História Incondicional. - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Furihata Koki, Himuro Tatsuya, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Murasakibara Atsushi, Nijimura Shuuzou, Shougo Haizaki, Takao Kazunari
Tags Abo, Akafuri, Akashi, Alfa, Aokise, Aomine, Beta, Furihata, Himuro, Kagakuro, Kagami, Kise, Kuroko, Midorima, Midotaka, Momoi, Mpreg, Murahimu, Murasakibara, Nijihai, Oi Mãe, Ômega, Omegaverse, Sasahtrakinas, Takao
Exibições 556
Palavras 3.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiolaa :y
Nessa semana só consegui escrever Incondicional >_> Foi uma semana difícil. Horrível pra falar a verdade kkkkkk Para vocês que ainda estão na escola, se acham que vai facilitar alguma coisa na faculdade, pensem de novo... NÃO VAI! HUEUHEUHEUHHUE
Mas enfim~

Neste capítulo vamos apresentar o nosso imperadorzinho de merda kkkkkkkk Desculpe, a mania de Young Folks fala mais alto xD
Capítulo totalmente Akafuri! Ò^Ó Dei uma boa adiantada no casal, tá 10/10

Acho que estou conseguindo colocar cada casal em seu devido momento sem ficar bagunçado... O que vocs acham? Aos poucos a história vai seguindo e todos os ships apareceram UuU

Bom, é isso! Bjs na bunda e boua leitchura '3'

Capítulo 17 - Os limites de um escravo


Fanfic / Fanfiction Incondicional. - Capítulo 17 - Os limites de um escravo

Akashi era filho único. Príncipe do reino de Hakuzan, Akashi Seijuro vivia em seu grande castelo junto de seu pai, o rei. A muito aquele reino não tinha uma rainha ou um rei consorte, o que de certa forma colocava pressão ao ruivo para encontrar alguém e governar junto á si quando se tornar rei.

                Todavia, mal sabiam aqueles que o pressionavam que Seijuro já estava de olho em um certo alguém. Não era nada concreto, apenas o observava todos os dias e o achava uma pessoa interessante, apesar de tudo. O que todos esperam, é que a linhagem real siga com um sangue puro, nobre, que não seja manchado por plebeus ou classes menores, os ditos escravos.

                Mas Akashi sentia em afirmar mas, talvez ele seria o primeiro a manchar o sangue da família. E não era só por rebeldia...

                E mais um começo de tarde se inicia. O príncipe ruivo se encontrava na imensa sala de instrumentos, onde junto á um professor e maestro, estava tocando piano. Os olhos do professor estavam atentos á sonoridade e aos dedos ágeis de Seijuro que apertavam as teclas do piano com maestria, tocando uma das músicas mais difíceis e conhecidas daquele tempo. O som do piano acuava na boa acústica da grande sala, deixando todo o ambiente calmo, com uma prazerosa presença. Depois de alguns minutos, os braços param de se mexer, os dedos ágeis param de apertar as teclas, e o belo som do piano termina, deixando um silêncio incômodo no ar.

                -Como esperado de vossa alteza, está esplendido. –O professor quebra o silêncio com sua voz um pouco gasta com o tempo. Era um senhor de idade, afinal. –Tão bom assim no piano, não tenho mais nada para lhe ensinar. Talvez na próxima vez que eu voltar, queira treinar no violino? Sei que em algumas músicas têm dificuldades.

                -Fico feliz em saber que estou sendo elogiado pelo melhor maestro do reino, senhor Godtof. Foram vários anos de treinamento intensivo vindo do senhor, não é? –Sorriu de forma respeitosa.

                -Oh, sim, lembro-me bem da primeira vez que vim aqui. Sua mãe ainda viva que me contratou... Mesmo pequeno, era uma criança notável.

                -Pois bem, preciso melhorar no violino. Quando será nossa próxima aula?

                -Assim que desejar, Alteza.

                Torceu os lábios, pensativo. Depois de alguns segundos, decidiu: -Semana que vem?

                -Com toda certeza estarei aqui. –Curvou-se minimamente. –Agora, com sua licença, irei me retirar.

                Em resposta, Akashi apenas curvou a cabeça, autorizando a saída de seu mestre.

                Assim que se viu sozinho na grande sala, respirou fundo, relaxando os ombros e deixando-se piscas algumas vezes. Estava com sono, cansado, seus dedos doíam assim como suas costas.

