História Indescribable journey - Larry Stylinson - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Bebê, Borboleta, Jornada, Larry, Ltops, Romance, Stylinson
Visualizações 47
Palavras 2.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie
Boa leitura
Tia mia tá meio atrasada mas cheguei
Relevrm os erros, dps coloco uma capinha show

Capítulo 9 - Um bebê está voltando vir


Alguns dias depois.

Pov Harry

Respirei fundo e instantes depois senti as minhas cavidades nasais esfriarem, pois é, faz frio, o céu hoje não brilha​ mas também não está escuro. É um tom de cinza bonito para ser honesto.

Vem chuva por aí...

Olhar pela janela ao menos hoje, está exaustivo, levantei do meu querido puff e decidi fazer algo sobre a minha vida, preciso achar os meus pais.

— Ei — sussurrei ao encontrar meu pai no caminho da escada.
— Oi — o abracei de repente. — Ei garotinho aconteceu algo? — Senti o perfume cítrico dele.
— Onde está a mamãe? — Ignorei sua pergunta sem intenção, meu pai começou a afagar meus cachos.
— Clary decidiu fazer torta de framboesa, está precisando conversar? — O tom de voz dele demostrava preocupação.
— Para ser sincero, sim, preciso conversar com os meus pais.

E também comigo mesmo.

Me soltei do abraço e suspirei.

— E o que é? — Des sorriu de lado, como se o que tenho para contar não fosse importante ao ponto de ter direito a "suspense".
— Não posso contar nesse exato momento — mordi o lábio inferior.
— Qual é a dessa falação no meio da escada? — Clary surgiu do nada, junto de seu cabelo ruivo esvoaçante.
— Harry tem algo para nos contar mas ele disse que não pode dizer agora. — Desmond terminou de descer o restante dos degraus e mamãe fez uma cara engraçada.
— Tirou sua terceira nota vermelha numa prova? Quebrou alguma coisa ou apenas quer dar uma voltinha com seu amigo Zayn? — Estou na dúvida entre isto ser uma comédia da minha vida ou uma tragédia dela.

Talvez seja um pouco dos dois.

— Hilária, nós podemos conversar às sete? — Olhei para os meus pés.
— Sim, mas você está me deixando preocupada. — Clary se aproximou.
— Desculpe mãe, não era a minha intenção — subi para o meu quarto antes das perguntas virem à tona.

Fechei a porta do meu quarto e peguei o meu celular, liguei para Louis sem nem pensar duas vezes. Caminhei até o banheiro e sentei na tampa do vaso enquanto esperava ele atender ou a ligação cair na caixa postal.

"Aconteceu alguma coisa? Você está bem?" — Deixei o ar se esvair de minha boca, oi para você também.

"Sim, disse aos meus pais que preciso contar algo para ele, às sete da noite de hoje e não posso voltar a trás."

"Oh, vai ficar tudo bem Harry, estarei ao seu lado."

"Estou com medo." — Admiti.

"Também estou mas precisamos ser corajosos. Você na verdade é, no fim a iniciativa foi toda sua de contar para eles, agora não importa mais, nós iremos conversar com eles e as coisas melhoraram." — Diz o moreno, sua voz soou tranquila mas meus pensamentos depois de ouvir isso não.

"Isso é uma hipótese, existem outras, a sua pode estar certa."

Louis ia falar algo mas outra voz — masculina — o interrompeu pedindo para o mesmo voltar a trabalhar.

"Aí meu Deus, desculpe, te atrapalhei no seu trabalho."

"Sem problemas, é apenas o mala do Steve, às sete?"

"Às seis e cinquenta e nove por favor."

Louis riu, a risada dele é legal.

"Estarei aí às seis e cinquenta e oito então."

"Vou estar aqui, esperando." — Disse sem nenhum ânimo.

"Estarei ai, agora preciso voltar ao trabalho e tente não pensar nas várias hipóteses."

"Tentarei, bom trabalho."

"Obrigado."

Restou somente o silêncio e eu, e quem dera apenas estar sozinho. Meus pensamentos são verdadeiros monstros ou isto é apenas medo?

