História Inegável Atração - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Antiguidade, Romance Antigo, Sasusaku
Exibições 905
Palavras 4.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Annyeonghaseyo! Quem quer matar a Lady pela demora? o/
.
Eu entendo vocês, acreditem. Foi 5 meses sem atualização e apenas postando trechinhos na página do Facebook pra deixar vocês curiosas(os - vai que tem menino aqui xD). Era pra ter postado esse capítulo há um tempão, porque ele já estava praticamente pronto há um tempão, mas a vida não é como a gente quer, infelizmente. Basicamente, estou cheia de problemas variados e já praticamente perdi a vontade de viver.
Sim, perdi a vontade de viver. Mas não vou encher vocês com isso nas notas iniciais, ninguém quer saber do problema dos outros. E foi por esse problema que atrasei mais os comentários, mas já estou vendo um jeito de respondê-los rapidinho (assim que o meu pc, que assim como a minha vida está uma merda, querer funcionar direito), então me desculpem e não me abandonem, ok? Principalmente depois desse capítulo gigante com importantes acontecimentos.
.
Antes de tudo, pessoal que acompanha a page do fb e votou para que tivesse hentai, me desculpem. Sim, vai ter hentai, mas não ficou exatamente do jeito que eu queria e fiquei sem ânimo para reescrevê-lo. Basicamente, achei que ficou forte. Mas vocês que vão me dizer. Acabei escrevendo-o com base na atração, no instinto em si, não foquei taaanto nos sentimentos durante o ato, mas sim um pouco depois - acho.
.
Teremos um draminha nesse aqui, mas é importante para o desenrolar das coisas, garanto.
.
Inegável Atração completou 1 ano no dia 15/06 e eu gostaria de agradecê-los(as) por todo o carinho que dão para a fanfic. Obrigada mesmo! Sem vocês isso não seria possível! E temos 453 favoritos aqui no SS até agora! Wow! Obrigada mais uma vez!!!
.
E outra coisa que não tem nada a ver, nesses cinco meses ausente eu comecei a ouvir k-pop. Pois é, radicalizei. Quem gosta de SuJu e BTS, eu dou spoiler uhauhauhaua
.
Tinha outras coisas pra falar, mas estou esquecida no momento. Espero que aproveitem bastante esse capítulo :)

Capítulo 15 - Capítulo XV - Ônix


-x-

Capítulo XV - Ônix

.

.

.

Sasuke abriu os olhos de maneira vagarosa e encarou o teto que não era de seu quarto. Sentiu um calor agradável e fitou Sakura que dormia tranquilamente em seu peito. Sorriu de canto. Era algo bonito de se apreciar. Desvencilhou-se com cuidado da rosada e ouviu um breve resmungo dela antes de se levantar.

Caminhou a passos lentos pelo cômodo indo em direção à janela. Abriu-a e sentiu o vento frio lhe abraçar, junto com o aroma único da neve acumulada na copa das árvores. Apoiou ambas as mãos na parte de baixo da mesma e abaixou a cabeça, fechando os olhos e respirando fundo.

Não fora um sonho. Eles realmente fizeram. Não se arrependia, mas não sabia qual reação esperar de Sakura. Será que ela realmente tinha noção da profundidade daquilo? Ela lhe dera seu corpo, sua pureza, sua confiança; isso não era pouca coisa. Lembrou-se das conversas que teve com a mãe, o modo realista que ela lhe explicava as coisas. Uchiha Mikoto sempre lhe dissera que quando uma mulher confia, ela o faz por completo.

E Sakura confiava completamente, de maneira irrevogável.

Ao abrir os olhos, fitou seu pênis adormecido e notou que resquícios de gozo se faziam presentes ali. Direcionou os orbes negros à Sakura e captou sua expressão tranquila, os lábios entreabertos e os cabelos rosados esparramados no travesseiro. Tão diferente da noite anterior, quando ela, ofegante, abriu as pernas para recebê-lo e gemeu de maneira tão deliciosa ao senti-lo entrar e sair, naquela fricção alucinante.

Lembrava-se claramente dos arrepios que tomaram seu corpo quando ela o apertava dentro de si.

Pelos Céus, estava endurecendo novamente.

