História Indelével - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Pão, Reituki
Visualizações 58
Palavras 1.553
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie! Er, acabei não postando nesses último dias né ;p
Bem, peço perdão por isso e pelo fato que este capítulo ficou pequeno.
Boa leitura :D

Capítulo 9 - Depois da tempestade, sempre vem a calmaria


O coração de Takanori parecia estar sendo esmagado e partido em milhares de pedaços, uma sensação que havia vivenciado há alguns anos atrás, cada palavra de Akira pronunciava em meio ao choro e respiração pesada fazia seu corpo ficar trêmulo, tentava dar o máximo de conforto que conseguia segurando as mãos do loiro enquanto ouvia com atenção tudo o que Akira dizia com dificuldade, Aya estava sentada no tapete felpudo escuro olhando para Akira, não sabia como reagir e preferiu ficar em silencio e deixar que seu irmão tomasse conta da situação. A pequena movia seus dedos impaciente enquanto entendia cada palavra que os dois diziam, para ela aquele momento tornou-se um trauma, diferente de seu irmão que teve todo o apoio da família a compreensão falhou por um instante e concordou mentalmente que as pessoas são más ao ponto de rejeitar a própria família, algo que parecia tão simples como aceitar a forma de amor do outro.

 Akira respirou fundo reorganizando sua mente, seu rosto e a faixa estavam úmidos e escolheu ignorar esse fato olhando para as mãos do Matsumoto que permaneceram sobre as suas, ele foi puxado para o apartamento de Takanori tão rápido que não conseguia lutar contra sua vontade, para ele foi questão de segundos e quando notou estava abraçando Takanori como se fosse a pessoa mais importante de sua vida, até que por alguns segundos seus pensamentos ficaram nublados e toda a sensação e suplica para que seus pais retornassem foram anuladas por uma aura que o outro loiro transmitiu, sua garganta e olhos doíam pelo choro constante, chegou a cogitar que sua aparência parecia horrível e envergonhou-se abaixando a cabeça e deslizando a mão lentamente em direção de seu rosto, mas tomou um caminho diferente, traçou a região da nuca desfazendo-se do nó da faixa que ficou escondido entre os fios dourados. O pedaço de pano caiu com as pontas nos ombros e Akira o puxou para baixo a enrolando e deixando no sofá entre Takanori e ele, Aya levantou-se e deu poucos passos aproximando-se do loiro, apoiou suas mãos sobre o joelho do loiro que automaticamente fitou a pequena, seu olhar foi diretamente para os olhos de Aya que brilhava em pura inocência e calmaria.

- Nós estamos com você, Reita – Aya disse sorrindo – Pode contar conosco.

Suzuki sorriu e Aya não esperou por uma resposta e o abraçou com um pouco de dificuldade por causa de sua altura, Takanori deu um sorriso rápido pela atitude da irmã e seu peito aqueceu-se. Todo este tempo que manteve numa linha de planos para proteger seu coração, era a primeira vez que sua mente cedeu para dando-lhe uma oportunidade de tentar e que se algo desse errado, jamais colocaria a culpa em Akira, e sim em si próprio. Num misto de emoções que rondava a sala de Takanori, o outro loiro desfez o abraço que dava em Aya e disse que precisava ir. A irmã do Matsumoto insistiu para que ficasse pelo menos até o almoço, mas ele negou e afirmou que realmente precisava ficar sozinho e colocar as ideias no lugar, Takanori não pode lutar contra o argumento de Akira e apenas assentiu recebendo murmúrios vindo de Aya que não iria desistir tão cedo.

- Prometo que outro dia eu fico – Akira falou colocando uma mecha do cabelo de Aya atrás da orelha.

- Mas eu vou embora amanhã – Ela choramingou e Takanori cruzou os braços lançando um olhar reprovador.

- Aya, já chega – O irmão alertou acompanhando Suzuki até a porta – Tenho certeza que no próximo feriado, nossos pais vão pedir para que eu fique com você de novo e se o Akira estiver livre, podemos marcar algo.

Akira concordou com a cabeça e antes de sair, acenou para Aya e Ichi, que deitou no tapete observando toda aquela movimentação. No corredor, Akira e Takanori se olharam como se estivessem trocando palavras que apenas os dois compreendiam.

- Espero que esteja se sentindo melhor.

- Sim, estou! – Akira deu um sorriso sem graça – Desculpa pela preocupação, isso não irá se repetir.

- Não precisa de desculpar, por favor se precisar de algo é só bater na porta – Takanori disse repetindo as palavras que o loiro havia dito há semanas atrás.

- Pode deixar, eu vou.

Takanori sorriu vendo o simples gesto de Akira se despedindo e dar as costas para si, rapidamente segurou a jaqueta que ele vestia e ficou imóvel por alguns milésimos de segundos, sua mente lhe pregou uma peça o forçando a fazer esta ação repentinamente. Akira virou-se e sentiu sua jaqueta ser solta e Takanori que mordeu o lábio evitando ter um contato visual com o outro loiro;

- Sei que não é o momento mais adequando, mas eu andei pensando sobre as coisas que me disse, uma experiência ruim não deveria me impedir de tentar.

