História Indesejada - Capítulo 51


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Colegial, Drama, Família, Incesto, Mistério, Novela, Originais, Original, Passado, Revelaçoes, Romance, Suspense, Triângulo Amoroso
Exibições 35
Palavras 2.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Incesto, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá olá ♥
Obrigada por acompanharem amores, espero que ainda estejam gostando!

Capítulo 51 - Somente em caso de emergência


Saí apressada quando percebi que já estava atrasada para minha apresentação no restaurante. Passei por um beco bem próximo ao campus e algumas vozes atraíram minha atenção, não era hora de espionar a vida alheia, eu acabaria ainda mais atrasada.

—Stela, nós sabemos que você anda desativando todas as armadilhas que fazemos para aquela garota.

Congelei no lugar. Stela? A Stela estava ali?

—Por que você tem feito isso? Está procurando confusão com a gente? Acha que somos palhaças?

—TIRE AS MÃOS DE MIM! –ouvi Stela gritar.

—Joguem logo isso nela. –a garota ordenou.

Ouvi o som de algo denso caindo e os soluços de Stela.

—Porcos precisam de lama, não é?

Stela ficou em silêncio.

—Você tem atrapalhado todas as armadilhas que fazemos para aquela garota! Você se esqueceu que nós deixamos pra lá o fato de você ter beijado Henry e ter confessado seus sentimentos? Esqueceu que trabalha para nós agora?

Dei alguns passos para trás e voltei para o beco de onde as vozes vinham.

—Stela... –falei vendo a garota coberta de lama enquanto duas seguravam seus braços e uma a observava friamente.

—Olha só, estávamos falando de você! –a garota olhou para mim e deu um sorriso amarelo.

—De mim? –perguntei com a voz trêmula.

—Oh, sim. Desde que você se aproximou tanto do nosso Henry nós temos feito várias armadilhas para você, mas adivinha só... –ela pegou o rosto de Stela com uma das mãos – Essa porca consegue te livrar de todas elas.

Eu percebi que tudo estava tranquilo já fazia um tempo mas eu deduzi que as garotas haviam se cansado de pegar no meu pé, na verdade o motivo de nada estar acontecendo era porque Stela não estava permitindo.

—O problema de vocês é comigo não é? Então deixem ela ir. –falei indo em sua direção.

—E que tal se você ficar no lugar dela? –a garota cruzou os braços e sorriu para mim.

—Não precisa fazer isso Elizy! Saia daqui e tudo ficará bem! –Stela disse entre soluços.

—Então?

—Tudo bem. –concordei.

As duas garotas que seguravam minha amiga a jogaram no chão quando receberam um aceno da menina em minha frente e com outro aceno as duas me agarram pelo ombro e me fizeram ajoelhar no lugar em que Stela estava antes.

—Stela, vai logo! –falei.

—Elizy... –ela me olhou hesitante.

—VAI! –gritei.

A líder deu uma gargalhada quando Stela saiu correndo, ela se agachou em minha frente e puxou o meu cabelo com toda força, eu soltei um gemido de dor.

—Da última vez que eu tentei cortar esse cabelo aquele garoto esquisito me atrapalhou... Será que eu devia cortá-lo agora?

As outras garotas a acompanharam gargalhando, ela estendeu a mão e recebeu uma tesoura. Ela sorriu enquanto abria e fechava a tesoura na frente dos meus olhos, no próximo momento vi mechas do meu cabelo caírem, fechei os olhos apavorada, dessa vez ninguém me salvaria.

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—Em caso de emergência, entendeu?

—Entendi.

—Elizy. – o garoto segurou meu rosto de forma em que olhasse nos seus olhos – Me prometa que só vai fazer em caso de emergência.

—Okay. –concordei sem empolgação.

—Primeiramente não fique tão mal assim, elas pegam no seu pé porque você não conversa com ninguém.

—Eu converso com você.

O garoto sorriu e acariciou a minha cabeça.

—Você precisa de mais amigos.

—Você está agindo estranho.

—Não, não estou. Enfim, me puxe pelo braço, está vendo que quando você está em uma posição baixa a pessoa em posição alta fica mais vulnerável?

—Sim.

—Muito bem, você tem a possibilidade de acertar a pessoa assim ou no pescoço ou você pode usar o joelho para acertar a barriga. Tente. Não, mais rápido que isso.

—É injusto, você é dez vezes mais alto que eu!

—Mas você tem que se preparar para uma situação assim também. Okay, vamos tentar agora você me chuta de longe.

—Assim? –perguntei dando um pequeno chute.

—Não, mais força, sua perna tem que está mais alta, isso.

Me concentrei e me virei acertando Kaius com toda força, ele segurou minha perna com suas mãos e a jogou no chão.