Tentou desvencilhar seus pensamentos e então notou a coruja marrom que voava calmamente em sua direção, transpassando as árvores e desviando dos galhos mais baixos que atrapalhariam sua planagem. A ave pousou na janela e Sasuke pegou o papel bege que estava enrolado na pata dela.

Ao abrir a mensagem, imediatamente notou que a sua parte naquela guerra já estava para ser cobrada.

“Espero que esteja preparado para o que virá. Treine bastante nos dias que se sucederão a esta carta, precisarei de sua ajuda em breve. Estou na fronteira de Konoha, próximo à Suna e do mercenário Sasori.

Quando chegar aqui, provavelmente já o teremos derrotado e a proteção dos outros estará redobrada. Ninguém melhor do que você para ultrapassar esse empecilho. Daqui a 30 dias quero que esteja em meu campo de visão.

Falta pouco para nossa justiça, nii-san.

Uchiha Itachi.”


 

Finalmente a hora estava chegando. Após dez anos imerso em planos falhos e suposições, agora podia dizer que não havia mais escape. A justiça seria feita; todas as famílias assassinadas poderiam, enfim, descansar em paz sabendo que a tão temida Akatsuki fora massacrada, derrotada e aniquilada. Seus pais seriam vingados assim como os de Sakura.

Pensando nela, ouviu um resmungar manhoso e fitou-a, espalhada na cama, espreguiçando-se e sorrindo satisfeita. Ao abrir os olhos, a rosada deparou-se com ele apoiado na janela, completamente nu em todo seu esplendor. Ergueu o tronco com dificuldade e bocejou.

– Bom dia, Sasuke-kun.

– Bom dia. – Enrolando o papel novamente, chamou a atenção dela.

– O que é isso em sua mão?

– Uma mensagem de Itachi. A guerra começará logo. – Sakura sentiu um arrepio percorrer seu corpo ante as palavras dele. Sabia que aconteceria, ansiava por isso, contudo, apenas a perspectiva de tantas vidas em jogo, incluindo a de Sasuke, embrulhava-lhe o estômago.

– Seu irmão o convocou?

– Sim. Em trinta dias devo estar lá.

– Enfim a guerra… – Suspirou e apertou o cobertor entre os dedos, desviando o olhar para os próprios. Sobressaltou-se ao notar sua nudez, relembrando a noite anterior e o que fizeram naquela cama. Tentou cobrir os seios rapidamente, mas o riso contido do Uchiha chamou sua atenção.

– Por que riu?

– Pelo fato de você estar escondendo tudo o que já vi ontem à noite. – Ela ruborizou imediatamente. Sasuke saiu de sua posição inicial e foi em direção às roupas jogadas no chão do quarto, separando suas peças. Quando Sakura percebeu que a intenção dele era sair do cômodo, chamou-o.

– Sasuke-kun?

– Hm.

– Para onde você vai? Está frio…

– Preciso treinar. – Ela fez um bico contrariado e olhou-o pedinte.

– Fique mais um pouco, Sasuke-kun…

– A guerra está chegando, Sakura. Quanto antes eu começar a praticar, melhor. – Suspirou contrariada, mas deu um breve sorriso ante a ideia súbita que a acometeu. Apoiou-se no colchão, de cócoras, fazendo o cobertor deslizar pelos seios nus e levantou o rosto para encará-lo.

– Então me dê um beijo antes de ir. – Era um golpe baixo. Muito baixo. Contudo duvidava que Sakura realmente tivesse plena noção do que estava fazendo – apesar de fazê-lo muito bem, admitia. Não conseguia tirar os olhos daqueles peitos firmes de mamilos rosados. Suspirou antes de caminhar até ela, notando o sorriso satisfeito inundar os lábios convidativos.

Firmou-se na cama e beijou-a calmamente, deliciando-se com o contato e sorvendo sua língua. Sakura tomou os cabelos negros macios nas mãos, aprofundando o ósculo e incitando-o a abaixar o suficiente para deitar-se novamente. Entretanto, Sasuke percebeu a intenção – esperta – dela e desvencilhou-se com certa dificuldade.

– Sakura…

– Quero mais um… – A rosada tomou os lábios dele nos seus mais uma vez e puxou-o para a cama, fazendo-o apoiar-se em cima de si e encaixar-se entre suas coxas. Era natural, incrivelmente natural. Imerso no beijo caloroso, o moreno mal percebeu suas mãos percorrerem a silhueta feminina e apertá-la contra si, sentindo a quentura afável dela.

