História Inconsequente - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek, Gravidez Na Adolescência
Visualizações 471
Palavras 1.635
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bom gente, não estranhem o final do capítulo, é bem normal acontecer de uma pessoa deprimida ter seus momentos de felicidade depois de um surto, e a depressão do Baek virá com um transtorno de humor, que eu tenho, e sei bem como é. Então, não digam "ala a louca colocando ele todo felizinho depois de quase morrer" eu sei bem como funciona, além do meu psicologo ter me dado umas dicas sobre o assunto sz
Relevem qualquer erro e me desculpem a demora ;;;
Boa leitura <3

Capítulo 7 - A luz que eu precisava


Eu sinceramente não fiz questão alguma de observar o apartamento quando chegamos ao mesmo, ChanYeol ficou responsável por tudo após montar a cama para me deixar dormir o tempo que eu quisesse, e eu agradeci imensamente por isso, já que estava me sentindo na pior fossa da minha vida.

Dormi o dia todo e parte da noite, e quando acordei, ele estava preparando algo para comer.

- Você quer? Nossa primeira comida na nossa casa. – Me deu um sorriso largo e todo feliz, me puxando pela mão e me dando um abraço apertado acompanhado de um beijo na minha testa. – Fiz tudo o que você gosta de comer... – Apontou para as panelas no fogo, me deixou um pouco melhor em relação a todos aqueles sentimentos ruins, mas parecia que também estava perdendo seu efeito...

Era culpa daquela criança a gente estar ali, obrigados a sermos adultos antes da hora.

E eu odiava isso.

Me sentei de forma robótica na cadeira. Tinha uma mesa redonda, duas cadeiras normais e uma cadeira de bebê, e só de olhar aquilo, sentia uma agonia absurda a ponto de virar meu rosto para o lado e torcer para que aquilo fosse somente um pesadelo.

Eu não aguentava mais ver coisas de bebê, pessoas falando de filhos, ChanYeol animado com a porcaria de um feto que estava acabando com a minha vida. Eu odiava toda aquela situação e aquilo tudo finalmente me fez cair em lágrimas, sem nem me preocupar se ele estava me olhando com aquele jeito todo preocupado.

- Você está bem? – Me indagou ao se sentar de frente para mim, seus olhos me diziam que ele estava a ponto de desespero, querendo mais que tudo saber o que acontecia comigo e aquilo me fez explodir.

- NÃO, CHANYEOL, EU NÃO ESTOU BEM. EU NÃO AGUENTO MAIS TODO MUNDO QUERENDO ME FAZER GOSTAR DESSA COISA NA MINHA BARRIGA, NÃO AGUENTO MAIS TODO MUNDO DIZENDO QUE ESTOU FOFO, NÃO AGUENTO MAIS VER COISAS DE BEBÊS PARA TODOS OS LADOS QUE VOU. EU ODEIO ESSA CRIANÇA, EU NÃO ESTOU BEM E SE EU NÃO ME SENTISSE UM MONSTRO POR PENSAR NISSO, ELA ESTARIA MORTA AGORA.

Soltei tudo o que me incomodava em um único berro, minha garganta ardia e eu não me sentia nem um pouco mais leve, nem um pouco melhor, na verdade, apenas consegui deixar minhas pernas cederem e cair de joelhos no chão, colocando em minhas lágrimas e socos na barriga que na verdade eu queria estar morto.

- BaekHyun, para com isso, pelo amor de deus... – ChanYeol se jogou do meu lado e tentou parar meus socos, mas isso não resolvia. Eu não queria aquilo, eu odiava aquela situação e pelo que o médico disse, se essa criança ficar mal, eu morro junto, então era isso o que eu queria.

- ME DEIXA, INFERNO. EU NÃO QUERO ESSA MERDA DE VIDA PARA MIM. – Deixei um dos poucos palavrões que eu falava escapar, eu estava fora de mim e isso só ficou visível para mim quando meus olhos foram tomados por um borrão, um ChanYeol chorando desesperado me pedindo para parar e logo uma escuridão.

E no fundo, eu estava torcendo para estar morto....

 

 

X

 

Eu não estava morto, aquele incomodo chato de agulhas em meu braço eram a prova disso, mas eu não queria estar morto naquele momento. Minha mente estava calma pela primeira vez em muito tempo. Não me vinha nada na cabeça a não ser que aquele teto era escuro demais para um hospital.

Tentei movimentar meus braços, mas não consegui, estavam moles demais, assim como qualquer parte do meu corpo, tudo estava pesado, exceto meus olhos.

- Você acordou... – ChanYeol apareceu em meu campo de vista. Estava com olheiras enormes e com os olhos vermelhos de tanto chorar, mas em seus lábios haviam um tímido sorriso, triste, mas estava ali.

Eu queria poder falar também, mas minha garganta estava seca e nem mesmo a boca se movia, a única coisa que consegui expressar foi uma lágrima escorrendo por meus olhos, mas sem motivo aparente, apenas por vê-lo daquela forma.

- Não tente falar, hm? Você entrou em colapso e desmaiou, tiveram que te sedar para não acordar pior. – Aquilo fez sentido em minha cabeça, mas não tanto quanto deveria, eu continuava sentindo meu corpo pesar e querer me arrastar para o sono novamente. – Tente descansar, hm? Estarei aqui quando acordar... – Fez um carinho no topo da minha cabeça e não consegui mais lutar contra o peso.

