História Inconstante - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kiba Inuzuka, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Kibaino, Mitologia, Naruhina, Naruto, Romance, Sasusaku
Exibições 237
Palavras 1.871
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bom dia meninas!
Mais um capítulo, com um leve SS e as respostas que deixei no ar no capítulo anterior... Boa leitura!

Capítulo 13 - Capítulo XII - A curandeira


Caminhou com dificuldades até o corpo jogado no chão lamacento, pegou-o pelo ombro, virando-o para si. Seu rosto tinha alguns hematomas e embora seus olhos estivessem fechados, soube que estava consciente pelo ruído que soltou, uma pequena reclamação, seu corpo deveria estar dolorido.

Sem esperar mais lamúrias, puxou-o para cima, apoiando o braço dele ao redor de seu pescoço, seu corpo era pesado, mas notou que o moreno estava a ajudando com a pouca força que lhe restara.

Se ao menos soubesse a saída daquele lugar enorme, ainda mais com aquele tempo ruim que só piorava as coisas. Por que afinal, estava carregando Sasuke naquele momento? Para que o mesmo não levasse outra surra? Ou quem sabe até para reverter a situação e tê-lo ao seu controle para que enfim, pudesse encontrar suas irmãs? Tudo isso seria possível se não estivesse tão perdida.

Foi então que uma voz a surpreendeu, foi como se por um segundo seu coração tivesse congelado em seu peito:

‒ Ei, vocês aí!

Virou-se lentamente, ainda apoiando o moreno, mal podia enxergar, mas viu a figura masculina se aproximar: era um homem de cabelos bem grisalhos e uma máscara em sua face.

‒ Sasuke? ‒ele disse surpreso, observando o estado do rapaz e a estranha figura feminina ao seu lado. ‒ Então o que ouvi é verdade. Você furtou o Rei.

‒ Kakashi… ‒Sasuke pronunciou com a voz fraca.

‒ Isso eu não sei se ele fez, mas também foi acusado por algo injustamente. ‒a rosada tomou a voz.

‒ Quem é você? ‒indagou.

‒ Não há tempo para perder, eles podem voltar para terminar o serviço a qualquer instante.

‒ Você está certa, na minha casa ele estará seguro. ‒tomou o outro braço do rapaz e quando caminharam novamente, a garota deixou-os. ‒ Você pode vir, parece se importar em salvar a vida de Sasuke.

‒ Isto nunca foi meu objetivo e esse não é o meu lugar.

Foi então que o moreno começou uma crise de tosse, expelindo sangue pelo chão.

‒ Bem, talvez possa acompanhá-lo mais um pouco. ‒assentiu incerta.

‒ Certo, precisamos de uma condução. ‒Kakashi afirmou assim que o rapaz se recompôs, deixou os dois jovens no celeiro e voltou em seguida, com uma carroça puxada por dois corcéis marrons.

Colocou o rapaz na parte de trás e o cobriu com uma espécie de lona, então virou-se para a garota:

‒ Pode vir na frente ao meu lado, se quiser.

‒ Acho que estarei mais segura aqui. ‒dito isto, saltou na traseira da carroça e deitou-se, mantendo uma distância considerada de Sasuke, que tremia sem parar.

Logo, o homem arrancou com a condução, os animais moviam-se rapidamente. Por um momento pediu perdão novamente às suas deusas, parecia cada vez mais misturada com aquele mundo, se antes era obrigada a permanecer, agora parecia ter escolhido envolver-se ainda mais, por que estava se importando tanto com ele?

Pôde ouvir os ruídos e pelo tecido, ver a iluminação maior, a chuva já havia cessado. Atreveu-se a espreitar por um instante, vislumbrando a cidade em que tinha desembarcado, perdera tanto a noção, que não saberia precisar quanto tempo se passara desde então, apenas que não teria uma volta fácil para Ird.

Após um tempo, a carroça parou, esperou que o homem surgisse novamente para que saísse, também estava correndo risco confiando em um desconhecido, e se ele fosse mais um daqueles pervertidos que a perseguiram antes? Ao menos ele demonstrou conhecer e se preocupar com Sasuke.

