História Inconstante - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford
Tags 5 Seconds Of Summer, 5sos, Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford
Visualizações 31
Palavras 2.918
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente tudo bem? Eu ia postar esse capítulo só amanhã mas estou animada para que vcs leiam. Obrigada por acompanharem a história até aqui, por todos os comentários e por não desistirem da história ❤❤❤❤
Espero que vocês gostem!!!

Capítulo 23 - 23


Os dias tinham passado mais devagar do que o normal para Harper. A ansiedade era tanta, que sua mente mesmo sem querer, tinha feito ela se esquecer das coisas que poderiam acontecer, das surpresas que a vida pode trazer quando estamos muito felizes. Seus pais não tinham ligado e em momento algum tentaram contato com ela, se tivesse um detetive particular a vigiando, ela não teria percebido. Conhecendo os pais que tinha, qualquer possibilidade ainda era superestimada e não seria uma surpresa da qual ela se agradaria.  


Harper acordou antes do horário e não demorou muito para se arrumar, suas coisas já estavam prontas há alguns dias. Ela havia repensado aquele primeiro dia de aula milhares e milhares de vezes, planejado cada detalhe dele, desde o momento que chegasse na faculdade até o instante em voltaria para casa.


- Finalmente - disse Luke quando ela entregou o capacete para ele depois de descer da moto, os dois observavam a entrada da universidade - eu sabia que você ia conseguir.


- Eu nem acredito que tudo isso está acontecendo - disse ela com um misto de admiração e expectativa.


Luke se despediu deixando sua garota viver um momento que era só dela. Por mais que ele incentivasse e estivesse feliz por ela, aquele era o momento dela se sentir realizada, dando seus passos sozinha e construindo a carreira que sempre quis. 


Depois das duas primeiras aulas, Harper foi até a reitoria pegar um formulário sobre os professores disponíveis para serem tutores, ela não queria perder nada e já estava avaliando por qual projeto começaria.


- Eu tinha certeza que ia valer a pena esperar.


Harper ficou paralisada com o susto que tomou. Não era apenas susto, parecia que ela tinha visto um fantasma, mas era pior que isso.


- O que foi Harper? Não achou que você ia aprontar tudo isso e nós iríamos deixar você aí achando que estava tudo bem - Daphne olhava para ela com tanta satisfação que se alguém visse a cena ficaria extremamente confuso. 


Os pais pareciam tão felizes em vê-la, mas o pânico estampado no rosto da garota deixava claro que ela estava quase correndo perigo.


- Você sai de casa, quase nos faz sofrer um acidente e quando vê seus pais é essa a reação que você tem? - Max perguntava de forma cínica - não está feliz em nos ver? Não está feliz em ver seus pais Harper? Achou que nós não te acharíamos?


- Eu não vou a lugar nenhum com vocês - disse a garota voltando a si - vocês podem tentar me internar, me tirar daqui a força mas eu não vou.


- Acha que nós também não sabíamos disso? - Daphne parecia finalmente conseguir o que queria - você já provou que não se importa com nada, nem com a sua família, nem com o nome que carrega, com nada do que planejamos para o seu futuro.


- Então porque vieram atrás de mim?


- Você ainda vai querer insistir nessa loucura por quanto tempo? - Max encarava a filha - nós não temos todo o tempo do mundo. A vida não é esse conto de fadas que você pensa que é Harper. Você já está bem crescida para achar que esse tipo de paixãozinha vai durar a vida toda, que vocês vão ficar juntos pra sempre. Isso não vai dar em nada.


- Vocês não entenderam ainda que essa é a vida que eu quero, que eu sonhei com isso por anos?


- Ah nós entendemos - disse Daphne - mas também entendemos que não fomos diretos com você. Todo mundo tem seu preço Harper.


- Eu não vou me vender, ainda mais pra vocês dois.


- Nós temos uma proposta pra você - disse Max - nós deixamos você fazer faculdade de artes, se especializar nisso...


- Sei - disse ela com deboche - e o que vocês querem em troca?


- Você volta pra casa e deixa esse garoto.


- Eu sabia. As coisas sempre tem que ser como vocês acham que tem que ser, vocês não aceitam que existem pessoas que não querem levar a vida que vocês levam, que não ligam para o nome que as pessoas carregam e sim para o que elas são de verdade.


- Você vai acabar cedendo.