- Oh, isso é ótimo – Akira sorriu.

- Eu queria saber se gostaria de jantar comigo algum dia – Suspirou.

 Akira ficou atordoado, por alguns segundos e ficou fitando os lábios de Takanori enquanto tentava responder, mas não conseguia pronunciar um ”sim”. O Matsumoto ficou preocupado com o silêncio constrangedor e por mais que estava acostumado por silêncios que pareciam uma eternidade entre eles, ainda era um desafio.

- Não precisa me dar uma resposta agora, definitivamente não foi um bom momento para tocar nisto.

Ainda em silêncio, Akira sorriu e por fim se despediu de Takanori que sentia seu coração bater rapidamente. Ao ver o Suzuki fechar a porta, Takanori fez o mesmo e encostou na madeira tombando sua cabeça para trás e respirando fundo, de algum modo teria que acalmar-se ou iria entrar em pânico com acabara de fazer. Fechou os olhos por alguns minutos sorrindo vitorioso, a sensação de ter vencido um de seus temores lhe trouxe a felicidade e ansiedade de ter uma resposta o mais rápido possível.

 Quando abriu os olhos viu Aya e Ichi em seus pés, os dois pareciam o julgar apenas o olhar. Takanori limpou a garganta sem jeito e passou por Aya pegando o livro que tinha caído todo este tempo.

 Takanori ficou o resto da manhã e o início da tarde lendo o livro, sentia-se revigorado com a vitória instalada em seus pensamentos, fechou o livro que estava em suas mãos após a cabeça começar a latejar levemente. O deixou na prateleira retangular branca e não deixou de ver os outros títulos, queria tanto terminar aqueles livros, mas o tempo era quase nulo em sua vida. Sentou-se ao lado de Aya que tinha Ichi em seu colo sobre o tapete, preferiu focar seus pensamentos em Akira, mas logo foi interrompido ao ouvir seu celular tocar. Se levantou contra a vontade arrastando os pés até o quarto, empurrou a porta que ficava encostada já que travava na maioria das vezes, assim como quase todas as portas daquele apartamento. Capturou o aparelho com a mão e viu o nome de Yutaka no visor, ergueu a sobrancelha desconfiado e deslizou o dedo para a direita aceitando a ligação enquanto se sentava na beira da cama bagunçada.

- Yutaka? Aconteceu algo?

- Oi Taka, na verdade teve uma mudança de planos.

- Como assim? – Takanori fixou o olhar para a porta entreaberta.

- Sua transferência foi cancelada, a filial ultrapassou as expectativas e conseguiram suprir a falta de funcionários.

- Ah! Isso é bom.

- Sinto muito.

-Está tudo bem! Você sabe mais do que ninguém que eu não gostei desta ideia de transferência.

- Sim! – Riu do outro lado – Te vejo amanhã?

- Claro, até amanhã.                                         

Yutaka encerrou a ligação e Takanori deitou-se na cama frustrado. Mesmo que a ideia de ser transferido nunca lhe agradou, ir e conhecer outros lugares sempre pareceu uma boa alternativa. Deu os ombros e voltou para a sala, Aya ainda olhava fixamente para o desenho animado que passava na televisão e ao mesmo tempo acariciava os pelos de Ichi, o felino ronronava baixinho e o loiro riu.

O céu ficava escuro e era fácil ser percebido pelas janelas que mesmo com a presença das cortinas, Aya bocejava constantemente e o loiro ficou atento, a qualquer momento ela poderia cair no sono, com este pensamento não demorou para que sua irmã fechasse os olhos e sua cabeça tombasse para o lado, Takanori a pegou no colo com cuidado e a levou até seu quarto.

Assim que Takanori colocou Aya já adormecida em sua cama, a cobriu e depositou um leve selar na testa da irmã. Sorriu pegando outro travesseiro e cobertores no guarda-roupa e caminhou até a sala.

 Acomodou os travesseiros no sofá e sua atenção foi até a faixa de Akira, a pegou se deitar e puxando os edredons pesados contra seu corpo. A faixa parecia dançar entre seus dedos, ficou encarando o teto branco pensando seriamente se deveria entregar a ele, não levaria nem dois minutos já que o loiro morava no apartamento da frente, balançou a cabeça lentamente com os olhos fechados negando esta alternativa, possivelmente Akira estaria dormindo e pelo o que aconteceu recentemente ele não iria levantar tão cedo.

 A necessidade de ter o Suzuki por perto fazia sua mente traçar diversas possibilidade para vê-lo novamente, passou os polegares pelo tecido sentindo a textura, seu corpo relaxou instantaneamente e as pálpebras pesaram, respirou fundo e pode cair no sono.  


Notas Finais


Bj sabor Rakan ~


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