História Inconsequência - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Xiumin
Tags Aikimsoo, Exo, Exo M, Exo-k, Fluffy, Kaisoo, Kid!exo, Yaoi
Exibições 604
Palavras 3.253
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie! Voltei com mais um capítulo, após terminar a Alma Gêmea.
Espero que gostem.
Hoje postarei 3 capítulos, porque eu preciso estudar (tristeza)
Boa leitura.

Capítulo 4 - Arrumaria um, depois de chorar


-Soo... Por que está chorando? O que houve? - Jongin conseguiu perguntar em meio ao pranto de ambos.

-Por que você está chorando, Nini? - o baixinho rebateu. Não tinha intenção de mentir para Jongin, só precisava tomar coragem.

-Soo... Você... Nossa! Você vai se decepcionar comigo. - Jongin avisou afastando o abraço e olhando para o chão, enquanto limpava as lágrimas com as mãos.

-Acho que você que vai se decepcionar comigo. Eu fui um péssimo hyung. - o baixinho falou e nem se dava ao trabalho de limpar as lágrimas. - Eu... Eu... Eu vou ser pai, Jongin. - soltou a sentença sem respirar.

Observou a reação que Jongin teria ao receber a notícia. O moreno estava com a cabeça baixa e limpando o rosto, mas assim que ouviu a frase, os olhos redondos de Kyungsoo capturaram o momento que os movimentos do mais novo pararam e ele congelou. O coração de Kyungsoo parou por alguns segundos, até o moreno se mexer.

-Você também? - Jongin perguntou erguendo o rosto e dando um sorriso torto.

-Como assim também? - Kyungsoo indagou surpreso. Era para Jongin rir e mandar ele parar de brincar com coisa séria e não falar o que falou.

-Isso mesmo, Soo. Jaehee está grávida de dois meses né? - perguntou retoricamente. - Sehyun também. Parece que nós não queríamos tomar precaução nenhuma ao ponto de transarmos sem camisinha. - Jongin murmurou com sarcasmo.

-Jongin... O que...

-Sehyun apareceu lá em casa. Ela me contou que está grávida e foi apenas me avisar que queria abortar, porque os pais dela só voltam de viagem ano que vem e ela não quer que eles saibam que ela teve filho. Eu fiquei perdido, mas só consegui pensar que não queria que ela abortasse. Expliquei vários motivos e no fim, ela fez um acordo comigo.

-Quando a criança nascer, você que se vire. - Kyungsoo deduziu e viu o melhor amigo concordar. - Estou em um caso parecido... Nini... Eu ainda acho que não estou sabendo reagir.

-Eu também. - o moreno concordou e os dois suspiraram.

-Como vou contar aos meus pais? - Kyungsoo questionou ao se sentar no chão. - E minha faculdade?

-Eu não sei nem como vai ficar minha escola. Será que eu vou ter ensino médio completo? - Jongin indagou e aquilo fez algo dentro de Kyungsoo se mexer.

Jongin não podia ficar sem terminar os estudos. Jamais poderia permitir que algo assim acontecesse. Ficar sem sua faculdade era uma coisa, agora ficar sem a escola...

-Você vai terminar o Colégio sim. Eu vou te ajudar. - assegurou ao mais novo, que apenas deu de ombros, sentou no chão, abraçou as pernas, colocou a cabeça sobre os joelhos e começou a chorar.

Kyungsoo chorava de forma silenciosa enquanto tentava ser um pilar para Jongin. Não gostava de ver seu melhor amigo em um estado tão deplorável. Queria ajudá-lo, queria protegê-lo. Não sabia como seria capaz de fazer isso, mas se da noite para o dia descobriu que seria pai, daria um jeito de proteger Jongin. Não sabia como, mas daria um jeito para se tornar o pilar do mais novo.

       

-x-

 

-Nini... - Kyungsoo chamou o moreno enquanto caminhavam pelas ruas escuras.

-Hum?

-Vamos deixar pra contar aos nossos pais quando elas fizerem 3 meses. Até lá a gente pode pensar melhor na situação. Eu acho que se chegarmos contando, eles vão se assustar igual a gente. - o alvo comentou e o moreno concordou com um acenar de cabeça.