Ainda estou tentando não pensar nas hipóteses Louis... Mas elas vem e não sei se consigo ignorá-las.

(...)

Meus pés se mexiam de forma impaciente, meu corpo não estava diferente mas ao menos tentava disfarçar. O relógio está perto de marcar às sete e meu coração provavelmente sairá da boca quando acontecer.

Fechei os olhos e contei de um a dez.

Movi meu corpo, não queria ter feito mas precisava descer as escadas e ir até a sala, avistei meus pais sentados no sofá, parecem tranquilos, não sei se essa é a palavra certa a se usar.

— E então? — Clary prendeu seus olhos em mim, olhei para o relógio e suspirei.
— Um segundo — disse baixo. — Estou esperando uma pessoa — meus pais provavelmente ficaram confusos.

Louis cadê você? Sai da sala e caminhei até a porta de entrada, será que ele vem? Fechei os olhos e pedi, aos céus e muito além deles para que ele aparecesse.

Mais minutos se passaram e ele simplesmente não chegava. Suspirei desanimado, vou ter que contar para eles sozinho.

Voltei para a sala e encarei os meus pais.

— Quem você está esperando não vai irá vir mais? — Clary se levantou e veio até mim.
— Não sei — dei de ombros e minha mãe me abraçou.

O som da campainha entrou nos meus ouvidos e fiquei aliviado instantaneamente.

— Deve ter se atrasado no trânsito — mamãe deu de ombros.

O que ela deve estar pensando?

Caminhei até a porta e a abri, quase chorando de alívio.

— Oi, me atrasei por causa do trânsito, esperava, seus olhos estão brilhando você vai chorar? — Coloquei a mão sobre o coração sentindo as batidas agitadas.
— Seis e cinquenta e oito — resmunguei e o dei espaço para entrar.
— Eu tentei, desculpa — assenti.
— Estou com medo — contei baixinho.
— Não precisa ter, estou do seu lado — o moreno me encorajou.
— Tudo bem, posso fazer isso — falei para mim e também para ele. — Irei na frente para te guiar.

Parei quase no meio da sala e Louis logo estava ao meu lado.

— Esse é o Louis — olhei para o rapaz. — Esses são os meus pais, Clary e Desmond, sou péssimo nisso de apresentar pessoas então — somente aceitei minha fala desengonçada, estou nervoso.
— É um prazer. — Louis cumprimentou meus pais educadamente.
— Ah que isso, sente-se — minha mãe o indicou o sofá mais próximo. Caminhei para perto de Louis e sentei ao seu lado. — É uma pena Gemma estar ocupada com os estudos justo hoje.
— Gemma? — Louis indagou curioso.
— É a minha irmã super estudiosa e ocupada — disse num tom brincalhão.
— Assim como você. — Desmond falou ou se orgulhou, não sei. — Estou curioso, o que o Harry tem de tão importante para nós contar que ele precisou esperar você chegar? — Desmond cruzou os braços e Louis olhou para mim, não estava assustado, parecia checar algo no meu ser.
— Desmond por favor, não é óbvio? Eles devem estar namorando ou algo do tipo. — Clary cutucou a cintura de seu marido.
— Na verdade... — Fitei Louis, perguntando com o olhar se era melhor falar que não somos um casal agora ou depois. O moreno negou rapidamente e desisti.
— Harry namorar é algo muito comum e nós já sabemos sua orientação sexual, fazer todo esse suspense para contar apenas isto? Tem algo a mais. — O coroa é um homem esperto.
— Tem? — Clary perguntou frangindo suas sobrancelhas.
— Mãe... — Estou caçando palavras ainda para contar.
— Tudo bem entendi, está nervoso, quem quer um chá? — A ruiva se levantou. — Depois do chá nós continuamos essa conversa.

Encarei Louis e este apenas sorriu de lado.

— Não tenha pressa — ele disse baixinho para mim e assenti.

Não sei se é pela razão de eu estar desencorajado ou se é por Louis passar segurança mas induzi meu corpo para mais perto do dele.

Alguns minutos depois Clary voltou com algumas xícaras de chá de ibisco e pratinhos com a torta de framboesa feita hoje mais cedo.