                Ser um príncipe onde todos lhe esperam a perfeição em tudo que faz era cansativo. Sua mãe, que era a única válvula de escape que encontrava quando criança já não estava mais ali para lhe confortar, e agora, sobrou apenas o pai rígido que sempre lhe cobra responsabilidades e perfeição em tudo que faz.

                Ás vezes, lhe pegava pensando em coisas horríveis como por exemplo a imensa vontade em tonar-se rei logo, mas para isso, seu pai teria de abdicar. Abdicar, o rei Hyusen nunca abdicaria... A não ser... Se fosse morto.

                Piscou algumas vezes e passou as mãos nos cabelos ruivos. Agache tinha que parar de pensar nisso. Ás vezes seus devaneios o assustavam.

                “Eu seria capaz de matar meu próprio pai apenas para virar rei?

                Levantou-se de seu acento e foi até a grande janela da sala, apoiando-se no batente, encarando o grande jardim que havia ali.

                Em meio aos arbustos e canteiros de flores, viu segurando uma cesta artesanal cheia plantinhas um ômega. O ômega era um escravo, fora comprado pelo rei já fazia alguns meses, e faz poucos dias que havia retornado de seu cio, onde ficou quatro dias fora. Seria absurdo dizer que aquele escravo era o alvo de Akashi, e mais absurdo ainda era o quando queria passar o cio ao lado do mesmo.

                Seu nome era Furihata Kouki.

               
                -Faz dias que não o vejo... Não faria mal atrapalhar um pouco o seu trabalho, não é? –Disse á si mesmo, saindo do batente da janela, indo para o jardim.

                De baixo do sol forte, Furihata passava constantemente seu pulso em sua testa para secar o suor que teimava cair. Sentia-se cansado após o cio de quatro dias, e agora estava convivendo com a terrível dor em seu baixo ventre, juntamente com o sangramento.

                Queria descansar um pouco...

                Olhou para as correntes que prendiam seus dois tornozelos.

                “Escravos não descansam...

                -ANDA LOGO, FURIHATA!!! –Gritou um forte homem que estava montado num cavalo. Ele era responsável pelos escravos do castelo, e sempre andava com um chicote, pronto para castigar aqueles que desobedeceriam as regras.

                -S-sim, senhor! –Respondeu com os ombros encolhidos, um pouco assustado. Voltou a colher as folhas soltas do arbusto, limpando.

                -Está fazendo um bom trabalho, Kouki.

                E levou um grande susto, dando um pequeno solavanco, soltando a cesta se querer.

                -A-alteza! –Gritou.

                Sem conseguir se segurar, Akashi solta uma breve risada: -Te assustei?

                -C-chegou tão de repente... –Olhou para o chão, vendo a cesta de cabeça pra baixo, com todas as plantinhas que havia recolhido derrubadas no chão. –Acabei derrubando tudo, me desculpe. –Lamentou-se, abaixando-se e começando a pegar as plantinhas.

                -Deixe que eu te ajudo. Uma parcela disso é culpa minha.

                Com a aproximação do ruivo, Kouki acaba levando outro susto, afastando-se um pouco. –Hn! –Murmurou.

                -O que foi?

                -N-nada, nada... –Olhou para os lados, um pouco nervoso. Tinha medo de Akashi, apesar do mesmo nunca ter lhe feito mau. Sabia Furihata que Akashi era um alfa de imensa presença, intimidando aqueles que sempre o desafiavam. Esbanjava respeito, autoridade, e era filho do maldito rei...

                -Tem medo de mim?

                A pergunta lhe chamou atenção, passando a encarar Seijuro nos olhos. Logo quando pôs os olhos nos heterocromáticos, sentiu um calafrio, e logo desviou o olhar. Estava sem respostas.

                -Não desvie o olhar, Kouki, olhe para mim. –Disse calmamente, mas soou como uma ordem.

                O moreno, um pouco tremulo, levantou a cabeça novamente e encarou Akashi.

                -E então? –Perguntou novamente. –Tem medo de mim?

                Furihata tinha medo de responder. Responder e ser castigado. Devesse mentir? Mas e se a mentira também lhe causasse o castigo?

                -E-eu... –Gaguejou. Estava nervoso. Estava sentindo dor. “Ai...!” Murmurou mentalmente, assim que sentiu uma fisgada no pé da barriga.

                -Hunf. –Sorriu, desistindo de cobrar uma resposta vinda de Kouki. Voltou a olhar para baixo, pegando as plantinhas que estavam derrubadas na grama, devolvendo na cesta. –Não deveria me temer. Não farei nada contigo.