Sakura arfou ao sentir a ponta da rigidez latente tão próxima de seu centro. Acariciou a face dele enquanto chupava sua língua e suas pernas enlaçavam-se na cintura masculina. Sasuke desvencilhou-se do contato, ofegante.

– Eu… preciso treinar. – Ela distribuiu vários selinhos pela curva do maxilar e o apertou contra si.

– Fique comigo mais um pouco… – Estava quase cedendo. Ouvi-la pedindo para ficar consigo daquela forma já estava afetando-o mais do que gostaria. Prova disso era o pênis rijo como pedra entre suas pernas.

– Não… – Levantou-se com dificuldades, saindo do aperto dela e respirando fundo ao notá-la completamente receptiva. O rosto corado, os seios empinados e as pernas abertas, as coxas quentes e macias…

Precisava focar! Em algumas semanas teria de enfrentar a maldita Akatsuki e era necessário que estivesse em plena forma de batalha! Se estava sendo difícil? Pelos Céus, nunca pensou que sair de uma cama seria uma tarefa tão árdua! Mas, por mais que quisesse ter Sakura mais uma vez, precisava se concentrar e treinar o suficiente.

– Você está sendo muito insensível, Sasuke-kun. Não se deixa uma moça desamparada num frio desses… – Ela virou o rosto com uma falsa indignação para tentar convencê-lo a ficar.

– Por mais que eu queria esquentá-la, Sakura, não posso deixar de lado certas prioridades. – Ele pegou a calça e vestiu-a, tentando ajeitar o pênis ereto da melhor forma dentro dela. A rosada levantou-se, por fim, e tentou arrumar seus cabelos antes de pegar suas próprias vestimentas.

Caramba! Fazer aquilo com Sasuke deixara seu cabelo como um ninho de ratos!

– Também não quero ficar sem fazer nada nessa cama. – Colocou o chemise e dobrou o vestido, dispondo-o em cima da mesinha junto ao espartilho. – O que quer para o desjejum, Sasuke-kun?

– Não comerei hoje. Preciso melhorar minha resistência. – Deslizou a camisa pelo tronco e caminhou até a porta. Sakura o acompanhou.

– Se diz assim, tudo bem. Mas não vá desmaiar no meio do mato, mesmo sendo todo grande eu não irei achá-lo! – Ele sorriu de canto.

– Todo grande? – Ela corou imediatamente ao lembrar da “grandeza” dele.

– Você entendeu, Sasuke-kun! Agora, se puder me fazer um favor, teria como buscar um pouco de água na cachoeira? Eu quero me banhar, mas como ela deve estar muito gelada, preciso esquentá-la primeiro. – Calçando suas botas e apoiando a capa nos ombros, ele anuiu antes de depositar um beijo na testa dela.

– Não demoro.

– Certo. Tome cuidado. – Acariciou o rosto alvo, sorrindo de canto.

– Hn.

Pegando um recipiente fundo e resistente o suficiente, Sasuke saiu em direção à cachoeira. Sakura sentou-se à mesa enquanto aguardava. Era só impressão sua ou algo havia mudado entre eles?

 

|≠|


 

– Envie algumas tropas ao norte do terreno. Vai evitar qualquer tentativa de fuga. – O general anuiu e saiu da tenda do superior. O moreno de cabelos compridos suspirou. Travar aquela batalha lhe deixava exausto.

Queria derrubar a Akatsuki há anos. Planejou com os mínimos detalhes a melhor forma de fazê-lo sem que prejudicasse o país ou a população. Noites em claro traçando estratégias, juntando homens, recursos, aliados… Todo o plano estava acontecendo naquele momento.

Akasuna no Sasori, o mercenário da areia, era o primeiro alvo.

Sasori controlava o leste de Konoha, a fronteira com Suna. Nada passava sem que ele soubesse, o que dificultava a comunicação entre as duas cidades e, obviamente, o comércio. Derrubando-o, uma das fontes de renda da Akatsuki seria eliminada além de uma parte do exército da organização.