- Como pode ter tanta certeza? - Harper encarava a mãe esperando a última carta que ela tinha na manga - você não sabe o que temos, não sabe o quão verdadeiro é. Acha que eu simplesmente vou aceitar uma oferta?


- Vamos tirar você do testamento - disse Max - e caso você cometa o mesmo erro de novo e acabe engravidando, saiba que não vamos reconhecer a criança como nosso neto.


- Eu não esperava menos de vocês. Isso só prova que vocês nunca conheceram a filha que tiveram. Vocês querem tirar o dinheiro, vão em frente, podem fazer isso eu não ligo. Eu posso muito bem trabalhar e me sustentar. E caso eu fique grávida de novo, não se preocupem, vocês não vão nem chegar a conhecer o meu filho. Agora com licença eu estou com pressa e preciso voltar para a minha aula.



Harper deixou os pais tremendo de raiva. Por não ter pensado que eles poderiam aparecer na faculdade como fizeram, por ser ingênua e pensar que eles não fariam uma última tentativa. Mas principalmente por eles tentarem comprá-la. Ela parou no corredor e respirou fundo, essa foi a última vez, provavelmente não voltaria a ver seus pais, eles a tirariam do testamento e contariam a todos que ela era uma filha rebelde é que eles fizeram de tudo pra que ela fosse feliz. Mesmo sabendo de tudo isso ela ergueu a cabeça e se lembrou que já tinha conquistado muita coisa, ela só precisava continuar seguindo em frente.


******



*Aproximadamente dois meses depois*


Luke e Harper caminhavam em silêncio pela praia, já faziam quase sete meses desde a suspeita dela de estar grávida. Mesmo que nenhum dos dois quisessem falar sobre isso, seus pensamentos estavam conectados nas possibilidades do que poderia ter sido. Caso ela não tivesse sofrido o acidente, já estaria quase tendo o bebê. Ela sentiu uma lágrima escorrer pelo seu rosto.



- Eu sinto falta dele - disse ela enquanto Luke a abraçava - mesmo sem saber como era o rostinho dele, como ele seria e como nos chamaria. 


- Ele sempre vai ser a nossa melhor obra, o que fizemos de melhor - disse Luke limpando as lágrimas dela - ele foi muito amado, mesmo que tenha sido extremamente curto o tempo que ele ficou aqui - disse ele colocando a mão na barriga dela - você cuidou dele da melhor forma possível.


- Eu sei que podemos ter outro filho - disse ela - mas ele vai ser sempre o nosso primeiro.


Luke se levantou e ajudou ela a fazer o mesmo. Estava um dia estranho, não pela chuva ou pelo vento frio, mas a combinação de ambos com o sentimento que invadia os dois. Eles andavam de volta para o galpão torcendo pra que aquele dia acabasse logo. Os olhos de Harper vagavam involuntariamente pela praia perto do cais, mesmo sem querer eles captavam tudo.


- Luke - ela fez o garoto parar abruptamente - tem uma criança ali - disse apontando para algumas árvores alí perto.


- Não Harper - disse Luke que não tinha visto nada - deve ser as sombras pregando peças.


Novamente ela viu, era um pequeno ser que estava se escondendo.


- Luke eu não estou louca - disse ela apontando na direção que tinha visto - tem uma criança se escondendo ali.


Ele ficou observando, tentando ver o que ela já tinha visto.


- O que aquela criança está fazendo ali? - perguntou ele enquanto puxava ela em direção as árvores.


- Eu não sei, está frio e aqui não é um lugar pra crianças - Harper estava preocupada - eu disse que não estava louca.


Eles se aproximaram vendo o pequeno ser que tentava correr.


- Espera - disse Luke enquanto a pegava no colo. Ela deveria ter uns quatro anos, era tão pequena e indefesa - qual o seu nome pequena?


- Ei - disse Harper a pegando dos braços de Luke - o que você está fazendo aqui sozinha? Cade o seu papai e a sua mamãe? - a garotinha apenas levantou os ombros, estava suja e tinha alguns arranhões no rosto.


- Luke precisamos procurar os pais dela, eles devem estar desesperados.



Eles saíram perguntando pras pessoas se alguém conhecia aquela criança mas todos respondiam que não. Luke foi até a delegacia se informar, talvez alguém tivesse dado queixa, mas ninguém tinha feito isso.


- O que fazemos com ela? - Harper perguntou com a garota nos braços - não podemos deixar ela por ai.