                Assim que resolvera voltar a fazer o mesmo que o ruivo, Furihata ponderou um pouco antes de comentar: -Vossa Alteza não... N-não deveria ficar perto de mim.

                -Hm?

                Mordeu o lábio inferior, arranjando coragem: -Não deveria ficar perto de um escravo, Alteza... –Desviou o olhar –O patrão não gosta de me ver perto do senhor... Disse que alguém imundo como eu não deveria chegar perto do príncipe. –Colocou a ultima plantinha no cesto –E de certa forma ele tem razão...

                -Não deveria se subjulgar dessa forma, Kouki...

                -OE, FURIHATA! –Escutou os gritos do patrão logo ao fundo. O moreno olhou para o homem montado no cavalo, ficando um pouco assustado. Akashi percebeu o medo de Furihata. –ESTÁ IMPORTUNANDO VOSSA ALTEZA!?

                O moreno logo iria se desculpar, mas Seijuro logo entrou adiante: -Não se preocupe com ele, senhor Souza. Não está sendo nenhum infortúnio conversar com Kouki. Se bem que sou eu que estou o incomodando, eu que vim conversar com ele.

                -Desculpe então atrapalhar a conversa de ambos, Alteza.

                -Apenas volte ao trabalho, Souza.

                E com isso, o homem acenou a cabeça e saiu jardim a dentro com seu cavalo.

                -Bom, com isso acho que não será mais castigado, não acha?

                Abraçou o cesto contra o corpo, um pouco acanhado, respondeu: -O-obrigado, Alteza.

                -Me chame de Akashi, Kouki.

                -N-não sou permitido a ter essa liberdade com o senhor... –Desviou o olhar.

                -Mas eu estou... –O ruivo se interrompe ao perceber algo estranho nas pernas do escravo. Com os joelhos e canelas desnudos, pode ver uma linha de sangue escorrer até o joelho, pingando na grama. –Sua perna está sangrando...

                Com aquela situação mal pode perceber o sangue escorrendo por suas pernas. Seu rosto ruborizou-se violentamente de forma rápida, largando a cesta artesanal novamente e segurando a barra do tecido aos trapos que usava, puxando-o para baixo, como se inutilmente tentasse esconder o sangramento de suas partes intimas. Sentindo-se humilhado em tal situação –Sangrar na frente do príncipe- ajoelhou-se na grama rapidamente, juntando o máximo as pernas, cobrindo-as mais com os trapos, abaixando a cabeça.

                -M-ME PERDOE!

                De início, Seijuro não havia entendido o pedido de perdão.

                -Deve ser horrível ver esse tipo de coisa, ainda mais de um escravo... –Lamentou-se. –Peço perdão, vossa alteza.

                Com seus olhos atentos, Akashi podia ver as mãos de Furihata tremerem.

                “Ele tem tanto medo assim de mim?” –Pensou o ruivo.

                Agachou-se e ficou na altura do moreno. Deu um breve sorriso calmo, na qual Kouki não pode perceber pela cabeça baixa.

                -Ômegas e fêmeas sangram uma vez por mês, depois do cio, não é? É algo tão normal quanto respirar... –Deu uma pausa, vendo o menor erguer a cabeça para encará-lo. –Não deveria ter uma reação tão exagerada assim, Kouki.

                -Me desculpe, alteza... –Disse, envergonhado. –Não deve ser muito agradável ver esse tipo de coisa...

                -Não me incomoda. –Olhou para o céu com o sol queimando forte, porém se aproximando do horizonte, e logo encarou Furihata, que estava soado, com partes do corpo sujas, e pernas manchadas de sangue. –Logo menos anoitece... Quer tomar um banho?

                -Uh? E-eu vou... Eu vou mais tarde, assim que terminar meu trabalho por aqui, falta pouco! –Respondeu rapidamente, um pouco nervoso. –Hoje o patrão deixou alguns baldes de água para nos banhar. –Pegou o tecido de sua veste, cheirou –Se meu cheiro lhe incomoda, peço desculpas... O patrão não nos dá água todos os dias para tomar banho.

                -Acho que você não entendeu muito bem. Estou lhe convidando para tomar banho no castelo. Assim pode se limpar melhor.
 
                Os olhos do escravo engrandeceram: -O QUE!? –Gritou, um pouco surpreso. Logo percebera que gritou com o príncipe, tratando-se de tapar a própria boca rapidamente. –Q-quer dizer... E-eu! Não! Não posso! Vossa Alteza não deveria dizer tais besteiras, digo, não que você diga besteira, quer dizer, senhor! –Estava nervoso.

