História Indesejável número 1 - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Dino Thomas, Ernesto Macmillan, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Kingsley Shacklebolt, Lílian L. Potter, Luna Lovegood, Ronald Weasley, Rose Weasley, Tiago Potter, Viktor Krum
Tags Assassinatos, Auror, Crime, Harry Potter, Policial, Pós Batalha De Hogwarts, Simbologia, Thriller
Visualizações 65
Palavras 1.956
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, o que posso dizer sobre esta shortfic?
Terá uns 10 capítulos, aproximadamente. A escrita usada é bastante simples.
É a minha primeira história no género, crimes e tal, eu gosto imenso de ler thrillers psicológicos e policiais. E de ver séries como CSI e Mentes Criminosas.
Criei esta história na minha cabeça em cerca de dois dias, porque queria participar num concurso com ela. Contudo, não a consegui terminar no prazo dado.
E, como já a começara, pensei que mais valia postar. Divirtam-se a lê-la!

Capítulo 1 - O rapto


Fanfic / Fanfiction Indesejável número 1 - Capítulo 1 - O rapto

Harry tomou consciência do que o rodeava de repente, assim como quem está abstraído nos seus pensamentos e é importunado por uma voz.

Estava deitado numa cama, na frente dos seus olhos estendia-se um tecto branco, e uma claridade pouco intensa iluminava a divisão. A luz não era desagradável, e não o ofuscou.

No ar pairava um cheiro a álcool e desinfectante, era tão familiar que imediatamente Harry soube onde se encontrava. Num hospital. Tentou erguer-se o suficiente de modo a conseguir encostar as costas ao suporte da cama. O quarto era espaçoso, tinha uma parede toda envidraçada que dava para o jardim. Aquele jardim também o homem reconhecia. Estava, portanto, em St.Mungo’s.

O relógio de ponteiros, preso na parede em frente à cama, indicava que eram seis e quarenta e cinco da tarde. Lá fora, o céu já purpureava.

Harry sentia-se zonzo e nauseado. Desconfiou que deveria estar fortemente medicado à base de várias poções. Coçou os olhos com cuidado, para espantar o sono, e procurou a varinha. Ao não a encontrar, pensou que deveria estar guardada, algures no quarto, ou com alguém responsável.

Foi com igual precaução que afastou os lençóis do corpo para poder examinar a barriga. Estava enfaixada, nada conseguiu entrever da ferida. Voltou a deitar-se, o movimento provocou-lhe uma leve dor no abdómen, que o fez ciciar.

- Maldito devorador da morte… - Reclamou alto, lembrando-se do que o conduzira àquele internamento.

Todos sabem que ser Auror é um emprego heróico, ousado e perigoso. Afinal, perseguir feiticeiros das trevas é garantia de que, volta não volta, se recebe uma maldição feia em cima. Mas Harry, desde criança, nunca fora de fugir aos perigos. Ou não fosse ele um valoroso Gryffindor, e uma das personalidades mais importantes do século por ter vencido Lord Voldemort e retornado a paz ao mundo bruxo.

Uma curandeira abriu a porta e adentrou na divisão. Viu que o seu paciente havia recobrado os sentidos. Tinha o rosto coberto por uma máscara, e uma touca verde lima com o símbolo de St.Mungo’s (um osso e uma varinha cruzados formando uma cruz) adornava-lhe a cabeça, pelo que era difícil a Harry perceber se a conhecia ou não. Tudo o que conseguia ver dela eram um par de olhos castanhos e pequenas cicatrizes na testa, daquelas que ficam quando se coça muito uma borbulha e ela rebenta.

- Senhor Potter, está acordado! – Constatou animadamente. – Vou mandar enviar um Patronos à sua família agora mesmo. Como se sente?

- Bem... – Mentiu, porque queria respostas e, se dissesse que as dores voltavam pouco a pouco a apoderar-se do seu corpo, a curandeira iria dar-lhe mais analgésico. – O que aconteceu? Só me lembro de me terem acertado com um feitiço e mais nada.

A curandeira analisou o estado de Harry, os seus reflexos, a cor da língua, mediu-lhe a pulsação...  

- Não sabemos que feitiço foi lançado sobre si, Mr.Potter, mas deixou-o com um corte bastante profundo e do qual saía muito pus. Foi feio, tivemos que reunir todas as nossas capacidades mágicas para evitar que a infecção se alastrasse. Esteve dormindo cinco dias desde então.

Harry assentiu com a cabeça, agradecendo silenciosamente pelas informações que lhe tinham sido prestadas. A curandeira anotou algumas informações na sua prancheta e disse-lhe, então:

- Pronto, tudo em ordem! Está estável, vai ver que terá uma óptima recuperação. – Harry sorriu, achava a mulher muito simpática. Antes de partir, voltou-se, e as longas pestanas postiças desceram, mostrando o seu constrangimento. – Senhor Potter, sei que não é o melhor momento mas… poderia conceder-me um autógrafo? Olhe que até trago papel e pena.