Como um bônus, teria Kakuzu, o neutro. O homem que tomou todas as terras das famílias assassinadas e criou documentos falsos, alegando que as propriedades lhe foram doadas antes dos óbitos. Não podia contar, mas talvez capturando-o, pudesse reaver todas aquelas terras e devolvê-las ao Rei, para que ele julgasse melhor o que fazer com elas.

Em síntese, tudo dependia do primeiro movimento. Atacar Sasori. O governador de Suna, Sabaku no Gaara, estava dando toda a assistência necessária para que o mercenário fosse capturado e o poder voltasse às mãos do verdadeiro dono. Por este motivo, além das preocupações com o exército, estava confiante.

Só lhe restava aguardar o posicionamento de suas tropas e, enfim, atacar.

– Senhora, por favor, não é permitida… – Ouviu a reprimenda do guarda de sua tenda e virou-se ante a abertura da mesma, visualizando a mulher de longos cabelos castanhos adentrar o local.

– Está tudo bem, é minha esposa. – Disse ao homem e ele assentiu, voltando ao seu posto. Itachi fitou a mulher, a respiração pesada e os punhos fechados indicando um estado não natural de si. – Izumi, o que faz aqui? Não deveria viajar na sua condição e…

– Que condição, Itachi? Não há mais condição. – Ele engoliu em seco e fitou o ventre da mulher. – Eu o perdi novamente. – Ela tentou ser forte em suas palavras, mas o Uchiha percebeu o tom embargado e angustiado.

– Izumi…

– Não, não quero que fique com pena de mim! – A mulher caminhou apressada por toda a tenda, nunca fitando os olhos do marido. – Nós tentamos e eu falhei mais uma vez. Não consigo carregar uma criança no ventre, preciso entender isso e não criar expectativas para você, Itachi.

– Você não está criando expectativas para mim. Eu acreditei nesta criança tanto quanto você e amei-a tanto quanto você pelo tempo que nos foi dado. – Ao fitar o moreno intensamente, não conseguiu suprimir as lágrimas que inundavam seus olhos.

– Itachi… – Jogou-se aos braços do marido, chorando, soluçando, externando toda sua dor. – Me perdoe… Por favor, me perdoe… – Ela agarrou-o enquanto se derramava, tentando achar um pilar seguro para todos aqueles sentimentos ruins. – Eu tentei segurá-lo, mas não consegui… Não consegui… – Itachi apoiava seu queixo na cabeça da mulher e tentava confortá-la afagando suas costas e oferecendo seu corpo como abrigo.

– Não se desculpe por isso, Izu. A culpa não é sua. Não há a quem culpar.

– Eu sou a culpada, Itachi! Eu! Não quero que sinta pena de mim porque eu mesma sinto! Há quantos anos tentamos? Quantas vezes nos enchi de esperança e a perdemos quando minhas regras vinham? E agora, pensávamos que conseguiríamos… Depois de perdê-lo três vezes, achamos que era a hora certa… Mas, de novo…

– Você fez o que pôde para segurá-lo, mas ele se foi… Não era para ser, Izumi. Não se martirize por isso, eu te peço. Sempre estarei aqui por você, com ou sem filhos. Lembre-se disso. – Ela encarou-o, os olhos vermelhos e inchados.

– Por que fica?! Sou seca por dentro! Nunca poderei te dar um herdeiro, nunca terá uma criança para chamá-lo de pai! Por que se prende a mim? Você pode ter outra mulher, Itachi. Uma que te dê muitos filhos. Eu não me importarei se você quiser isso, é o seu direito e…

– Como pode dizer algo assim? – Ele a fitou. – Há quanto tempo estamos juntos? Há quanto tempo temos compartilhado nossas alegrias e tristezas? Há quanto tempo estamos aqui pelo outro? Por que me pede para ter outra mulher se a que eu preciso está em minha frente? – Izumi fungou.

– Eu não posso lhe dar um filho…

– Eu não quero um filho que não seja da minha mulher. E se a minha mulher não puder me dá-lo, não deixarei de amá-la por isso. – Ela arregalou os olhos ante a afirmação. Itachi nunca era tão direto daquela forma. Ele tomou as mãos dela entre as suas e beijou cada dorso. – Você é o que eu preciso. Hoje e sempre. Sempre e para sempre.

– Mesmo sem herdeiros para o clã? – Ela enxugou as lágrimas e sentiu o toque afável dele em sua bochecha.

– Sasuke pode providenciar isso. – Izumi riu.

