História Inconsequente - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor, Aventura
Exibições 2
Palavras 1.169
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Festa, Ficção, Policial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - 02



8 da manhã, 26 de setembro de 2015.

 

Eu só queria que o dia passasse depressa, estava ansiosa e coberta de nervosismo, mas eu precisava fazer aquilo para o meu bem. Enquanto fingia que estava prestando atenção na aula de história, percebi que Alan, meu melhor amigo, estava me encarando atentamente.

-  Perdeu alguma coisa? - disse de um jeito grosso mesmo, mas me arrependi logo em seguida quando vi seu olhar de preocupação.

- Desculpa aí, mas eu sei que você é meio louca então vou perguntar logo: por que você tá agindo tão estranhamente hoje??

- Silêncio!! - reclamou o professor, então olhei para Alan e fazendo mímica disse que explicava direito no intervalo.

O resto da aula seguiu normalmente, com Alan ainda me encarando, então assim que o sinal bateu aquela peste logo me agarrou exigindo explicações.
[...]

- VOCÊ É LOUCA, LUA! - grita ele e tive que rir para as pessoas acharem que era apenas uma brincadeira mesmo, quando percebo que ninguém estava olhando mais para nós dou um tapa em seu ombro e digo:

- Xiuuuu, cala a boca, você quer que me descubram?? Só te contei isso porque você é meu melhor amigo e me prometeu que não contaria para ninguém!

- Isso foi antes de eu saber o que era né, garota! Isso é muito perigoso, não posso deixar você fazer algo assim.

- Alan, relaxa, eu não vou morrer ok? Eu sei me virar, isso ia acontecer uma hora ou outra, só estou adiantando o precedimento - disse fazendo um sorriso para aliviar a preocupação dele.

- Ok, agora me conta como você vai fazer tudo isso e me convença de que vai dar certo.

- Simples, eu saio da escola, deixo essa carta na mesa de jantar aproveitando que meus pais não estão lá mesmo, arrumo minha mala, pego o ônibus que vai pra uma cidadezinha no litoral, Cacoal, e com o dinheiro das minhas economias dou entrada em um hotel para depois arranjar um emprego que me dê abrigo. Satisfeito?

- Parece até uma brincadeira, eu não consigo acreditar nisso, Lua...

- Pois acredite, parto hoje e daqui a um ano eu volto. Te mandarei mensagens toda semana no máximo, se pudesse mandava todo dia, mas fique atento por que vou trocar de número, tá?

Alan me abraça bem forte e concorda comigo, só implora umas 10 vezes para que eu tome cuidado e eu, repito 10 vezes que tomaria. Ao final da aula, me despeço de Alan, percebendo que ia sentir muita falta daquele menino, mas sabia que o que estava fazendo era o melhor pra mim. 

Ao chegar em casa faço tudo o que disse que iria fazer, mas decido que preciso comprar algumas coisas extras antes de ir, como agasalhos, absorventes, etc, então resolvo dar uma pulada no shopping. Deixo minha mala em um armário que eles oferecem à nós na entrada do shopping e sigo caminho, como era quinta-feira, o local não está muito cheio e nem muito vazio. Faço o que tenho que fazer e sigo meu caminho de volta normalmente normalmente, mas quando passo pela Arezzo e avisto uma bota tenho uma ideia, uma ideia maluca, mas boa. Entro na loja e mirei justamente no sapato que eu queria, mas fingi que olhava outros, justamente para observo o ambiente, procurando captar onde as câmeras vigiam e onde o microfone se localiza, ao analisar tudo simplesmente concluo que estava perfeito. Chamei uma moça que me encarava com sede de dinheiro desde o momento em que entrei na loja e peço para ela me mostrar o tal sapato. Aquela é a melhor bota no universo, vai  até a coxa, sua cor é bege e andar com ela é como pisar nas nuvens, mas precisava manter o foco no plano. Pergunto à moça onde fica o banheiro, mesmo já sabendo o caminho, então peço licença e me retiro, fazendo o maior papel de sonsa. A perceber que a lojista estava mais interessada em fofocar sobre a vida de sua "inimiga" corro para o microfone embaixo da mesa que está vazia.

- Atenção senhoras e senhores, a partir deste momento todos os sapatos com os números até o tamanho 42 estarão saindo de graça! Corram e garantam os seus!!

Dito e feito, a loja vira uma bagunça! Muita gente começa a entrar desesperadamente e correr pela loja. Enquanto as 4 lojistas que estão lá dentro tentam organizar tudo, aproveito para fugir com aquela linda bota. Essa é a maior loucura que já pratiquei na minha vida inteira, nunca me imaginei fazendo algo assim, mas como estou pretendendo mudar de vida, minha frase motivacional favorita se tornou "por que não?". Enquanto corria avistei outra loja que nem me recordo o nome, entrei e fiz o mesmo com um vestido, me senti vitoriosa mas com um pouco de arrependimento, minha vida estava passando diante dos meus olhos, eu deveria aproveitar cada oportunidade de loucura que me aparecia. 

Infelizmente minha alegria não durou muito, já estava a alguns metros fora do shopping, chegando na parada de ônibus, quando percebo que alguns seguranças correm na minha direção. Corro o mais rápido que posso com aquela mala um tanto quanto pesada e viro na primeira esquina, dando graças à Deus por ter encontrado um esconderijo.

Entro naquela oficina vazia e vou para os fundos o mais rápido possível , mas como de esperado, encontro ali um cara todo sujo de graxa me olhando estranhamente. 

- Me arranje um esconderijo o mais rápido possível, por favor!!! Faço o que você quiser, só me arranje um esconderijo, logo! - disse eu com desespero na voz fazendo uma cara de choro, com o objetivo de comover. Não sabia se aquele cara ia me ajudar, mas estava sim com um pouco de medo de meus sonhos nunca terem nem começado a se realizar direito. 

- Calma, claro que eu lhe ajudo! Venha comigo.

Não sei seu nome, mas sua aparência me chama um pouco de atenção. Deve ter por volta de 23 anos, é uns 20cm mais alto que eu, cabelos pretos e sim, era bonito, não nego. O jovem moço me leva para um certo tipo de "porão" escondido abaixo de um tapete em um canto do lugar onde estávamos, então me abaixo e entro, com um leve medo de morrer, não posso negar, mas me impressiono com o que vejo. O lugar é a uns 2 metros do chão,  possui uma janela que na verdade mostra só cimento, mas que está abaixo de uma gralha no chão para que haja a ventilação, fora isso avisto uma cama de casal simples com um computador em um canto e uma prateleira de livros logo em cima, em outro extremo vejo uma mala aberta com algumas roupas viradas e um gurda-roupa ao lado, apenas alguns CD's largados pelo chão e um pôster tanto quanto velho de uma praia qualquer. Realmente alguém vivia tranquilamente ali, o barulho feito em cima do cômodo mal chegava aos meus ouvidos.
 


Notas Finais


A bota roubada foi a Bota Cano Longo Stretch Taupe e o vestido era como este http://www.fashionbubbles.com/files/2011/11/vestido-de-renda-19-470x600.jpg


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