História Incondicional. - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Furihata Koki, Himuro Tatsuya, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Murasakibara Atsushi, Nijimura Shuuzou, Shougo Haizaki, Takao Kazunari
Tags Abo, Akafuri, Akashi, Alfa, Aokise, Aomine, Beta, Furihata, Himuro, Kagakuro, Kagami, Kise, Kuroko, Midorima, Midotaka, Momoi, Mpreg, Murahimu, Murasakibara, Nijihai, Oi Mãe, Ômega, Omegaverse, Sasahtrakinas, Takao
Exibições 478
Palavras 2.473
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E voltamos mais cedo~
Gente, capítulo veio nessa quinta porq sexta e final de semana estarei ocupada e.e
Mas enfim~ Vamos á leitura :D

Capítulo inteiramente Kagakuro G_G

Capítulo 14 - Confissões afobadas


Era encantador ver de camarote Kuroko tocando aquele instrumento de cordas. A música era contagiante, com tambores ao fundo batendo com força, deixando tudo mais impactante, e as cordas do banjo sendo puxadas fazendo tudo ficar mais suave.

                Kagami, vidrado, não conseguia tirar seus olhos do ômega, ainda surpreso por tê-lo reencontrado-o, ainda mais naquela situação.  Lembrava-se que cogitou a ideia do azulado ser um artista por causa de suas roupas, e aquilo apenas concluía suas dúvidas.

                Até então, Tetsuya mantinha-se sentado numa almofada tocando o banjo tranquilamente, até o momento que os tambores começam a ficar mais agitados e as notas musicais mais rápidas, levantando-se e mexendo as pernas com graça, numa dança no ritmo da música. Em passadas rápidas, deu um pulo, girando no ar, fazendo com que sua roupa girasse e deixasse tudo mais belo, caindo no chão sem fazer barulho, como se seu peso fosse de pena.

                A plateia mantinha-se calada, impressionada demais para esboçar alguma reação. No palco, Kuroko dançava enquanto tocava, a música já dominava todo o ambiente, o som alto dos tambores mais o banjo fazia com que todos ficassem eufóricos com seus corações batendo mais rápido. Kagami Taiga, por outro lado ainda perguntava-se porque diabos permanecia sentado. Tinha vontade de o ver mais de perto, de frente pro palco.

                Seus olhos vermelhos brilhavam a cada vez que Kuroko fazia um movimento com suas pernas, mostrando total equilíbrio, e caia no chão com certa graça. Foi impossível não sair de sua poltrona, e como se estivesse hipnotizado, parou em frente ao palco. Percebeu que havia saído de seu lugar quando já estava bem próximo á Tetsuya, mas não deu importância á aquilo.

                E de repente, para seu desespero, a apresentação acaba quando Kuroko se curva para a plateia, olhando de relance para o ruivo, parecendo não estar surpreso com sua presença.

                As grandes cortinas se fecham e Kagami pisca algumas vezes, voltando á realidade. Acaba escutando os gritos da rainha logo ao fundo, chamando a atenção não só dele, mas do restante dos telespectadores.

                -OOOEEE!!! TAIGAA!!! –A mulher parecia furiosa, esgueirando-se no parapeito do camarote. –O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO AÍ, IDIOTA! QUERIA INTERROMPER A APRESENTAÇÃO!? SUBA JÁ AQUI!!!

                -Rosa, não o trate como criança, deixe nosso filho... –Disse o rei calmamente, tentando conter a ruiva de cabelos esvoaçantes que estava pronta para esmurrar o filho.

                -Ele age como se fosse uma criança hipnotizada por um doce! Você viu da onde ele pulou!? ELE PULOU DAQUI! –Apontou para o parapeito –Tudo para ficar encarando o ômega artista! Que absurdo! –Cruzou os braços, irritada.

                O rei, de forma sugestiva, cruzou os braços igualmente á mulher e deu-lhe um sorrisinho, tentando fazer ela perceber a situação. –Rosa, você acabou de dizer “Como se fosse uma criança hipnotizada por um doce”, e é verdade, não é muito diferente da realidade. Quer dizer, talvez nosso filho esteja mesmo hipnotizado pelo ômega, não é?

                Rose estreitou os olhos, e rapidamente os abriu imensamente, juntamente com a boca. –O-O QUE!? –Gritou, mais uma vez chamando a atenção das pessoas.

                -Está tudo bem aqui, majestades? –Perguntou um guarda, abrindo uma das cortinas que estavam atrás do rei e da rainha, separando-os de um corredor.