Jongin não estava nada bem. Nenhum pouco bem. Seria pai, dentro de uns meses teria uma criança para chamar de sua e isso era o que mais poderia querer, já que sempre amou crianças. Só... Tinha um enorme problema. Ele também era criança, assim como seu hyung. Entendia a gravidade dos atos, mas mesmo assim não conseguia deixar de acovardasse ao se ver diante do futuro. Da responsabilidade.

Enquanto andava, esbarrou o ombro em Kyungsoo, que estava tão desolado quanto. Ao olhar para seu pequeno hyung - de cabeça abaixada e ombros encolhidos - o coração de Jongin se apertou. Parou para pensar em como seu Soo estaria naquele momento, uma vez que, poderia nem mesmo conseguir realizar o sonho de ser cozinheiro.

Jongin não tinha sonho nenhum e esperava que ao longo da vida decidisse. Por isso se preocupava tanto em pôr o sonho de seu melhor amigo na frente de tudo. Se Kyungsoo possuia sonhos, deveria fazê-los torna-se reais. Tinha que dar prioridade a isso e não a outros assuntos.

Foi pensando assim, que o moreno percebeu o quanto Kyungsoo deveria estar sofrendo. Não deveriam ter ido a festa, não deveriam ter bebido e muito menos transado. Não deveriam ter feito tanta coisa, que Jongin estava começando a achar que arrependimento matava. A única certeza que tinha era: jamais permitiria que abortassem um filho seu.

-Soo... - chamou baixinho e viu o mais velho levantar o rosto. Pararam de frente um para o outro e se fitaram por alguns minutos.

Jongin sentiu o coração apertar e bater mais forte. O rosto de seu hyung era delicado, tinha olhos grandes, lábios carnudos e tudo isso contribuía para que seu melhor amigo parecesse mais novo que si. Era justamente as características que faziam Kyungsoo parecer tão jovem, que estavam tirando o chão de Jongin.

-Hyung... Não vamos mais chorar, ok? - murmurou erguendo a mão e limpando uma lágrima que descia do rosto do melhor amigo. - Vamos pensar que é uma dádiva termos nos tornado pais juntos.

-As crianças ainda não nasceram, Nini. - Kyungsoo o lembrou, soltando um risinho. Estava gostando de receber o carinho do moreno.

-Mas elas irão e eu serei um pai/tio babão! - o mais novo alertou e sorriu.

Era um sorriso fraco e que não alcançava os olhos. Kyungsoo sabia disso. Jongin - alguém de sorriso fácil - não estava conseguindo sorrir com a mesma habilidade de antes. Estava forçando-se a dar um sorriso. Esse esforço fez com que o moreno recebesse um coração de volta. O coração de seu precioso Kyungsoo, que lhe sorria com sinceridade.

-Nossos filhos serão como dois irmãos. - o mais velho decretou e viu o mais novo rir.

-Dois irmãos melhores amigos. - Jongin concordou e os dois riram, para logo fecharem a expressão e se encararem.

-Nini... Não pense muito, tudo bem? Vamos dar um jeito nisso. A gente consegue. Eu sempre vou estar aqui pra você e sei que você sempre estará pra mim. Se um dia você vier a morar debaixo de uma ponte, tentarei te tirar de lá e se não conseguir, eu mesmo irei viver com você. Por isso, vamos ser fortes. Em breve seremos pais. - o baixinho falou e levou a mão para tocar o rosto de Jongin, fazendo um carinho de leve.

-Você também, Soo. Não fraqueje. - pediu e viu o menor concordar.

Em silêncio, voltaram a andar em direção à casa que moravam. Jongin seguiu para direita e Kyungsoo para esquerda. Tinham se despedido por aquela noite e com um grande segredo guardado.

 

-x-

 

Fazia uma semana que sabiam que seriam pais. Jongin só tinha contado para Kyungsoo e Kyungsoo só para Jongin. Os dois estavam mais próximos do que nunca e os amigos de ambos percebiam que algo era guardado por eles. Mas ao mesmo tempo em que essa aproximação de ambos ficava maior, uma outra pessoa se aproximava deles também.