—Bom, mais uma vez.

Repeti o mesmo movimento e Kaius segurou minha perna da mesma forma que antes.

—Está melhorando, vai ficar muito melhor com o tempo.

—Por que tenho que fazer isso mesmo?

—Para se proteger de pessoas ruins em um caso de emergência.

—Mas você me protege.

—E se eu não estiver lá?

—Do que está falando?

—É só uma suposição. –ele disse apertando minha bochecha.

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 Abri os olhos para ver o sorriso gigantesco da garota em minha frente, sorri de volta pra ela.

—O que foi? Está gostando do seu novo corte?

—Estou rindo porque você não sabe em que acabou de se meter. –falei e puxei o braço da garota que segurava meu ombro esquerdo a jogando na líder que estava agachada em minha frente.

Me levantei e segurei a outra garota pelo cabelo, empurrei-a para frente e acertei um chute em suas costas fazendo com que caísse no chão. A líder e a outra garota se levantaram, fiz como na minha lembrança e acertei um chute com toda força na garota, ela não conseguiu se proteger batendo de costas na parede do prédio e caindo ajoelhada no chão. A líder ficou parada me olhando enquanto as outras garotas se levantaram cambaleando e saíram correndo.

—Parece que você é alguma coisa.

Acertei minha mão no rosto da menina.

—Você é doida de ameaçar minha amiga?

Acertei o outro lado do seu rosto.

—Responde! Você é doida de ameaçar a minha amiga?!

A garota recuou, acertei um chute na barriga dela, pelo menos naquele momento achei que tinha acertado, ela segurou o meu pé e enfiou a tesoura em minha panturrilha.

Encolhi minha perna quando senti a dor atravessar meu corpo, a garota se aproveitou e veio para cima de mim, empurrei-a fazendo cambalear e cair sentada no chão.

—O que você acha que está fazendo? –perguntei arrancando a tesoura da mão dela – Chamando minha amiga de porca, –empurrei seu ombro com meu pé e ela se afastou ainda sentada no chão – jogando lama nela, –empurrei-a mais uma vez – sendo covarde e encurralando uma pessoa com um grupinho de garotas...

A garota caiu deitada com meu último empurrão, coloquei meu pé sobre o seu peito.

—Um inseto com você... Eu deveria te matar agora? –sorri pressionando meu pé contra seu peito.

O sangue escorria na minha perna e estava pingando sobre o uniforme da garota.

—Ou eu deveria cortar sua cabeça e depois perguntar se você gostou do novo corte? –perguntei colocando a tesoura em seu pescoço.

—Você é louca. –a menina disse com a voz trêmula.

—Você acha? –abriu um grande sorriso e me aproximei do rosto dela –Se eu fosse louca você já estaria sem esses seus olhos. –disse fazendo círculos com a tesoura em volta dos seus olhos.

Quando percebi que a garota estava tremendo de medo soltei uma gargalhada.

—Quem diria que a líder de alguns minutos atrás está se borrando na minha frente agora...

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—Para com isso! Você vai matar o Kali! PARA COM ISSO AGORA! –a pequena eu gritou quando um pingo de sangue deslizou do rosto do Kaius e caiu sobre o meu.

—Vai ficar tudo bem Elizy, feche os olhos, vai ficar tudo bem. –Kaius disse e suas lágrimas caíram em meu rosto.

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Tirei meu pé do peito da garota e me distanciei.

—Espero não te ver fazendo nada com minha amiga nunca mais. –falei ainda presa na lembrança que acabara de retornar – SAI DAQUI LOGO! –berrei.

Ela me olhou apreensiva por um minuto e então se colocou de pé e desapareceu do beco, deixei a tesoura cair da minha mão. Minha respiração parecia estar presa em minha garganta, meu corpo parecia estar sendo esmagado, até mesmo respirar doía.

—Elizabeth? É você? –ouvi a voz de Kaius e ergui a cabeça.

—Sim. –respondi sem forças me apoiando na parede.

—O que aconteceu com você? O que aconteceu com seu cabelo? –ele perguntou segurando meu rosto e me observando com atenção.

Olhei para Kaius sem dizer nada, senti que minha cabeça estava vazia, não conseguia pensar em nada para respondê-lo.

—O que é isso? –ele perguntou quando viu minha mão com o sangue que a tesoura tinha deixado – Elizabeth, alguém fez alguma coisa com você?

Me forcei a organizar os pensamentos para poder explicá-lo o que havia acontecido.

—Três garotas, elas estavam aqui brigando com a Stela por minha causa. –respondi.

—Por sua causa? Por acaso essas garotas eram fãs do Henry?

Assenti com a cabeça.

