História Incógnita - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, 5sos, Drama, Michael Clifford, Romance
Exibições 17
Palavras 1.867
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


A música do capítulo é Godzilla- With confidence
Era pra eu ter atualizado ontem, sorry :|
Não deu tempo de revisar então desculpa qualquer eventual erro

Capítulo 4 - Quatro


Ashton me convenceu a confiar um pouco mais na Francesca depois do incidente na festa. A mulher ajudou-me a controlar a ansiedade nos momentos em que ultrapassava os limites. Michael passou a estar sempre por perto, algo plausível considerando sua amizade com Calum e por dividir o quarto com Ashton.

O que mais me intrigava era que ele não falava, pelo menos não comigo.

Duas semanas se passaram desde aquele dia e eu já até tinha esquecido de como a sua voz aparentava.

Hoje era dia de ação de graças e naturalmente , todas as pessoas suportáveis do meu círculo de relações iriam regressar às suas devidas casas para a ceia. Todas as pessoas, menos eu, Ashton e o Mr. Jefferson, meu professor de literatura clássica.

Como nos outros anos, ou ficaríamos para dividir a  ceia com os professores, ou eu e Ashton íamos a casa da Sra. Irwin. Mas este ano o dia de ação de graças caiu numa sexta feira, e acho que vocês já sabem que sexta é dia da lista.

Subi as escadas para o terceiro andar, onde encontrava-se o dormitório masculino de Eastwood College, dei uma batida solitária no quarto de número 63 quando fui atendida por Ashton a escovar os dentes.

Percebi a presença de duas malas de mão no chão.

Michael, que tinha o cabelo recém pintado de um roxo claro, situava-se deitado em sua cama com os fones nos ouvidos , não sabia se estaria dormindo ou a escutar música mas isso também não importava.

"Onde vamos com essas malas?" Perguntei quando o garoto dos caracóis dourados guardava sua escova de dentes em um bolso externo.

"Minha mãe pediu pela minha presença no jantar de hoje a noite, disse que tinha um anúncio à família.", Disse dando ênfase na palavra família, o que deixa claro que eu não seria bem vinda na tal reunião.

"Bem, parece que serei apenas eu, o Jeff e o peru esse ano...",disse com um riso constrangido.

"Desculpa não ter avisado antes, pode pegar o meu playstation se quiser alguma distração." Disse com a voz calma, pegando as malas em seguida. "Te vejo amanhã?", perguntou antes de sair pela a porta e eu apenas murmurei um  'uhum'.

Subi na cadeira e peguei o velho playstation 2 no compartimento superior do armário.

Michael continuava imóvel , e eu continuava a indagar se estaria acordado ou não.

Na dúvida, saí sem cerimônias.

Fui caminhando lentamente até o primeiro andar, mais especificamente, até a sala de televisão. O vazio daquela faculdade resultava num silêncio absoluto, com excessão do barulhos dos meus passos, o quieto era mais do que reconfortante, era um alívio. Como se alguém tivesse pausado o movimento das ondas do mar.

A sala de televisão era monótona, empoeirada e metaforicamente velha. Tudo lá era velho, o televisor, o sofá, as cortinas, a mesa de centro e até os professores que estavam a jogar cartas no canto da sala.

Sem demoras, conectei o aparelho e fiquei jogando GTA 4.

[...]

Já havia completado 7 missões do jogo, algo que Ashton me agradeceria depois, os professores já haviam embaralhado os baralhos e ascendido os cigarros diversas vezes quando se levantaram e me deixaram sozinha na sala da nostalgia.

Já estava cansada de apertar os botões então coloquei no canal da Disney Channel.

Estava passando Camp Rock , um dos melhores filmes já feitos. Julgando que a Demi estava fazendo uns hambúrgueres depois de descobrirem que ela era filha da cozinheira, o filme devia estar mais ou menos na metade.

Encolhi as pernas e apoiei o queixo em minha mão.

