História Inconsequência - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Xiumin
Tags Aikimsoo, Exo, Exo M, Exo-k, Fluffy, Kaisoo, Kid!exo, Yaoi
Exibições 689
Palavras 2.219
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Por hoje é só, porque eu preciso dormir.
Acordo de madrugada amanhã, porque as aulas não dão trégua.
Espero que gostem desse capítulo, fiquei surpresa ao relê-lo.
Boa leitura.

Capítulo 3 - Não era só mais o presente que importava


Ao acordarem e se verem nus, na cama com suas respectivas parceiras, despediram-se delas e resolveram ir embora. Kyungsoo e Jongin saíram do quarto na mesma hora. Arregalaram os olhos ao se encontrarem em um estado de pós-sexo/ressaca. Não era a primeira vez que algo do tipo acontecia, mas se sentiram estranhos ao se encontrarem.

-Err... - Jongin tentou falar e coçou a nuca por estar sem jeito.

-Vamos? - Kyungsoo tomou a iniciativa e o moreno concordou.

Desceram do segundo andar da casa em silêncio. Se sentiam envergonhados e de certa forma arrependidos. Sabiam que fizeram o que queriam, porém, não se encontravam felizes. Principalmente ao darem de cara um com o outro após a noite que tiveram.

Caminharam de volta para casa um longo caminho, já que não tinham Luhan para lhes dar carona. Durante o trajeto, ficaram em silêncio e olhando as coisas ao redor. Kyungsoo se sentia estranho, mas de alguma forma conseguia saber - mesmo que bem no fundo do seu ser - a razão para estar envergonhado. Jongin - por outro lado - não entendia a razão para se ver sem jeito depois de uma noite de sexo. Ele tinha 16 anos e seu hyung já estava acostumado com situações assim. Mas então "por que me incomoda saber que ele dormiu com alguém?" se perguntou silenciosamente.

 

-x-

 

Após o ocorrido na festa, a rotina voltou ao normal. Kyungsoo e os amigos estudavam igual escravos para o vestibular, enquanto Jongin e Sehun tentavam encontrar consolo um no outro. Sehun passava maior parte do dia na casa do moreno, porque os dois ficavam jogando video-game e se lamuriando por não terem suas companhias rotineiras. Jongin resmungava que o pré-vestibular lhe tirava seu melhor amigo e Sehun reclamava que tirava seu namorado.

-Kai... Eu queria te fazer uma pergunta. Você promete tentar fazer um esforço pra me responder com sinceridade? - o mais novo pediu após ambos pararem de jogar.

-Quanta formalidade, Sehun. Apenas pergunta e eu te respondo. - o moreno falou.

-Você... Não acha um pouco estranho sua amizade com o D.O-hyung?

-Por que seria estranha?

-Porque você está agindo como eu, um namorado trocado por livros. - respondeu e Jongin começou a rir.

-Ser trocado por livros é dose, hein? - zombou.

-Para de fugir do assunto! - Sehun resmungou jogando um travesseiro em Jongin. - Me responde logo.

-Não respondi, porque não tem o que responder. Eu sei que você está querendo dizer que parece que somos um casal, mas não somos na prática, só na teoria da sua cabeça e na dos nossos amigos. - Jongin explicou.

-Mas é que a amizade de vocês é um pouco estranha, entende? Não consigo enxergar só amizade. Existe algo a mais. Você não sente isso? Todas as pessoas de fora conseguem sentir. - Sehun insistiu.

-Sabe, Sehun, acho que o que existe entre o hyung e eu não dá pra ser nominável. Nós somos companheiros, amigos, irmãos e tudo que possa ser sinônimo de confiança, entende? Mas eu não vou mentir dizendo que não existe algo a mais. Eu acho que existe sim, só não sabemos o que é. - Jongin falou sério.

-Por que não tentam um relacionamento? Talvez assim vocês descubram. Eu consigo sentir uma tensão sexual muito grande entre vocês.

-Tensão sexual, Sehun? - Jongin repetiu rindo e jogando um travesseiro no amigo. - Tentar relacionamento pra quê? Kyungsoo e eu estamos bem como estamos. Somos novos demais pra assumir um relacionamento com alguém.

-Não sei daonde vocês tiram essa ideia. Eu sou o mais novo e tenho um relacionamento. - Sehun comentou emburrado. Nunca entendia a fissura dos amigos em não terem um relacionamento.

-Você já está preparado pra isso. Hyung e eu não.

-Vocês são dois imaturos! - Sehun reclamou e Jongin riu.

-Somos apenas dois adolescentes, é diferente. - argumentou e viu o mais novo revirar os olhos. Iria retrucar com outra brincadeira, quando a campainha tocou.

Jongin não esperava ninguém, estava sozinho em casa e não lembrava que iria ter visitas. Também não cogitou ser Kyungsoo, afinal, naquele horário o mais velho estava no cursinho e não na frente da sua casa apertando a campainha. Largou Sehun em seu quarto e desceu, para poder descobrir quem era e o que queria. Assim que abriu a porta, tomou um susto.

