História Incógnita 3-3 - Capítulo 13


Escrita por: ~ e ~Halfwitch

Postado
Categorias Amor Doce, Another
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Iris, Kentin, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Professor Faraize, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Amor Doce, Another, Crossover, Gore, Melancolia, Morte, Suspense, Terror
Exibições 58
Palavras 1.971
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey guys!

Eu iria postar mais cedo, mas dormi e acordei agora kkkk
Bem, eu gostei desse capítulo em particular. Eu geralmente escrevo meio em transe e depois que leio, vejo se gostei ou não, como se nem tivesse sido eu a escrever. é bem estranho rsrs
Bom, espero que gostem também! Bjs

Capítulo 13 - Novas regras


Fanfic / Fanfiction Incógnita 3-3 - Capítulo 13 - Novas regras

A segunda-feira estava escura e chuvosa, deixando tudo com uma fria umidade que Ellie odiava. Ela não entendia bem, mas aquele tempo a fazia ficar mais triste que o normal, enquanto observava as gotas de chuva caindo do lado de fora da casa. Todos na escola a olhariam de maneira estranha, culpando-a mais uma vez pela morte de mais um aluno, assim como fizeram quando Charlotte morreu. Não queria voltar à escola depois de tudo o que passou lá, mas não podia ser egoísta, precisava contar aos outros como acabar com a maldição.

Foi, como de costume, de carro com Agatha até Giraut de Bornelh. A tia foi para a sala dos professores assim que chegaram, deixando que a garota fosse para a classe sozinha. Os alunos das outras classes riam e conversavam normalmente, alheios a qualquer problema que a classe 3-3 enfrentava, afinal de contas, não eram suas vidas que estavam em jogo.

Ellie segurava as alças da mochila, olhando para os sapatos pretos lustrosos e para a saia do novo uniforme, já que jogara o outro fora. A porta da classe 3-3 estava fechada e a garota não via ninguém entrando ou saindo quando se aproximou. Não estava atrasada, mas sim exatamente no horário certo. Aproximou-se devagar, percebendo que a janelinha de vidro na porta havia sido tapada com um papel. Ela estreitou os olhos, colocando a mão na maçaneta e girando-a, para entrar e a porta não estava trancada, mas alguém a segurou antes que se abrisse.

_ Quem é?_ Uma voz feminina perguntou do interior da sala e logo o rosto de Letícia apareceu, na fenda da porta. Seus olhos azuis estavam marejados e logo Ellie pensou o pior. Não era possível que outra pessoa havia morrido. A garota abaixou os olhos, abrindo mais a porta para que Elena pudesse passar. Parecia que todos da classe já estavam lá dentro, mas ela não pode conferir, porque algo desviou sua atenção: Nina, a garota loira que parecia ser jovem demais para estar no terceiro ano, estava pendurada pelo pescoço no ventilador de teto. Sua cabeça pendia para o lado, seus olhos estavam saltados das órbitas e seu rosto tinha um estranho tom arroxeado. Morta.

Ellie colocou as mão sobre a boca, arregalando os olhos. Estava um silêncio sepulcral, onde todos permaneciam de cabeça baixa. Algumas garotas choravam, mas não havia sinal de algum professor ou coordenador da escola. O que estava acontecendo? Nathaniel parecia ser o único inabalável, além de Castiel é claro, que parecia indiferente. O loiro acenou para Ellie, para que ela se sentasse na cadeira ao seu lado. Um círculo de cadeiras havia sido feito ao redor do ventilador e isso deixou a garota inquieta, mas mesmo assim, sentou-se ao lado dele.

_ Pode trancar a porta Letícia. Nenhum professor pode entrar._ Nathaniel falou, com sua voz autoritária. Ellie observava o seu rosto de soslaio, com atenção, até porque não queria ficar olhando para a garota morta, que pendia na frente de seus olhos._ Vou ler a carta que Nina deixou antes de suicidar, escutem com atenção e tentem ver onde eu quero chegar…

_ Por que não nos deixa sair Nathaniel? Eu não quero ficar olhando para o corpo dela!_ Bia falou, debulhando-se em lágrimas. Ela parecia ser a mais abalada com a morte da garota. Ellie viu Lysandre sentado no círculo, de frente para ela, pela primeira vez deixando de ser ignorado. Tinha uma expressão triste no rosto e mantinha os olhos baixos. Nathaniel massageou as têmporas, irritado.

