que aconteceu? Ela te deu um pé na bunda? — começou com o interrogatório.

— Bianca! — tinha raiva na voz de Yoongi. — vem tirar ele daqui! — gritou. Mas foi mesmo que nada.

— Então é verdade? Você ‘tá assim porque foi deixado? — o Min mais velho questionou surpreso, não lembrava de ver Yoongi daquele jeito com Bianca e com outras meninas que já namorou. Na verdade, nunca tinha o visto assim.

— Hyung, sai daqui, eu não quero te ver. — respondeu dobrando os joelhos e recostando o queixo sobre os mesmos.

— Responda ‘pro seu hyung! — num lapso de raiva, Yoongi ergue rapidamente a cabeça e grita:

— Sim! Sim! É por conta de uma mulher, mas não é só uma mulher, é a Haru, a pessoa mais altruísta e perfeita que já conheci! — Yoongi tinha lágrimas nos olhos, pois lembranças boas que não voltam mais machucam as vezes. — quantas mulheres de vinte e três anos que você conhece gosta de brincar na chuva? — a pergunta foi retórica, por isso Heung não respondeu. — quantas mulheres de vinte e três anos que você conhece brinca de pega-pega? Que entende seus problemas? Que fica do seu lado depois de ser um idiota, tantas vezes? Que perdoa até o que você não perdoaria? Que gosta de alguém como eu? — as lágrimas desceram quando a testa soada de Yoongi tocou seus joelhos. — você não conhece nenhuma, porque a única assim é a Haru. E ela ‘tava do meu lado, mas agora… — todo o ar que Yoongi tinha dentro de si saiu.

O Min mais velhos suspirou sem som algum, observou Yoongi secar as duas únicas lágrimas livres e esperou alguns segundos para que ele relaxasse os músculos. Porém, o corpo de Yoongi estava tenso demais, parecia que falar sobre aquilo era ainda pior. Heung estralou o pescoço e andou em direção ao irmão jazido no chão. Se agachou a frente do menor e falou o mais leve possível.

— Eu só posso sair daqui depois de te fazer comer algo e conversar. — avisou, mas Yoongi fingia não ouvir. — mas antes disso, vá tomar um banho e escovar os dentes. Você fede! — falou antes de se colocar de pé e sair do quarto.

É claro que Heung não seria gentil nas palavras. Yoongi odeia quando mudam o jeito de se comportar consigo por conta de alguma dor que o pálido passa. Para ele, era como se você tratasse bem alguém que ficou rico, por interesse. Tratá-lo bem e até com carinho seria como se estivesse com pena de si. E pena é um sentimento muio fora de caso e inaceitável.

[…]

O fogão estava ligado e o líquido branco estava borbulhando e cheirando divinamente. Yoongi sentia água na boca apenas de entrar na cozinha, e encarou o irmão para questionar:

— O que você está fazendo? — Yoongi puxou o aroma e o abanou na própria direção. Reconheceu o cheiro, mas ficou calado até o irmão responder.

— Guksu! — a expressão fechada de Yoongi mostrava a Heung que ele conhecia bem aquela comida. O sorriso grande do mais velho era costumeiro, assim como a carranca de Yoongi era desconhecida demais.

— Por que fez a comida preferida do papai? — questionou franzido de leve o cenho.

— Isso não tem necessariamente um motivo, assim como não é necessário ressaltar esse detalhe. — Heung tinha uma mania de fugir de perguntas, como dessa. — e só para constar, você ficar melhor de banho tomado. — o menor estava sentado num dos bancos da mesa de ilha. A cara de irritação atingiu o rosto do mesmo e a expressão de Heung se tornou de riso.

— Parece até que se trata de um mendigo. — é claro que não se tratava, mas o exagero de Heung era algo chateante as vezes.

— Não, Yoongi, mendigos cheiram melhor. — sorriu da frase que disse, mas logo deixou o largo riso de lado ao ver na mão de Yoongi uma faca de mesa.

