História Inconsequência - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Xiumin
Tags Aikimsoo, Exo, Exo M, Exo-k, Fluffy, Kaisoo, Kid!exo, Yaoi
Exibições 422
Palavras 2.407
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie!
Vocês já assistiram Monster hoje? Já louvaram?
Estou louvando bastante.
Boa leitura.

Capítulo 8 - Uma pequena distração


Depois do dia que os meninos dormiram na casa de Kyungsoo, os pais do mesmo voltaram do trabalho. Infelizmente o horário não batia e Kyungsoo estava ansioso para contar qual era o sexo da netinha deles. Em uma quarta-feira, chegou 2h da manhã -como de costume- e tentou subir para o quarto sem fazer barulho, quando a luz da sala foi acesa de repente.

Kyungsoo se assustou, mas não chegou a gritar. Viu que eram apenas seus pais sentados no sofá o fitando. Ficou confuso e, por alguns segundos, temeu ser expulso de casa.

-Boa noite, filho. - a mulher saudou.

-Boa noite... O que estão fazendo acordados a essa hora? - perguntou se aproximando e sentando no outro sofá.

-Estávamos te esperando, filho. Queríamos saber como você está. - o sr. Do respondeu.

-Estou bem. - Kyungsoo comunicou e sentiu o coração acelerar. Estava feliz. - Vocês me esperaram mesmo?

-Sim. De manhã nós já estamos no trabalho, quando você acorda e por isso o único horário seria esse. - a sra. Do justificou e Kyungsoo sorriu. - Como está o trabalho?

-Está legal. Dentro de dois meses devo conseguir arrumar as coisas pra comprar uma casa e sair daqui. - respondeu e viu o olhar surpresa dos pais, porém, ignorou por querer contar uma coisa. - Appa, omma, eu já sei o sexo da criança! - falou animado.

-Sabe? Qual é? - a mulher baixinha perguntou eufórica.

-Uma menina! Eu vou ser appa de uma garotinha! - respondeu agitado.

-Omo! Vamos ter uma netinha? - o sr. Do indagou feliz. - E o menino dos Kim?

-Vai ser um menininho. Não é demais? Assim a minha filha vai ter um irmão pra cuidar dela. - Kyungsoo esbanjava euforia, nem parecia que estava cansado.

-Irmãos? Talvez eles acabem se gostando e unindo nossas famílias. - a sra. Do comentou sonhadora.

-Acho que não. Eles vão crescer juntos, morar juntos e compartilhar da mesma educação. Vão se tornar irmãos e provavelmente bem amiguinhos, assim como eu e Jongin. - o mais novo dos Do falou.

Os três ficaram conversando durante um bom tempo e Kyungsoo não podia se sentir mais feliz do que estava. Seus pais não o tinham "abandonado", era apenas culpa do conflito dos horários e mesmo assim seus pais fizeram um esforço para estarem de madrugada lhe dando atenção. Kyungsoo nem se preocupou com a aula no dia seguinte, estava feliz demais por poder contar para os pais tudo o que estava acontecendo em sua vida.

-x-

   

-Caraca, cadê o Soo? - Jongin praguejava enquanto apertava a buzina de sua bicicleta para alertar ao amigo que já estava ali.

Jongin estava fazendo isso há cinco minutos e Kyungsoo não dava sinal de vida. Começou a ficar preocupado, mas lembrava de ter visto o mais velho entrar em casa. "Será que ele está doente?" se perguntou começando a ficar mais aflito. Poderia pegar o celular e ligar, mas sabia a senha de segurança da casa dos Do e achou que seria menos frustrante entrar do que ligar.

Largou a bicicleta no quintal e se apressou a digitar a senha da casa. A porta se abriu e Jongin tirou os sapatos para adentrar o lugar silencioso. Sabia que os senhores Do já deviam estar no trabalho, então a única pessoa ali deveria ser Kyungsoo. Subiu as escadas correndo e quando abriu a porta do quarto do amigo, o encontrou debaixo das cobertas e em um sono profundo.