—Sinceramente... –ele bufou – E onde está Henry quando você mais precisa?

Tirei as mãos de Kaius do meu rosto.

—Vai começar com isso de novo? Uma hora você está dando um super apoio pra que eu fique com Henry e em outra hora... Por que toda essa implicância com ele?

—Porque se vocês estão juntos ele devia te ajudar em um momento assim!

—Ele não tem obrigação de me ajudar Kaius... Sinceramente você me deixa confusa, em um momento assim eu acho que você está genuinamente preocupado comigo e que gosta de mim mas a única coisa que você sabe fazer é me empurrar para o Henry.

—Mas eu gosto de você!

—Gosta tanto que fica cobrando outra pessoa para fazer o que você não tem coragem de fazer porque fica se escondendo por coisa do passado e dizendo que me faz mal! EU DEVIA DESCOBRIR O QUE É E DECIDIR SE VOCÊ ME FAZ MAL OU NÃO! MAS VOCÊ ACHA MELHOR IGNORAR O QUE EU SINTO... Isso por acaso é gostar? –disse tudo que estava preso há muito tempo e desabei em lágrimas.

Kaius passou seu braço pela minha cintura me apoiando e colocou sua mão em meu pescoço alcançando meus lábios com o seus, era uma sensação doce e bastante familiar, fechei os olhos e apreciei-a por alguns segundos. Logo os lábios de Kaius se distanciaram, abri meus olhos e ele me observava ternamente.

—Me desculpe Elizy, mesmo eu não gostando de Henry eu queria que você ficasse com ele porque sabia que ele te trataria bem, e que ao contrário de mim ele não traria um monte de lembranças ruins para você... Mas conforme o tempo passava e eu via que vocês ficavam ainda mais próximos eu me arrependia por não ter me apresentado no primeiro dia, por não deixar você se lembrar de mim, por outro lado eu sabia que seria egoísmo meu fazer com que você se lembrasse de coisas sem querer só porque eu queria ficar com você, por isso achei melhor me distanciar e deixar você ser feliz com Henry, eu pensei que se você estivesse feliz com ele eu também ficaria feliz, mas não foi bem assim. Eu não suportava ver vocês dois juntos, não queria pensar na possibilidade de perder você mesmo sabendo que seria tudo culpa minha. –ele ergueu meu queixo –Eu te amo muito, te amo desde o início, desculpe por tudo que te fiz, só queria te proteger.

—Kaius...

—Você tem certeza que está tudo bem em ficar comigo? Não tem problema se lembrar de tudo?

Eu sorri.

—Não me importo de me lembrar de tudo se você estiver comigo.

—Eu vou cuidar de você daqui pra frente então. –ele sorriu e aproximou seu rosto outra vez, fechei os olhos automaticamente.

O beijo começou suave e lentamente, Kaius me prendeu contra seu corpo e colocou sua mão em minha nuca, ele forçou sua língua em minha boca e logo todo o meu corpo estava em chamas, apertei minhas mãos em suas costas enquanto sentia o beijo ficando mais e mais selvagem. Kaius se afastou de mim relutante.

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—O que você acha que está fazendo? –perguntei empurrando o garoto que havia acabado de roubar o meu primeiro beijo.

—Qual seu problema?

—Você roubou meu primeiro beijo, seu idiota! –disse dando um tapa forte no garoto.

—E daí?

—Meu futuro namorado é quem deveria ter o meu primeiro beijo.

—Eu vou ser seu namorado então qual o problema sua idiota? –Kaius respondeu nervoso.

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Sorri com a memória.

—O que foi?

—Nada. –continuei sorrindo.

—Por acaso se lembrou que eu roubei seu primeiro beijo? –ele perguntou com um sorriso malicioso.

De repente me senti extremamente envergonhada, tentei fugir de Kaius mas minha perna deu uma fisgada me lembrando que estava machucada.

—Elas fizeram isso com você? –ele perguntou olhando o estado da minha perna.

—É. Mas não é nada demais, ainda posso andar.

—Não vou deixar você fazer isso, está na cara que isso aí está doendo. –ele disse e se agachou de costas na minha frente – Suba, vou te levar para a enfermaria do campus.

—Não precisa Kaius, eu consigo andar.

—Droga, quer que eu te obrigue a subir?

Passei os braços pelo seu pescoço e Kaius se levantou comigo em suas costas saindo daquele beco pavoroso.

—Kaius. –chamei-o deitando minha cabeça em seu ombro.

—O que foi?

—Eu gosto de você. –disse dando um beijo em sua bochecha.

Ele parou de caminhar e pude ver um sorriso se abrindo em seu rosto.


Notas Finais


Obrigada por tudo ♥ Até o próximo capítulo ♥


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