História Inebriante - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Romance Vampiro, Taegi, Vampiro, Vampiros, Yoonkook, Yoonmin
Visualizações 172
Palavras 2.746
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


*Pois a morte viaja depressa
Um pesadelo chamado: prova da faculdade.
Esse período está me deixando louca, espero que eu consiga ir bem em tudo hehe
Meu Deus que não estou preparada pra ver o BTS na minha TV no domingo ahhh
Boa leitura

Capítulo 6 - Denn die Todten reiten schnell



Acordei assustado depois de ter um sonho onde lobos mastigavam a carne de meu corpo lentamente até um objeto afiado atingir meu coração por completo. Não tenho medo da morte, mas também não quero morrer como um vampiro que não aproveitou nada da eternidade e fica por aí fugindo de terceiros. 

Pois este resumo é minha vida depois que descobri a existência de Min Yoongi no momento em que o chalé no qual eu morava quando criança fora atacado por seus servos sem piedade alguma. Por fim, passei o resto de minha infância e juventude parando de chalé em chalé até que conseguimos desaparecer ao ponto de não sermos encontrados. 

Só que agora eu virei um alvo novamente. Meu primo me encontrou através de Jungkook por ironia do destino e o maior fato dessa história toda era que agora eu precisaria da ajuda do vampiro mais poderoso depois dos Min. Nunca que passou em minha mente presenciar tais momentos e aqui eu estava, deitado numa cama luxuosa enquanto o cheiro de sangue fresco entrava em minhas narinas. 

Namjoon abriu a porta por talvez sentir que despertei e me ofereceu uma taça com o líquido que tanto apreciávamos. Tive inveja dele por ser o Compatível de Seokjin e pelo mesmo tê-lo transformado em vampiro ao invés de trocarem de vida. Ao contrário de mim, os Kim amavam o alongamento dos anos em suas vidas. 

– Bom apetite, Jin o espera no escritório daqui a quarenta minutos. Tenha um bom dia. – Namjoon despediu-se silenciosamente e fechou a porta sem muita cerimônia enquanto eu me perguntava qual era a função dele na pensão. 

Talvez o dono da propriedade tivesse muita intimidade com meus pais ou investigou muito bem a minha vida ao saber que meu tipo sanguíneo predileto era O . Beberiquei aos poucos o líquido enquanto observava a paisagem debruçado na janela e comemorei ao ver o filtro do vidro que impedia a luz solar de encostar em meu corpo. 

Um ponto para a tecnologia. 

Fiz toda a higiene necessária, mandei uma breve mensagem para meus pais alertando que eu estava seguro e segui pelos corredores da pensão convicto de que o meu dia seria realmente desgastante. 

O escritório não ficava muito longe e sua porta estava aberta o suficiente para que eu tivesse liberdade de entrar sem bater, mas pousei minha mão algumas vezes na madeira apenas para avisar da minha presença e ri ao ver ambos os vampiros se assustarem. 

– Você é bem pontual. – Seokjin zombou tirando a boca do pescoço de seu compatível que estava sentado sobre a mesa e ambos se ajeitaram. 

– Eu não sabia que vocês seguiam a tradição do atraso aqui. – comentei cúmplice da brincadeira e nós rimos. 

– Fico satisfeito em saber que está de bom humor, temos assuntos chatos para tratar. – o vampiro disse passando o dedo no machucado que fez em Namjoon e o mesmo curou-se aos poucos. 

– Seria essa a hora de fugir e vocês continuarem onde pararam? – brinquei mais uma vez  sentindo o cheiro forte de sangue. Namjoon segurou meus ombros quando eu daria meia volta e me empurrou para a cadeira na frente da mesa de Seokjin. 

– Eu estava devendo um favor para seus pais, acho que pode perceber que chegou a hora. – iniciou batucando a mesa enquanto Namjoon ia para outra mexer em documentos que não tinha percebido antes. – Mas algo está me incomodando. 

– Nem cheguei aqui direito e já fiz algo de errado? – perguntei segurando forte os braços da cadeira. 

– O sangue que você bebeu ontem... Eu posso sentir o cheiro dele e reconhecer a fonte. Você precisa tirá-lo de seu corpo corrompido. – alertou e tampei o rosto por um breve momento. 

– Como você sabe a fonte? – perguntei curioso. 