Harry riu mas parou abruptamente porque o seu ferimento decidiu protestar.

- Certamente. – Respondeu e assinou o papel em branco que a curandeira lhe estendeu. A sua caligrafia não era a melhor, mas as pessoas não se importavam. E Harry estava habituado a dar autógrafos nas ocasiões mais inesperadas. Uma pessoa aprende a lidar com a fama.

- Obrigada. – Agradeceu a curandeira. Tossiu discretamente. Estava constipada. Era por isso que usava máscara, para não contaminar os pacientes. – Logo a sua família estará ali na porta, deve querer vê-los. Se se sentir com muitas dores, puxe esse cordão, que fará soar uma sineta. – Instruiu e partiu do quarto.

Meia hora depois vieram as visitas. Albus, James e Lily entraram a correr e lançaram-se todos os três ao mesmo tempo para cima do pai, abraçando-o ternamente. Harry conteve-se para não soltar um gemido. Não queria preocupar a família.

- Meninos, calma, ainda matam o vosso pobre pai! Tenham mais cuidado! – Repreendeu Ginny. Logo as três crianças se afastaram, porque não queriam piorar a saúde do pai. Ginny beijou apaixonadamente o marido e afagou-lhe o cabelo. A cicatriz em forma de raio ali estava, a sua marca de identidade mais evidente. – Como estás?

- Vivo! – A mulher lançou-lhe um olhar admoestador. – Pronto, uma curandeira passou por aqui e disse-me que ia recuperar rapidamente.

- Essa tua saúde de ferro… - Ginny sorriu, aliviada. – Pregaste-nos um susto mesmo grande. E eu já devia estar habituada.

- Pai, pai, vens connosco à semi-final de Quidditch, não vens? Prometeste que ias! É daqui a cinco dias, vais ficar bom até lá, não vais? – Pressionou James. Ele era o primogénito, tinha naquele momento dez anos. Era um reguilas, já mostrava que honrava de quem herdara o nome. James Sirius Potter.

- Jay, o teu pai está doente e tu só pensas em Quidditch? É lógico que Harry não vai poder ir. – Ginny censurou-o. Então viu o brilho nos olhos de Harry e a sua boca curvou-se para formar uma carranca de desagrado. – Nem penses nisso! – Mas o marido já levantava a mão para pedir um high five ao filho mais velho.

- Mas claro, filhão. – Sentiu-se ser fuzilado pelo olhar de Ginny e hesitou. – Quero dizer, eu vou ver, mas caso não possa ir vou querer que me tragam o melhor relato do jogo.

- Poxa, a Inglaterra numa semifinal. – Continuou James. – Desta vez vamos ganhar.

- Espero que a Bulgária ganhe… - Opinou Albus, que era fã de Viktor Krum. O rapaz era dois anos mais novo que James. Era mais calmo e introspectivo que o irmão, o que o fazia um bom alvo para as suas partidas.

- Seu antipatriota! – Acusou James, e deu-lhe um carolo na cabeça.

- Patro-quê?

Entretanto Lily, a mais novinha, com apenas seis anos, que não se interessava muito por desporto em geral, ignorou a conversa dos irmãos e puxou a manga da camisa de hospital do pai.

- Papá, trouxe doces! – E depositou um saquinho de feijões de todos os sabores de Bertie Bott no seu colo.

- Podes comer isso? – Questionou Ginny, arqueando uma sobrancelha, desconfiada.

- Devo poder. – Respondeu, olhando para a mulher com olhos de cachorro que pede um biscoito.

- Bom, eu vou levar as crianças, que já está na hora de irem para a cama. Ron está ali fora, quer ver-te também. – Avisou Ginny. Albus e Lily saíram do quarto por espontânea vontade, acenando para o pai em despedida, mas James teve que ser arrastado pelo colarinho da camisola, e foi protestando.

Ron entrou logo de seguida. Tinha o braço esquerdo enfaixado, da luta contra os devoradores da morte onde participara com Harry, mas fora isso parecia completamente são.

- E aí, eleito? Conseguiram estacar aquela infecção que te estava a tornar todo cinzento e macilento?

- Dizem que sim, mas nem sei. Não me vi ainda ao espelho. Vê tu se estou cinzento. – Ron riu. – Mas diz-me o que aconteceu. Como resolveram a situação depois que eu apaguei? Escapou algum devorador da morte? Algum dos nossos ficou ferido? – A ansiedade fez com que Harry se contorcesse e os lençóis deslizaram do seu colo.