‒ Vamos lá, garoto. ‒naquele ponto, o homem praticamente carregou Sasuke que parecia de fato ter perdido a consciência. Mais uma vez, voltou-se para a garota que agora os espreitava de longe, olhando ao seu redor, como se buscasse uma saída de um labirinto. ‒ Você não é daqui, é? ‒Sakura apenas sacudiu a cabeça em negativa. ‒ Pode ir se quiser, tenho que arranjar alguém para cuidar desse rapaz, mas saiba que se ficar também não estará correndo risco algum. ‒por algum motivo, as palavras do homem mascarados lhe despertaram ainda mais incertezas, além disso, ainda continuava perdida, a ideia de que havia finalmente encontrado alguém compreensivo o suficiente para lhe ajudar a deu esperanças, estava decidida, daria a sua ajuda, mas pediria um favor em troca.

‒ Posso cuidar dele se quiser, de onde vim era uma excelente curandeira.

‒ Isso seria muito conveniente, senhorita…

‒ Sakura. ‒respondeu prontamente.

Seguiu-o pelo interior da casa, era pequena, mas tinha seu charme. Conduziu-o até um cômodo, onde o deitou na cama.

‒ Bem, do que precisa? ‒questionou.

Sakura caminhou até o moreno e tocou sua testa constatando seu estado febril, precisava baixar a temperatura antes de verificar suas lesões.

‒ Seria bom que lhe desse um banho, está ardendo em febre.

‒ Banhar homens não é minha atividade favorita, pensei que talvez a senhorita pudesse fazer as honras, deve conhecer Sasuke… ‒ia especular, mas antes disso, a garota o cortou.

‒ Não, não o conheço dessa forma que pensa e se me julga assim está erroneamente enganado.

‒ Desculpe, bem eu cuidarei disso então. Pode se limpar no outro aposento, se não me engano tenho um vestido de uma amiga por aqui, só um instante. ‒disse todo embaraçado.

“Todos iguais” ‒era o que pensava enquanto se limpava com o pano úmido de água quente, manteve-se alerta, embora a sensação de limpeza fosse extremamente agradável, fazia a sentir limpa, em todos os sentidos possíveis. De fato, Kakashi havia deixado um vestido marrom bordado para si, não era o seu tipo de roupa favorita, mas era melhor do que andar nua por aí.

Aproveitando-se do momento sozinha, pôs-se a vasculhar a casa do homem. Era simples e estranhamente vazia, nem parecia que alguém a residia ou ainda, que criados serviam ali.

No pequeno gramado dos fundos, iluminado por alguns lampiões pendurados, encontrou algumas ervas conhecidas, tomou a liberdade de colhê-las com cuidado, para que ainda continuassem crescendo. Só então retornou ao quarto, onde Sasuke já estava limpo, deitado sobre a cama, vestindo apenas uma calça. O homem parecia sorrir por trás da máscara, porém Sakura não respondeu ao seu gesto.

‒ Me parece melhor. ‒tocou-lhe a testa novamente, notando que sua temperatura havia baixado, em seguida molhou um lenço na mesma água que ainda jazia na tina e colocou no local.

‒ Vejo que pegou algumas ervas, sabe mesmo o que fazer com elas?

‒ Preciso apenas de alguns recipientes, já disse que sou uma curandeira. ‒respondeu firme.

‒ Você é diferente. De onde veio, afinal?

‒ Ird.

‒ Isso explica muita coisa sobre o seu comportamento. Pelo que eu saiba o solstício já se foi há alguns dias. ‒comentou cada vez mais intrigado.

‒ Ele me impediu de voltar. ‒respondeu observando o rapaz deitado.

‒ Certo, não farei mais perguntas. ‒o homem de cabelos grisalhos riu discretamente, provavelmente tinha entendido suas palavras em outro sentido, saiu e retornou com o que a garota havia pedido, entregou e se dispensou novamente. ‒ Deixarei que faça seu trabalho.

Suspirando, pôde voltar sua atenção ao moreno que parecia dormir serenamente. A verdade é que até então, não tinha presenciado uma visão tão pacífica do rapaz, seu peito subia e descia mantendo o ritmo do sono profundo, dava para ver algumas cicatrizes em seu peito, assim como os músculos que o compunham, nítidos e definidos.

