História Incapaz de Não Amar (Imagine Suga, Yoongi) - Capítulo 40


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens JB, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V, Youngjae
Tags Gie, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Min Suga, Namjoon, Suga, Taekook, Yoongi, Yoongie
Visualizações 115
Palavras 4.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


VOCÊ PROMETEU SEGUNDA E HOJE É QUARTA!

Eu sei...Perdão?
Eu tava bem não gente, sério!
Segunda foi horrível.

Mas enfim, leiam e... me perdoem kskksksksksk

NÃO TÁ REVISADO!

Boa leitura.

Capítulo 40 - Esperanças


Fanfic / Fanfiction Incapaz de Não Amar (Imagine Suga, Yoongi) - Capítulo 40 - Esperanças

Taehyung ouviu quando a senha foi posta na porta e alguém entrou na residência, ouviu quando passos foram dados e escutou muito bem a pergunta rude do dono do apartamento soar na sala.

O corpo de Taehyung estava inerte no sofá do seu hyung, sabia que quando ele chegasse seria o maior escândalo, mas ora essa, Yoongi teria que aceitar, ele estava naquela situação por ser amigo demais do branquelo azedo e ter simplesmente jogado seu namoro pelos ares, pois sabia dos riscos e acertou totalmente na decisão de deixar certo a cobrança do favor feito.

— O que merda você fez aqui, Taehyung? — A voz rude estava assustada, o que era compreensível e nem para menos.

Havia sacos de pipoca, salgadinhos e doces pela sala, copos grandes de café e refrigerante, panelas com restos de comida, a mesa de centro tinha liquido e algo cremoso derramado sobre ela. A casa estava uma zona e fedia a lixo velho. Yoongi ia surtar, estava quase entrando no processo.

E então surtou.

— O que você disse que ia fazer, Taehyung? Que ia cuidar do apartamento! Arrumar e lavar tudo enquanto eu estaria fora! Por que isso aqui parece a porra de um chiqueiro? — Andou mais a frente olhando que haviam copos de suco e refrigerante no balcão atrás do sofá. — Taehyung! — Chamou, mas o garoto que não reagia.

Só então Yoongi notou, Taehyung estava jogado no sofá, seu corpo tremia minimamente e sua mão esquerda estava tapando seu rosto. Havia uma colcha roxa sobre o garoto e reconheceu ela assim que lhe notou; era a colcha do término, coisa do Tae! Sempre que terminava usava aquela colcha para se cobrir.

— Taehyung? — Chamou manso dessa vez, se ele havia mesmo terminado, então devia estar acabado, porque gostar de Jungkook foi a primeira coisa que Taehyung disse a Yoongi quando levou-o ao aeroporto, por isso insistiu que trouxesse Haru de volta, para evitar tal fim de relacionamento, que, apesar de Yoongi não admitir, achava até que bonito.

— Haru veio com você? — Foi a única coisa que perguntou. Levantou rápido sentando-se naquele sofá com migalhas de comida por todo ele, seu rosto estava inchado e avermelhado, os cabelos desgrenhados e a expressão morta. Taehyung estava acabado!

— Não… — Respondeu receoso, mesmo que não houvesse motivos para tal.

— Por que não!? Ela não aceitou voltar!? Por que ela fez isso comigo!? — Gritou todas as frases em pergunta com sua voz chorosa e olhos já prontos para molhar seu rosto.

Yoongi estava assustado, já havia visto Taehyung agir daquele modo, mas nunca lidou com aquilo sozinho, sempre Seokjin estava ao seu lado para dizer coisas boas ao mais novo e não fazê-lo chorar ainda mais como Yoongi fazia. Ficou fitando Taehyung enquanto o mesmo chorava fazendo zoada baixa e pensou numa estratégia de mandar ele embora, porém, seu lado amigo e também ético, lembrou a si que seu dongsaeng estava naquele estado justamente por ter lhe ajudado, então era mais que obvio o seu dever de acalentar o coração do menino chorão.

— Tae, não chora, seu sacrifício não foi por nada. — Tentou agir como Jin ou até mesmo Haru faria naquela ocasião.

— Ma-ma-mas você disse que… — Soluçou entre a palavra enxugando o rosto com a costa das mãos.

— Sim, ela não veio, mas não quer dizer que nós não tenhamos nos acertado. — Se aproximou a passos lentos até o sofá, afastou a colcha roxa e viu sujeira ali, entortou o nariz por um momento e tentou esquecer aquilo.