-Sehyun? - arquejou surpreso. A menina mais velha, dona da última festa que tinha ido há dois meses, estava parada em frente a sua porta e ainda com os olhos vermelhos.

-Kai, você está sozinho? Eu preciso conversar com você sobre um assunto sério. - ela falou e o moreno ficou confuso.

-Eu vou pedir ao Sehun pra ir embora, assim podemos conversar ok? - perguntou e viu a garota concordar.

Normalmente não pediria para Sehun ir embora, porém, os olhos vermelhos e lacrimejados da garota o tinham alarmado. Não parecia ser uma coisa qualquer e negar privacidade no assunto seria ruindade. Mal entrou no quarto para pedir que Sehun fosse embora, para encontrar o loiro desligando o celular.

-Kai, preciso ir. Kyungsoo não vai voltar com o Hannie e por isso vou buscá-lo no curso. Outro dia a gente se fala. - com isso o mais novo saiu correndo da casa, sem ver que tinha uma visita.

 

-x-

 

Kyungsoo estava saindo do curso e conversando com Luhan, quando viu a menina com quem dormira há dois meses. Sorriu para ela e teria continuado seu caminho, se a mesma não o tivesse parado.

-Kyungsoo-oppa, eu preciso falar com você. - ela sussurrou.

-Claro, Jaehee. - o baixinho sorriu amigável. - Luhan, eu não vou poder ir embora contigo hoje.

-Não tem problema. Vou ligar pro Hunnie vir me buscar. - o chinês tranquilizou o amigo, que sorriu.

-Então vamos tomar um sorvete, Jaehee? - Kyungsoo perguntou amigável e a menina concordou.

Os dois se despediram de Luhan e seguiram caminho até a pracinha da cidade, porque lá existiam vendedores de sorvete e poderiam conversar tranquilamente. O sol estava se pondo, por isso o dia ainda estava claro. Kyungsoo achou estranho o silêncio da menina ao seu lado.

Jaehee era um ano mais nova e desde que tinham dormido juntos, conversavam de forma tímida. Kyungsoo não era agradável com quase ninguém, mas sentia certo dever para com Jaehee, porque não se lembrava como tinha agido durante a noite que passaram juntos e tinha medo de tê-la machucado.

 Chegaram à praça e logo avistaram uma barraca vendendo casquinha. Compraram e foram se sentar em um banco mais afastado das pessoas. Ficaram em silêncio durante um tempo. Não era um silêncio agradável.

 -Jaehee, o que você tinha pra me dizer? - Kyungsoo resolveu quebrar o clima tenso.

 -Oppa... Eu tenho algo pra te contar, mas não sei como...

 -Por que não começa do início? - sugeriu, mas sentiu um sentimento estranho.

 -Não dá. Acho que vou ter que ser direta. - avisou, parou, respirou fundo e criou coragem. - Eu estou grávida de um filho seu, oppa. - ela soltou de uma vez e olhou para o rosto do menino, que tinha os olhos mais arregalados do que nunca.

 -Quê?

 -Isso mesmo que ouviu, oppa. Há dois meses, nós dois fizemos sexo sem camisinha e... Minha menstruação não desceu. Fiz o teste de farmácia e depois o de sangue. Eu estou grávida. - ela explicou e desta vez Kyungsoo esboçou uma reação. Seu sorvete caiu de sua mão.

-Gr-gra-grávida? - repetiu gaguejando. - De mim?

-Sim, oppa. Você foi a única pessoa com quem dormi esses meses. Eu... Eu não sei o que fazer. Meus pais descobriram os exames e me mandaram tirar a criança, porque eles não querem manchar...

-Não! Você não pode tirar a criança! - Kyungsoo gritou ficando de pé e assustando a menina. - Não pode tirar essa vida!

-Eu falei isso pros meus pais, mas eles disseram que eu só teria a criança, se o pai aceitasse ficar com ela depois. Eles não querem ter nenhum vínculo com um fruto concebido fora dos padrões bíblicos. - ela explicou e fungou. Se sentia assustada e amedrontada. - Eu sou nova demais pra ser mãe, oppa. Eu não posso cuidar de outra criança!

-Jaehee... - Kyungsoo murmurou.

A menina começou a chorar e Kyungsoo continuou em pé, enquanto a escuridão ganhava espaço. Kyungsoo estava em choque com a notícia, mas só conseguia pensar que não podia deixar que a menina abortasse. Não podia permitir o aborto, mas ele era tão jovem quanto a própria menina. Queria dizer isso a ela, mas não conseguia. De certa forma, entendia que a situação de Jaehee parecia bem mais complicada que a sua.

-Oppa, eu preciso saber que fim vamos dar ao feto. Eu tenho que chegar com uma resposta hoje, se não meus pais vão me levar em uma clínica... - Jaehee falava entre choro. - Eu não estou preparada pra ser mãe, mas eu não quero conviver com a culpa de ter sido assassina de uma vida! Oppa, eu não quero ter filho, mas não quero abortar! - ela gritou ficando nervosa. Se colocou de pé e começou a puxar os cabelos. - Oppa, o que eu faço?!