– Não o vejo há tanto tempo… Será que ele está bem? – Itachi abraçou-a mais uma vez.

– Está sim. Sasuke não é qualquer um.

– Ele virá?

– Já mandei a mensagem. Logo ele estará aqui. – Ela deu um sorriso que mal alcançou os dentes.

– Não gostaria de vê-lo com sede de vingança. Tio Fugaku também não.

– Eu evitei o máximo que pude, mas agora, aqui, no campo de batalha, tão próximo aos assassinos… Não sei o que acontecerá. – Izumi o fitou.

– Você viveu com eles. Sentiu sede de vingança?

– Eu quis justiça. E agora a terei.

|≠|

Quando a noite já imperava no céu, Sasuke chegou e, como de praxe, retirou sapatos e capa. Dirigiu-se à rosada que acabava de sair da cozinha e depositou um selo nos pequenos lábios macios. Ela sorriu.

– Como foi o treino?

– Proveitoso. – Tirou a camisa enquanto dirigia-se ao quarto. Sakura colocou os pratos e copos que carregava em cima da mesa e arrumou-os antes que o moreno voltasse, com uma nova peça de roupa.

– Fiz sopa para o jantar, já que ficou de jejum o dia todo.

– Não era necessária tanta preocupação. – Ela sorriu.

– Sabe que não adiantará nada dizendo isso, certo? Vamos comer, estou morrendo de fome.

Ao término da refeição, Sakura dirigiu-se à cozinha para organizar as louças e Sasuke colocou um pouco mais de lenha na lareira. O clima estava agradável dentro da casa, mas dentro de algumas horas o fogo extinguir-se-ia. Caminhou até seu quarto e vestiu-se com novas peças antes de encontrar a rosada novamente saindo da cozinha.

– Suas roupas sujas estão no quarto?

– Sim.

– Espero que o sol esteja um pouco mais forte amanhã para poder lavá-las. – Espreguiçou-se. – Esse tempo frio não me permite fazer quase nada.

– Ele não está tão ruim. Da última vez a nevasca foi tão forte que não pude sair daqui por 2 dias.

– Mesmo? Nossa! Eu não gostaria nem um pouco que isso acontecesse comigo.

– Aqui as coisas são muito diferentes da cidade. – Deu de ombros.

– Não sei porque ainda me surpreendo. – Riu contida e olhou para a porta do quarto que dividiram na noite anterior. Mordeu o lábio inferior com todas as memórias que a atingiram. – V-Você vai dormir agora? – Sasuke fitou-a intensamente e sorriu ladino.

– Você quer que eu durma agora? – Ela corou e abaixou a cabeça, envergonhada. O moreno se aproximou e recolocou uma mecha de cabelo solto atrás da orelha dela antes de levantar-lhe o queixo.

– Por que está com vergonha de mim? – Sakura desviou o olhar do dele.

– N-Não estou com vergonha…

– Então me olhe. – Ela respirou fundo antes de finalmente direcionar seus orbes ao rosto másculo e perder-se nos ônix tão penetrantes. – Assim é melhor. – Ele proferiu e fitou os lábios rosados com perícia, umedecendo seus próprios sem dar-se conta.

Sakura sentiu borboletas em seu estômago. Não sabia o porquê de tal sensação, mas sabia que apenas Sasuke lhe proporcionava aquilo. Quando ele a encarava tão fixamente, quando a beijava, quando a tocava… Lambeu os lábios pela lembrança e esse foi o estopim para o moreno.

O Uchiha agarrou-a pela cintura e beijou-a num fôlego só. Sua língua não demorou a entrelaçar-se à dela e o aperto tornou-se mais necessitado. A rosada não se assustou com a voracidade dele, pelo contrário, sentiu seu corpo se aquecendo, o coração batendo cada vez mais rápido, mais forte...

Ao prosseguir do beijo, Sasuke retirou cegamente os fios de cabelo que tampavam o pescoço junto à manga do vestido, dando-lhe livre espaço. Desceu pequenos selares pela clavícula e chupou a pele com deleite, perdendo-se nos ofegos dela. Sentiu seu pênis começar a endurecer em expectativa.