— Então vocês são um casalzinho fofo de novo? — Taehyung parecia uma criança agindo daquele modo, como se a pouco alguém desse uma notícia ruim e desmentisse logo depois, o que não era tão fora do momento mesmo.

— Bem, fofo não sei, mas casal sim, sem o inho, é claro. — Acalmou o garoto. Observou um pouco a mesa de centro a frente e se enojou do creme sobre ela, queria mesmo era bater em Taehyung, Yoongi é preguiçoso como arrumaria aquilo?

— E por que ela não voltou também?

— Ela tem coisas a cuidar. — Taehyung fez uma expressão de quem não entendera, o que era compreensível, afinal, o que Haru teria para tratar num país que ela acabara de chegar? Huh? — Olha, Haru tem serviço lá, projetos com a pintura dela. Sabe os quadros? Ela finalmente está conseguindo trabalhar com o que ela sempre amou. — Se levantou e começou a juntar as panelas sobre a mesinha.

Yoongi estava cansado da viagem, mas também estava um tanto nervoso. Sua casa estava bagunçada e tinha um mendigo em seu sofá – foi como decidira chamar Taehyung – arrumaria a casa e faria comida, para, só então, jogar-se na cama e acordar quando se passasse quatro meses – obvio que não acordaria só depois de quatro meses, mas demoraria tempo suficiente para descansar.

— Eu a amo, não estragaria esse momento por puro egoísmo. — Explicou olhando para o chorão em seu sofá. Se abaixou de novo e juntou os pacotes e latas. — Voltamos, somos um casal novamente, mas só ficaremos juntos quando o contrato com uma galeria e um projeto Europeu dela acabar… — Suspirou encarando a TV, estava passando um filme legendado, leu algumas frases e olhou bem a imagem. — Acha que assim vai melhorar do término? Você tem assistir comédias e não filmes como A Culpa é das Estrelas! — Comentou. Havia assistido aquele filme com Bianca enquanto estava grávida, teve que levantar três vezes do sofá para buscar lenços e água.

Lamentável fazer papel de trouxa.

— Então vocês voltaram, pode dizer isso a ele? Ele terminou só porque ajudei você… — Pediu ainda manhoso e sentido mais lágrimas lhe voltarem a face. Yoongi terminou de tirar a sujeira dali, olhou o relógio e constatou ser por volta das doze, ligaria para sua diarista, já que seu dongsaeng, cujo prometeu arrumar a casa no tempo que estivesse fora, não fez o combinado.

— Eu falo, mas vai tomar um banho, você fede! — Riu com o que falou, já havia escutado aquilo do seu irmão. Se aproximou um pouco de Taehyung e sentiu seu odor NADA agradável. — A quanto tempo você não toma banho? — Perguntou com certa raiva daquela situação.

— A três dias? — Na verdade, eram quatro, apenas não queria admitir. Tae estava sem tomar banho desde que Yoongi viajara para Inglaterra, que havia sido cinco dias.

— Meu Deus, Taehyung, não! — Reclamou enojado. — Sai do meu sofá agora! Vai tomar banho se não te expulso da minha casa!

— Em minha defesa, eu não tô tão ruim assim! — Yoongi quase esganou Tae ao ouvir aquilo.

— Ahh, não! Vai logo, Taehyung! — Gritou direcionando a mão para o banheiro do apartamento.

O mais novo se direciona até o banheiro com passos pesados e má vontade, porém, entende que deve fazê-lo. Já Yoongi, limpa o sofá e a sala como pôde. Tira toda a sujeira grosseira e deixa o restante para a diarista, na verdade, planeja nem chamar a mulher, tiraria Taehyung da fossa a base da faxina!

Levou tudo para cozinha vendo o local com pouca sujeira. Alguns copos e bacias na pia, uma poeira qualquer sobre a bancada, coisas que logo daria um jeito. Encheu um copo com água e bebeu goles médios e aos poucos. Yoongi estava um tanto estressado ainda, uma viagem muito longa, um garoto “morto” em seu apartamento e… bem, um clima tenso com um de seus amigos.