Jaehee estava tão próxima de Kyungsoo, que Jongin sentia vontade de esganá-la às vezes. Kyungsoo se sentia mal por ter engravidado a menina e se culpava por tudo, então acabou tentando uma aproximação da mesma. Essa aproximação tinha tornado Kyungsoo um escravo da menina, que estava se mostrando nenhum pouco adorável. Jongin detestava isso e resolveu conversar com o mais velho enquanto iam para a escola sexta-feira.

-Soo... A Jaehee está te fazendo de gato e sapato. - Jongin falava pela milionésima vez. Kyungsoo suspirou cansado.

-Nini... Ela tem a sua idade. Ela está carregando um filho meu. Nenhum de nós dois queríamos isso. Custa eu ser um pouco agradável com ela?

-Agradável é uma coisa, outra muito diferente é ela te fazer de mordomo. Poxa, Soo, ela falta pouco te mandar lamber os pés dela! - Jongin desabafou e parou a bicicleta. Faltava pouco para chegarem à escola e ele não queria terminar a discussão.

-Nini, ela quem vai sentir dores e carregar a criança na barriga por 9 meses. O mínimo que posso fazer, estou fazendo. Ela não pode se estressar nem nada, não quero que ela perca a criança. - se justificou e Jongin projetou um bico.

-Sehyun não faz nada disso. Ela está vivendo como se não estivesse grávida e a gente só conversa por mensagem o que é necessário pra criança. - argumentou e sentiu a mão de Kyungsoo se fechar em torno da sua. Aquilo lhe causou um arrepio.

-Nini, Sehyun não tem pais com ela. Ela vai ter a criança apenas pra não correr o risco de ficar esterea depois de um aborto. Você sabe disso. Ela não tem ninguém em cima dela, como a Jaehee tem. Os pais dela sabem da gravidez e ela é obrigada a receber olhares tortos deles todos os dias. Eu só... Eu sou o mais velho, Nini. Não posso ser insensível a situação. Eu fiz algo e preciso arcar com minhas consequências. - insistiu mexendo com os dedos do mais novo em sua mão.

Jongin queria argumentar, mas sabia que não tinha como. Kyungsoo tinha um senso de responsabilidade muito grande, então Jongin sabia que o mais velho não tiraria da cabeça que precisava se responsabilizar pela garota. Entendia também que o mais velho não estava errado. O maior problema de Jongin era o fato de estar sentindo ciúmes do melhor amigo.

Desde que descobriram da gravidez, Kyungsoo e Jongin só se viam na hora de ir para escola e na escola. Kyungsoo estudava como um escravo para o vestibular, chegava tarde e agora ainda servia de cachorrinho para Jaehee na escola. Por mais que estivessem mais unidos do que nunca, Jongin se sentia trocado.

     

-x-

 

Os dias se passaram e logo os 3 meses de gravidez das meninas chegaram. Kyungsoo já tinha tomado a decisão de contar para os pais. Tinha esperado passar um mês, porque assim poderia contar para o pai antes que o mesmo pagasse o curso de pré-vestibular.

Kyungsoo tinha jogado indiretas durante as semanas que passaram e já tinha uma base sobre a opinião e reação que seus pais teriam quando descobrisse que seriam avós. Era justamente por ter uma base do posicionamento dos pais, que tremia na mesa de jantar.

-Kyung, você está bem? Você está pálido. - a sra. Do perguntou preocupada.

-Está tremendo também. Aconteceu alguma coisa, filho? - o sr. Do questionou.

Kyungsoo apenas fez que sim e começou a respirar fundo. Não podia simplesmente recuar, precisava ser firme e mostrar a decisão. Tinha combinado de dar a notícia quando Jongin estivesse junto, porque assim os dois contariam logo de uma vez para os pais. O problema era que Kyungsoo tinha combinado isso antes de ter uma noção da opinião de seus progenitores. Teria que contar sozinho e isso o amedrontava.

-Pai, mãe... - começou. Deu uma pausa, respirou fundo, largou os talheres e ergueu a cabeça. - Não pretendo enrolar. Eu vou ser pai. - soltou.

Kyungsoo não era do tipo de pessoa que dava voltas e voltas para chegar ao foco do assunto. Ele era direto. Gostava das cartas na mesa e por isso não fez diferente ao dar a notícia para os pais. Observou atentamente a reação de ambos e tremia perante o silêncio.