Desviou sua atenção para o que de fato importava, os hematomas estavam por toda a parte em sua pele pálida, mas o que mais lhe chamara a atenção foi o inchaço no lado esquerdo de suas costelas, tocou-o e constatou que um dos ossos estava deslocado, então fez uma mistura com as ervas que encontrou, eram analgésicas e iam aliviar a dor do moreno.

Sentou-se ao lado do mesmo e aplicou a mistura pastosa sobre o local, agora tinha de amarrar a faixa de tecido com pressão o suficiente. Pensou em chamar Kakashi, contudo mudou de ideia e por fim puxou-o para frente, o apoiando em seu próprio ombro, podia sentir a respiração em seu pescoço, passou os braços ao redor de seu corpo, envolvendo-o com o tecido, o amarrando com o máximo de força que conseguiu, ouviu um estalo, Sasuke saltou ainda inconsciente e ergueu os braços a envolvendo de volta.

Um arrepio percorreu sua pele com a surpresa, já ia separar-se dele quando observou uma marca no ombro do mesmo: eram três figuras idênticas e circulares, uma mancha de nascença talvez, mas por que de certa forma, ela lhe era tão familiar?

Foi tirada de seus pensamentos com o barulho da porta:

‒ Ora, ora… Vim conferir se precisava de alguma ajuda, mas me parece que Sasuke já está tendo todo o apoio necessário. ‒mais uma vez, o tom do homem era de troça.

‒ Não é nada disso. ‒respondeu irritada, o deitando de volta em seu leito. ‒ Ele deslocou uma costela, não podemos deixar que a mistura de ervas seque, caso o contrário sentirá muita dor.

‒ Parece uma jovem sábia Sakura. Há um ensopado lhe esperando na mesa, fique à vontade.

Não pôde resistir ao convite, seu estômago resmungava de fome. Quando retornou ao quarto, Sasuke estava sozinho novamente, mas Kakashi havia deixado um colchão de palha e um cobertor no leito para que repousasse, de qualquer forma, teria que monitorar o curativo e a temperatura do moreno.

Acabou adormecendo pensando em como suas irmãs deveriam estar naquele momento, rezando para que de alguma forma estivessem bem, daria um jeito de alcançá-las o quanto antes e para isso, precisava do rapaz que dormia serenamente.

Já estava quase amanhecendo quando adentrou seus aposentos e diferente do que imaginou, a garota estava desperta e muito mais ativa do que esperava. A verdade é que seu amplo quarto havia sido parcialmente ocupado por ferramentas e materiais do gosto de Hinata, que com um tipo de estaca de metal tirava lascas de um pedaço de madeira, esculpindo um rosto nela:

‒ O que minha pequena donzela faz agora? ‒surpreendeu-a aparecendo ao seu lado na cadeira.

‒ Esta é minha irmã Sakura. ‒respondeu-lhe. ‒ Ela deve estar em Ird agora, mexendo em suas poções estranhas e lendo os seus livros empoeirados. ‒ Gostaria de estar com ela. ‒dessa vez voltou sua atenção para o loiro.

‒ Pequena…

‒ Deixe-me ir. ‒pediu.

‒ Não! ‒respondeu alterando seu tom de voz, por um instante, a moça mostrou-se assustada. ‒ É que.... Sinto que de alguma forma, por alguma razão, a sua presença me faz bem. ‒controlou-se. ‒ Detesto perder o que almejo.

‒ Mesmo que estar ao seu lado faça de mim a pessoa mais infeliz? ‒perguntou novamente e se arrependeu logo em seguida.

Naruto pegou uma pequena caixa sobre a penteadeira e a lançou contra a parede oposta com violência, enquanto resmungava:

‒ Eu lhe dou tudo o que há de melhor para agradá-la e ainda assim, como pode ser infeliz?! Dezenas de garotas se matariam para estar no seu lugar. Maldição! Primeiro o Sasuke, agora você, o que virá à seguir?

Hinata não respondeu mais nada, esperou que o loiro saísse batendo a porta. Só então sentiu o pranto quente escorrer por sua face, tinha de sair dali o quanto antes, ainda que seu destino fosse incerto.

...


Notas Finais


Naruto deu chilique! Kakashi sempre no lugar certo, na hora certa não? E cheio de pensamentos maliciosos para o lado dos nosso pombinhos. Obrigada pela paciência e peço que continuem tendo, afinal a aproximação dos dois será lenta e gradual.
Até o próximo, beijinhos!


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