O café estava fumegante e mesmo que não fosse tão fã assim do líquido, Yoongi bebeu um pequeno gole e apreciou o gosto forte que ele tinha. A xícara era branca com flores salmões, era bonito o conjunto de xícaras e Yoongi sabia que no fundo estava se prendendo àquele detalhe simplesmente por certa apreensão do que pretendia perguntar.

Veio a passeio? — A voz de Hoseok não demonstrava naquela pergunta tudo o que ele queria falar, perguntar e exigir de Yoongi. Hope estava desejando que aquilo fosse um pesadelo, pois sim, o Jung sentia-se apaixonado por Haru, mas o pálido ali só queria dizer uma coisa; ele veio em busca dela.

Não. — Não era também como se Hoseok acreditasse naquela hipótese. — Vim aqui em busca da Haru. — Falou propositalmente esperando alguma reação de Hoseok, e obteve. O mais novo engoliu o gole de café com peso, subiu os olhos devagar para encarar Yoongi e lambeu os lábios com cuidado.

Como soube? — Perguntou. O que faria? Diria que não sabia? Que não ajudou-a? Obvio que não, ao contrário, daria a cara a tapa e não ligava se realmente recebesse a tapa, literalmente.

Taehyung, ele conseguiu a informação para mim. Um bom amigo ele. — Sorriu lembando. Mostrou a xícara como ênfase e bebeu mais um gole do café. Sua língua sentiu o queimar do líquido e aquilo quase anula o gosto bom do mesmo.

Hoseok assentiu também bebendo o café, seu próprio assistente tratou de levar até ele e oferecer a ambos, mas Hope e Suga sabiam que era apenas para saber como ia a situação ali dentro.

Por que não me contou? Por que não falou ‘pra mim que ela estava aqui? — Franziu o cenho e negou levemente com a cabeça.

Ela não queria. — Respondeu simples.

Sou seu amigo, Hoseok, e você sabia que eu gosto dela, deveria ter me ligado e avisado. Sabia que ela veio e não contou a ninguém? Apenas a Jungkook, mas obrigou-o a não contar onda a ninguém? — Falou indignado, mas claro que não demonstrava como sentia.

Eu sabia sim. — Respondeu novamente calmo. Yoongi estranhou e ia falar mais alguma coisa, até que foi cortado. — Eu que dei a ideia, hyung. — Se recostou na poltrona onde estava e encarou a expressão surpresa de Yoongi.

Aquilo foi inesperado, Yoongi sabia que Hoseok estava ajudando-a, mas não que a ideia veio dele.

Essa ideia foi sua? — Assistiu Hope assentir. — Sabe que afastou-a de mim e de todos que gostam dela? — Estava indignado.

Afastei-a de você, hyung? — Perguntou franzindo o cenho. — Com todo respeito, mas quem afastou-a de você foi você mesmo. — Aquela frase foi suficiente para calar o mais velho, afinal, ele não tinha nada para refutar quela extrema verdade. — Haru estava mal, ela queria se renovar! Passou bastante tempo da vida dela servido de apoio aos outros e no fim ficou sem um apoio, até teve seu esforço ignorado. Eu dei a ideia a ela de reiniciar tudo aqui, pitando e trabalhando como consultora da minha empresa, no ramo de marketing. Ela aceitou, nada mais eu fiz, claro, além de dar a ideia de não contar a ninguém. A melhor forma de recomeçar é esquecendo ou abafando o passado, ela gostou e aderiu.

Fez com que ela se afastasse, Hoseok! — Insistiu frustrado. Estava claro, aquela era a prova que Hoseok queria-a.

Não! Ela tinha motivos ‘pra se afastar! Ela estava quebrada, cansada e infeliz, eu não a afastei de ninguém, eu dei a oportunidade que precisava para seguir a si mesma e fazer apenas por si! — Retrucou com palavras certeiras. — Sabe quantos quadros ela planeja pintar dentro de dois meses? — Dezesseis! Ela já está encaminhado cinco estando aqui a menos de cinco dias. — Deixou claro. — Eu não fiz nada errado, eu não afastei ninguém, não menti ‘pra ninguém, eu apenas agi como qualquer amigo faria. — Calmo por fora e curiosamente por dentro também.

Amigo? — Rodou a ponta do dedo sobre a borda da xícara e assim que terminou o percurso, falou: — Você tem certeza que quer apenas amizade com ela? — Perguntou subjetivo.