E então um sujeito cujo o cabelo era uma confusão de tons de roxo entrou na sala olhando para o seu celular e sentou-se na extremidade oposta do sofá.

Eu nunca ia saber se o cabelo dele estava daquele jeito de propósito ou por um acidente com o tonalizante.

Era estranho, sempre que eu o olhava sempre vinham duas opções na minha cabeça. Ou isso ou aquilo. Mas nunca tinha coragem de lhe perguntar qual opção estaria certa. Talvez ele precisasse continuar a ser uma incógnita ambulante.

Parei de encarar o sujeito no momento em que percebi que estava a fazê-lo.

A Demi estava se preparando para cantar "This is me" no show de talentos, eu adorava essa cena.

Quando a música começou, pude escutar Michael cantarolar baixinho.

Como ele saberia a letra de uma música de um filme tão infantil quanto Camp Rock?

Ele continuava a teclar freneticamente em seu celular.

O "silêncio" parecia ser constrangedor apenas para mim.

Resolvi me levantar e fugir para o meu cantinho ,mais especificamente, uma árvore na frente da janela do meu quarto cujo eu gostava de subir e ler livros.

Antes que eu pudesse abrir a porta e realizar meu plano a criatura resolveu socializar.

"Parece que só sobrou a gente aqui.", disse guardando o celular e me dando um sorriso.

"É, digamos que a minha família está muito ocupada pilotando um avião ", disse me lembrando de Dave.

"E a minha com alguma entrevista estúpida.", disse e se levantou."Quer ajuda com aquela lista?".

"Como você sabe sobre ..."fui interrompida."Calum me contou."

“Mas é claro que ele te contou...”resmunguei revirando os olhos.

“Então ?”,insistiu.

“Estava planejando ignorar  a lista hoje mas já que se ofereceu, acho que vou aceitar sua companhia.”,falei ainda evitando o contato visual.

“Então o que planeja pra hoje ?”, perguntou enquanto saíamos da sala de televisão.

“Não é assim que funciona, eu não planejo a lista, a pessoa que tá comigo escolhe um número e então a gente vai e faz a coisa.” Expliquei devagar.

“Tá com ela aí ?”, perguntou arqueando uma das sobrancelhas.

“Tem uma cópia no meu celular.”, dei de ombros.

“Pode ser o número 6 então? “,perguntou quando paramos na porta do meu quarto.

Peguei o meu celular, abri no bloco de notas e procurei o número 6 da lista de coisas para fazer antes de morrer, li em voz alta “Número 6- fazer uma tatuagem ,observação: o número seis só pode ser realizado depois do número 62 da lista, que no caso é doar sangue.”

“E você já doou sangue ou terei que escolher outro número ?”

“Já, já doei sangue”, disse e peguei minha carteira, meu moletom preto e as chaves do carro.

“Uma pergunta: eu sou obrigado a fazer isso também ou só tenho que testemunhar?”, perguntou quando eu acabava de pisar no antepenúltimo degrau da escada que dava para o primeiro andar.

“Isso depende da liberdade que você dá ao seu espírito.”

[...]

“Harleeeey!”, o garoto de cabelos coloridos exclamou ao ver a tatuadora  do pequeno estúdio no centro da cidade.

A mulher que devia ter seus 30 anos, possuía os cabelos negros presos em um coque com uma bandana, ela tinha tatuagens nos braços e estavam em boa forma em sua camiseta regata cinza e shorts jeans.

“Mikeeey! Quanto tempo garoto !”, as duas criaturas fogosas se aproximaram e deram um abraço um tanto demorado. “ A quanto tempo está de volta ?E o que faz aqui?”

“Voltei deve fazer um mês, mas enfim, eu vim aqui por causa da minha amiga louca.”, ele disse e apontou para mim, que ainda estava parada ao pé da porta de entrada.

“Entre meu amor, como se chama ?”, Harley respondeu com sua simpatia.

“Ruby.”, disse prestando atenção na decoração do pequeno estúdio.