_ Fique quieta e apenas escute._ Bia pareceu um pouco surpresa com a fala do garoto, mas engoliu em seco, fazendo o que ele dizia. O loiro segurou o bilhete de Nina e começou a ler sua letra redonda e bonita._ “Perdoem-me por fazer com que me vejam morta, porque acho que deve ser horrível. Eu sou fraca, tenho muito medo de morrer de um jeito doloroso e violento, por isso estou fazendo isso agora, antes que as coisas piorem. A Charlotte morreu e agora o Kentin, ambos de forma terrível. Tenho certeza que a maldição foi desencadeada e não quero ter que temer a morte cada segundo da minha vida. Peçam desculpas aos meus pais, digam para ter cuidado e que eu os amo.  Ass: Nina. “

Nathaniel acabou de ler e levantou os olhos dourados, encarando os colegas boquiabertos um por um, até chegar em Ellie. Seus olhos eram um peso muito grande para que a garota pudesse carregar, então desviou-se, olhando o corpo da garota que balançava tranquilamente pendurado no ventilador. Elena também pensara em se matar no elevador, mas não sabia se de fato o faria. Não era questão de coragem, porque a garota tinha bastante. Corajoso não é quem se mata, mas quem consegue permanecer e enfrentar a vida. Realmente, precisava de coragem para viver.

_ Isso significa que todos vamos morrer?_ Dajan, um membro do clube de basquete, perguntou, com um claro medo na voz.

_ Claro que nós vamos e é tudo culpa dessa garota imbecil que falou com o Lysandre!_ Resmungou Debrah, que estava com a cabeça encostada no ombro de Castiel e fuzilou Ellie com os olhos. Era evidente que ela não se importava com Nina e desdenhava a situação, devido ao meio sorriso em seus lábios.

_ O que vamos fazer Nathaniel?_ A voz de Melody, a segunda representante de turma, era chorosa e só agora Elena percebera que ela estava sentada do outro lado de Nathaniel.

_ Silence! A única coisa que precisamos fazer é tentar sobreviver e culpar alguém não vai ajudar nisso!_ Rosalya falou firmemente, de uma forma que fez Ellie admirá-la. Realmente achar um culpado era impossível e desnecessário.

_ Você tem toda razão Rosalya. Para sobrevivermos, precisamos manter o sangue frio e não fazer besteiras como a Nina fez, não podemos nos precipitar._ Nathaniel levantou, ficando logo abaixo do cadáver de Nina. Ele falava como uma espécie de líder de guerra e todos se calaram._ Teremos de arranjar outra solução, já que ignorar Lysandre não deu certo e eu tenho uma ideia do que podemos fazer._ O representante de turma olhou para Ellie, intensamente, como se pudesse a perfurar com os olhos, ou ler sua mente.

_ O que você tem em mente Nathaniel?_ Castiel se pronunciou pela primeira vez no dia, ao ver o olhar do loiro para a inglesa. Ele gostava dela, era uma garota diferente e não se conformava que todos a atacassem daquela maneira, como se toda a culpa fosse dela. Debrah vinha falando dela a dias, dizendo que se algo acontecesse, mataria Ellie. Ele a repreendeu, mas a garota nem deu atenção a suas palavras. Castiel não era uma má pessoa, mas internamente, tinha um sentimento estranho, que desejava que Debrah fosse morta pela maldição. Desde que começou a namorar com ela, sua vida se transformara em um verdadeiro inferno, onde a garota o manipulava, ameaçando contar seu segredo caso a deixasse.

_ Ao invés de ignorar uma pessoa, teremos de apagar a existência de duas pessoas._ Respondeu o loiro, andando calmamente dentro do círculo de cadeiras._ Tudo começou depois que a Elena entrou na escola, então vamos apenas fingir que ela nunca foi da nossa classe. Vamos fingir que nenhuma pessoa falou com o Lysandre, que ele nunca deixou de ser ignorado. A partir de hoje, nenhum dos dois jamais existiu. Nada mais justo, que a ignorada seja quem começou tudo. Acha plausível, Elena?_ A garota o encarava, sem expressão.

_ Isso é idiota Nathaniel..._ Começou Armin.