-Você vai ter a criança. - respondeu simples, mas a verdade é que estava completamente entorpecido com a notícia.

-Eu só vou ter se você ficar com ela. - lembrou e Kyungsoo sorriu sem humor.

-Eu não vou deixar que aborte. Por que não me leva até seus pais? - sugeriu e viu a menina ficar confusa, mas logo concordar.

Kyungsoo ainda estava em transe. Não conseguia esboçar emoções perante a situação. A única coisa que passava por sua cabeça era a decisão de não abortar. Não queria que abortasse, mas se perguntava como que explicaria para os pais, que se tornaria pai aos 17 anos.

Andava ao lado da menina como um zumbi. Estava cansado do curso e amedrontado com a notícia. Não sabia de onde estava conseguindo coragem para ir com a menina ao encontro dos pais. Não sabia de onde estava conseguindo controle para não chorar, berrar e se encolher em um canto. Olhava o caminho à sua frente, mas só conseguia pensar no melhor amigo.

Queria Jongin consigo naquele momento. Queria que o moreno segurasse sua mão e dissesse se a decisão que estava tomando era a certa. Mas ao passo que queria Jongin ao seu lado, não queria. Como explicaria para Jongin que seria pai? Qual seria a reação do amigo ao saber que o outro teria um filho? Com que cara encararia a pessoa que mais importava a opinião para si? Por que sentia que estava traindo ao moreno? Quando foi que a vida se tornou tão confusa? Quando foi que a decisão de uma vida passou a recair em suas mãos, o forçando a decidir se a deixaria viver ou morrer? Só queria se encolher nos braços do melhor amigo e receber carinho. Aquilo tinha que ser um sonho... Mas por que parecia tão real?

 

-x-

 

Jongin estava desolado. Tinha saído de casa e estava perambulando - pela rua - sem rumo. Não sabia o que fazer, por mais que tivesse aparentado saber. Queria um conselho, mas não sabia a quem pedir. Seria julgado por qualquer um. Tinha sido um tolo por transar sem camisinha e ejacular dentro da menina.

Não sabia mais onde estava, por onde andava. Estava de noite e a única certeza que tinha, era que ainda permanecia em seu bairro. Olhou para o céu em busca de alguma ajuda, de algum conforto, mas tudo o que recebeu em troca foi a agonia. Estava prestes a ceder as emoções avassaladoras, quando seu celular vibrou. O pegou, olhou o número e seu coração apertou.

-Nini... Nini... Onde você está? - a voz de Kyungsoo preencheu a linha no momento que o moreno atendeu. Ao perceber a aflição do amigo, do outro lado da linha, esqueceu-se completamente de seus problemas.

-Soo? O que houve? Onde você está? - perguntou desesperado.

-Na pracinha, no cantinho onde a gente brincava. - respondeu e Jongin se pôs a correr.

-Chego ai em 10 minutos. - avisou e desligou o aparelho.

A adrenalina tomou seu corpo enquanto corria e só conseguia pensar o que tinha feito seu precioso hyung ficar angustiado daquele jeito. Conhecia Kyungsoo melhor do que ninguém para saber que ele não se abalava tão facilmente.

Chegou à pracinha e ao local combinado, no horário que tinha calculado. Como se tivesse sentido sua presença, Kyungsoo levantou do canto - em que estava - encolhido e virou-se para si. Ao ver os olhos de seu hyung, sentiu-se angustiado com tudo. Seus próprios sentimentos voltaram a tomar conta do seu ser e agora estavam somados aos sentimentos que seu hyung parecia sentir. Não trocaram palavras, apenas correram para os braços um do outro e começaram a chorar.

Não conseguiam dizer a razão que os fazia estarem em prantos. Não conseguiam contar seus problemas. Só queriam chorar, queriam ser frágeis. Somente na presença do outro que conseguiam se permitir serem quem realmente eram. No momento, Kyungsoo e Jongin, eram dois adolescentes com medo do futuro por terem que arcar com as consequências de seus atos. Agora não era mais só o presente que importava. O futuro se via tão próximo e assustador, que os dois garotos se sentiam assustados.


Notas Finais


Eu fiquei muito surpresa com a conversa do Kyungsoo e a Jaehee. Sério, muito mesmo.
Eu sabia que tinha os colocado desesperados, porém, não imaginei que tinha conseguido descrever tão bem.
Eu estava lendo a parte dela falando "oppa, o que eu devo fazer?" e consegui imaginá-la andando de um lado para o outro, enquanto chorava e se descabelava.
Sem falar do Kyungsoo derrubando o sorvete no chão. Eu imaginei tudo.
Olha, eu estou bem surpresa comigo mesmo. Não sei mais o que dizer.
E esse final? Os dois desesperados e encontrando abrigo no outro?
Jongin largando todos os problemas para socorrer ao hyung dele?
Olha, pesado, foi pesado...
Beijocas de tapioca doce.
Até amanhã.


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