Jongin se aproximou do mais velho e se curvou, para que pudesse observar melhor o rosto adormecido de seu hyung. Sorriu ao pensar que Kyungsoo parecia um bebê. Torcia para que a menininha que estava por vir puxasse ao seu melhor amigo.

-Nini? - Kyungsoo murmurou. Sentiu o cheiro característico do mais novo e por isso sentia que deveria acordar.

-Shiiii. Volte a dormir. - Jongin sussurrou e iria se afastar, quando Kyungsoo segurou sua mão.

-Precisa mesmo ir pra escola hoje? - o mais baixo perguntou ainda de olhos fechados. Estava sonolento e sabia que só conseguiria acordar para ir trabalhar.

-Não. Por quê?

-Então vamos dormir. - o mais velho murmurou puxando um pouco o moreno.

-Esse convite soa como música pros meus ouvidos. - o moreno comentou e os dois riram.

Jongin era muito dorminhoco e se levantava cedo todo dia, sem faltar ou se atrasar, era por culpa do seu hyung. Kyungsoo sempre foi chato e certinho com relação as coisas acadêmicas e por isso Jongin se esforçava para seguir o ritmo do seu melhor amigo, mas se no momento o mais velho estava querendo cabular a aula para dormir, Jongin nem cogitaria questionar.

Empurrou Kyungsoo para o outro lado da cama de casal, se enfiou debaixo da coberta e logo os dois se abraçaram para dormir. Kyungsoo já tinha programado o celular para despertar na hora do trabalho, então não tinha problema descansar. Juntos, ambos entraram no mundo dos sonhos e só sairíam dele quando a música irritante tocasse para despertá-los para a realidade.

 

-x-

 

Os meses começaram a passar mais rápido e agora era um final de semana, onde Kyungsoo e Jongin procuravam por um lar. Foram nos bairros de classe trabalhadora e encontraram algo dentro do orçamento de ambos. Não era longe do centro, só precisariam pegar um ônibus e dentro de 10 minutos estariam onde desejassem.

A casa era de um modelo tradicional e mais espaçosa do que esperavam. Tinha um quarto, uma sala, uma cozinha e um banheiro. O guarda-roupa estava embutido, como em todas as casas tradicionais, e o quarto dava para por uma cama de casal e dois berços não muito grandes. Gostaram do lugar e decidiram comprar.

Pagaram a vista e sentiram algo dentro de seus corpos se remexer. Era o primeiro passo que estavam dando para sair de casa e se sentiam orgulhosos, ansiosos e inseguros. Faltava apenas três meses para tornarem-se pais e um mês para Kyungsoo terminar a escola.

-Como está se sentindo? - Jongin perguntou assim que o vendedor fora embora e os dois ficaram sozinhos em casa.

-Um misto de sentimentos. - Kyungsoo respondeu com sinceridade e os dois riram. - Ainda tem disposição pra ir comprar móveis?

-Normalmente eu não teria, mas depois de dar o dinheiro da casa, estou ansioso pra qualquer coisa relacionada a ela. - o moreno foi sincero. - Então vamos olhar alguns móveis...

-Não tem necessidade de muita coisa. Só os berços, fogão e geladeira. - Kyungsoo comunicou.

-Mas e a cama? E os...

-Meus pais falaram que eu posso trazer tudo que é meu. Vou trazer minha cama, a estante, minha TV, o computador, lençóis e muitas coisas. Você sabe o que tem no meu quarto, ali é quase uma casa dentro de outra casa. Eu só não tenho geladeira e fogão. - Kyungsoo riu quando terminou de falar.

-Então hoje vai ser nossa primeira compra pros bebês? - Jongin perguntou animado.

-Acho que sim. Vamos?

-Agora! - dito isto, Jongin puxou Kyungsoo pela mão e ambos saíram de seu futuro lar às pressas.