O que, hyung? — Simulou. Hoseok, apesar de gostar de Haru além da conta, não queria perder a amizade que possuí com Yoongi, não são de se falar tanto, mas são amigos, certo?

Não finja. — Mandou. — Ninguém faz isso só por amizade, Hoseok, ‘tá, talvez até faça, mas sei que não é seu caso, vejo em seu olhar. — Suspirou imitando o ato do mais novo ao se recostar na cadeira. — Percebi sua forma de agir com ela desde quando estavam em Seul. Sorridente, carinhoso, apelidos! Eu tentei até ignorar, mas sabia que tinha alguma coisa errada. Hoseok, você é, de natureza, uma pessoa boa e simpática, mas Haru é minha namorada e futura noiva. — Disse observando bem as reações de Hoseok e é claro que notou quando ele estufou o peito ao ouvir noiva. — Eu notei todos o indícios que você gosta dela e sei que fez tudo isso com esperanças… mas desista, reatamos nosso namoro e mesmo que ela continue aqui, lembre-se que ela está comigo. — Colocou a xícara de café sobre o pires depois de beber mais um gole. Se colocou de pé e virou-se para sair.

É, você tem razão. — Admitiu. — Wada é uma espécie rara de mulher, não entendo como deixou-a ir. — Proferiu antes de ver o hyung realmente ir. Yoongi voltou-se para ele e lhe encarou. — Ela realmente te perdoou? Porque ao chegar aqui ela bebeu muito e até chorou em meu ombro. — Hoseok não agia assim geralmente; machucar uma ferida fechada, mas estava doendo nele, doía por conta das esperanças assassinadas. — Quer saber, hyung? Eu realmente estou apaixonado por ela, dei a ideia da “fuga’’ dela para cá simplesmente para me favorecer e ter uma chance, me iludi, porém, apesar de sentir grande raiva do que acabou de me contar, está tudo bem. Eu sempre respeitei o espaço, a decisão e os quereres da Haru, ela me aprecia por essa parte. — Se colocou-se de pé e guardou as mãos nos bolsos. — Não é como se Haru já não soubesse que sinto algo por ela, não é como se nós já não tivéssemos conversado sobre isso. — Hoseok lembrava bem daquele dia, lembrava tanto que parecia vivo dentro de si, e estava mesmo, tão vivo que seus lábios sentiam ainda o fruto da sua ação precipitada em beijar Wada de surpresa. — Me culpar por gostar da Haru é o mesmo que culpar a si por gostar dela, por isso eu espero que não fique com raiva, esse tipo de coisa não se controla e você sabe bem disso. Foi só uma confusão cruel do destino. — No fundo, vendo as coisas como estava, Hoseok acreditou que podia ter alguma cosia séria com a japonesa, pensou que poderia ter um romance digno como há tempos não tinha. Mas esperança pode doer além da conta ao ser quebrada.

Não, Hobi, eu te entendo. — Fechou os olhos e respirou fundo. — Só não… — Suspirou sem saber como pedir aquilo.

Não tente mais nada? Não force um amor? Não vá em busca da mulher que está apaixonado? — Perguntou todos os pedidos que Yoongi queria fazer. — Tudo bem, hyung, nós não escolhemos, certo? — Sentou-se na beirada da mesa e abaixou a cabeça.

É. — Concordou sentindo-se mal.

A situação estava tensa, Hoseok e Yoongi não estavam propriamente com raiva um do outro, eram maduros e cientes que esse tipo de coisa acontece na vida de muitos. Estavam, na verdade, sentindo culpa e remorso. Yoongi sentia culpa; ele havia notado antes que fez mal a Haru, mas agora notou que fazia mal a Hoseok que sempre teve boas intenções para com Wada, embora não fosse desistir do amor que tinha à japonesa, ele entendia o que o mais novo estava sentindo, por isso a culpa.

Hoseok sentia remorso por não ter tentado mais, entendeu que Haru necessitava de espaço e tempo, entendeu que ela queria se organizar e aceitava aquilo, acha até bom assim, conquistá-la aos poucos era seu plano, mas a vinda de Yoongi estragou tudo, literalmente, quase gemeu de dor quando ouviu noiva ser proferido por Yoongi. Quase voou em cima do hyung sentindo raiva por vê-lo ali, mas não fez, porque ele era o intruso, ele se apaixonou pela pessoa errada, ele não tinha o direito de fazer a cabeça de Haru e não faria. Hobi, assim como Yoongi disse, é bom de natureza, entendia a situação e não faria nada para magoar Haru.