_ Não, ele tem razão. Faz um certo sentido o que diz e não custa nada tentar. Mas, enquanto somos ignorados, todos vamos procurar outra forma de parar com tudo isso. _ Ellie falou com determinação, uma determinação causada pela morte de Kentin e todo o medo de morrer. Ela iria fazer de tudo para parar a maldição, por todos da classe e também pelo doce menino que morreu por causa dela. O loiro sorriu de canto para a garota, satisfeito com a decisão. Lysandre não disse nem uma palavra todo o tempo, apenas aceitando em silêncio, talvez, por não poder mudar nada.

_ Alguém vá chamar a diretora, diga que mais uma pessoa morreu._ Falou Nathaniel, ainda com os olhos pregados nos da garota. Jade, Bia e Iris saíram da classe em silêncio, como se obedecessem ao representante. Castiel encarava Ellie com um olhar triste, enquanto Debrah e Ambre sorriam de um jeito sádico.

 

****

 

Ellie não existia mais. Ela e Lysandre estavam cobertos por um domo de vidro que lhes conferia o poder da invisibilidade. Ninguém mais lhes lançava nem mesmo um olhar, uma palavra e seus nomes não eram falados na chamada. Agatha também tinha que ignorar a menina, tanto na escola quanto em casa. A garota se sentia como um fantasma, rondando a casa com a tia passando sem nem mesmo olhar para ela. Mas, a mulher sempre fazia comida a mais e deixava para a sobrinha. Pelo menos, ninguém mais morreu desde Nina.

Não era ruim ser ignorada, afinal de contas, era isso mesmo que Ellie queria desde o começo do ano. Tendo mais sossego, poderia observar as pessoas melhor. Ela notou que Castiel sempre saía antes das aulas da Agatha e voltava quando ela saía, tornando aquilo muito suspeito. Descobriu também, ao observar Nathaniel, que ele tinha manchas roxas nos braços quando levantava um pouco as mangas da blusa. Isso fez a garota se perguntar se ele era masoquista, ou alguém batia nele. Ela também notara que Debrah e Dake se falavam bastante, até que os viu se beijando em um dos corredores. Eles, é claro, saíram de perto, mas sem poderem falar nada com a garota.

Já eram duas semanas sendo ignorada e, mesmo podendo, Lysandre evitava falar com a garota. Ele era a única pessoa com quem ela poderia falar, mas Ellie não dizia nada também. Naquela terça-feira, quinze dias após o suicídio de Nina, Elena estava em uma aula entediante, olhando para o professor que não podia olhá-la. Se começasse a falar com Lysandre ali mesmo, ninguém poderia chamar sua atenção. Se ela puxasse o garoto para dançar tango no meio da sala, ninguém poderia dizer nada. Ela sentiu uma forte vontade de rir, ao imaginar os dois dançando no meio da sala, com todas as pessoas se forçando a não olhar.

Ela riu, riu alto como não fazia à mais de um ano e ninguém a olhou, o que fez com que a crise de risos piorasse. Ellie saiu da sala rapidamente, sentando-se no corredor e rindo até que formassem lágrimas nos olhos. Dois minutos depois, Lysandre saiu da sala e, em silêncio, sentou-se ao lado da garota.

_ Por que estava rindo?_ Ele perguntou, sério. A garota, já recomposta, olhou para o rosto de Lysandre, acompanhando suas belas feições com os olhos e depois sorriu minimamente.

_ Eu nos imaginei dançando no meio da classe. Você me girando e dançando como se fosse um salão e o professor continuando com a aula, como se nada estivesse acontecendo, se esforçando para nos ignorar._ Ellie encostou a cabeça na parede, suspirando.

_ E desde quando isso é engraçado?_ Um sorriso sarcástico brincava em seus lábios. Elena deu de ombros, fazendo-o rir._ Com todo respeito mademoiselle, você é meio maluca._ Lysandre também encostou a cabeça na parede, mantendo as pernas esticadas. A garota se sentia, de certa forma, calma perto dele, como se sua tranquilidade aliviasse toda aquela angústia que ela tinha dentro de si.

_ Talvez eu seja a única pessoa sã e o resto do mundo seja maluco._ Falou ela, observando as nuvens se moverem do lado de fora da janela.

_ Uma pessoa sã não seguiria um garoto fantasma pelo telhado do seu colégio assombrado._ Murmurou ele, fazendo Ellie sorrir._ Seja bem vinda ao clube, Elena.

 


Notas Finais


Até o próximo! S2


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