                -Está sim, é apenas essa mulher que é muito escandalosa. –Sorriu o rei de cabelos negros, coçando a nuca, mostrando um pouco de constrangimento.

                -Você escutou o que acabou de dizer, Takashi!? –Pôs as mãos na cintura –Taiga? Taiga de olho em um ômega!? Quer dizer, já apresentamos á tantos pretendentes fêmeas e ômegas da alta classe e ele não deu bola á nenhum! Agora, um ômegazinho metido á bonitinho, um artista que viaja para conseguir alguns trocados, vai chamar a atenção do nosso filho idiota!?

                -As coisas acontecem, Rose. –Sorriu.

                -TIRA ESSE SORRISO DA CARA! –Apontou para o mesmo, logo segurando a barra de seu vestido para começar a andar depressa e ir á procura de Kagami, que por sinal, já não estava mais em frente ao palco.

                -Rose! –Segurou no braço da esposa. –Deixe-o ir, deixe! Se aquieta, mulher!
               
                -Não diga o que tenho que fazer, Takashi! –Largou o vestido novamente, sentando-se na poltrona. –Depois eu acabo com ele. –soltou um suspiro irritado.

                -Sim, sim, depois acabe com ele, depois... –Assim como a rainha, Takashi sentou-se na poltrona ao lado, relaxando -... Mas Rose, até que era bonitinho o ômega, não acha?

                -Calado.

                Kagami por outro lado, corria de um lado para o outro á procura de Kuroko. Até que foi atrás do palco, onde estavam a maioria dos artistas que se apresentaram naquela noite.

                -A-alteza! –Disse uma mulher surpresa, que logo se curvou, juntamente com os outros artistas.

                -O-oi... –Pareceu um pouco desconcertado. –Err, vocês viram onde foi parar o ultimo artista que se apresentou? Seu nome é Kuroko Tetsuya.

                Todos ali ficaram em silêncio, olhando um para o outro. Até que a mulher comentou: -Como sabe o nome dele?

                -Nos encontramos no dia anterior... Quero falar com ele.

                -O que quer falar com ele? –A mulher parecia um pouco desconfiada. Estava com uma de suas sobrancelhas levantadas, mostrando que dependendo da situação, não hesitaria em enfrentar o príncipe da Seirin.

                -Riko, apenas diga... –Disse um outro homem, que estava logo atrás arrumando uns instrumentos. –Vossa Alteza não parece ser ruim ao ponto de fazer algo com Kuroko, não é? –Sorriu de forma doce.

                Kagami sentiu-se um pouco incomodado ao escutar aquilo. Não iria fazer nada, lógico, mas só de pensar que eles estavam desconfiando de si apenas por ser um alfa atrás de um ômega o deixava desconfortável.

                -Estou pedindo isso com todo o respeito. Juro que apenas quero conversar com ele... Q-quer dizer... –Coçou a nuca um pouco nervoso –Quero o conhecer melhor.

                A mulher de cabelos curtos mais uma vez estreita os olhos, logo cedendo ás vontades do príncipe. –Eu não sei para onde ele foi. Teppei? –Perguntou, virando para o rapaz um pouco alto que arrumava os instrumentos.

                -Eu o vi indo para o lado de fora do teatro. A parte de trás. Acho que foi tomar um ar.

                -Muito obrigado! –Curvou-se minimamente e logo saiu correndo.

                Enquanto isso, atrás do palco, os artistas começaram a conversar entre si. –O que será que esse príncipe quer com o nosso Kuroko? –Perguntou Riko.

                -Ele parece ser um cara legal, de verdade. Eu vi sua expressão encarando Kuroko. Não me parecia maldade, era algo diferente. Ele estava encantado, simples assim.

                -Eu vou ficar de olho, isso sim! –Disse a mulher, saindo pelo mesmo lado que o ruivo foi.

                -Não atrapalhe tudo, Riko!

                -Tá bom!

               
                Enquanto isso, Kagami finalmente chega na parte de trás do teatro. Tinha um terraço cercado com parapeitos e uma escadaria que dava para um jardim. As pupilas do ruivo dilatam ao verem Kuroko sentado no parapeito de costas, segurando seu instrumento musical.

                Parecia estar sentado ali aproveitando a brisa fresca que assoprava, enquanto contemplava a grande lua branca que estava iluminando o céu limpo daquela noite. Com o coração um pouco acelerado, Kagami resolve chamar sua atenção antes de se aproximar.