Acho melhor você ir, Yoongi. — Foi calmo quando falou.

É, vou voltar essa noite para Seul. — Disse, o clima estava ruim ali.

Faça uma boa vigem, huh? — Sorriu em ênfase para que dizer estava tudo bem. Antes de Yoongi sair definitivamente da sala, o Jung disse: — Se cuide e cuide dela. — Era um aviso, um claro aviso de que não ficaria longe se houvesse uma próxima vez e aquela paixão que lhe queimava não cessasse.

Yoongi não respondeu apenas assentiu e saiu da sala, passou por Youngjae e sorriu dizendo adeus. Ele só queria voltar logo para os braços de Haru.

Colocou o copo, antes cheio de água e agora vazio, sobre a bancada empoeirada e suspirou. Naquele dia havia passado a tarde com Haru, se amaram o quanto puderam e até choraram por terem que se separar por tanto tempo novamente. O bom era saber que estavam prestes a ficar juntos de novo.

O pálido não ficou com raiva de Hoseok, talvez um pouco de ciúmes quando ouviu da boca de Haru que foi beijada por ele, mas entendia, o que era estranho, pois em outra época já estaria fazendo o maior escarcéu exigindo explicações, em vez disso, contou a Haru o que havia acontecido e só pediu que ela não desistisse de si e que se isso viesse acontecer lhe contasse pessoalmente e lhe desse a chance de

— Você vai acabar com a água do planeta, seu embuste. — Gritou batendo na porta do banheiro. Fazia tempo que Taehyung estava lá.

— Você é chato! — Gritou de volta. Tae estava apenas deixando – acreditava nisso na verdade – a água levar em sua correnteza o peso que sentia nos seus ombros.

— E você… quer saber? Ou você sai daí ou eu te enforco quando sair! — Não ouviu nada em resposta, esperou um tempo e apenas ouviu barulhos de passos e o chuveiro já não estava ligado.

— Eu saí já! Satisfeito? — Estreitou os olhos encarando Taehyung na porta com a toalha enrolada na cintura. Yoongi tinha uma careta no rosto e apenas empurrou o rapaz, ele tomaria seu banho agora.

— Fiz jajangmyun, mas não come agora, eu vou te bater se comer! — Ameaçou.

— Nossa, que cara mandão. — Reclamou baixo vendo o baixinho irritadiço fechar a porta do banheiro.

Foi até a sala e a viu arrumada, até sorriu com a imagem. O chão limpo, oa móveis – mesinha de centro e raque – sem poeira e o sofá tinha cobertores novos e cheirosos, aquilo indicava que assistiriam coisas juntos, gostava de passar as fossas pós términos com Yoongi, ele era bruto e chato, mas um bruto e chato atencioso.

Não demorou muito e estava vestido com roupas do hyung, assim como também não demorou e viu Yoongi sair do quarto também vestido. Sentaram no sofá e comeram todo o jajangmyun feito pelo branquelo, e assistiam a filme.

— Se eu dormir e você me acordar ou desenhar no meu rosto, Taehyung, eu juro que te jogo pela janela. — Ameaças eram o que mais Yoongi fazia.

— Estraga prazeres! — Comeu mais pipoca, cujas havia feito fez careta.

Acontece que mesmo morto de cansaço e com uma imensa vontade de dormir, Yoongi ficou até tarde fazendo companhia e ocupando a mente de Taehyung. Além de amigo, Taehyung era seu cupido, deveria cuidar do menino.

[…]

Os olhos de Hoseok foram diretamente para a boca de Haru, ela usava um gloss cereja e aquilo ressaltava sua boca. Os cabelos estavam soltos e voando com o vento, linda, como sempre. Mas sentia-se mal estando ali, principalmente pelo que ele estava prestes a fazer e lembrando o que Youngjae disse a si:

Precisa deixá-la ir, mesmo ela estando bem ao lado. Você sabia que não daria certo desde o começo, notou que demoraria muito para ela abrir espaço ‘pra você de outra forma. Mande-a ir, mas caso ela fique, não alimente mais nada sobre ela além da amizade.

As palavras eram ditas com calma e sabedoria.

— Wada? — Chamou a atenção dela. — Eu quero que pare de vir para a empresa.