Riam como dois retardados pela rua. Chegaram ao ponto de ônibus e aguardaram um pouco para poderem ir até o shopping. Assim que botaram os pés no estabelecimento, que tinham como destino, andaram ansiosos para lojas de bebês.

Não comprariam os berços, carrinho de neném e nem um cercadinho naquele mês, precisariam do salário do mês seguinte para comprar, estavam apenas olhando e aproveitando para comprar roupinhas e brinquedinhos, estavam levando um chocalho muito fofo. Ninguém conseguiria dizer quem era o mais babão, porque os dois estavam animados demais com o casal de crianças.

Passaram no mercado, mesmo carregados de bolsas, para começar a comprar as primeiras fraldas. Compraram apenas dois sacos de recém-nascidos, mas sentiam como se finalmente fossem appas. Ninguém seria capaz de entender o que eles sentiam, somente um e o outro sabia como eram as sensações. Estavam juntos desde crianças e juntos em uma situação inesperada. Compartilhavam sentimentos, dinheiro e futuramente compartilhariam duas vidas.

-x-

 

-Mudança é algo tão chato! - Jongin resmungou enquanto arrumava as coisas.

Após uma semana, estavam se mudando oficialmente para a casa que compraram. Haviam caixas e mais caixas, algumas com roupas e sapatos, outras com livros e objetos de valor. Os móveis do quarto de Kyungsoo já estavam montados e cabia aos dois colocarem no espaço que queriam. Estavam arrastando a estante da TV para uma das paredes e ambos suavam muito.

-Céus, é muito calor! - Jongin resmungou assim que colocou o móvel no lugar que queria e tirou a blusa.

Kyungsoo arregalou os olhos ao ver o corpo do mais novo. Já o tinha visto sem blusa, mas Jongin estava mais magro e de certa forma com alguns músculos. O suor era visível pela pele morena e Kyungsoo se viu engolindo a saliva com dificuldade. Andava com pensamentos tão confusos relacionados a Jongin, que sentia vontade de se bater.

-Tira sua camisa também, seu rosto está vermelho e você pode acabar passando mal de tanto calor que está sentindo. - Jongin preocupou-se e caminhou até o mais velho, tirando a blusa do mesmo, que parecia estar em uma dimensão paralela.

Se Kyungsoo estava desligado e tinha permitido Jongin tirar sua blusa, Jongin quem se desligou ao ver o corpo branquinho de seu hyung. Diferente de si mesmo, Jongin nunca viu Kyungsoo sem blusa. O mais velho era reservado e por isso a admiração de Jongin estava tão clara.

Kyungsoo tinha um corpo magro, uma barriga em início de definição, mas não muito trabalhada. Sua pele era branca como leite e banhada de pintinhas. Era possível ver algumas veias, coisa típicas de pessoas brancas demais. O mais novo se viu encantado com o corpo do mais velho e, sem perceber, deu alguns passos na direção do melhor amigo.

Ambos saíram de seus mundos particulares e se entreolharam. Agora compartilhavam de um mundo onde só eles conheciam. Era uma atração muito forte que fazia ambos irem em direção um do outro. Se aproximaram tanto, que sentiram seus troncos se tocarem. Um arrepio percorreu pela pele dos dois. O contato era bom e parecia que o fato de estarem suados dava um ar mais sexy ao clima.

Jongin foi o primeiro a tomar uma atitude. Levou uma de suas mãos até as bochechas coradas de Kyungsoo, enquanto a outra tocou a cintura. Kyungsoo era tão pequeno. Ombros estreitos, cintura um pouco mais desenhada do que a de muitos homens e - ao mesmo tempo que exalava masculinidade - tinha um toque único que o deixava fofo.

O moreno não conseguiu mais se segurar e se inclinou para frente, selando os lábios do seu amado hyung. Kyungsoo despertou de seu transe ao sentir a maciez dos lábios de Jongin, mas mesmo estando desperto, não tentou se afastar. Colocou os braços ao redor do pescoço do mais novo, em busca de um apoio para se aguentar um pouco na ponta dos pés.