Não tive nem coragem de tocar na minha xícara, o cheiro me deixa nauseado.

— Não vai tomar o seu chá? — Clary questionou sutilmente.
— Estou sem vontade  — olhei para a minha xícara cheia na bandeja.
— E o pedaço de torta? —
— Sem apetite — suspirei.

Apesar do capricho de Clary, a bandeja permaneceu intacta.

— Tudo bem, minha tentativa de acalmar vocês falharam então vamos ao que interessa — minha mãe sabe ser direta ao ponto quando lhe convém.

Levei meus olhos até o semblante de Louis e o rapaz assentiu devagar.

Abri os lábios e respirei fundo, estou com muito medo.

— Pai, mãe.. — Iniciei, sem coragem alguma. — Eu... E-eu — mordi meu lábio inferior, é ridículo não conseguir contar. Segurei meus joelhos com força e deixei minhas lágrimas descerem. — Eu estou — tentei continuar mas senti a mão de Louis pegar umas das minhas e as entrelaçar, o olhei surpreso e depois abaixei a cabeça. Saquei.
— Ele está grávido e eu sou o pai do bebê que ele está esperando — encarei meu pais, estou tremendo.
— Grávido? — Desmond perguntou descrente sem nem sequer olhar para​ mim, o oposto de minha mãe.
— Grávido? — Clary repetiu a palavra. — Grávido Harry? — Aumentou o seu tom de voz. — Você tem ideia do que fez? Um filho? — Ela gritou comigo, de uma maneira que nunca tinha feito antes e quis chorar.
— Clary se acalme — meu pai pediu.
— Me acalmar Desmond? — Proferiu lento e raivoso. — Como e onde aconteceu?
— Na festa do começo do ano — respondi o mais firme possível.
— Numa festa idiota? Não poderiam ter usado camisinha? Por que não me contou?
— Eu não sei — admiti.
— Não sabe?

Somente neguei, balançando a cabeça para à esquerda e direita.

— Estou decepcionada, eu criei você — novamente ela voltou a gritar. — Te dei todo o amor que pude sentir, planejei o melhor futuro dentre as nossas condições e você simplesmente estraga tudo — soltou palavras pesadas.

Funguei e senti o polegar de Louis fazer carinho na minha mão.

— Você vai tirar isso de você antes dessa barriga começar a crescer — abri a boca, não por estar surpreso mas sim enojado essa ideia absurda.

Olhei para a minha barriga e levei minha mão vaga até ela, num gesto de proteção.

— Abortar? — Louis se pronunciou e o tom soou rígido. — Você não perguntou se ele quer fazer isso Clary.
— E não perguntarei, enquanto ele morar debaixo do meu teto eu vou decidir o que é melhor para ele. — Louis apertou a minha mão mas parecia intencional.
— Mãe — a chamei baixo e ela me encarou.— Não vou abortar, me desculpe mas não quero tirá-lo — e de onde tirei tanta coragem? Gostaria de saber.
— Não quer? — Clary pareceu embasbacada. — Você vai tirar — esbravejou e foi a minha vez de segurar a mão de Louis com força.

Entendo a raiva de Clary mas o ódio no olhar dela... Isso não.

— Desculpa mas não vou fazer isso apenas porque você quer — neguei com a cabeça.
— Você não vai ter um bebê dentro da minha casa apenas porque você quer, não cuida nem de si mesmo. Não trabalha e estava enganada não tem um pingo de maturidade — abri a boca.
— Eu arranjo um emprego, aprenderei a cuidar do meu bebê e serei maduro — ela fez um gesto negativo usando a mão.
— Se você quiser ter esse filho, o terá fora da minha casa.
— Então você está me expulsando de casa? — Meu corpo se arrepiou.
— Se você não tirar isto, sim estou, qual é a sua decisão final Harry? — Clary cruzou os braços esperando sua resposta, só consegui piscar várias vezes, mal entendendo o porquê.

Acabei de perder o chão e sempre duvidei da possibilidade disso ser possível.

— Querida... — Desmond tentou dizer algo mas foi cortado.
— Não, o quero fora da minha casa agora, você quer esse bebê, ninguém tem que arcar com as consequências por algo que você quer — apontou o dedo para mim e assenti com a cabeça.