Seus pais não perguntaram se era brincadeira ou qualquer outra coisa, porque sabiam que a personalidade de Kyungsoo não permitiria que ele brincasse com algo do tipo. Enquanto observava, em silêncio, a reação de seus pais, Kyungsoo percebia a compressão no olhar deles.

-Então você já vinha preparando o terreno... - sua mãe murmurou e Kyungsoo soube que ela percebeu todas as suas indiretas.

-Com quantos meses sua namorada está? - o pai questionou e o coração do mais novo dos Do acelerou.

-Ela não... Não é minha namorada. Ela está com 3 meses. - respondeu e viu a expressão de incredulidade no rosto de seus pais.

-Não é sua namorada, mas você foi capaz de engravidá-la?! - sua mãe indagou levantando da cadeira. - Que tipo de educação nós te demos, Kyungsoo?

-A melhor e eu fui um imbecil em não usá-la. - respondeu com sinceridade e viu sua mãe voltar a se sentar. Ela parecia derrotada. A sinceridade de seu filho desmontava qualquer sermão que ela pudesse dar.

-Então você já faz uma ideia do nosso posicionamento né? Jogou indiretas por um mês e não é burro pra não ter entendido. - o patriarca da casa falou e Kyungsoo concordou. - Então não temos mais o que conversar. Perdi o apetite. - anunciou e se levantou, saindo da cozinha.

-Mãe... - Kyungsoo tentou falar, mas a mais velha ergueu a mão, em um pedido para que ele se calasse. 

-Estou muito decepcionada com você, Kyungsoo. Ter uma criança não é um castigo e sim uma dádiva, mas na sua idade só irá te atrapalhar. Estou triste pela situação que você se meteu. - falou de forma cansada e ficou de pé. - Pelo menos você está assumindo a criança e sendo homem o suficiente pra nos contar. - declarou e soltou um sorriso cansado, andando até o filho e colocando a mão em seu ombro. - Sinto muito por você ter feito uma burrada. Sua decisão de assumir a criança está correta e acho que é isso que não me deixa em completo estado de decepção. Só... Me sinto triste. Infelizmente não poderei comer em um restaurante onde o chefe seria meu filho. - dito isto, a mulher saiu da cozinha e deixou o mais novo sozinho.

Kyungsoo fitou a parede por longos segundos. Tentava ser firme e por isso franzia a testa. Respirava de forma descontrolada, porque tentava se controlar, mas a expressão de decepção no rosto de seus pais voltava à sua mente o tempo todo. As palavras de sua mãe sussurravam em seu ouvido. Com tudo isso, Kyungsoo não conseguiu mais se manter forte.

As primeiras lágrimas desceram de seus olhos e tiveram como destino a comida em seu prato. Olhou para cadeira vazia de seu pai e depois para a cadeira vazia de sua mãe. Foi então que desabou. Abaixou a cabeça na mesa e abraçou o próprio corpo. Se permitiu chorar em silêncio. Mordia os lábios para não fazer barulho. Ao calar da noite de uma segunda feira, Kyungsoo estava sentado à mesa de jantar – sozinho - e chorando tudo o que tinha segurado enquanto dava a notícia para os pais.

Se sentia um péssimo filho, uma péssima pessoa e desesperado. Todo o futuro que já tinha montado, havia desabado. Sabia que a partir daquele dia, não teria mais cursinho e mordomias. Sabia que a partir daquele dia, seria necessário ir atrás de um emprego. Chorava por saber que havia decepcionado a quem sempre o apoiou. Chorava por ter consciência de que seu sonho não se tornaria possível. Chorava por estar sozinho naquele momento. Chorava com todas as forças, porque a partir daquele dia, precisaria ser forte por ele, por Jaehee, pela criança que viria e por Jongin. Se permitiu pôr todas as angústias para fora. A melhor decisão que tinha tomado era ter contado aos pais sozinho.

Kyungsoo sabia que se Jongin o visse naquele estado, entraria em desespero. Jongin era apenas uma criança de 16 anos, que estava tentando ser maduro. Kyungsoo sabia que aquilo seria muito para o melhor amigo. Sabia que Jongin tinha errado tanto quanto ele mesmo, mas não conseguia deixar de pensar que Jongin era apenas uma criança. Uma criança igual Jaehee.