- Vamos levar ela pra casa - disse Luke - ela parece estar com fome, precisa dormir e... Ela gostou de você - disse ele vendo como a menina não queria largar Harper.


- Precisamos comprar alguma roupa pra ela, com essas ela não pode ficar - ele apenas concordou.



Luke as deixou no galpão e foi comprar as coisas que Harper tinha pedido, ele sabia que ela cuidaria da garotinha da melhor forma possível, mesmo que fosse apenas por uma noite. Harper tinha preparado o banho pra ela que olhava atentamente para cada canto do galpão, como se estivesse perguntando o que aconteceria.



- O que você estava fazendo sozinha lá? - perguntou Harper novamente para a menina, que novamente levantou os ombros - vem, vou te dar um banho bem gostoso - ela pegou a menina no colo a levando para o banheiro. Harper tinha deixado a banheira cheia de espuma e a criança riu com isso.


- Harper - chamou Luke enquanto entrava com mais sacolas do que o esperado.


- Estamos aqui - gritou ela do banheiro.



Ele riu quando viu a bagunça que elas estavam fazendo.


- Acho que alguém se empolgou um pouco - Harper observou Luke ainda com as sacolas.


- Eu vim ver como essa pequena está - disse ele deixando as sacolas e se juntando a Harper.


- Agora bem cheirosa e mais a vontade. O que um banho de espuma não faz?!


- Qual o seu nome pequena? - ele perguntou enquanto Harper a enrolava na toalha, mas novamente ela apenas levantou os ombros e sorriu. Ela tinha algumas manchas roxas nos bracinhos e isso fez Luke olhar preocupado pra Harper - você é muito valente sabia? - ele levou a menina pra cama enquanto Harper pegava o pijama que ele tinha comprado.


- É assim que vamos te chamar: Valentina. Você gosta? - ela fez que sim com a cabeça e sorriu.



Harper trocou ela e penteou seus cabelos, Valentina parecia gostar. Ela ficou brincando com Luke enquanto Harper preparava a mamadeira. Ele a pegou no colo e deu de mama pra ela enquanto Harper tomava banho. Ela sorriu ao sair do banheiro e ver a cena: Luke contando uma história enquanto Valentina insistia em mexer no piercing dele.


- Acho que não sou só eu que gosta desse piercing - ela brincou enquanto Valentina ia para o colo dela - fala pra ele vai tomar banho - disse Harper fazendo a menina rir.


- Só vou se ganhar um beijo - disse Luke e Valentina logo se jogou em seus braços.


Eles já estavam apaixonados por aquela menininha que tinha transformado aquele dia tão triste em um momento especial.


- Precisamos dar queixa - disse Luke ao sair do banho e ver as duas deitadas, Valentina dormia nos braços de Harper.


- Porque alguém faria isso com ela? É tão pequena e indefesa. Por quantas coisas horríveis ela deve ter passado para ficar sozinha e machucada - disse ela acariciando o cabelo da menina.


- Eu não sei - disse ele se deitando e abraçando as duas - mas se existe pessoas sem coração a ponto de fazer isso, nós temos e vamos cuidar dela - ele deu  beijo na menina e um em Harper - se ela foi abandonada nós vamos descobrir, e seremos os pais dela.


*****


Harper acordou ouvindo risadas, a de Luke ela já conhecia, mas havia outra, uma risada gostosa e inocente. Ela se virou vendo Luke brincar a menina que estava adorando aquilo.


- Olha só quem acordou - disse ele indo pra cama - bom dia.


- Bom dia - disse ela - bom dia princesa - disse ela pegando Valentina - você estava brincando é? - a menina fez que sim com a cabeça.


- Xixi - disse ela pela primeira vez - eles riram e Harper a levou para o banheiro.


- Harper - Luke a abraçou depois que as duas haviam voltando e Valentina olhava os quadros com muita atenção - estou preocupado com ela, ela não fala nada e recuava se eu apontava para as marcas no braço dela.


- Ela deve ter sofrido muito, mas vamos cuidar dela. Espero que ela não volte para a pessoa que fez isso.


- Ela não vai, não vamos deixar. Vamos cuidar dela - disse ele a beijando e logo em seguida sentindo suas pernas sendo agarradas. Valentina estava no meio deles.


- Você quer um beijo também? - Harper perguntou enquanto Luke a pegava no colo - vamos encher você de beijinhos - disse ela enquanto a menina abraçava cada um de um lado, unido os ainda mais.


