História Indelével - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Pão, Reituki
Visualizações 31
Palavras 2.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oe gente! Mals pelo horário que este capítulo está sendo postado, a dondoca aqui ficou o dia todo jogando e esqueceu de escrever...
Ignorem os erros ( esse título muito "???") e boa leitura!

Capítulo 10 - Quando um não quer, dois não discutem


Uruha:

Como foi no trabalho?

Aoi:

A mesma coisa de sempre.

Pelo menos o movimento foi maior, comparando com os últimos dias.

Uruha:

Com certeza você atrai a clientela.

Aoi:

De um modo sim... Tenho minhas habilidades secretas.

Uruha:

Não tenho dúvidas ;)

Aoi:

Então, quando vamos nos encontrar?

 

 Yuu tombou a cabeça para atrás a encostando na parte de trás do sofá, suspirou olhando para a tela do celular mordendo o lábio inferior. Em quase todos os dias da semana essa pergunta se repetia constantemente e tomou mais frequência assim que tomou coragem para dizer ao Akira que um sentimento começava a desabrochar em seu peito toda vez que conversava com Uruha, bem, era assim que o mesmo se apresentava no aplicativo.

Sem foto anexada ou informações que poderia leva-lo a uma pessoa física complicava ainda mais o que sentia, já estava cansado de todo aquele mistério e em seu interior martelava a ideia de bloqueá-lo e procurar uma novo pessoa para se envolver, mas o outro eu que gritava no fundo de sua mente mantinha o controle da situação para permanecer paciente, não iria ceder tão fácil e de qualquer jeito. Yuu não podia negar que Akira estava certo em tudo que lhe alertava, para manter todo a segredo de quem realmente é só podia ter algo a mais, chegava a sentir raiva de si mesmo ao pensar tantas atrocidades, Uruha parecia ser um homem calmo e acima de tudo aparentava uma personalidade forte e também tinha seus defeitos. Diferente de Suzuki, Yuu analisava cada frase que digitava no mínimo três vezes antes de enviar, era exagero de sua parte, mas não queria quebrar o vínculo que os dois tinham.

 Durante meses, apenas conversavam coisas que aconteciam no cotidiano ou frustrações pessoais, nenhuma foto foi trocada neste meio tempo, apenas longas conversas que muitas vezes os dois acabavam virando a noite, mas sempre que a palavra “encontro” surgia no meio da conversa, Uruha saia do chat e não voltava por dias e Yuu sabia que daquela vez não seria diferente. Cansado e com os olhos ardendo por manter toda atenção na tela com o brilho mediano, bloqueou o aparelho e o deixou sobre o sofá e levantou-se indo até a cozinha. A casa estava vazia, sua mãe e irmãs decidiram passar algumas noites em um spa pois as aulas foram suspensas por duas semanas e Yuu preferiu ficar em casa, na verdade o trabalho o atrapalhou um pouco.

O moreno olhou para o relógio pendurado na parede e suspirou voltando para a sala, havia esquecido totalmente o que iria fazer no outro cômodo, riu de si e deitou-se no sofá pegando o celular novamente e não ficou surpreso ao saber que Uruha não respondeu. Apenas bloqueou o aparelho novamente o deixando sobre o peito e fechou os olhos focando em sua respiração para não acabar surtando, ele estava enlouquecendo. Por alguns segundos imaginou como Uruha seria, sorriu ainda com os olhos fechados vendo a imagem dele pairar e limpar todos os outros pensamentos e preocupações, uma pontada de tristeza o atingiu e a imagem de Uruha desapareceu rapidamente, frustrado abriu os olhos sentindo o aparelho vibrar sobre sua camiseta e abriu os olhos rapidamente e desbloqueou a tela, Yuu poderia muito bem ver a mensagem pela notificação, mas ficou tão afobado que esqueceu-se desta ferramenta. Suas expectativas foram cortadas ao ver que era Akira, revirou os olhos e voltou sua atenção para texto que era um aviso, aparentemente Akira não estava bem e não iria trabalhar esta noite. O moreno apenas digitou um “Ok, depois quero saber o que está acontecendo”, tinha quase certeza que Takanori era a causa disto e optou por manter essa certeza para si.

 Yuu voltou a bloquear o aparelho e o deixou entre o sofá e seu corpo, decidiu dormir por algumas horas já que iria cumprir dois turnos esta noite, acomodou-se no móvel colocando a almofada atrás da cabeça e respirou fundo caindo no sono.

