História Inerzia - Capítulo 2


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Palavras 1.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Ecchi, Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá lindinhos! Tudo bem com vocês?
Quero agradecer pela excelente recepção na minha fanfic, por todos os comentários, favoritos e visualizações.
Sinceramente estou muito contente e animada com essa história, espero continuar nessa vibe.

Desejo a todos uma boa leitura! Na capa, Thiago, representado pelo tiozão maravilhoso Keanu Reeves <3

Capítulo 2 - Uomo in mare


Fanfic / Fanfiction Inerzia - Capítulo 2 - Uomo in mare

Era um final de tarde com o clima típico do inverno em Campos do Jordão, cidade interiorana, localizada a 139 km de São Paulo. O termômetro marcava apenas 5 graus. O casal aproveitara para passar um fim de semana longe de todos seus problemas na capital. Sem celular, tablet ou notebook.

Apenas ele, ela, uma lareira, uma TV, um DVD e alguns filmes antigos que provavelmente estavam assistindo pela milésima vez. Mas não se importavam. Só queriam ficar juntos, abraçados e se amando.

Durante as cenas de beijo, aproveitava para beijá-la simultaneamente, arrancando gargalhadas suas. Em menos de seis meses, se tornariam apenas um. Aquela já era uma prévia de como seria a lua de mel.

Ao final do quarto filme, a noiva sentiu fome e pediu ao companheiro para que fosse ao mercado, que ficava no final da rua, ir comprar alguns pães e leite para fazer chocolate quente.

Não queria ficar longe dela um segundo sequer. Finalmente haviam conseguido brechas em suas agendas para passarem o tempo juntos. Entretanto, também estava com fome. Vestiu dois casacos, luvas, touca, deu-lhe muitos beijos. Antes de fechar a porta, viu-a acenar sorridente. Involuntariamente, se alegrou em vê-la assim. Seu coração queria saltar para fora do peito de tanta alegria.

O pequeno mercado estava com fila na padaria. A princípio, não se importou, já que dentro de si, o amor lhe proporcionava uma felicidade eterna. Cantarolava a música favorita dela, enquanto pegava os produtos da prateleira. Finalmente foi comprar os pães. Pegou um lugar na fileira próximo à rua.

De lá, observava o movimento dos veículos e pedestres que passavam olhando tudo ao redor, encantados com a beleza da cidade. Todavia, algo chamou sua atenção: um carro de polícia passou devagar, com dois homens fardados dentro, observando a movimentação. Pensou que talvez fosse normal, era policial também. Era comum que se atentassem aos circulantes de vez em quando.

Passados alguns minutos, finalmente já estava pagando as compras no caixa, quando viu uma motocicleta passar rápida como um vulto, enquanto a sirene da polícia, junto de seu giroflex reluzente a seguiam. Não sentiu medo. Sua arma estava no bolso, caso alguém tentasse fazer algo contra ele.

Andou apressado de volta à pequena casa, onde deixara a noiva o esperando. Ansiava em beijá-la, abraçá-la. Mas ao abrir a porta, não teve uma surpresa nada agradável. A mulher estava deitada no chão com sangue cobrindo suas roupas, enquanto agonizava.

Correu, chamando-a:

- Bruna... Bruna, meu amor... O que aconteceu? – essas últimas palavras foram as mais difíceis de serem pronunciadas. Seus olhos já estavam cheios de lágrimas.

- Eles entraram... Vasculharam tudo... Viram que não tinha nada e... Atiraram! – falava pausadamente com dificuldade para respirar.

- Vou chamar uma ambulância! – bradou, tentando se levantar, mas teve sua mão presa por ela.

- Sinto muito... Já está na hora de eu partir... – avisou-lhe, gemendo de dor, com a respiração descompassada.

- Não diga isso. Eu te amo! Eu preciso de você! – o homem suplicou, em meio a um choro desesperado.

- Deixe-me ir, Thiago... Eu... Também... – sem que pudesse completar a frase, deu um último grito, acompanhado de seu último suspiro.

- Fica comigo... Por favor... – se ajoelhou. – Por favor!!! – implorou. Já era tarde. Bruna estava morta.

Pegou-a nos braços, a fim de tentar reanimá-la. Acariciou-a e beijou-a. Diante do corpo da noiva sem vida, Thiago fez uma promessa a si mesmo: Nunca mais deixaria nenhuma impunidade acontecer. Iria atrás dos homens que mataram a mulher com quem construiria um lar.