O beijo não era afoito ou excitante, era mais como um toque tímido e que desejava conhecer o semelhante. Não havia língua, era apenas um beijo superficial. Ambos estavam entregues ao toque e sentiam seus corpos vibrarem com o que acontecia. Kyungsoo sugou o lábio inferior de Jongin e então um pedido de passagem para aprofundar o ósculo teve início.

Por mais que agora explorassem a boca alheia, o beijo não perdia a calma e o desejo de conhecer o outro. Ficaram naquele toque até ouvirem o barulho da campanhia. Os dois se afastaram de forma brusca e se encararam rapidamente. Estavam corados demais e sem saber como agir, mas em momento algum encontravam-se arrependidos.

-E-eu atendo. - Jongin gaguejou e saiu correndo para ver quem era.

Enquanto Jongin abria a porta, Kyungsoo se pôs a ir até uma das caixas e tentar erguê-la sozinho, o problema é que ele não contava que fosse uma caixa pesada e acabou caindo junto com a mesma, fazendo um barulhão.

-Soo?! - Jongin largou seus amigos na porta e correu para ajudar o mais velho.

Baekhyun, Chanyeol, Luhan e Sehun tinham chegado para ajudar os amigos na mudança. Fora eles quem interromperam o beijo e quando viram Jongin atender a porta sem camisa, com o rosto corado, lábios inchados e ofegando, perceberam que algo tinha acontecido.

Adentraram a casa e viram Jongin levantando Kyungsoo do chão. O baixinho também estava sem blusa, com o rosto vermelho e totalmente sem graça.

-Você está bem? - Jongin perguntou preocupado.

-Estou sim. Mas que demônios têm nessa caixa? Coisa pesada! - Kyungsoo reclamou.

-É a caixa de livros, hyung. - Jongin respondeu.

-E tenho certeza que não foi ela que os deixou com o rosto vermelho. - Sehun soltou. Não ia conseguir ficar sem comentar.

-E muito menos os fez ficar sem camisa. - Luhan reforçou. Estava tão curioso quanto Sehun.

-Vocês também vão tirar a camisa quando começarem a trabalhar. Bora! - Jongin mandou e viu os amigos revirarem os olhos.

De fato os recém-chegados tiraram as blusas assim que começaram a trabalhar. Não demoraram a ajeitar tudo, porque eram seis pessoas ajudando. Quando a noite chegou, estavam com os poucos móveis no lugar e a casa limpa. Decidiram, então, pedir frango para jantarem, todos estavam famintos.

-O que aconteceu com vocês antes de chegarmos? - Chanyeol soltou. Estava curioso demais e por mais que tivesse uma ideia do que tinha acontecido, queria uma confirmação.

-Não digam que não foi nada. - Baekhyun apressou-se a dizer assim que viu os dois abrirem a boca para negar. - Vocês estavam se beijando?

Kyungsoo e Jongin ficaram calados e vermelhos. Foi o suficiente para os amigos perceberem que aquilo era um sim.

-Então estão namorando? - Baekhyun perguntou animado.

-Não! - os dois responderam juntos e os amigos se assustaram.

-Foi só um beijo. A gente é muito novo pra ter um relacionamento. - Jongin falou e olhou para Kyungsoo de soslaio.

-E nós não estamos querendo rotular nada. Parem de forçar o desejo de vocês na gente. - Kyungsoo reforçou.

O frango chegou na hora e por isso esqueceram a discussão que poderia ser iniciada. Os futuros papais não entendiam como puderam se beijar, mas sabiam que existia algo muito forte. Estavam com medo de se entregarem ao que quer que fossem sentir, porque no momento tinham apenas que se concentrar nas crianças que estavam chegando e no futuro incerto que teriam. Eram responsabilidades demais para se distraírem.                         


Notas Finais


TEVE BEIJO!
TEVE BEIJO!
TEVE BEIJO!
TEVE BEIJO!


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