Após algumas horas até o aparelho começar a vibrar contra seu corpo, acordou sentindo ainda mais sono. Bocejou antes de abrir os olhos e desativou o despertador sem se importar com a falta de notificação tanto do aplicativo como de Akira. Espreguiçou-se ouvindo alguns ossos estralarem e se levantou num pulo.

 Vestido e quase pronto para ir a casa noturna, olhou fixamente para seu reflexo no espelho por alguns segundos até perceber que seu cabelo estava quase ultrapassando os ombros, tocou as pontas analisando a textura dos fios e suspirou preguiçosamente, pegou o elástico preto o colocando no pulso caso quisesse prendê-los.

Na porta vestiu o casaco de tecido negro que ia até o início da coxa, ao mesmo tempo colocava os calçados e com a mão livre alcançou a chave que permaneceu todo o dia numa mesa perto da entrada. Antes de sair tateou o bolço conferindo se estava com o celular e carteira, saiu trancando a porta trás de si e o vento frio tocou seu rosto questionou-se a mudança de tempo repentina revirando os olhos. Olhou para as casas iluminadas sentindo uma outra atmosfera, ficou atento olhando ao redor a cada passo que dava e o moreno não estava muito confiante, nunca esteve. Sempre que saia para o trabalho sentia o mesmo pavor, a taxa de criminalidade no bairro havia aumentado em alguns por centos que nem se dava o trabalho de se lembrar, mas era o suficiente para ficar alerto.

Não demorou para que chegasse ao local de trabalho, coincidentemente encontrou um cliente que ia a casa noturna praticamente todos os dias e aceitou uma carona, tinha em mente que o cliente iria pedir descontos em todas as bebidas que consumisse e usaria a desculpa que lhe deu uma carona, por uma milagre decidiu lhe dar essa prioridade, pelo menos uma vez no ano. Deixou o casaco e pertences, menos o celular, no armário que ficava na sala de funcionários e caminhou até o balcão. Seus olhos capturaram uma figura familiar e respirou fundo passando entre os colegas indo até o mesmo rapaz que havia o seguido no outro dia. Tocou no ombro da garota loira que o atendia sinalizando que iria tomar as rédeas, encarou o garoto que curiosamente estava com um copo nas mãos e uma garrafa d’água recentemente aberta.

- Posso saber como entrou aqui?

- Da mesma maneira daquele dia – Respondeu com um sorriso.

- Vejo que ainda está com aquela identidade falsa e ninguém reparou.

O garoto deu um gole no líquido transparente sem retirar os olhos de Yuu, estranhamente o morena sentiu uma onda fria atingir sua espinha, seu olhar foi diretamente para os lábios cheinhos e convidativos para si, balançou a cabeça indo até outro cliente livrando-se daquela vontade, pensou em Uruha e como ele iria ficar chateado ao saber que estava desejando outro. Pela falta de atenção, acabou derrubando uma taça no chão e grunhiu irritado, um dos colegas tocou seu ombro para que não pegasse os estilhaços espalhados no chão. Alertou as outras pessoas para que tomassem cuidado e o mesmo colega pediu para que atendesse um cliente que estava com a mão levantada. Sem alternativas ele marchou até o garoto que havia lhe tirado uma pequena porção de sanidade e engoliu a seco canalizando toda a calma em seu corpo, o garoto abaixou a mão batendo os dedos conforme a música animada.

- Vai para casa e não estrague com a minha noite – Yuu disse debruçando-se no balcão.

 O dono de cabelos castanhos sentiu seu rosto queimar pela aproximação e se afastou um pouco, deslizou os dedos até a beirada do balcão mordendo o lábio inferior, escondeu as mãos que começaram a tremer assim como o corpo esquio. Shiroyama ergueu uma das sobrancelhas e não deixou de observar cada traço que ele tinha, seu corpo reagiu num estralar de dedos.

- Pode me servir? – O garoto questionou.

- A água está bem aqui – Yuu disse apontando para a garrafa – E o copo aqui, pode muito bem se servir.

- Não trate o cliente assim! – Falou a mulher loira que havia o atendido.

- Ele está me pedindo algo que pode muito bem fazer sozinho!

Yuu olhou para a loira que revirou os olhos o empurrando de leve e enchendo o copo vazio com água, ela lançou um sorriso amigável desculpando-se pela atitude do Shiroyama e passou pelo moreno batendo seu ombro no dele indo até a outra ponta do balcão.