— Sai da minha casa! — falou furioso.

— Vou falar ‘pra mamãe que está me expulsando. — o muxoxo de Yoongi foi bem audível.

— Onde ‘tá a Bianca? — mudou de assunto.

— Está passeando com minhas crias. — Yoongi olhou desconfiado para o Min mais velho. Um olhar que dizia bem que aquilo não era tão normal e certo. — ela se ofereceu, além do mais, vai ser bom ‘pra ela. — levou a panela com a sopa para a mesa de ilha. — ‘pra ir treinando, daí quando o bacuri de vocês nascer, ela estará nos trinques. — fez positivos com as duas mãos e piscou um dos olhos.

— Primeiro: meu filho não é uma fruta. Segundo: por que você ‘tá falando assim? — Yoongi sabia que Heung tinha um vocabulário diferente, por conta dos muitos livros que lia e viagens que fazia. Mas aquele era novidade.

— Estou criando amizade com uma escritora brasileira. Ela tem algumas expressões diferentes, mas legais. — sorriu, pois a amizade ia além do título recebido.

— Mas bacuri é uma fruta! — ressaltou abismado. Bacuri como referia a um filho? Nem Yoongi nem Bianca era árvores.

— Cala e monta teu prato. Vou fazer leite de soja. — se virou e foi até a geladeira, pegou água e gelo, logo a soja. — você demorou no banho, não ‘tava chorando lá não, né? — por mais que a pergunta tivesse soado provocativa, ela era séria. Heung queria mesmo saber se a demora havia sido do banho ou de algum possível choro de Yoongi.

— Hyung, me passa o mel. — mudou de assunto. Se falasse de Haru na janta, Yoongi não comeria.

— Já coloquei uma dose boa. — avisou.

— Tá muito apimentado, passa o mel logo! — guksu é uma sopa de caldo quase sem gosto, mas com a pimenta do kimchi ganha vida, embora o mel tenha que estar presente, para amenizar o ardor.

— Esse menino. — praguejou baixo enquanto entregava o mel. — escolhi um filme para assistirmos.

— Qual? — Yoongi não tinha real interesse no filme, mas manter uma conversa que não fosse Haru incluída era o melhor plano a seguir.

E Se Eu Ficar. — sorriu depois de responder. Heung já havia terminado de fazer o leite, agora colocava em copos grandes e fazia seu próprio prato. Sentou-se e começou a comer.

— Não! — deixou os jeotgaraks de lado para poder olhar com certa desconfiança para o maior. A expressão de raiva em Yoongi era impagável. — nunca assisti, mas pelo título sei que é romântico. Não quero. Eu escolho o filme.

— Nada de filme chinês. — Heung impõe. — nem japonês. — encara o menor.

— Não fala em Japão, por favor. — pediu rude.

— Ah, é, sua ex-namorada é japonesa, né? — a voz de Heung saia calma e provocativa. Era maravilhoso se vingar de Yoongi, afinal, o mais velho havia comido o pão que o diabo amassou quando se divorciou da esposa.

— Você não ‘tá aqui ‘pra me ajudar, né? — jogou os jeotgarak na mesa ao lado da tigela e questionou irritado.

— Está vendo como é bom? Você só quer esquecer o término, mas tem alguém lá, pisando no seu calo. — falou vingativo.

— Entendi. — riu irônico e se preparou para o que diria. — desculpa, hyung.

— Não. — respondeu sorrindo. — agora come, amanhã a mamãe vem aqui, ela falou que se você estiver mal, vai vir toda semana. Sabe como aquela mulher é, e agora sem o papai, ela não para de se preocupar ainda mais com a gente. — Yoongi assentiu para tudo.

[…]

Missão Quase Impossível. — Yoongi disse sentando-se no sofá.

— É de chinês. — reclamou da escolha. Mesmo tendo acabado de jantar, eles estavam comendo pipoca e tomando café gelado.