— Mas por que, Hope? — Questiona. Sim, Haru sabia da conversa que Yoongi havia tido com Hoseok, mas não se sentia desconfortável, ela não se sentia mal pelo Hoseok, não tinha culpa daquilo, assim como Yoongi e Hobi não tinham.

— Você sabe o porquê. — Haru abaixou a cabeça refletindo, ela podia até não ver sentido naquilo de se afastar, mas era para ela que não tinha. Wada estava bem, Hoseok provavelmente não.

— Quer que eu me afaste de você? — Perguntou incerta.

— Você não? — Negou para o rapaz. Ela estava pintando numa sala clara da empresa de Hoseok, gostava de ir até lá e conversar com o rapaz enquanto pintava.

— Eu entendo que seja ruim para você, mas gosto de estar com você, seria uma pena me afastar agora, até porque, você me ajudou tanto. — Comentou sincera. — Sei que é chato ouvir isso, mas gosto da sua amizade, sua amizade para mim é importante.

— Não é chato, na verdade, é preciso que eu escute isso. — Sorriu. — Vai ser ruim para mim, acho que agora eu tenho que pedir isso; não venha mais. Estarei torcendo por você e estarei em todas as exposições que fizer, claro, se possível eu estar. Mas acho que deve ir. — Era isso ou alimentar sua paixão apenas com a presença dela, pois antes ela estava livre de Yoongi, mas agora está com ele, seria duro para si.

— Isso é realmente triste, Hobi. — Haru estava mal, Hoseok era importante ‘pra ela.

— Eu sei. — E como ele sabia. Ficaram em silêncio, Haru não pintava, apenas encarava a tela sem o mesmo sorriso de antes, isso frustrava Hoseok.

— Não quero deixar de ser sua amiga. — Facada. Hoseok lufou em riso, mas não havia alegria ou humor nele.

— Não vai, eu disse, estarei torcendo por você e vou estar sempre que possível… — Foi interrompido grosseiramente.

— Não! Eu não quero deixar de vir ‘pra cá, gosto de conversar com você enquanto pinto. Faz bem ‘pra mim. — Estava chorosa, eram amigos, odiava terminar amizades, ainda mais quando eram assim como tinha com Hoseok. Era deprimente.

— Mas não faz ‘pra mim. — Disse com pesar. Haru tinha que entender, Hoseok queria ela, não ser amido dela. O que faria para explicar isso a ela?

— Mas… poxa, eu sei que é egoísmo meu, mas eu realmente gosto e até preciso… — Era a única forma de fazê-la entender que não dava certo, então Hoseok fez!

Beijou-a.

A boca dele sugava a dela com carinho, mesmo que o corpo feminino estivesse travado pelo susto, mesmo que seus olhos estivessem abertos, e estivesse assustada, Hoseok não parou, rodeou seu corpo e lhe beijou, fazia carinho na nuca dela e tocava de um jeito casto seus lábios. Parece loucura, mas Haru não fez nada, deixou-se ser beijada, sabia que aquele beijo não mudaria seus sentimentos por ele ou por Yoongi, aquele beijo apenas deixou claro que não podia estar ali.

Hoseok soltou o corpo de Haru e se afastou, respirou fundo.

— Agora entende? Isso não é nem metade do que quero com você, mas respeito meu hyung e você, Haru, respeito o amor dos dois, então, por favor, respeite meu pedido e faça o que mando. — Disse saindo da sala.

Haru ficou na sala, sua paleta de tintas na mão e o pincel na outra. Queria tirar aquele sentimento triste de si, mas saber que Hoseok estava mal por ela era difícil fazer dar certo.

Esperanças nem sempre são pontos positivos e Hoseok entendeu isso quando chegou em sua sala presidencial e desejou não ter saído da cama naquele dia.

Estava chovendo por dentro dele, apenas isso.


Notas Finais


Tô com pena do Hobi, socorro *-*
Quero declarar que estou triste com minha própria fic, ain...

TÁ NO FINAL GENTE, FINAAAALLL, MAIS TRÊS OU QUATRO CAPÍTULOS E ACABA!!!!!
Eu tô nervosa com o fim, AAAHH

Bem, espero que tenham gostado COMENTEM E ME FAÇAM FELIZ pq a coisa tá foda aqui. *-*
Sobre o TaeKook... bem, nada a comentar ainda Kkkkk

Beijos até o próximo.


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