- Ela é simpática – Murmurou brincando com a tampa da garrafa plástica.

- Só com quem está afim – Yuu explicou e o garoto arregalou os olhos.

- N-nossa.

- Vem cá, entre nós... Qual sua idade?

- D-dezoito.

O moreno franziu o cenho arrumando sua postura sem tirar os olhos do garoto, de uma maneira fazia lógica. Aquela casa noturna em questão só permitia a entrada de maiores de vinte e um anos, mais estranho que pareça fazia algum sentido para o dono. Mas, há outras boates em todo o bairro e perguntou com um sorriso;

- De tantas casas noturnas, preferiu logo esta e casta o dinheiro para fazer uma identidade falsa sendo que pode muito bem ter entrada em outras.

- Eu tenho meus motivos – Respondeu desviando o olhar.

- Que motivos mais estranhos – Observou – Talvez esteja procurando alguém mais velho, não é?

Yuu viu o garoto abaixar o rosto e cegamente estender a mão para pegar o copo, mas esbarrou na garrafa que tombou na direção do moreno que se afastou, rapidamente puxou o pano que estava na cintura da mesma loira que o emburrou e conteve uma parte do líquido. O jovem rapaz ergueu o rosto e pegou a garrafa, o Shiroyama imitou a ação sem a intenção e seus dedos se colidiram com o garoto, apenas para ambos a música havia parado e ficaram por poucos segundos se olhando.

Como saída, o garoto deixou algumas notas na parte seca e segura e se levantou indo até a multidão, Yuu o perdeu de vista e terminou de secar o balcão. Pegou o dinheiro guardando no caixa e suspirou massageando as têmporas.

Depois do pequeno incidente, ficou totalmente distraído com os clientes e bebidas para serem servidas ou preparadas, que nem sentiu o celular vibrar. Apenas pegou o aparelho no horário de pausa, sentou-se no sofá velho na sala dos funcionários e seu coração palpitou rapidamente, um sorriso de felicidade surgiu no rosto e com o polegar dedilhou a notificação que tinha o logo do aplicativo e o nome de Uruha, assim que o aplicativo abriu ficou alguns segundos encarando o texto e pela primeira vez teve uma resposta do outro após tocarem no assunto de “encontro”.

Uruha:

Desculpa-me

Aoi:

Não tem problema, eu toquei neste assunto novamente...

A verdade é que, não consigo mais lidar com esse mistério todo.

Eu quero te ver, sentir...

Uruha:

Eu também.

Aoi:

O que me diz? Vamos terminar com isso?

 

Yuu ficou esperando pela resposta até que seu horário de pausa acabasse, suspirou frustrado voltando ao seu posto. Trabalhou por horas, suas pernas doíam assim como todas as noites e a cabeça latejava, parecia que iria explodir a qualquer momento. Mesmo depois de um bom tempo não tinha se acostumado com as consequências de trabalhar numa casa noturna, vestiu o casaco colocando a carteira no bolso livre e saiu acompanhando a colega loira até um ponto que seus caminhos mudassem, em passos lentos caminhou até a estação pedindo para os céus que conseguisse um lugar vago no vagão para dormir por alguns minutos. Bocejou desviando de algumas pessoas que andavam rapidamente e teve o pressentimento que poderia ser “atropelado” a qualquer segundo.

Enquanto se perdia nos pensamentos, a mesma onda fria que percorreu em seu corpo ao ver o garoto se tornou presente novamente, estranhou a sensação e olhou para atrás e viu o garoto com os cabelos castanhos que iam até a nuca e tampava um de seus olhos, Yuu encerrou os passos e girou os calcanhares indo em direção do garoto. Atingindo uma distância considerável, pode ver com nitidez a coloração avermelhada no rosto com traços delicados acompanhados de maquiagem.

- Se perdeu garoto?

- Não – Respondeu olhando para os próprios pés.

- O que faz aqui ainda? Está me seguindo por acaso.

- Eu... Só...

O moreno permaneceu em silêncio esperando por uma resposta no mínimo convincente, e chegou a ter a sensação de familiaridade com Uruha, o garoto cerrou os punhos e deu a volta correndo na direção contrária que estavam indo. Yuu respirou fundo e deu os ombros, sabia que não iria ser a primeira ou a última vez que ele iria fugir. 


Notas Finais


Bjo sabor Rakan ~


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