– Um dia eu te conto, mas saiba que sair por aí bebendo qualquer sangue não é uma boa. Park, aquele padre pode te matar se você ingerir certa quantidade de sangue dele, sabia? – alertou mais uma vez e senti meus músculos ficarem tensos. Ele realmente sabia quem era o dono do sangue! 

– Não sabia, ele me ofereceu e fiquei tão desesperado que não tive como recusar. – respondi tentando me livrar da culpa que começava a me consumir. 

– Seja mais cauteloso. Poderia ter caminhado na direção de um rio para beber o sangue de algum humano morto pela guerra durante a madrugada inteira. Sabe que enfiar os dentes em mortais pode ser arriscado, mesmo que a época de transformá-los em vampiros seja apenas na lua cheia. 

– Eu estou sendo caçado, Kim. Sabe disso muito bem, eu seria atacado antes de chegar ao rio. – tentei mais uma vez fugir da culpa. 

– Acho que esse é o ponto. – observou meu rosto atentamente e desviei o olhar. 

– Ponto? – perguntei me encostando melhor na cadeira. 

– Soube que encontrou seu Compatível e que o está treinando, mas na prática você não demonstra seu real poder. Quando tem a chance de usá-lo, sempre recua. – jogou a verdade e minhas bochechas corariam se eu fosse um humano. Namjoon riu quando me olhou de relance. 

– Eu... Protegi Jungkook do caçador algumas noites atrás e... 

– Você assustou o caçador, não o derrotou. – interrompeu sério. – São duas coisas completamente diferentes. Aliás, por que você não transforma o tal do Jungkook em vampiro como fiz com Namjoon? 

– Namjoon vai morrer um dia, não vai? Ainda continua metade humano mesmo que demore uns mil anos para envelhecer. Na verdade nem precisa me responder, eu vi com meus próprios olhos você se alimentando dele minutos atrás. – respondi um pouco seco. 

– Já entendi no ponto em que você quer chegar. Mas se quer ser humano, precisa de poder primeiro. Se você se transformar agora, ainda está fraco, será mandado para a próxima guerra e morrerá no dia seguinte. 

– O que você sugere? 

– Simples, eu irei treiná-lo para derrotar os Min numa cartada só. – concluiu sorrindo enquanto via a expressão de seu compatível se fechar. 

Tocamos em assuntos muito delicados. 

--- 

Jin disse que eu poderia passar o resto da tarde pensando no assunto e que na parte da noite nós entraríamos no bosque atrás de Hoseok, o caçador. Decidi descansar mais um pouco na biblioteca no tempo livre que me fora fornecido e percebi a presença de Namjoon assim que peguei algum clássico para passar o tempo. 

– Ele é um egoísta. – comentou  referindo-se sobre Jin e apenas o encarei para que ele prosseguisse. – Eu disse que queria ser imortal e ele me enganou dizendo que faríamos a troca, mas acabamos nos apaixonando e isto é um erro. 

– Amar não é errado. – resmunguei lembrando como os meus pais eram apaixonados. 

– Mas é perigoso. Um de nós dois irá morrer no final, Jimin. Um mortal não pode amar o sobrenatural, sempre resulta em merda. – suspirou sentando-se ao meu lado. – Ele sendo humano, morreria muito cedo e optou por apenas me transformar num vampiro qualquer para que tivéssemos um pouco mais de tempo para ficarmos juntos. Egoísta que pensou apenas nele, não estamos cem por cento estáveis no relacionamento e só irei superar quando Jin parar de pensar apenas no prazer de sugar meu sangue. Este é o erro. Ele quer passar mais tempo ao meu lado apenas pelo meu sangue. 

– Ele pode te matar se beber muito do seu sangue. Tenha cuidado. – o alertei e ele apenas concordou meio triste. 

– Mesmo sendo meio-vampiro e estando ao lado de Seokjin, tenho a sensação de que não temos uma relação igualitária. Algumas vezes eu sinto que ele apenas me joga obrigações e no fim do dia tira proveito do meu sangue. – disse fechando os olhos. – Desculpe-me desabafar com você, mas é que não recebemos amigos íntimos com frequência. 

– Tranquilo, olhe... Eu não sou bom de conselhos, mas não seria melhor você conversar tudo o que anda escondendo com o Seokjin logo? Antes que seja tarde demais? Para ele te transformá-lo ao ponto de dar-lhe o quíntuplo de vida já é uma prova de como você é importante, Namjoon. Não se esqueça disso. Além do mais, ele te deu o nome Kim. Você sabe o quão importante isto é para os vampiros? – comentei apertando suas mãos para passar boa energia e ele sorriu cúmplice. – Mesmo ele sendo um babaca em mentir pra você... 