                -Kuroko!

                O azulado leva um pequeno susto ao escutar a voz familiar, virando o rosto e encarando atrás de si, vendo o tal alfa que havia lhe salvado na lagoa. Sem se mexer da onde estava, Kuroko esboçou um pequeno sorriso e acenou sua mão, cumprimentando-o.

                -Eu estava te procurando. Sua apresentação foi esplendida. –Disse com um sorriso encantador, aproximando-se  do menor e descansando seu cotovelo no parapeito. Ambos estavam um do lado do outro. –É realmente uma coincidência nos encontrar novamente aqui em Seirin. Está gostando?

                Tetsuya pareceu pensar um pouco antes de responder. Não faz muito tempo que havia chegado em Seirin, apenas algumas horas. Para responder a pergunta do alfa, balançou a cabeça positivamente.

                -Que bom, heh.

                E a conversa pareceu se encerrar naquele momento, deixando Kagami um pouco desesperado. Estava sem jeito, e estava nervoso, ao contrário de Tetsuya, que continuava com a uma expressão serena, abraçando seu banjo e sentado no parapeito, sem medo de cair. O ruivo queria conversar com ele, queria ter assunto para ficarem falando durante horas, mas não conseguia pensar em nada. Estava tão contente em tê-lo novamente.

                Ter... Uma palavra muito forte. Kuroko não era dele, mas Kagami queria. Era impressionante como apenas vira o pequeno ômega poucas duas vezes e já estava desesperado pelo mesmo, agindo de forma completamente desconcertada e irracional. Agora entendera Aomine quando o moreno viu apenas a imagem de Ryouta talhada no grande tapete naquele festival da Teiko.

                -Kuroko... –O chamou, logo ganhando sua atenção. O menor o fitava. –Quantos dias vai ficar aqui?

                O azulado fez “quatro” com a mão.

                -Só quatro dias!? –Pareceu um pouco surpreso.

                Kuroko balançou os ombros, algo como “pois é”. Quatro dias era até muito para viajantes que não passavam dois dias em territórios diferentes.

                Só de imaginar que daqui á quatro dias teria de lidar com Kuroko ir embora mais uma vez o deixava deprimido. Deveria considerar-se sortudo ao encontrar Tetsuya novamente, mas não sabia se teria essa sorte de novo depois que o mesmo partisse. Kagami deveria permanecer em Seirin juntamente com sua família e cuidar dos deveres políticos como todo príncipe faz, e Kuroko continuaria viajando para longe, sabe-se lá se voltaria para Seirin ou não.

                Mais uma vez, tentando não deixar aquela pequena conversa morrer, Taiga afugenta seus pensamentos negativos e volta-se para o menor novamente: -Sabe, eu me apaixonei pela forma que você tocou na sua apresentação. –Disse de forma serena, chamando a atenção de Kuroko, deixando-o um pouco desconcertando.

                -Você pode tocar para mim?

                E então Tetsuya sorriu. Disposto a tocar só para Kagami, ajeitou o banjo e puxou a primeira corta, soltando uma nota musical. Naquela área tudo estava silencioso, longe das outras pessoas que continuavam dentro do salão do teatro conversando entre si, Kagami e Kuroko eram agraciados pela tranquilidade da noite e o som das folhagens das arvores.

                A música de forma lenta era tocada graciosamente por Kuroko, que mesmo não estando numa apresentação, conseguia ser lindo do mesmo jeito. Não tocava de forma apressada como antes, mas uma música bonita, com uma sonoridade bonita, e com cada nota bonita.

                Algo bonito.

                Em silêncio, Taiga apenas admirava a beleza do azulado sendo iluminada pela lua e alguns postes de iluminação há vela que havia por perto, sendo realçada pela canção tocada pelo banjo.

                Em poucos minutos a música acabou. Parecia que o ouvido de Kagami incomodou-se com o final da canção, sentindo o desconforto de escutar o silêncio agradável da noite novamente. Tetsuya passou a encarar Taiga, numa expressão que se espera alguma coisa, uma aprovação, talvez.

                -Isso foi lindo. –Comentou Kagami, um pouco abobado.

                E como agradecimento, sorriu mais uma vez. O ruivo logo descobriu que passou a gostar daqueles sorrisos meigos que o azulado fazia.  

                -Kuroko... –O chamou mais uma vez. Fez uns segundos de silêncio, um ficou encarando o outro com certa ansiedade e expectativa, esperando algo ser dito. –Me deixa triste saber que daqui á quatro dias você irá ir embora.

