História Indesejada - Capítulo 32


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Colegial, Drama, Família, Incesto, Mistério, Novela, Originais, Original, Passado, Revelaçoes, Romance, Suspense, Triângulo Amoroso
Exibições 63
Palavras 877
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Incesto, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu queria ter postado ontem na verdade, mas o teclado estava um verdadeiro... Enfim, desculpem a demora!

Capítulo 32 - Nada foi coincidência


Parei ao lado do meu amigo em um corredor completamente lotado agora, Henry respirou fundo e entrou no meio da multidão. Todos estavam extremamente agitados enquanto esperavam pelo resultado. Cruzei os dedos secretamente em minhas costas, não sabia o que esperar.

—Se você tivesse entrado com certeza ganharia. –escutei alguém ao meu lado conversando.

A garota chamada Emiliane estava pendurada em um dos braços de Kaius enquanto ele sorria desconfortavelmente. Claro que eles iriam ficar ao meu lado, óbvio.  Fechei os olhos tentando manter a calma, não era hora de estar prestando atenção no showzinho do Kaius e a namorada dele.

Dez ou vinte minutos se passaram e nenhum sinal do Henry, nenhum sinal de resultado. As pessoas começaram a se cansar e se sentaram no corredor para esperar, pude ver meu amigo sentado bem na frente com algumas pessoas que havia visto na fila mais cedo. Mesmo que não tivesse participado agora toda a ideia de pessoas conhecendo minha música se Henry ganhasse me deixava nervosa.

Para dizer a verdade, eu ainda estava muito desapontada comigo mesma por não ter conseguido participar, mas eu sabia que ficar me culpando não iria me levar a lugar algum.

Um homem saiu de uma das salas com um papel nas mãos, as pessoas se afastaram e ele colocou o papel no mural e então sinalizou que podíamos olhar. A cabeça de Henry me procurou em meio à multidão, ele me observou com um sorriso tenso no rosto e eu mostrei meu polegar para meu amigo.

Minhas mãos estavam suadas, meu coração batia tão forte que tive medo que mais alguém pudesse ouví-lo. Henry caminhou entre as pessoas e conseguiu chegar até o mural, ele ficou parado ali por um bom tempo, algumas pessoas olharam o resultado por cima de seu ombro e simplesmente saíam.

—Henry venceu! –uma das garotas de seu fã clube estava parada ao seu lado o observando empolgadamente.

Me apoiei em um dos armários e finalmente fui capaz de respirar. Ganhamos.

Um sorriso tomou conta do meu rosto quando olhei para meu amigo que ainda estava boquiaberto com o resultado, Henry olhou para mim e deu um sorriso aliviado.

Não era uma coincidência, era o destino. Se eu não tivesse vindo pra cá, se Henry não tivesse esbarrado em mim no dia que cheguei... Se até mesmo as coisas ruins não tivessem acontecido nós não estaríamos nessa situação agora. Não devo questionar as coisas que acontecem, para tudo tem um motivo.

O homem que havia colocado o resultado no mural virou-se para cumprimentar meu amigo.

Fechei os olhos com força torcendo para que aquilo não fosse um sonho, abri os olhos e as meninas ainda estavam em festa em volta de Henry e meu amigo não tirava os olhos de mim.

Eu queria agradecê-lo, queria parabenizá-lo, queria poder ficar perto de Henry, queria poder aproveitar aquele pequeno momento de felicidade que a vida estava me proporcionando.

Sorri mais uma vez para o meu amigo. Se minha teoria estava certa alguma coisa me ligava ao Henry, é como se de alguma forma tivéssemos que ajudar um ao outro. Será que essa minha entrada na vida de Henry mudou alguma coisa para ele? Será que eu o ajudei de alguma forma e não percebi? Seja como for, apenas saber que faço diferença na vida de alguém me dá mais força para enfrentar qualquer coisa.

Entrei no meio da multidão que agora comemorava a vitória de Henry. A vida estava me deixando experimentar a felicidade depois de muito tempo, talvez fosse uma recompensa por tanto tempo de amargura que aguentei, sim, não havia nada de errado comigo nem a minha vida, eu poderia ser feliz agora.

Cheguei perto de Henry, ele estava de costas conversando com alguém. Dei o melhor sorriso que pude e estendi meu braço para chamá-lo, mas antes que pudesse alcançá-lo...

—Henry.  –uma pessoa ao seu lado o chamou e ele virou imediatamente.

Aconteceu bem em minha frente, pude ver a garota colocar os braços em volta do seu pescoço e aproximação de seus lábios até se tocarem. Stela estava beijando Henry bem na minha frente. Meu braço caiu sem forças ao lado do meu corpo, dei alguns passos para trás.

Não, não, não. Por que agora? Eu estava tão feliz, então por que...

Mordi meu lábio inferior e virei na ponta dos pés para o meio da multidão novamente.

Se ia me fazer a mesma coisa que o Kaius não precisava me ajudar, não precisava ser meu amigo, não precisava fingir que se importava se ia ficar parado sem fazer nada agora. Eu já entendi que sempre que eu gostar de alguém vou perder a pessoa, eu já entendi que é a maldição que eu vou carregar pelo resto da vida, mas então qual o motivo de me dar esperanças que vai ficar tudo bem? Já não é o suficiente tudo que passei até agora?

A raiva tomou conta do meu corpo enquanto eu passava por pessoas sorridentes na multidão. Por que todos podiam ser felizes menos eu? O pensamento me atormentava, mas não podia simplesmente deixá-lo pra lá... Eu estava com raiva, mas acima de tudo, estava com inveja dos outros por terem uma vida feliz, por terem a vida que eu sempre desejei.


Notas Finais


Muitíssimo obrigada por acompanharem, obrigada pelos favoritos, obrigada pelos comentários (eles me incentivam demais). Espero que estejam gostando e que continuem acompanhando! ♥
Até o próximo capítulo. ;)


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