Kyungsoo sentia que precisava olhar por todos. Era o mais velho do trio e sabia que depois que as crianças nascessem, seria o mais velho entre as crianças e o melhor amigo. Iria proteger as crianças e Jongin. Ainda não sabia como, mas não conseguia pensar em mais nada do que em proteger. Faria de tudo para que o moreno não precisasse sair da escola. Pelo menos, não da escola, já que a faculdade se tornaria um sonho distante.

Era por se sentir responsável por tudo, que Kyungsoo se permitia chorar intensamente aquela noite. Seria sua última noite de choro, porque no dia seguinte, assinaria os papéis para sair do curso e começaria a procurar um emprego. Não sabia emprego de que arrumaria e nem quem o contrataria - um adolescente que não sabia fazer mais nada que estuda - mas tinha a certeza que arrumaria um. Arrumaria um, depois de chorar.

 

-x-

 

-Pelos céus, SooIn! - Jongin estava na sala assistindo televisão e ouviu sua mãe no telefone com a mãe de seu hyung. - Calma! Calma! Vocês não podem se desesperar. Se eles não namoram, quem garante que o filho seja mesmo dele? Kyungsoo está sendo precipitado, deve exigir um exame de DNA quando a criança nascer! - assim que sua mãe falou isso, o coração do moreno parou por alguns segundos e depois voltou a bater com força. - Kyungsoo é um menino responsável, eu imagino o quanto você deve estar decepcionada...

Aquela última frase fez o coração do mais novo - dos Kim - se apertar. Ele entendeu que seu amigo tinha contado para os pais sem ele. Se sentia traído por ter sido deixado de lado, mas seu coração doía ao ouvir que os pais estavam decepcionados com seu hyung. Levantou na mesma hora em que sua mãe desligou o telefone.

-Aonde pensa que vai, Jongin? - sua mãe perguntou ao vê-lo andar para a porta.

-Ver o hyung...

-Não, Jongin, você vai voltar e sentar nesse sofá.

-Mas mãe... Eu ouvi a conversa. - protestou e viu sua mãe suspirar.

-Eu sei que ouviu e imagino que já sabia disso desde o começo. - falou e viu o filho tentar falar algo e o cortou. - Não minta, porque vocês dois são melhores amigos e sabem até quando o outro faz xixi.

-Então me deixa ir... - pediu desesperado.

-Não. Kyungsoo precisa refletir o que fez e os pais dele precisam ficar sozinhos. - ela declarou e se aproximou do filho, brincando com seus cabelos. - A família Do não pode ser consolada por nós esta noite, Jongin. - dito isso, saiu da sala e deixou Jongin paralisado.

Não sabia como os pais reagiriam ao saber que ele também seria pai. Não tinha coragem para contar, principalmente se Kyungsoo não estivesse ao seu lado. Sentia o coração se apertar ao imaginar como seu melhor amigo estava. Subiu as escadas correndo e entrou em seu quarto, fechando a porta e se jogando na cama.

Nem se deu ao trabalho de ascender a luz, apenas agarrou o travesseiro e chorou. Se sentia um inútil por não estar com Kyungsoo naquele momento. Se sentia pior ainda por saber que se ligasse ou mandasse alguma mensagem, seu hyung saberia que os pais tinham contado para os melhores amigos. Teria que se contentar em chorar sozinho ao imaginar como seu hyung deveria estar. Detestava ver Kyungsoo chorando. Se odiava por não ter dito "não" quando Chanyeol deu a ideia da festa. E pela segunda vez, Jongin pensou que arrependimento matasse, porque se encontrava sufocando até a morte.                         


Notas Finais


Olha, esse capítulo mexeu muito comigo, sabe? Sobre o Soo contar aos pais e tudo mais.
Ele chorando sozinho, consegui ver tão claramente.
É um sofrimento que ele vai ter que engolir pra seguir em frente.
Não vou negar, o desespero dos dois querendo um ao outro é único.
Eu amei trabalhar a amizade deles nessa fic.
Beijocas de tapioca doce.


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