Quando desvencilhou-se do corpo feminino, Sakura fitou-o. Seus orbes esmeraldas estavam levemente escurecidos, suas bochechas coradas e os lábios em igual estado. Levou as mãos às costas do vestido e depois de alguns segundos voltou ao alcance do moreno, enlaçando suas mãos em volta de seu pescoço.

Sasuke retribuiu o contato voltando a beijá-la, apoiando a mão na cintura fina e apertando-a brevemente. Ele sentiu-a chupar sua língua numa carícia tão inocentemente sensual que teve que controlar-se para não ceder aos seus instintos. Em vez disso, deslizou os dedos pela curva de seu maxilar e enlaçou ainda mais sua língua à dela, fazendo-a sentir a intensidade de seu desejo.

Quando o ar se fez necessário, Sakura não perdeu tempo em escorregar seus dedos pelos braços fortes e dirigir-se até a barra da camisa, retirando-a com a ajuda dele. Não resistiu aos seus próprios instintos e passou a mão pelos gomos definidos, sentindo a pele quente e dura em sua palma.

Sasuke levou as mãos até as costas dela e constatou que o vestido já estava desatado. Retirou a peça pelos ombros, abaixando as mangas e puxando levemente a peça até que estivesse aos seus pés. Sorriu internamente ao notá-la apenas com o chemise, sem espartilho algum para atrapalhar.

Agarrou-a pela cintura novamente, levantando-a sem dificuldades e aspirando o cheiro doce de seu pescoço. Nem percebeu o grunhido de pura satisfação masculina que saiu de sua garganta. Sentiu a incômoda fricção do pau duro na calça de couro e quis tirar logo a peça. Dirigiu-se com Sakura até o quarto, e antes que pudessem chegar à cama, ela o puxou pelos cabelos e sorveu de seus lábios com paixão.

Não sabia porque estava daquele jeito. Talvez a notícia da partida dele daqui a dias tivesse afetado-a tanto que não conseguia parar de beijá-lo e aproximá-lo ainda mais de si. O beijo era quente, molhado, desejoso, necessitado. Um misto de sentimentos e sensações inexplicáveis. Quando enfim se desvencilharam ofegantes e com os pulmões queimando, Sasuke vacilou o agarre por um segundo e a rosada roçou na ereção pulsante, fazendo-o gemer arrastado.

Sakura sentiu os pés tocarem o chão e notou o moreno desatando os laços da calça. Quando livrou-se da peça, o Uchiha não hesitou em agarrar Sakura pela cintura e entrelaçar suas línguas fervorosamente. A rosada mal percebeu quando Sasuke deslizou o tecido do chemise por seus ombros e cintura, apenas deu-se conta do fato quando sentiu a intimidade ereta contra sua barriga.

Tomando as nádegas de Sakura nas mãos, abriu suas pernas e enroscou-as em seu quadril, virando-os para a cama. Contudo, no calor do beijo e o senso de direção perdido pelo prazer, Sasuke acabou se desequilibrando e caindo com a rosada na beirada da cama, que desvencilhou seus lábios pelo susto.

A situação não fora um empecilho de todo, entretanto. Sem perder tempo, o moreno segurou seu membro e guiou-o até a intimidade úmida de Sakura, adentrando-a de uma única vez e ofegando no processo.

A rosada quase gritou pela súbita invasão e a fina dor que ela causou. Sentia-se abrir vagarosamente para o Uchiha, tentando acostumar-se com todo o volume dentro de si. O moreno enterrou o rosto em seu pescoço o começou a movimentar-se; investidas curtas e potentes, o suficiente para ajudá-la a se abrir.

— Você é tão quente, Sakura… — Tomou o seio esquerdo dela na mão e começou a estimulá-lo, apertando a carne e resvalando no mamilo sensível. Ela arfou e agarrou as costas dele conforme os movimentos ficavam mais rápidos.

Não podia descrever completamente a sensação de estar dentro de Sakura. Sua mente nublava, seu corpo entrava em torpor, suas pernas se retesavam, seu pau ficava ainda mais duro – se é que era possível. Era a síntese dos melhores prazeres do mundo em um só. O jeito que ela o recebia, esticando-se ao máximo para tomá-lo todo… Seus instintos queriam dominar aquilo, queria tê-la ainda mais, queria ir mais fundo, mais forte… mais intenso.