— Só tem o Jackie Chan de chinês. — esclareceu. — o que você tem contra chineses? — o rosto chateado de Heung lembrou um fato da vida do mais velho cujo fez Yoongi rir. — lembrei, o motivo da sua separação foi um chinês que sua ex conheceu, né? — perguntou apenas para irritar. – como é o nome dele mesmo? — se fez de esquecido. — ah, lembrei, Jackson. Wang Jackson. — riu da desgraçada do irmão.

— Ria enquanto ainda possuí dentes. — e ele realmente riu, até sentir o fôlego ir-se por todo de si.

Apesar de querer muito bater em Yoongi e vê-lo sangrar durante muito tempo, não bateu. Ver, pela primeira vez desde que chegou ali, Yoongi rir, era bom e confortante. Nesse clima cômico de desgraça, eles assistiram a todo o filme.

Nos últimos minutos é que ficou complicado. Quando a loira principal perdoa Jackie Chan por suas mentiras. Yoongi queria muito ser perdoado também. Mas pela Haru. Era difícil isso?

Os sentimentos humanos são confusos, tão confusos que nem os próprios humanos conseguem entender por certas vezes. Por exemplo, Yoongi, ele não entedia o motivo daquela tristeza, sabia que era Haru a causadora, mas não entendia o porquê de tanta tristeza, afinal, o que ele fez para mudar aquela situação? Exatamente, nada. Apenas escutou o som da porta bater e deixou os passos e o corpo da japonesa irem embora, levando consigo todo a alegria que o rondava.

Então, por que triste?

Ah é. Mesmo não tendo feito nada para que o namoro não acabasse, Yoongi não queria aquele fim. Não queria um fim.

— Foi uma grande lição. — Heung diz. — nunca case com alguém que tem filhos levados se você não for o Jackie Chan.

— Amo a Haru. — disse repentinamente. O pescoço de Heung virou rapidamente para Yoongi. — é a primeira vez que amo e sei que é amor porque estou morrendo sem aquela mulher. — admitiu fraco. Respirou fundo e sentiu arder o peito. Doía tanto.

— Como aconteceu? — Heung estava iniciando a sessão de psicólogo dele, não que ele fosse, mas Yoongi sabia que era esse o motivo dele estar ali, cuidar do dongsaeng machucado.

— Hoje em dia muitos namoros começam sem paixão, quem dirá amor. O nosso não foi diferente. Eu não gostava dela como agora. Peguei apreço, depois cuidado, daí carinho. Paixão e agora amor. — revelou lavado pelo remorso. — eu fui tão idiota, hyung. — umedeceu os lábios. — ela ‘tava aqui comigo, o tempo todo, mas agora… — olhou em volta, sem encarar o irmão.

Olhar o próprio apartamento era tortuoso, porque tudo ali lembrava Haru.

— Quando percebeu isso? — perguntou para ele. O sorriso triste de Yoongi respondeu Heung.

— Quando eu a perdi. — o mais velho sabia, assim que viu Yoongi. Seu irmão não costumava ficar triste quando terminava, mas todo esse arrependimento deixava claro que ele havia errado no relacionamento.

— O que fez para impedir a decisão dela? — então aquela sensação de fracasso por W.O. atingiu o corpo do pálido. Ele nem tinha tentado.

— Eu não podia impedir. Eu fui tão idiota com ela. Eu cheguei a pedir ajuda com meu filho quando ele nascesse e ela é tão perfeita que não se negou. Me atrasei em muitos compromissos, omiti coisas, neguei pedidos e menti. Eu não mereço a Haru, entende? Por que eu faria ela ficar comigo, se não é bom ‘pra ela? — Heung pensou durante certo tempo, até que formulou sua resposta.

— Ela te falou isso? — Yoongi encarou o irmão, mas apenas para mostrar o quão sem resposta estava com aquilo. — essa tal Haru disse que você não faz bem a ela? Disse que não gosta de você? Que não queria tentar de novo?

