História Inconsequência - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Xiumin
Tags Aikimsoo, Exo, Exo M, Exo-k, Fluffy, Kaisoo, Kid!exo, Yaoi
Exibições 455
Palavras 2.490
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu adoro esse capítulo, sério.
A metáfora usada como título desse capítulo é usada por Kyungsoo e depois por Jongin
Eu gostei muito, encaixou bastante.
Vou parar de falar, ou eu vou dar spolier.
Boa leitura.

Capítulo 5 - Morar debaixo da ponte com um amigo


No dia seguinte, Jongin encontrou Kyungsoo com os olhos inchados. Seu coração apertou ao perceber que seu hyung chorou tanto. Não sabia se falava alguma coisa ou se ficava calado. Optou por se manter em silêncio quando Kyungsoo subiu na bicicleta - entre o guidão e o banco - o segurou pela cintura, bem forte, e fechou os olhos como se fosse dormir. Jongin entendeu aquilo como um pedido para deixá-lo sozinho.

Pedalou em silêncio e sua mente se tornou um branco. Não aguentava mais ficar calado e muito menos pensar demais. Resolveu que não iria levá-los para a escola e tomou um rumo diferente. Aquele dia pedia privacidade e jamais teriam isso se tivessem ido para o Colégio.

Jongin sabia que Kyungsoo o mataria quando acordasse e visse que estavam indo para a praça onde sempre ficavam. Pouco se importava com o esporro que o mais velho lhe daria, porque sabia que Kyungsoo precisava ficar em silêncio e não na companhia de tanta gente. Jaehee o faria de escravo e os amigos os encheriam de perguntas.

Parou a bicicleta assim que chegou ao destino que tinha em mente. Não mexeu no mais velho e o deixou abraçado a si. Resolveu abraçar de volta e aquilo era a única coisa que parecia certa em sua vida. Ter seu hyung em seus braços era a única certeza que podia ter.

Não saberia dizer quanto tempo ficaram naquela posição, até que Kyungsoo começasse a se mexer e dar indícios de que acordaria. Quando os olhos felinos de Jongin se depararam com os olhos redondos de Kyungsoo, soube que o mais velho não tinha dormido nada bem durante a noite.

-Nini, por que estamos na praça? E a escola? - perguntou com a voz rouca por falta de uso e muito choro.

-Hoje não é um dia bom pra ficarmos rodeados de pessoas. - respondeu e apertou seu hyung em seus braços. - Por que contou? - indagou. Queria entender a razão para seu hyung ter contado sem seguir o combinado.

-Era necessário. Eu já sabia a posição dos meus pais e por isso preferi fazer sozinho. Eu estarei contigo quando contar aos seus. - tratou de avisar e o moreno revirou os olhos.

-Eu deveria estar com você quando contou aos seus. - falou em tom de repreensão e afastou o abraço, para que assim se olhassem. - Qual a reação deles? - questionou e viu Kyungsoo passar a mão no rosto e apertar os lábios.

-O que eu já sabia. - respondeu descendo da bicicleta e indo se sentar perto da árvore. - Me tiraram do pré-vestibular e só não me tiraram da escola, porque eles pagam o ano de uma vez. Eu preciso arrumar um emprego pra arrumar uma casa. Quando a criança nascer, terei que sair de casa e cuidar dela com o meu esforço. - contou.

-Isso é cruel, hyung. - Jongin murmurou largando a bicicleta no chão e indo se sentar ao lado do menor.

-Não é não. Eles me deram tudo na vida e eu retribuí com essa decepção. Eu vou ser pai, responsável por uma vida, então não posso ficar sendo sustentado pelos meus pais. Eu terei que trabalhar e ganhar a vida com o meu esforço. A irresponsabilidade foi minha e eu preciso aceitar as consequências. - explicou e suspirou com pesar. - Eu já esperava por isso, não estou surpreso. Eu decidi contar quando elas fizessem 3 meses, porque assim eu poderia impedir que meu pai pagasse a nova parcela do curso. Só estudei esse último mês, porque já estava pago. - desabafou e olhou para o mais novo. - Eu estou bem, Nini. Vou começar a procurar um trabalho hoje. Eu já tenho mais ou menos uma ideia do que vou fazer sabe? Vou arrumar um emprego de meio período, guardar o salário em uma conta e quando a criança estiver prestes a nascer, tentarei arrumar uma casa.