                -Kouki, dá para se acalmar!? Hahahaha –Seijuro se divertia com aquele rapaz. –Qual o problema? Não está feliz? É um banho de banheira...

                -Eu realmente fico agradecido por sua bondade em me convidar para entrar no castelo, mas entenda, Alteza, um escravo como eu não é permitido entrar no interior do castelo. Apenas os empregados... O que vão pensar quando verem uma criatura suja como eu pisando dentro do castelo?

                -Já disse para não se subjulgar dessa maneira, Kouki. E pelos deuses, pare de me chamar de Alteza! Eu sou o príncipe, e a única autoridade acima de mim é o rei... Se bem que eu não dou a mínima para isso. –Revirou os olhos, levantando-se e erguendo a mão para Furihata á pegar. –Vamos, levante-se.

                E assim se fez.

                -Apenas quero ajudar. –Disse o ruivo.

                -Isso não é certo, Alteza.

                -Akashi.

                -A-akashi... Hn.

                Furihata era filho de uma família humilde, andarilho entre os reinos daquele grande país. Nunca imaginara que um dia pisaria os pés nos chãos brilhantes dos imensos castelos da realeza. Seu braço estava sendo puxado pelo príncipe. Nunca pensou que seria tocado por um príncipe...

                “Por que isso está acontecendo comigo?” Pensou.

                -Aqui. –Entrou em um cômodo dos  últimos andares, onde ficavam os quartos, para entrar no grande banheiro.

                -A-aqui são os dormitórios? –Perguntou um pouco nervoso, olhando para os lados e vendo a mobília.

                -Tem uma cama logo ali, então eu acho que sim. –Sorriu, transbordando sarcasmo.

                Ao perceber a resposta óbvia, Kouki comprimiu o lábio, sentindo-se idiota.

                Akashi preferiu não chamar a ajuda das criadas para não chamar a atenção. Ligou o chuveiro, se afastando, dando passagem para o moreno se aproximar da água que derramava no chão.

                Curioso, pois nunca havia visto um chuveiro, colocou a mão de baixo da água e não deixou de conter um sorriso entusiasmado. –A água realmente sai daqui! Hahahaha –Sorriu, aproximando-se e colocando a cabeça de baixo da água. –Está fria. Refrescante. Como chama isso mesmo? Encano? Encan... do? –Tentava se lembrar.

                -Água encanada. –Sorriu.

                -Ah, verdade!

                Estava com o corpo dentro do chuveiro, sentindo os trapos grudarem em seu corpo por causa da água lhe molhando, a sujeira aos poucos se esvaindo e descendo pelo ralo dourado. Nunca havia tomado banho daquele jeito, sempre se banhava em rios, ou então nos baldes que o patrão as vezes levava. A realeza tinha uma vida realmente diferente da que tinha. Chuveiro era uma coisa divertida, pensava o ômega.

                -Temos um esfregão, também. Ajuda a tirar a sujeira. –Da pia, Akashi pega o esfregão, entregando á Furihata. –Passe em seu corpo e tire a sujeira.

                -Obrigado.

                -Não vai tirar? –Encostou as costas na parede, cruzando os braços.

                -Hm?

                -A roupa. Tire sua roupa. Assim poderá se lavar melhor.

                Não se sabe se Seijuro estava com um pingo de malícia em sua frase, ou se a proposta era totalmente nobre, mas além da proposta, a troca de olhares deixou o ômega um pouco constrangido. Apertou um pouco o cabo do esfregão e abaixou a cabeça, encarando os cantos aleatórios do banheiro, não conseguindo manter contato visual.

                -Escutou? –O ruivo quebrara o silêncio do banheiro, fazendo sua voz acuar no banheiro e dar um pequeno susto no outro.

                -N-não será preciso.

                -Apenas tire, Kouki. Será melhor. –Deu meia volta, pronto para sair do banheiro. –Apresse-se, irei lhe trazer uma troca de roupas. Já volto.

                Quando saiu do banheiro, Akashi fora totalmente diferente dos pensamentos de Furihata. O moreno pensava que a proposta do ruivo era algo pervertido, mas por fim não era nada, apenas queria lhe ajudar no final das contas... Ainda um pouco surpreso, apressou-se em tirar o tecido que usava, e deixar num canto perto da parede do chuveiro. Passava o esfregão nas costas, enquanto pensava sobre o que Akashi fazia para si: “Sendo um príncipe tão respeitado com uma educação tão avançada, talvez ele seja diferente dos outros que vivem ao meu redor...”
               