Yoongi pensou sobre aquilo. Ali, entre suas lembranças organizadas, estava a última vez que discutiu com Haru, que sentiu seu peito arder antes de sentir o tiro por completo. Quando ela foi embora. Repassou tudo daquela noite e sentiu o peito estufar ao notar a frase que Haru disse:

Eu não quero estar num relacionamento em que sou a segunda opção e nem que a pessoa que tanto gosto pensa algo tão baixo de mim.

— O que ela falou? Disse que não dava mais? Ou que… — foi interrompido por Yoongi. O pálido estava tendo um lapso de entendimento.

— Não queria estar num relacionamento que era segunda opção, mas eu interpretei errado. A Haru nunca seria capaz de exigir que eu ficasse ao lado dela e deixasse meu filho, ao contrário, ela me bateria se eu fizesse isso, porque ela preza pela família, as vezes mais que eu. A Haru apenas queria fazer parte da minha vida. — era vergonhoso entender isso apenas agora com Haru tão distante.

— Então me diga, por que não tentou impedi-la? — Heung repetiu a pergunta, dando ênfase na idiotice de Yoongi por não ter tentado.

— Porque eu me joguei no meu próprio fracasso. — o moreno parecia uma criança desolada quando não ganhava doce depois da janta.

— Está arrependido? — continuou com o questionamento.

— Muito. — respondeu baixo enquanto dobrava as pernas e colocava o queixo sobre os joelhos.

— E por que não vai atrás dela agora? — Heung não entendia, se Yoongi gostava tanto assim e já havia entendido que apenas Haru podia dizer se o queria ou não, por que não ia atrás dela de uma vez?

Acontece que as coisas não eram tão fáceis assim.

— Porque ela não está mais no país. — Heung franziu o cenho para o mais novo. — Haru se demitiu da empresa que ela trabalhava, que é a mesma que a minha. Nem o Namjoon sabe onde ela está agora. Como eu vou saber? — perguntou sabendo ser impossível ter aquela informação.

— Não tem ninguém que ela faria questão de contar? Um familiar, amigo? Ninguém? — era isso que o Min mais velho queria, fazer Yoongi tentar. Ficar no quarto ouvindo música romântica e se martirizando, lamentado pelo leite derramado, não faria a tal Haru voltar.

Yoongi entendeu e apenas assentiu para o irmão, prometendo que falaria com quem ele achava que poderia ter o contato ou notícias de Haru.

[…]

Jungkook estava na sala de Haru, segurava na mão esquerda uma caixa e na direita um retrato dele e dela juntos num parque. A caixa já estava bem cheia de coisas e limpar a sala de Haru nunca foi tão ruim. Até doloroso se pensar bem. Lembrava ainda da noona falando que não voltaria para Coreia do Sul, que não trabalharia mais na Liberty, e que, se dependesse dela, ele quem teria que visitá-la, pois sair de onde estava não era mais uma opção para agora.

Definitivamente, Haru tinha se mudado do país, não era uma viaje, era uma mudança, de endereço e de espírito.

Lá fora, perto da porta da sala de Haru, estava Taehyung. O garoto viu o quanto seu namorado – já que firmaram um compromisso proposto por ele mesmo – estava abalado com a conversa que teve via telefone com a noona de ambos. Era estranho tudo aquilo, Wada foi e apenas disse que estava bem, sabia que Jungkook fazia ideia de onde ela estava, mas não queria lhe contar, o que também não exigiu, já que era claro ser um pedido da própria japonesa.

— Onde está Jungkook? — Escutou Yoongi perguntar enquanto vinha em sua direção.

— ‘Pra que quer saber? — o tom de Taehyung não foi apropriado, mas não era para menos, pois o mais novo sabia, bem em seu íntimo, que Yoongi era o culpado da mudança de Haru.

— Está lá dentro? — apontou para a sala a alguns metros. — vou falar com ele.