-E quando ela estiver com você, como pretende trabalhar? - indagou.

-Ainda não sei, mas vou arrumar um jeito. Talvez eu arrume alguma creche. - foi sincero.

O silêncio tomou conta deles novamente. Jongin pensava no que seu hyung tinha contado e não sabia o que pensar, o que dizer. Se sentia uma criança por não ter nada planejado. Não era a favor de creches, porque já tinha ouvido muitas histórias das crianças serem maltratadas. Não gostava mesmo de pensar que o bebê do seu melhor amigo seria mandado para uma creche.

Olhou para o rosto do seu hyung e viu como ele estava abatido. Era apenas um ano mais velho que si, mas tinha pensamentos tão mais à frente, que Jongin não se sentia uma pessoa digna. Foi então que se colocou no lugar do amigo. Se seus pais tomassem as mesmas atitudes, teria que seguir o plano de Kyungsoo. Mas despesas de uma casa eram muito caras para alguém se sustentar sozinho, principalmente com um emprego incerto e um recém-nascido.

Jongin sabia que crianças davam dispesa em dobro e tinha noção de quanto se gastava durante um mês com contas da casa. Tanto ele quanto seu hyung precisariam comer, pagar conta de luz, água, gás e comprar tudo que as crianças necessitassem. Foi pensando nas despesas e em não querer deixar as crianças na creche ou com babás, que Jongin pensou em um plano e tomou coragem.

-Hyung, vou contar aos meus pais hoje. - anunciou e viu a atenção do mais velho se focar em si. - Você poderia estar presente?

-Que pergunta idiota, Nini. Eu sempre vou estar do seu lado. - Kyungsoo respondeu e deitou a cabeça no ombro do maior.

-Deita na minha perna, hyung. Você não dormiu bem essa noite e precisa descansar. - falou e Kyungsoo nem relutou.

Jongin não precisava que Kyungsoo dissesse com todas as letras que não dormiu bem, para saber que ele tinha passado a noite em claro. Sabia também, que de alguma forma, Kyungsoo conseguia relaxar em sua presença e por isso não demorou para sugerir que o mais velho dormisse em sua perna. No silêncio da manhã, com os pássaros cantando e os corações pesados, Jongin permitiu-se acompanhar o sono de seu melhor amigo. Precisariam de muita força para enfrentar o futuro que estava por vir.

   

-x-

 

A noite chegou e Kyungsoo se encontrava na casa dos Kim, ainda vestido com uniforme. Tinha passado o dia inteiro procurando emprego. Havia deixado currículos em vários lugares e só conseguia torcer para que fosse chamado. Também tinha ido cancelar sua matrícula no cursinho.

Agora Kyungsoo e Jongin se encontravam sentados no sofá de frente para o mesmo móvel que os pais do mais novo sentavam. Os pais de Jongin não sabiam o que o filho queria dizer, mas imaginavam que era algo sério somente por terem a presença de Kyungsoo. Jongin sempre chamava seu hyung quando tinha algo muito importante para contar para os pais.

-Não aguento mais esse silêncio. O que você aprontou, Kim Jongin? - o sr. Kim perguntou impaciente.

-O mesmo que Kyungsoo. - respondeu segurando a mão do mais velho para ter coragem. Kyungsoo apertou a mão morena para transmitir conforto.

-O mesmo que Kyungsoo? - a matriarca sussurrou e sua voz tremeu.

-Sim. Eu os chamei pra poder contar minha decisão sobre isso também. Eu vou assumir a criança, que nascerá daqui há 6 meses e irei embora de casa. Amanhã mesmo vou procurar emprego de meio período. O meu salário e do Soo serão depositados em uma conta, para que a gente consiga arrumar uma quantia considerável pra comprar uma casa pequena. Iremos viver lá com as crianças e não traremos dor de cabeça pra vocês. - Jongin declarou e Kyungsoo arregalou os olhos. Jongin não tinha falado nada disso consigo.