Louis se levantou do nada e ainda segurava a minha mão.

— Vamos sair daqui Harry. — Louis disse firme e apenas levantei. Fraco demais para continuar essa humilhação.
— Ao menos leve as suas coisas. — Desmond se levantou e se aproximou de mim, dei alguns passo para trás.
— Boa ideia, não quero mais nada que te pertença, escolheu essa vida, lembre-se — ela mais uma vez encontrou um jeito de me magoar.
— Tá — disse num fio de voz. — Vem — disse para Louis.

Subimos as escadas e entrei no meu quarto com a boca aberta e a mão sob a barriga.

— Estou aqui — Louis sussurrou e assenti com a cabeça. — O que quer levar?
— O necessário — murmurrei caminhando sem rumo pelo quarto.

Sinceramente, só queria sair daquela casa o mais rápido possível. Guardei muitas roupas, utensílios em apenas duas malas e joguei outras coisas na minha mochila da escola.
Na verdade Louis encheu as malas. Apenas disse "sim" para tudo o que ele mostrava.

— Está tudo nas malas? — Assenti trêmulo.
— Queria ver o Senhor Marrom antes de ir — meus dentes se esbarraram e os rangi.
— Quem? — Louis se aproximou trazendo consigo duas malas de rodinhas.
— Meu cachorro — fiz cara de choro e Louis enxugou uma lágrima minha.
— Sinto muito — assenti, entendendo onde ele queria chegar.
— Também sinto — suspirei.
— É melhor nós irmos certo? Sua mochila está pesada? — Discordei, realmente não está.
— Por favor me leve para bem longe daqui. — Louis ficou abatido, não consegui segurar a frase, os olhos dele tinham aqueles brilhos tristonhos, os meus devem ter.
— Claro, para o outro lado da cidade para ser específico — sorri sem ânimo.

Começamos a descer as escadas, é estranho o lugar onde cresci não ser mais o meu lar.

Na sala, meu pai ainda estava sentado no mesmo lugar do sofá, as mãos estavam na cabeça e ele tinha um olhar perdido... No mínimo, foi estranho vê-lo assim.

— Harry — ouvi a voz da minha mãe e virei para encará-la, estava tão perto de sair por aquela porta. — Por favor não vá, não queria ter dito aquelas palavras — sua voz soou cheia de arrependimento, ela me abraçou. Foi um abraço estranho.

Desviei de seu corpo devagar, não me senti bem naquele abraço, não foi acolhedor e muito menos satisfatório, fora desagradável.

— Ele vai morar comigo a partir de agora — diz Louis calmo me puxando para perto dele.
— Não. — Clary negou com a cabeça. — Ele vai ficar, ninguém disse que ele podia morar com você.
— No momento em que você decidiu expulsar o seu filho adolescente e grávido da sua casa a responsabilidade passou para mim. — Louis esfocerou.

Mamãe não tinha nenhum argumento. Nenhum mesmo.

— Você também fez escolhas Clary. — Desmond proferiu de longe.

Clary me observou por segundos mas não senti vontade de ir até ela e abraçar, assim esperando a tormenta passar. Em outras situaçõe fiz isso mas dessa vez não. Quis ficar ao lado do Louis.

— Louis — o chamei e rapidamente o rapaz entendeu o meu pedido mudo.

Apenas saímos da casa, e eu estava sem um destino sólido para ir.

O ar da noite podia estar gelado porém havia sido refrescante ao meu ver. Precisa de algo menos tenso e quente.

Quando a porta do carro de Louis bateu, entendi tudo, as peças se encaixaram formando o quebra-cabeça desse momento.

Estou sozinho?

Olhei para Louis e o mesmo estava encarando a rua, sério demais para notar meu olhar nele.

O sinal de trânsito fechou algumas quadras após, deixando o silêncio reinar.

Estou quebrado.


Notas Finais


Me digam as suas opiniões se puderem/quiserem
Tô indo jantar \o/ (e assistir dorama)
Mamãe ama vcs e eu tô mt decepcionada com a Clary :(
Bjin de luz e volto logo -q szsz


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