Luke e Harper foram com Valentina para a delegacia fazer o boletim de ocorrência. Por mais que isso fosse o correto a fazer, Harper estava com o coração apertado por não saber o que aconteceria com a menina. A situação era delicada e ela sabia disso, para uma criança tão pequena ser encontrada só é machucada, algo muito grave já tinha acontecido.



- Boa tarde - disse Harper para um policial que estava no balcão - precisamos fazer um boletim.


- Sobre? - perguntou o ele sem olhar pra ela.


- Encontramos essa criança - disse Luke - ela estava sozinha na praia e queremos saber se não tem ninguém procurando ela, não tem queixas?


- Eu vou verificar - disse o homem procurando alguns relatórios e voltando em seguida - não há queixa sobre desaparecimento de nenhuma menina no perfil dela.


-  E o que fazemos? - perguntou Harper sem ter informações do que aconteceria.


- Olha moça vocês não podem deixa lá aqui, ela vai para o conselho tutelar e provavelmente para um orfanato.


- Ah que ótimo, ela não pode ir para o orfanato, a situação não vai ficar totalmente resolvida. Ela está machucada e provavelmente sofreu agressões até a encontrarmos. Não tem outra solução? - ela não esperou ele responder - tudo bem se não tiver, nós ficamos com ela.


- Olha garota - disse o policial estúpido - ou você deixa ela aqui e ela vai para o conselho tutelar e para um orfanato, ou você fica com ela.


- Com toda certeza eu fico com ela.


- Então fazemos o boletim que você encontrou a menina, um pedido de visita da assistente social e uma audiência com o juiz. Porque você diz que não vai deixar ela ir para o conselho tutelar, então vai adotar ela?


- Sim nós vamos - disse Luke com firmeza.


Eles fizeram o boletim e preencheram os documentos necessários para um pedido de adoção com urgência.



- E o que fazemos enquanto isso? - Harper perguntou.


- Nada, seguem suas vidas e esperam alguém dar queixa sobre a menina, caso isso não aconteça em um mês a audiência será marcada.


- Obrigada.


Eles deixaram a delegacia com um misto de preocupação e alívio. Nenhum dos dois queria que a pequena Valentina fosse embora, mas a preocupação maior naquele momento não era apenas ela ir, e sim voltar para a pessoa que a estava maltratando. 


Por mais que parecesse loucura, Harper sabia que não tinha encontrado a garotinha por acaso. Era um presente, a resposta para uma pergunta que ela fazia desde o acidente.


- Eu liguei para os meus pais e eles falaram para irmos lá esse fim de semana - disse Luke quando sairam da delegacia.


- Tudo bem - disse Harper - vou ter que conversar com a sua mãe sobre os horários.


- Temos uma garotinha pra cuidar agora - disse ele dando um sorriso pra Valen que não queria sair do colo de Harper.


- Estou preocupada - disse ela - com o que vai acontecer nesse mês.


- Vamos cuidar dela - disse Luke - e esperar, não tem mais nada que possamos fazer.


A real preocupação de Harper era o que poderia acontecer depois daquele mês. Eles já tinham se apaixonado pela pequena desde o momento em que a encontraram, e se apaixonariam ainda mais no mês em que ela estivesse com eles. Harper e Luke não tinham um histórico muito bom de expectativas que se realizavam como eles queriam, o medo deles naquele momento era ficar com ela e dar a pequena todo o amor que eles desejavam dar ao filho deles e um mês depois, alguem a levar embora. Eles a levaram para comer e as pessoas que olhavam podiam jurar que ela era filha deles.


- Não adianta ficar preocupada com isso agora - disse Luke parecendo ler os pensamentos de Harper enquanto ela ajudava Valentina a comer.


- Eu sei que não mas... Não sei se aguento uma perda dessa outra vez.


- Talvez não haja perda. Não é possivel que algo tão bom aconteça e seja tirado de nós assim, não de novo.


Harper queria muito acreditar que o universo não faria isso com eles novamente. Mas era tão complicado manter as esperanças quando ela não fazia a menor idéia se ficaria mesmo com Valentina. Parte dela sabia que essa era a resposta do porque tudo aquilo tinha acontecido, mas a outra parte tinha medo que fosse apenas um sonho do qual ela poderia acordar a qualquer momento.



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