- Acertaram-me com um Diffindo no braço, mas fora isso ninguém mais ficou ferido. Quero dizer, teve também o tal feitiço que te lançaram. Ainda não sabemos o que raio é, nem a Hermione, que é sabichona, o reconhece. Magia negra, é claro. Conseguimos capturar quase todos os devoradores da morte, mas houve alguns que morreram por acidente. E outros suicidaram-se quando os apanhamos, para não irem para Azkaban. – Harry bocejou. Os medicamentos estavam a deixá-lo com sono. – Ah, quase me esquecia… - Ron procurou no bolso do sobretudo castanho um cartão. Ele tentara ser cuidadoso, mas mesmo assim o cartão de melhoras, feito com purpurinas e lápis de cera, acabara amachucado nas pontas. – Os miúdos lá em casa perguntaram por ti. A Rose até te fez isto! – Pousou o cartão na mesa-de-cabeceira. – A Hermione queria vir ver-te, mas está presa no trabalho. Ainda se mata, a teimosa, de tanto usar aquele seu cérebro brilhante. Mas vem amanhã logo de manhã cedo e vai trazer as crianças.

- Com quem ficaram a Rose e o Hugo? – Balbuciou Harry, com um pé na realidade e um no mundo dos sonhos.

- A Luna está a tomar conta deles! Mas bom, vou deixar-te descansar, campeão! Depois, amanhã, vou ver se passo por aqui para te dar mais pormenores sobre como terminou a missão. Não vou estar a maçar-te sobre quem ficou preso, quem morreu e quem conseguiu apanhar quem!

Assim que Ron saiu do quarto, Harry imediatamente adormeceu. Esperava uma noite completa de sono reparador, mas devia ter adivinhado que isso num hospital é difícil de se ter, com a movimentação dos medi-bruxos e o constante sair e entrar de pacientes. O seu sono foi tão leve, de facto, que quando sentiu que entreabriam a porta, discretamente, acordou sobressaltado.

- Sou eu, senhor Potter! – Ouviu sussurrar e reconheceu a voz da curandeira que lhe pedira um autógrafo aquela tarde. – Vim só dar-lhe a beber uma poção. Tome-a e volte a dormir. – Harry resmungou. Estava escuro, não havia qualquer luz naquele quarto, e a penumbra só era espantada pelo pouco luar que entrava pela janela. Pareceu-lhe que o ponteiro das horas, no relógio pregado na parede, marcava as três da manhã, mas não conseguia precisar com certeza.

Voltou-se na cama e procurou relaxar, após ter tomado a tal poção, que até era agradavelmente doce. Mal sentiu quando a curandeira o deslocou para uma maca, nessa altura estava já demasiado sedado. Mas a sensação de estar a ser levado, naquela maca, flutuando, pintou o sonho que estava a ter com pinceladas de recordações do pré-internamento.

Quando ele tinha chegado ao hospital estava a sangrar. Ele tinha levantado a mão até ao nível dos olhos e visto um líquido escuro a escorrer pelo seu antebraço. A agitação à sua volta era imensa. Tinha entrado de emergência, tinham-no priorizado a todos aqueles pacientes. E eram tantos. O hospital naquela noite estava cheio, a rebentar pelas costuras. Ele bem vira um monte de caras naquela recepção. Uma jovem mulher chorava, a sua pele cheia de inchaços cutâneos que pareciam extremamente dolorosos. Um homem tremia todo. Uma mulher tinha uma criança meio adormecida, ou meio moribunda, no colo. Um velho apoiava-se numa parede, mal conseguia permanecer em pé por um qualquer motivo. Uma grávida gritava, contorcia-se de dores na sua cadeira. Gritava que estava a sentir o seu bebé torto dentro da barriga.

- Está a perder muito sangue, chamem um medi-bruxo! – Uma voz masculina havia dito. – Não usem um Episkey ainda, temos que retirar esse veneno da ferida.

Era tudo isto de que se ia lembrando, pouco a pouco, enquanto estava a ser transportado naquela noite de Junho pelos corredores de St.Mungo’s. Mas desta vez não ia sofrer nenhum tratamento.

A curandeira cobriu-o com um pano branco, como se faz aos defuntos, para que não reconhecessem quem levava naquela maca.

E conseguiu, de facto, tirar Harry Potter do hospital sem ninguém se aperceber.

O alerta só foi dado eram já quatro da manhã.


Notas Finais


Será que já alguém tem alguma teoria sobre quem raptou o Harry? E sobre o que lhe vão fazer?

Eu postarei o próximo cap daqui a três semanas (vou viajar para o Japão, entretanto, portanto não posso mesmo postar mais cedo) mas quando voltar postarei os restantes capítulos semanalmente.

Até logo, digam-me se estão gostando!


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