                Sem deixar Tetsuya transparecer qualquer reação, Taiga adiantou-se e se aproximou um pouco mais do mesmo, colocando uma de suas mãos pequeno ombro alheio, para que o fizesse prestar atenção em si. E sem nenhuma vergonha aparente, sabendo que é totalmente estranho dizer algo do tipo á um ser que conheceu nem faz dois dias, proferiu: -É estranho o quão louco estou por você apenas em lhe ver em poucas ocasiões, e tenho total certeza de meus sentimentos que estou perdidamente apaixonado por você, Kuroko... –Respirou fundo, recuperando fôlego e logo continuou –Quando o vejo fico intrigado por tal beleza e delicadeza que você esbanja com tanta exuberância. Sinto meus instintos alfas atingirem picos alucinantes, tanto que em sua apresentação, mal vi meus movimentos, e quando me dei por conta, já estava em frente ao palco, querendo lhe olhar mais de perto.

                Tudo o que lhe era dito, Kuroko estava espantado. Com sua total surpresa, mantinha os olhos engrandecidos e boca levemente aberta. Nunca um alfa lhe dissera palavras tão bonitas e profundas, sempre era algo mais vulgar, palavras feias proferidas para lhe atingir diretamente de forma negativa. Com todo aquela confissão, deixava aquele príncipe mais elegante, mais chamativos. Mais bonito, quem sabe.

                Talvez seus instintos de ômega estavam sendo desperto por aquele alfa, e nem se deu conta...

                -Eu ainda nem lhe perguntei para estar falando esse tanto de besteiras, mas você já tem algum pretendente? –Questionou com as sobrancelhas frisadas. Talvez tivera de lutar com outro alfa pela mão de Kuroko? –Estou perguntando isso por não ter visto nenhuma marca de mordida em seu ombro ou pescoço. –Olhou novamente para o pescoço do azulado, vendo a enorme cicatriz horrível. Aquilo lhe chamara a atenção mais cedo, e continua chamando, porém, para aquele momento, não iria falar sobre.

                Tetsuya rapidamente responde negativamente, mostrando um pouco de seu nervosismo, deixando transparecer um rubor nas bochechas.

                Tão perfeito. Tão fofo. Pensou Kagami.

                -Então, Kuroko, fique aqui comigo em Seirin. Não vá embora, eu lhe peço. Prometo que lhe darei toda atenção e lhe tratarei da melhor forma que poderei. –Desceu sua mão que estava descansando no ombro do menor, para a sua pequena mão, que estava depositada em cima do banjo. A segurou com firmeza. –Quero deixar minha marca em você, Kuroko... Seja meu companheiro!

                E com isso, os olhos azuis engrandeceram mais ainda e suas bochechas conseguiram ficar mais rubras. Era impossível descrever em palavras o quão Kuroko estava surpreso e envergonhado com tudo aquilo. O constrangimento era imenso, mas não poderia negar que estava encantado com a coragem do alfa. Era realmente encantador o quão o príncipe de Seirin mostrava-se.

                Porém, antes de sua resposta chegar, a tal mulher do camarim reaparece, chamando a atenção dos dois que estavam resolvendo-se entre si, praticamente selando seus destinos.

                -MAS O QUE DIABOS PLANEJA FAZER, PRÍNCIPE DA SEIRIN!? –Gritou, furiosa. Aproximou-se depressa dos dois, pegando Kuroko pela cintura e o puxando para si. Tetsuya era leve o suficiente para uma fêmea conseguir pegar.

                -O que faz aqui!? –Perguntou Kagami, mostrando irritação assim como a mulher.

                -Vim salvar Kuroko! Como tem coragem de dizer todas essas baboseiras bonitas para ele!? Mal se conhecem!

                -Não o conheço, mas quero conhecer!

                -Não adianta falar esse tipo de coisa para mim, idiota! –O xingou, não se importando que o ruivo fazia parte da realeza daquele país. –Lutamos muito para manter Kuroko seguro depois de salvá-lo, não vai ser um principezinho de merda que o tirará de nós! Não me convencerá com tais palavras bonitas, não caio mais nessa!

                Pegou o azulado pelo pulso e começou a marchar em direção ao teatro: -ELE RECUSA A SUA PROPOSTA! –Respondeu em voz alta, praticamente arrastando o azulado.

                Kagami não sabia o que fazer, estava sem reação alguma. Tudo foi tão de repente...

 


Notas Finais


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