– Obrigado, Jimin! Vou preparar a melhor taça essa noite para você como forma de agradecimento. – comemorou levantando e saindo pela porta numa velocidade incrível e voltei minha atenção para o livro com uma nota em mente. 

Nunca se apaixone por seu Compatível. 

--- 

É um castigo amar e não poder aproveitar a eternidade ao lado da criatura caso ele for um humano. É um castigo ser maravilhoso e não saber como é de verdade por não aparecermos no espelho ou em fotos e é um castigo querer um sangue do Compatível vinte e quatro horas por dia e não poder tê-lo. Fico me perguntando (caso Jeon aceite) se ele sentirá sede de meu sangue fresco quando nos transformarmos. 

O fato é que agora preciso focar na eliminação do caçador. Ele é uma das linhas da rede dos Min, eliminá-lo será declarar guerra e é melhor isto ocorrer logo de uma vez antes que Jungkook seja prejudicado. Então, a noite chegou rastejando aos poucos e Seokjin surgiu na porta do meu quarto com mais uma taça do tipo sanguíneo que eu mais gostava. 

Eu fiquei muito curioso para saber o que ele tanto devia para os meus pais por estar me tratando tão bem, mas decidi puxar assunto em outra hora quando ele disse: 

– Iremos para o lago hoje. Leve roupas que você não importa de sujar. 

– O que vamos fazer? – perguntei bebendo o sangue em goles longos. – Eu preciso de roupa emprestada. 

– Hoseok está lá, uma fonte confiável disse que ele montou acampamento no lado da fronteira. 

– Ótimo, só afogarmos ele. – sugeri limpando os lábios com a língua. 

– Tem certeza que você é um vampiro? – Jin perguntou cruzando os braços e rindo. 

– Ou você é radical demais. – respondi e rimos. – Posso ser sincero? 

– Sim. – ele concordou e eu prossegui. 

– Não vejo muita vantagem matar o caçador agora, talvez ele seja importante para algum dos inimigos. 

– Quer usá-lo como escudo? – perguntou cruzando os braços. 

– Sim, mas antes... Bem, precisamos pegar Jungkook para que não façam o mesmo. Temos que manter a família dele segura também. 

– Finalmente minha pensão ficará movimentada novamente. – Seokjin comemorou num sorriso assustador e eu me encolhi um pouco na cama. 

O vampiro poderoso que estava na minha frente me deixava mais confuso que tudo. Uma hora ele era doce e engraçado e momentos depois,  era a pior das criaturas na terra, quase em sua totalidade. Tirei essa conclusão quando um jovem desconhecido entrou em meu quarto do nada com uma arma e Jin apenas socou o pescoço do mesmo para em seguida apunhalar seu coração com uma adaga que tirou do bolso. 

Olhei estático para a situação e encarei Jin quando dissemos em uníssono: 

– Namjoon! 

Pulei da cama fazendo com que o resto da taça caísse pelo colchão e segui o vampiro que corria desesperado atrás de seu Compatível na entrada da pousada e o encontramos caído no chão com os dois pés atingidos por tiros. Juro que nunca escutei tantos palavrões em minha vida e me perguntei o motivo daqueles vampiros manterem a guarda baixa mesmo me recepcionando na pensão. 

– Ficou louco!? – Jin gritava tirando os sapatos do parceiro. – Quer morrer? 

– E-Eu... Tive um plano, foi necessário. – tentou se explicar. – Tinha outro aqui dentro, mas acho que foi embora assim que viu o fim do amigo. Eles estão com o cheiro do Yoongi. 

– Mas que porra, Namjoon! Por que deixou que atirassem em você? – o mais velho comentou levantando e correndo até um armário de onde tirou o kit de primeiros-socorros. 

– O que fugiu, ele contará para o Yoongi que estamos fracos. É um plano para mais deles virem pra cá e eliminá-los de uma vez. Deste modo, não vamos precisar nos preocupar com pessoas atrás de nós. – Namjoon explicou entre gritos enquanto Jin tirava com uma pinça a bala alojada em um de seus pés. 

– Eu preciso buscar Jungkook. – comentei decidido recebendo olhares reprovadores. 

– Tirando ele de casa essa hora só fará que o perigo pra ele dobre, Jimin. – o meio-vampiro disse agoniando de dor. 