-Arrumar emprego e tentar comprar uma casa, ok, mas e depois? Como vão pagar as contas? Como vão se sustentar e olhar as crianças? - o sr. Kim questionou. Estava surpreso, mas sentia uma certa pitada de orgulho ao ver seu filho agir de forma séria.

-Não pararemos de trabalhar. Intercalaremos os empregos. Se o Kyungsoo trabalhar de dia, eu olho as crianças e trabalho a noite e vice-versa. - o moreno respondeu com calma. Tinha pensado, muito, antes de tomar aquela decisão e o fato de ter a mão do melhor amigo segurando a sua, só lhe dava mais certeza.

-E quanto a sua escola? Você quer que a gente continue pagando a mensalidade? - a sra. Kim perguntou preocupada. Ela não queria que seu filho parasse de estudar.

-Não. - Jongin respondeu com sinceridade. Se iria sair da casa dos pais e assumir uma independência, teria que fazer direito.

-Pretende parar de estudar? - a mãe perguntou deixando lágrimas caírem.

-Não, sra. Kim! Jongin vai pra um Colégio público. Ele vai passar pra uma e assim estudará lá. Eu não vou deixar que ele fique sem estudar. Como as aulas sempre são de manhã, ele pode trabalhar de tarde e eu olho as crianças o dia todo, quando ele chegar em casa, eu vou para o trabalho e volto antes dele sair pra escola. - Kyungsoo apressou-se a dizer. Não tinha combinado nada daquilo com Jongin, mas se tudo teria que acontecer daquela forma, sua mente não conseguia parar de montar ideias. - Eu jamais permitiria que Jongin largasse a escola. - completou com firmeza.

-Se vocês tiverem força o suficiente pra aguentar a rotina que estão se propondo, pode ser que dê certo. - sr. Kim comentou.

-Filho, não precisa ser assim. Você não sabe se a criança é sua, é melhor esperar ela nascer pra fazer um teste de DNA. - a sra. Kim falou e viu o filho a olhar com um certo cansaço.

-E se a criança for minha? Vou ter que correr contra o tempo pra cuidar dela. A mãe não está preocupada com a criança e por ela abortaria, mas eu que não deixo. Não tem motivos pra ela tentar dar o golpe da barriga, se ela não quer tomar partido de nada. Ela somente vai dar a luz e depois fazer de conta que nunca teve um filho. Ela não quer que os pais descubram e como eles só voltam ano que vem, não vão nem desconfiar. - Jongin explicou e os pais arregalaram os olhos surpresos.

-Então você que não está concordando com ela em abortar? - sr. Kim perguntou surpreso.

-Por acaso vocês estão pensando que estamos sendo obrigados a assumir as crianças? - Jongin questionou e viu os pais confirmarem. - Não! Nem o Soo e nem eu fomos pressionados a isso. As meninas vieram apenas nos contar que esperavam um filho nosso e que elas queriam abortar, mas tanto o Soo quanto eu não deixamos. Dissemos que assumiriamos as crianças e elas disseram que então dariam a luz, mas não iriam querer saber de nada depois. Elas só não abortam, porque é arriscado e no futuro elas querem ser mães com seus respectivos maridos. Elas são de famílias ricas, não precisariam de chantagem nem nada. - o mais novo explicou e conseguia ver a expressão de surpresa no rosto dos pais.

-Nossa... - o sr. Kim sussurrou um pouco chocado.

-Você não precisa sair de casa pra cuidar da criança, filho. Nós vamos te ajudar. - a sra. Kim declarou.

-Isso é muito bom, sra. Kim! - Kyungsoo falou animado. Se os pais de Jongin não o forçassem a trabalhar e ainda o ajudassem, Jongin conseguiria terminar a escola e ainda poderia fazer faculdade.

-Não precisa se preocupar, mamãe. Eu e o Soo vamos nos virar. Nós fizemos, agora estamos assumindo. - o moreno respondeu decidido. Todos o olharam incrédulos.

-Mas Nini... Pensa. Seu filho ou filha vai ter uma vida boa, você vai poder terminar a escola sem problemas e ainda pode vir a ter uma faculdade. - Kyungsoo argumentou.

-Kyungsoo está certo, meu filho. - sra. Kim insistiu.