— Ah é? Boa sorte. — é claro que Yoongi não entendeu o sarcasmo de Taehyung, mas aquilo não impediu o pálido de entrar e parar bruscamente.

Ver Jungkook limpando a mesa de Haru só afirmava mais ainda sua dor. Fechou os olhos durante uns segundos e suspirou. Jungkook havia se virado para ele e se recostado na mesa. Yoongi queria perguntar de cara onde Haru estava, mas seria muito… cara de pau.

— O que quer? — Jungkook perguntou e essa foi sua deixa.

— Você sabe onde a Haru está? — Yoongi desejava de toda sua alma que Jungkook soubesse daquela informação.

— Sei sim. — respondeu sem titubear e o mais novo pôde ver o suspiro de tranquilidade de Yoongi, o que não fez sentido para ele.

— Onde? Ela foi ‘pra muito longe? — é claro que o pálido achou estranho quando Jungkook riu em deboche e sem humor, achou estranho quando ele cruzou os braços e olhou com desdenho para si.

— Acha mesmo que vou te falar? — a pergunta não era de todo estranha, Min sabia que não seria fácil obter aquela informação, mas também Jungkook se negar a responder era exagero.

— Jungkook, eu entendo que talvez eu tenha algo a ver com a mudança de Haru, mas… — é interrompido.

— Não me importa se você entende ou não, eu não vou falar onde a noona está, muito menos para você. — foi nesse momento que Yoongi travou o maxilar e sentiu seu sangue ferver.

— Eu preciso saber onde ela está, Jungkook, e você vai me dizer onde, entendeu? — tentou falar calmo, o que foi falho.

— Acha que vou obedecer alguém que só machucou a minha irmã? Sinceramente Yoongi, eu estou pouco me fodendo se você precisa saber onde a noona está morando. Agora sai daqui, tenho que terminar isso logo. — o mais novo se virou e começou a colocar o restante dos objetos dentro da caixa organizadamente e ignorando a presença de Yoongi.

Jungkook não podia negar aquela informação a Yoongi, pois o pálido precisava ao menos ter noção de onde a japonesa estava, mesmo que não fosse atrás dela, mesmo que não tivesse ela em seus braços novamente, ele necessitava daquela informação, para ao menos saber onde se encontra seu amor. Pensando assim, não exitou em se aproximar de Jungkook e lhe virar bruscamente, agarrando-o em seguida pela beca.

— Não quero saber da sua falta de cooperação, fale logo, Jungkook, onde a Haru está?

Pesado. Essa era a definição do clima daquele ambiente. Com Yoongi agarrando a gola da blusa de Jungkook e lhe encarando como um fuzileiro, era perceptível que dali não sairia uma conversa amigável como o pálido planejara, na verdade, sequer uma conversa sairia.


Notas Finais


Vc já volta assim?
Kkkkk
Sim kkkk
Ficou grandão, neh?
Os próximos serão assim também, Ah, por falar em próximos, olhem, eu não tenho uma data realmente definida, eu continuo estudando e é o último bimestre, eu não vou poder trazer mais de dois capítulos por fic na semana, será um por fic, e vcs sabem, eu tenho duas no momento. Então, paciência, tá?


Eis a questão que não quer calar.
HARU, MINHA FILHA, CADÊ VOCÊ?
Alguma pista? Aceito seus comentários, vcs sabem muito bem disso.
[ANSEIO POR ELES NA VERDADE]

POR UM MUNDO ONDE TENHAMOS UM HEUNG EM NOSSA VIDA, psicologo maravilhoso.

Oq será que vai rolar entre o Suga e o Jungkook? Será que é treta?

Isso só saberemos na próxima postagem com mais capítulos de: Incapaz de Não Amar, fique atento e não perca.
[Leiam como se fosse um radialista falando]

EU TAVA COM MUITAS SAUDADES PORRA <3333

Até mais meu amores beijooss <333


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