“Ruby?! Que nome lindo! Suponho que tenha um motivo para o Mikey te apresentar como louca.”

“É mais ou menos.”, respondi enquanto sentava no sofá de couro negro.

“Ruby tem uma lista de coisas para fazer antes de se formar, estamos aqui  por causa disso.”, disse animado.

“Entendi, e o que posso fazer por vocês nesse maravilhoso dia de ação de graças?”

“Estava pensando em tatuar algo, não sei onde nem o que.” Respondi casualmente.

[...]

E de repente lá estava eu sentindo as primeiras agulhadas do desenho.

Eu tinha escolhido um desenho  de uma ampulheta, uns triângulos e algumas rosas vermelhas na costela. Não era muito grande nem muito pequena era “adequada”.

A ampulheta significava a contagem de tempo da lista, e foi por isso que eu tatuei-a .

Michael acabou por tatuar a frase “To the Moon “ no bíceps. Não sei por que de o ter feito mas não me dispus a perguntar.

“Michael, dê notícias a Crystal ela não para de me falar do quanto tem saudades suas!”, Harley disse após pagarmos as tatuagens. Michael apenas assentiu calado.

Fomos até o meu carro e me encontrei sem um destino.

“Missão cumprida” disse riscando o item da minha lista e olhando-o enquanto ajeitava o meu boné preto em minha cabeça. “Quer disfrutar de uma ceia de ação de graças com o Mr. Jefferson e cia ou fazer outra coisa ?”, disse e ele deu um risinho de leve.

“Pensando bem, tem algo que eu estou morrendo de vontade de fazer desde que voltei.” , disse e deu uma pausa. “Tem uma sorveteria aqui perto em que eu quero muito ir.”

Michael me guiou por entre as estreitas ruas do bairro até chegarmos à uma pequena sorveteria de paredes verdes e algumas crianças espalhadas.

Ele pegou o sorvete de Menta com chocolate e eu peguei o de chiclete. Ao sentarmos, fiz a pergunta que me atormentou o dia todo: “ Por que se ofereceu para me ajudar com a lista hoje ?”

Ele pegou mais uma colherada do sorvete e me respondeu “Eu sei lá, gosto da sua companhia.”

Gosta da minha companhia ?Sério Michael? Eu falo tanto com você que tinha até esquecido o tom da sua voz !

“Como assim gosta da minha companhia? A gente nem se fala”, soltei a frase acompanhada de um suspiro.

“É, realmente não nos falamos, mas eu te conheço Ruby.”, ele disse e eu arqueei as sobrancelhas. “ Veja só: sei que você e Ashton são amigos a uma eternidade e que derrubou milk-shake de morango no Calum. Sei que a sua banda favorita é The 1975, sei que que você fuma um Mallboro Lights  todas as tardes, sei que gosta de literatura clássica como os livros da Agatha Christie e que colhe uma certa mágoa pelo tal do Luke Hemmings do terceiro período de Música.”, ele disse pausadamente me surpreendendo.

“Você é um stalker ou o que ?”, perguntei assustada e Michael começou a rir.

“Vou explicar então, você e Ashton são bem próximos o que é fácil de concluir, Calum me contou sobre o dia em que se conheceram e sobre a sua pequena obsessão com The 1975, sobre o cigarro, é o mesmo cheiro dos cigarros que o meu pai costumava fumar quando criança e eu componho as minhas músicas no mesmo horário na sacada bem em cima da sua, sempre te vejo com um livro do tipo naquela árvore de frente para sua sacada e sobre Luke Hemmings , a festa do Rolland explica tudo sozinha .”, assenti concordando com tais conclusões.

“Então a pergunta mais plausível seria: Por que você aceitou a minha companhia visto que eu te conheço e você não sabe absolutamente nada sobre mim ?”, ele disse por fim , me olhando com um sorriso debochado e as sobrancelhas arqueadas.

 


Notas Finais


Comentem aí pessoal!
Catchau !


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