Um gemido mais alto saiu da garganta de Sakura quando Sasuke meteu ainda mais profundamente. Ele não tinha chegado tão longe no dia anterior, tinha certeza. Seus pêlos estavam arrepiados, os seios pesados, um calor se espalhava pelo seu ventre em ondas que começavam a se tornar incontidas… Mal notou os lábios do moreno nos seus, chupando sua língua e tomando todo seu ar. Aquilo parecia diferente do dia anterior, mas, ao mesmo tempo, tão similar…

O ritmo prosseguiu daquele jeito, ele explorando seu interior. Não podia refrear seus próprios gemidos e sabia que as costas dele já estavam mais do que marcadas. Levou sua mão aos cabelos negros e apertou-os levemente fazendo-o fitá-la com aqueles olhos intensos. Sentiu calor. Mas não qualquer calor, iniciava-se no peito, com seu coração acelerado, e espalhava-se pelo corpo, como um abraço apertado. O que estava sentindo por Sasuke?

Não teve muito tempo para pensar quando ele subitamente virou-a na cama e colocou-a sentada em seu colo. Sakura levou um breve susto e precisou de alguns segundos para se situar. Sentiu as mãos de Sasuke em sua cintura e o movimento singelo de subir e descer que ele fazia. Corou ante seu olhar ardente e tentou desfazer o contato visual fitando qualquer lugar, entretanto, ele exigiu que ela o olhasse. Levou uma de suas mãos ao queixo feminino e beijou-a profundamente antes de pegar certo impulso para penetrá-la.

— Ah! — A rosada agarrou as costas do moreno e ouviu-o ofegar enquanto empurrava-se para dentro de si novamente. Pelos Céus, ele estava ainda mais fundo do que antes! Não conseguia beijá-lo apropriadamente ao mesmo tempo que ele entrava, o ar parecia rarefeito. As mãos firmes que estavam dispostas em sua cintura começaram a se mover, impulsionando-a para cima e para baixo mais uma vez, entretanto, ela não conseguiu segui-lo.

Não sabia o porquê, mas estava de certa forma envergonhada pela posição. Quando ele estava por cima, podia desviar às vezes do olhar intenso quando ele colocava a cabeça em seu pescoço, mas dessa forma não. Era olho no olho, e sentia-se ser sugada pelos ônix dele. Não era ruim de todo, mas… não sabia explicar. Parecia que eles estavam se conectando de uma forma ainda mais única, de uma forma que não conseguia compreender.

Perdeu a linha dos pensamentos quando ele parou de se movimentar por um momento e selou seus lábios com um misto de desejo e carinho. Sakura abraçou-o e gemeu brevemente entre o beijo pela posição do pênis dentro de si. Sasuke colocou os longos cabelos para o lado e acariciou a linha da coluna dela, fazendo-a arrepiar-se com seus dedos ásperos.

A rosada sentiu o peito se aquecer, tanto pela carícia, quanto pelo entrelaçar cálido das línguas dos dois. O que era aquilo? Por que aquele sentimento confuso estava tomando conta de si mais uma vez? Por que queria tanto Uchiha Sasuke?

O moreno deslizou os dedos pela silhueta esguia e agarrou-a pelas nádegas subitamente. Sakura deu um sobressalto, contudo, antes que pudesse pensar em algo, sentiu o Uchiha levantá-la sem um pingo de dificuldade e descê-la de encontro ao seu falo. Ela quase gritou pelo tremor que percorreu seu corpo e pôde notar os lábios do moreno se crispando.

Num impulso, olhou para baixo, onde as intimidades se encontravam, e tomou um susto. Ele estava quase todo dentro dela. Ele era enorme.

Seu ar foi perdido quando ele repetiu o movimento, saindo e entrando completamente, abrindo-a com sua grossura. Gemeu sôfrega e apertou as costas másculas, arranhando-o com força. Sentiu um leve desconforto dessa vez, como se ele tivesse chegado nos seus limites.

- S-Sasuke-kun…

O peito dele subia e descia com a respiração desregulada. Gotículas de suor já podiam ser vistas na clavícula. Os lábios estavam avermelhados, inchados. E seus olhos… Ah! Seus olhos. Uma imensidão negra nublada, intensa, linda, desejosa e… sincera.