                E continuou seu banho, enquanto o sangue, junto com a água, descia pelo ralo.

                Minutos mais tarde, Akashi havia retornado com uma toalha e troca de roupas. Entra no banheiro e vê que o chuveiro já estava desligado e Furihata encontrava-se agachado, abraçando as próprias pernas, murmurando baixinho.

                -Sente muita dor? –Aproximou o ruivo, colocando a toalha em cima do corpo do outro.
               
                -A-alteza... –Abraçou a toalha contra o corpo, enrolando-se e levantando-se. –É apenas um incômodo... Logo, logo passa.

                Voltaram para o quarto, escutando os barulhos das correntes arrastando no chão de madeira, incomodando Akashi. –O que acha de tirar isso? –Olhou para as correntes presas nos tornozelos de Furihata.

                -N-não posso tirá-las!

                -Pode sim, eu deixo. Tire-as, o som me incomoda.  

                -Vossa Alteza, pelos deuses, não posso tirá-las! –Se afastou um pouco, juntando os pés. –Não sou permitido, eu sou um escravo... N-não sou livre para não ter correntes!

                Um pouco irritado com a insistência de Kouki, o moreno observa o príncipe tomar alguns passos para trás, vendo seu corpo se transformar. Foi tudo muito rápido, e quando percebeu, fora derrubado no chão com certa violência dada pelo peso do grande felino acima de si. Viu a boca do grande leão com caninos afiados, fungando de forma violência perto de seu rosto. Sem reação nenhuma, pode apenas ficar com os olhos bem abertos e a boca semi aberta, estava pálido! O leão então se mexe, deixando Furihata com mais pânico ainda, descendo sua grande cabeça até os tornozelos do moreno e agarrando as correntes com a boca; e numa crava violenta de dentes, cortou as correntes num estrondo de ferro.

                Assim que as correntes se partiram, o leão se transforma novamente, e Seijuro passa a mão na boca, tirando o gosto de ferrugem.

                -A-as correntes... –Disse Furihata, ainda abismado e um pouco assustado com o que acontecera. –Sentou-se no chão e encarou as correntes que agora não prendiam mais seus tornozelos. Viu os mesmos desnudos, com feridas causadas pelas correntes. –As correntes estão... Q-quebradas... –Passou a mão no local, sentindo o mesmo sensível.

                -Vista a roupa que lhe trouxe e deite-se naquela cama. Não se preocupe em sujar os lençóis de sangue, qualquer coisa eu mando trocarem.

                -Por que, Alteza? –Perguntou, levantando o olhar, passando a encarar o ruivo nos olhos. Sentia medo ao fazer isso, encarar ele diretamente, mas precisava saber...

                Ponderou um pouco, desviando brevemente seu olhar do ômega. “Por que?” –Apenas faça o que mandei, Kouki.

                E virou-se, seguindo até a porta. Antes de sair, voltou-se para Furihata, que já estava de pé, indo pegar sua roupa. –E antes, Kouki... É Akashi.

                E por fim saiu. Deixando um Furihata um tanto confuso dentro daquele imenso quarto.

                Tudo estava acontecendo tão rápido e de forma estranha, pensava o moreno...

                Andando nos corredores, Akashi sentia-se com a obrigação cumprida. Talvez estivesse exagerando um pouco para o lado de Furihata, mas sentia que assim era melhor. Não queria ver o mesmo trabalhando como escravo, cuidando de seu jardim sem descanso nenhum.

                -Ele merece coisa melhor. –Disse á si mesmo.

                -VOSSA ALTEZA! –Gritou uma criada, correndo pelo corredor, chamando sua atenção.

                -O que foi?

                -Trago-lhe esta carta vinda diretamente de Teiko! –Estava cansada, aprecia ter corrido em todos os lugares até em sua procura. –O mensageiro disse que era urgente!

                Um pouco confuso e temeroso ao que seria, pegou a carta e a abriu, começando logo em seguida á ler. Em poucos minutos, sua expressão era de total surpresa e indignação...

                “O Rei da Teiko foi morto? Shuzo agora é o novo rei!? Que história é essa de bárbaros!?

                Sua situação com seu pai não era uma das melhores, admitia que vivia em pé de guerra com o mesmo; mas agora, depois de ler esta carta e saber tudo o que está acontecendo, chegou a conclusão que não se importaria de piorar sua relação com seu pai... Ou pior, não se importaria em virar rei logo.
                 


Notas Finais


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