 

X

 

Desta vez acordei em uma posição diferente, estava de lado e com apoios nas costas de alguns travesseiros, ChanYeol não estava ali, na verdade só havia uma mulher estranha, me encarando com um bloquinho de notas nas mãos.

- Olá, BaekHyun.... – Sua voz era calma e me transmitiu uma certa segurança, coisa que era raro de acontecer, e mesmo que eu sentisse medo, meu corpo ainda estava sonolento demais para raciocinar corretamente. – Eu sou GaYoon, serei sua psicóloga por um tempo, hm?

- Hm... – Foi a única coisa que consegui fazer, mas pelo menos consegui movimentar os lábios direito.

- Você não está em coma a muito tempo, não se preocupe, fazem apenas algumas horas que você está aqui. Daqui a pouco o efeito do calmante passa e podemos conversar devidamente. – É, ela conseguia me passar segurança. – Vamos conversar?

Consegui acenar a cabeça positivamente, coisa que foi relativamente mais fácil.

- Você não ficou feliz com a gravidez, certo? – Acenei novamente. – Não se assuste, isso é mais normal que aparenta ser. Você se culpa por não estar feliz com algo que todo mundo diz ser o cumulo da alegria, não é?

Aquilo tinha seu ponto de verdade, mas eu não saberia se era bem culpa o motivo para eu estar tão mal, por isso apenas maneei a cabeça.

- É aceitável na sua posição toda essa enxurrada de sentimentos ruins. Você é um adolescente ainda, sua cabeça ainda está em formação, assim como seu corpo ainda descobrindo tudo o que consegue fazer. Entrar em colapso na adolescência, ainda estando com um filho na barriga, pode ser uma carga muito forte de sentimentos assustadores. Mas eu vou te ajudar, ok?

Dei um sorriso pequeno, finalmente encontrei alguém que me entendia e saber que aquela ajuda poderia melhorar minha situação com ChanYeol me deixava ainda mais feliz.

- E não pense que você é obrigado a amar a gestação, isso é uma coisa errada que o mundo nos impõe, você pode amar sua filha sem amar ser pai, hm? Apenas vamos conversar sobre isso.

 

X

 

Eu ainda estava levemente sonolento quando chegamos em casa, mas relativamente melhor quanto a conversa com GaYoon, tanto que finalmente dei a devida atenção a decoração do apartamento.

Era um tanto quanto delicado, os moveis estavam bem espalhados e tinha um grande espaço no centro da sala. Sem tapetes por conta da minha alergia, com cortinas claras que se mesclavam com as escuras e davam uma iluminação diferente ao ambiente e na frente das cortinas, pude notar uma rede presa na varanda e foi ali que decidir ir.

- Quer que eu fique com você ou prefere ficar um pouco sozinho? – Me indagou assim que abri a porta e notei que batia um pouco de sol ali. Eu amava a companhia dele e era claro que eu queria.

- Vem comigo... – Seu sorriso parecia mais brilhante ainda quando se sentou na rede e ajeitou o lado para que eu sentasse também. Mas daquela forma ficou desconfortável, por isso ele se deitou e me deixou entre suas pernas, deitado em sua cabeça.

Permanecemos em silencio por longos minutos, apenas curtindo a presença um do outro. Eu estava calmo e levemente feliz por conta da conversa com a psicóloga. Ela havia me dito coisas que eu precisava ouvir, tanto na questão da gravidez quanto na questão emocional e tudo o que eu mais martelava em minha mente era: você pode amar sua filha sem amar ser pai.

E aquilo me incomodava um pouco, eu não queria ser igual aos meus pais que tiveram filhos por obrigação de casamento. Eu me sentia pouco amado e nada feliz com o modo como eles eram frios comigo. Sabia que me amavam, mas havia uma ponta naquele amor todo que entregava que não eram meus pais, eram apenas as pessoas que me colocaram no mundo. E por mais que isso de estar esperando um filho me incomode tanto, eu não desejava a falta de amor fraterno de forma alguma para ninguém.

Mas eu também não amava aquela criança como um filho, ainda não queria aquilo na minha vida aos 16 anos. Porém, por hora eu não iria pensar naquilo.

Eu estava bem e queria manter aquilo por mais tempo, principalmente para curtir os carinhos do meu namorado sem nenhum daqueles pensamentos me tomando. Eu estava com saudades dele e sabia que ele de mim assim que dei um selinho mais demorado em seus lábios.

Não estava 100% bem, mas já estava gravido, tinha nossa própria casa e estava um pouco melhor em questão aos pensamentos ruins, não havia nada que impedia de continuar com aquilo até o fim, exceto o próprio ChanYeol, que parou tudo o que fazia quando toquei sua coxa suavemente.

- O que é isso, Baek? – Indagou curioso, me olhando de perto com aqueles olhões.

- Bateu saudade... – Sussurrei dengoso ao passar o braço para trás do seu pescoço.

- Mas você estava berrando e se espancando até ontem. O que te deu pra querer isso agora?

- Sabe que eu não sei?! Acho que tive uma boa dose de dopamina hoje. Pode ter sido a psicóloga, ou aquele monte de remédios. Não importa o que é, vai perder a oportunidade?

Ele me olhou de cima a baixo, e sorriu.

- Estava com saudades do meu Baekkie...


Notas Finais


Fiquei tão felizinha com esse final ;;; vamos ver por quanto tempo ele fica bem, logo vocês descobrem o que ele está desenvolvendo com esse momento traumático pra ele. Vamos ver se adivinham, quem acertar ganha um prêmio na próxima atualização hihi
meu twitter é @byunbibu caso queriam falar sobre o capítulo qq


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