Cerca de duas semanas depois o resultado da perícia foi divulgado: dois indivíduos com passagem pela polícia estavam foragidos, após uma onda de assaltos em cidades próximas à Campos do Jordão. O detalhe crucial era que estavam cumprindo regime aberto. Os policiais estavam fazendo ronda, justamente atrás deles, após denúncias de pessoas que supostamente haviam visto os suspeitos.

Chegaram à casa onde Bruna foi morta tarde demais. Os ladrões já haviam revirado tudo e priorizaram por tentar alcançá-los. Foram pegos, porém, Thiago tinha certeza que se providências não fossem tomadas, logo mais estariam na rua.

Em seu dia de folga, decidiu ir ao presídio onde os meliantes haviam sido detidos. Levou consigo uma arma no bolso. Subornou o carcereiro para que pudesse entrar na cela. Conhecia o sistema da polícia, sabia que ele aceitaria.

Junto dos dois bandidos, haviam mais quatro. Tentaram amedrontar Thiago que não se apavorou em momento algum. Apenas deixou a raiva falar mais alto. Puxou o revólver do bolso, agrediu dois e atirou na cabeça dos outros três. Em seguida, pegou um frasco de álcool, espalhou pelos corpos e ateou fogo.

O carcereiro prestou queixa e o policial foi absolvido pelo crime, graças a um bom advogado que lhe ajudara na causa. Este acabou se tornando amigo do viúvo, que como pena, apenas foi transferido para a célula administrativa.

Rodrigo, o amigo e advogado, aplaudiu sua atitude. Já estava cansado das falhas que a lei implantava para vagabundos. Dali em diante, jurou junto a Thiago que fariam justiça. Nem que fosse por suas próprias mãos.

Assim, nasceu o justiceiro de São Paulo. Rodrigo passava os paradeiros dos bandidos, enquanto Thiago os buscava e matava. O advogado resolveu treinar algumas táticas de tiro e luta com o amigo, para ajudá-lo, caso ficasse em perigo.

Pintou uma caveira semelhante à do Justiceiro, o anti-herói das histórias em quadrinhos da Marvel, em seu colete. Comprou uma máscara que cobrisse pelo menos metade do seu rosto e também tivesse este símbolo. Adquiriu armamento pesado aliciando pessoas do exército. Alimentou seu ódio, raiva; relembrou o treinamento que teve quando fora militar e saía as ruas para botar medo em quem fizesse coisa errada.

Rodrigo começou a se preocupar ao ver o amigo matando pessoas em regiões próximas de sua residência. Aconselhou que se mudasse para longe dali e o fez.

Juntou o dinheiro que havia economizado para comprar uma casa com sua noiva há dois anos, antes de toda a tragédia ocorrer. Comprou um bom imóvel num bairro mais pobre, onde viveria tranquilamente sozinho.

Ao encostar com seu Audi, chamou atenção de uma jovem que saía da casa em frente à sua nova moradia.

“Bem bonitinha!” – constatou.

Tirou os óculos escuros, a cumprimentou, deixando-a sem graça. Riu sozinho.

Percebeu que a mudança iria demorar. Estava faminto. Perguntou aos entregadores onde tinha um restaurante.

- Apenas no shopping! – foi o que responderam.

Revirou os olhos. Teria de se acostumar a morar longe de tudo.

Chegando à praça de alimentação, onde pretendia desfrutar de alguma comida deliciosa em paz, viu pessoas filmando, tirando fotos, rindo e comentando sobre uma briga de casal. Passou pelo meio da multidão, empurrando a todos. Por coincidência, um babaca puxava o braço de sua vizinha bonitinha.

A cólera tomou conta. Teve de se intrometer. Nunca tivera medo de apanhar, dado que amava uma boa briga.

Acompanhou a menina até a administração, onde viu seguranças dando sermão no imbecil. A fome o consumia, entretanto, tinha que esperar.

Não muito tempo depois, viu a mocinha saindo de mãos dadas com o idiota. Não por vontade própria. Notou que estava sendo onerada.

- O que deu lá dentro? – ousou perguntar.

- Não deu em nada. – o namorado sorriu orgulhoso, voltando a arrastá-la.

Antes de sumirem de seu campo de visão, viu-a lançá-lo um olhar de clamor. Não entendeu muito bem e apenas riu consigo mesmo, repetindo baixo as palavras do brutamonte:

- Não deu em nada... – fez um tom de voz satírico e finalmente poderia almoçar em paz.


Notas Finais


O que acharam deste capítulo em flashback? Gostaram de saber um pouco mais sobre o lado justiceiro do Thiago? Não deixem de comentar!

Bruna será representada pela Keira Knightley e Rodrigo será representado por Robert Downey Jr.


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