– Não tenho escolha, Yoongi pode levá-lo a qualquer momento. – falei puxando meus cabelos por nervoso. 

– Você não pode arrastá-lo para cá sem o consentimento, sabe disso? 

– Sim, ele vai entender a situação. – comentei já saindo pela porta. – Jungkook se faz de durão, mas é medroso. 

– Juízo. – Seokjin alertou e eu sorri. 

– Meus pais dizem o mesmo. – concluí saindo em passos largos. 


20 minutos depois 


Talvez hoje eu finalmente tenha o meu dia de sorte? Observei Hoseok no lago antes de chegar ao bosque  só por precaução e quando percebi que ele não moveria seus pés daquele local,  comecei a caminhar para a mata no qual combinei de me encontrar com Jeon caso o mesmo ainda quisesse continuar com nosso trato de convencimento. 

A lua minguante sobre minha cabeça alertava que já estava um bom tempo caminhado entre as plantas e árvores algumas vezes um tanto exóticas. Depois de ser bem tratado na pensão, o meu corpo parecia mais revigorado que nunca e ao ficar esperando Jeon, decidi me encostar numa macieira enquanto pegava um de seus frutos para passar o tempo. Creio que não demorou muito, eu ainda estava na metade da fruta quando meu Compatível surgiu montado em Storm que corria a todo vapor. 

Seu corpo estava numa posição exemplar, mas sua expressão não era nada boa quando desceu do cavalo e veio em minha direção puxar o colarinho de minha camisa com força. 

– Por que eu acho que foi o cavalo que me encontrou? Você sabia que virgens montados em um garanhão tipo Storm detectam vampiros? – zombei. 

– É melhor ter uma ótima explicação sobre o que está acontecendo entre você e o Yoongi, ou terei que ir atrás de seu primo? – perguntou nervoso enquanto eu segurava seu pulso. 

– Boa noite para você também, Jungkook. Vejo que está de ótimo humor.  – cumprimentei no momento em que ele suspirava e soltava minha camisa para sentar-se ao meu lado. 

– Eu tive que mandar meus pais visitarem alguns parentes para tirá-los do alvo que Yoongi planejou. Eu só estou aqui porque vi pessoas estranhas com ele na estrada da minha propriedade e não pareciam que fariam algo legal comigo, Park. O que realmente está acontecendo? – perguntou jogando o cabelo pra trás. 

– Você já sabe grande parte, mas se quer mesmo saber o que meu primo quer tanto com você... Bem, seu sangue. Por favor, não se sinta como um objeto mesmo eu tendo que jogar aqui que você é bem cogitado no momento. Além de que ele te usaria como escudo para que eu fosse até a casa dele e aceitasse o pedido de casamento. Coisa que não faria nem por toda a riqueza do mundo. 

– Mas porque Yoongi apareceu na minha propriedade com sangue nos olhos? O que você fez? Tive que pegar Storm e vir para cá imediatamente. Estou tão pilhado que até esqueci que tenho uma moto. – resmungou, mas parecia que ele escondia algo e que sabia o motivo muito bem da raiva de Yoongi. 

– Um dos comparsas dele tentou me matar hoje, isso é sinal de que estou declarando guerra contra a família dele assim que fui defendido e o contratante, morto. Jeon, você precisa vir comigo agora ou se transformará numa reserva de sangue no porão da casa dele. 

– Não posso deixar meus pais. – comentou relutante. 

– Você acabou de dizer que eles foram viajar. – retruquei e ele balançou a cabeça. 

– Tudo bem, mas eu não vou conseguir manter eles fora por muito tempo. Você tem que destruir seu primo antes dos meus pais voltarem. – alertou com um tom de voz embargado. 

– Pode deixar que a existência dele será erradicada o quanto antes. Só preciso que você não saia mais do meu lado, ou caso prefira, pode ficar com Taehyung. – sugeri com a ideia imediata enquanto ele colocava a mão no queixo em tom pensativo. 

– Em que lugar você se estabeleceu depois que saiu da minha casa? 

– Estou numa pensão de amigos na cidade e perto da igreja do Taehyung, você é bem-vindo lá. – respondi me levantando e ele me acompanhou. 

– Acho que não tenho escolha e nem volta. Será que seria estranho irmos de cavalo até o centro da cidade? – perguntou escondendo um sorriso de lado e retribuí enquanto caminhávamos na direção de Storm que relinchou assim que sentiu minha presença.


Notas Finais


Só nos galopes 😂
Até


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