- Sakura… - Pôde sentir confiança ao encará-lo. Pôde sentir o porto seguro que ele era para si. Sabia que sua vida estava segura em suas mãos; sabia que ele não deixaria nada machucá-la; sabia que significava algo para ele, mesmo que nunca demonstrasse nada.

Sabia que o queria ao seu lado. Sempre.

Tomando a iniciativa, selou seus lábios nos dele com uma intensidade palpável. Apoiou-se nas próprias coxas desajeitadamente e subiu, sentindo a ponta dele roçando num certo ponto que fê-la tremer. Ao sentir a língua dele enroscando-se na sua e as palmas apertando sua cintura, não demorou muito para descer em sua extensão, sentindo-o quebrar o beijo e ofegar forte enquanto ela mesma tentava se acostumar com a nova posição.

Eles estavam próximos, mais próximos que nunca. Subiu mais uma vez e desceu, sentindo uma sensação prazerosa inundar seu corpo. Era diferente de quando Sasuke estava por cima; era ainda mais intenso, mais quente, mais profundo. Não sabia que poderia acontecer daquele jeito também. Quantas posições seriam possíveis de se fazer?

Gemeu mais alto quando o ritmo já começava a ser formado, o moreno ajudando-a com os movimentos e beijando-a quando sentia que ainda não era o suficiente. Estava quente, muito quente, mas seu corpo apenas movia-se sozinho, impulsionado por algo que desconhecia, mas que não a fazia parar de tê-lo dentro de si.

Sasuke tomou um seio na boca, chupando o mamilo sensível e sentindo a rosada tremer de leve, agarrando seus cabelos enquanto apoiava-se em sua coxa para não perder o equilíbrio. Deslizou o rosto pelo colo ligeiramente suado e passou a beijar e mordiscar o pescoço cheiroso, marcando a pele num instinto desconhecido.

- S-Sasuke-kun… - Arquejou ao senti-lo apertar suas nádegas com força, empurrando o pênis nela. Sasuke precisava terminar aquilo, estava agoniado, embriagado pela redoma de desejo que estavam envolvidos. Quando puxou-a um pouco mais para si, para dar mais equilíbrio aos movimentos, sentiu Sakura ofegar e esfregar-se timidamente em sua pélvis. Percebeu que aquilo era prazeroso para ela.

Num ímpeto, trocou as posições, ficando por cima e não perdendo tempo em agarrar as coxas macias e colocar-se dentro dela novamente. A rosada gemeu ao senti-lo encostar naquele lugar entre suas pernas que a fazia sentir um calor agradável no ventre. Entretanto, Sasuke não demorou muito mais. Penetrou-a com intensidade e sentiu o gozo sendo expelido dentro dela em jatos quentes e abundantes.

Levantou-se ainda tonto pelo prazer e fitou Sakura, suada e ofegante, mas com um pequeno sorriso nos lábios. Ela desviou o olhar e corou, mas Sasuke apoiou-se por cima de si e beijou-a calmamente, acariciando seu queixo e maxilar com nítido cuidado. Ao término do ósculo, a rosada sentiu seu corpo ser suspenso e colocado devidamente na cama. O moreno deitou-se logo em seguida e ela aconchegou-se em seu peito.

- Sakura? Eu… machuquei você? - Tinha ciência que ouvira seus instintos e fora mais intenso que da última vez. Muito mais intenso. Esperava que Sakura não o rechaçasse por isso. Não sabia se tinha sido tão prazeroso para ela quanto foi para ele.

- Não. Você jamais me machucaria, Sasuke-kun. - Ela acariciou seu rosto antes de depositar um breve selar em seus lábios. Não queria admitir, mas seu coração se aqueceu com aquele gesto.

Para que mentir ainda mais para si mesmo? Seu coração se aquecia por cada coisa que ela fazia.


Notas Finais


Primeiramente, quem notou o spoiler? hehehehe
E, então, o que acharam? Sasuke já está apaixonado e nem se dá conta. Sakura a mesma coisa. Quando será que esses dois vão perceber que significam muito um pro outro?
O hentai ficou tão pesado quanto eu achei? Quis trabalhar o ponto da confiança dos dois, deu certo? Por favor, me digam, ok?
Não sei quando o próximo sairá. Tenho que dar um jeito na minha vida antes. Mas agradeço por todo o carinho de vocês e toda a paciência por esperar esse capítulo. Obrigada mesmo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...