-A senhora vai cuidar do filho ou da filha do Soo também? Vai bancar as crianças e deixar que ele faça faculdade? - Jongin questionou e não deixou que ninguém respondesse. - Não. A senhora só ajudaria na minha vida. E a vida dele? Quem ajuda?

-Os pais... - a mãe respondeu.

-Mas os pais dele não vão ajudar. Foram claros ao dizer que ele teria que assumir responsabilidades. Vocês mesmo disseram que manter uma casa é complicado. Se seria complicado manter uma casa e a gente sendo dois, como seria se fosse só ele? Quem olharia a criança para que ele trabalhasse? - questionou. - Ninguém vai olhar. Não posso deixar isso acontecer com o meu melhor amigo. Por algum motivo nos tornamos pais juntos. Gosto de pensar que isso é uma dádiva. Se é pra crescer, quero crescer direito. Eu vou arrumar um emprego e juntos vamos comprar uma casa. - decretou.

-Por que está escolhendo ir pelo caminho mais difícil, Nini? Eu não vou deixar de ser seu amigo. Você ainda é mais novo que eu e...

-Hyung, lembra o que me disse? Se eu fosse morar debaixo de uma ponte, você disse que tentaria me tirar de lá. Eu não tenho como te tirar dessa situação. Você disse que se não conseguisse me tirar, iria viver debaixo da ponte comigo. Eu vou enfrentar essa situação junto com você e juntos nós vamos sair debaixo da ponte. - Jongin justificou e viu os olhos do seu precioso amigo marejarem. - Se dividimos as tristezas com alguém, elas ficam mais fáceis de suportar. Vamos passar por isso juntos. Vai ser melhor do que enfrentar sozinho. Quando compartilharmos os primeiros passos das nossas crianças e suas primeiras palavras, nossa felicidade será multiplicada. Então, hyung, não me peça pra viver fora da ponte e te deixar morando lá sozinho.

-Nini... - e dito isso, Kyungsoo abraçou o melhor amigo e enfiou o rosto em seu peito, para que pudesse esconder suas lágrimas dos Kim.

-Você tem certeza disso, Jongin? - sr. Kim questionou. Queria ver até onde seu filho aguentaria. Não podia negar que estava orgulhoso da atitude do filho.

-O quê? Ficou maluco? Nós não...

-Sim, pai. - Jongin interrompeu a mãe, enquanto fazia carinho em Kyungsoo. - Mamãe, não insista. Eu não vou mudar de opinião.

-Filho... - a mulher estava desolada e o marido lhe segurou a mão. - Se precisarem de alguma coisa, nós vamos ajudar. - resolveu ceder.

-Obrigado, mãe, pai. - Jongin agradeceu e se sentia aliviado.

Kyungsoo tirou o rosto do peito de Jongin e agradeceu aos seus segundos pais. Olhou para Jongin e sentiu seu coração acelerar. Aquele adolescente de 16 anos estava amadurecendo somente para caminhar ao seu lado. Kyungsoo não podia se sentir mais abençoado. Foi então que notou que os rótulos para descrever o que ele tinham não parecia dar conta da real ligação que compartilhavam. Não era qualquer um que se sujeitaria a morar debaixo da ponte com um amigo.                         


Notas Finais


E aqui começou a trama que eu queria.
Kyungsoo está passando pelo o que eu passaria se eu engravidasse. Minha mãe sempre falou que eu largaria os estudos pra trabalhar e cuidar do meu filho ou filha. Não acho errado essa visão dela, porque ela disse que jamais me expulsaria de casa, apenas me faria ser uma mãe e não uma parideira. Os pais de Kyungsoo tem um motivo por fazerem isso, eles querem que o filho amadureça.
Os pais do Jongin já são os tipicos pais que poderiam passar a mão na cabeça do filho, como meus tios fizeram com o meu primo. A diferença, é que Jongin não quis e o meu primo sim. Meu priminho é basicamente criado como irmão do próprio pai, e o pai nem liga. Jongin não quis isso.
Jongin é o mais novo e dado como lado mais fraco, mas parece que ele está sendo tão forte quanto os adultos. Pelo seu amigo, ele está disposto a abrir mão de mordomias. Eu seria capaz de fazer isso por meus amigos, não é brincadeira.
Vou postar o último de hoje.
Beijocas de tapioca doce.


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