História Inesquecível (Naruhina) - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Kiba Inuzuka, Kurenai Yuuhi, Sai, Sakura Haruno, Shikamaru Nara, Shino Aburame, TenTen Mitsashi
Tags Hentai, Hinata, Hinata Adulta, Hinata Hyuuga, Naruhina, Naruto, Naruto Adulto, Naruto Hokage, Naruto Uzumaki, Pos-guerra, Traição
Visualizações 561
Palavras 3.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sextooooou!
E vamos de capítulo novo de Inesquecível, galera!!! o/
Tô muito feliz por ter conseguido postar a tempo. Eu disse no capítulo anterior que já tinha este pronto, mas ele ainda não estava totalmente terminado. Terminei hoje, agorinha, porque havia prometido a vocês.
Vou me esforçar para ter capítulo novo sexta que vem, mas não prometo nada. rs
Acho que vocês vão gostar do capítulo. rs
Aaaaah, hoje também publiquei uma one-shot NH, se chama "O pico dos amantes". Vão lá conferir! ;)
Bjs e vamos ao capítulo!

Capítulo 33 - Pedidos de casamento


Naruto estava exausto quando chegou em seu apartamento. Massageava as próprias têmporas para tentar aliviar a tensão na cabeça quando se deparou com uma cena um tanto inusitada.

Se fosse em outro dia, qualquer dia, teria rido. Mas hoje não, foi demais.

Com uma cara azeda e um estalar de dedos desfez os quatro clones que estavam ao redor dela, comiam-na com os olhares gulosos e segundas intenções massageavam os pezinhos delicados, um em cada. O terceiro lhe penteava os longos cabelos enquanto o terceiro massageava as mãos.

“Abutres” pensou Naruto a respeito dos clones.

Hinata levou um susto pela forma abrupta como Naruto entrou no apartamento e desfez os clones. Logo viu que ele não estava nos seus melhores dias.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntou, receosa.

Naruto a encarou irritado e bufou. Pensou em virar a cara e ir direto para o banheiro tomar banho, mas pensou melhor. Precisava de um abraço. Sem dizer uma palavra, foi de encontro ao corpinho pequeno e macio, abraçando-a com todo o carinho e cuidado. Afundou a cabeça na curva do pescoço dela e aspirou o cheiro. Os olhos lacrimejaram e ele se odiou por ser tão fraco quando se tratava dela.

Hinata sentiu uma lágrima cair em seu ombro, se alarmou no mesmo instante. Abraçou-o de volta ainda mais apertado.

— Você está em casa agora. Vem, me conta o que aconteceu.

Naruto deixou-se ser guiado até o banheiro onde ela o ajudou a se livrar das roupas usadas. Hinata jogou todas no cesto de roupa suja. Em seguida, deixou a banheira encher e quando achou que a água estava ok, falou para ele entrar.

— Entra comigo? — Ele pediu manhoso, meio triste.

Ela assentiu. Despiu-se com certa pressa e logo entrou na banheira junto de Naruto. Ela atrás dele, pois ela queria dar massagem em suas costas enquanto ele ensaboava a si próprio. Ficaram nesse aconchego por um tempo, até Hinata sentir que Naruto estava mais relaxado e que poderia falar com ela.

— Vai me contar agora o que aconteceu?

Naruto respirou fundo e soltou o ar todo de uma só vez. Hinata viu os ombros dele subirem e descerem lentamente. Então, ele falou o que tinha acontecido durante o dia de trabalho. Contou sobre Koji, o modo baixo e métodos torpes pelos quais conseguia o que queria. Disse também que já tinham começado a contra-atacar, com a ajuda de Hiashi, inclusive. Hinata se surpreendeu. Naruto então contou a ela o que Koji disse ao pai dela e Hinata se retesou ao ouvir aquilo.

Naruto se virou para ficar frente a frente com Hinata e lhe prometer que nunca, jamais, deixaria Koji encostar em um fio de cabelo dela. A morena assentiu, sabia que era verdade, pois Naruto não quebrava suas promessas.

— Você é minha desde o dia em que nasceu.

— Do mesmo modo que você é meu! — ela respondeu pomposa se aconchegando mais nos braços dele. Agora era Hinata quem estava encostada no peitoral de Naruto.

Ele começara lhe acariciar gentilmente nos seios enquanto conversavam.

— Eles estão ficando maiores — ele disse.

— Sim — ela confirmou e então questionou: — Te incomoda?

— De modo algum — sorriu, malicioso e deu um leve beliscão no mamilo já durinho pelas carícias que ele fazia.

— Hina — ele começou, incerto de como diria isso.

— Uhm? — ela o instigou a continuar.

— Eu e seu pai conversamos e achamos melhor você sair do orfanato para não ficar mais nas mãos de Koji.

Hinata se empertigou na hora, virou para trás, chocada demais para argumentar. Então, Naruto continuou:

— Ele ameaçou a mim, ao seu pai e não vai tardar ameaçar você que é o alvo dele. Por favor, é o único jeito — ele disse suplicante. Sabia como Hinata era apegada às crianças e elas à Hinata.

— Isso está fora de cogitação, Naruto!

— Hina, seja razoável...

— Não, Naruto! — ela disse irritada e se levantou de repente. As gotas no seu corpo pingando revoltadas de volta para a banheira. — Não sou mais criança para o meu pai decidir o meu destino. Quanto a você.... — ela começou, o olhar enfurecido e então disse: — Pode ser meu noivo e será meu futuro marido, mas isso não quer dizer que vai mandar em mim. Eu tomo minhas próprias decisões. Sou uma mulher adulta e sei o que faço. Aquelas crianças PRECISAM de mim. Tal como você precisou que alguém cuidasse de você um dia. Não vou abandoná-los agora que a coisa apertou. Eu sou tudo o que eles têm e se até hoje me mantive bem e viva foi graças ao amor delas.

— Hinata... — Naruto tentou em tom conciliatório.

Ela continuou falando:

— Hoje, Ino-san me enviou uma carta contando como as coisas estão por lá. Ela me contou, inclusive, sobre a visita de Koji. Eu estava esperando mesmo para falar com você. Esperava que me ajudasse a lidar com aquele troglodita, mas não isso. Não desistir desse jeito! Isso não se parece nada com você — acusou, incapaz de guardar para si sua revolta.

Naruto fechou os olhos, completamente irritado e então explodiu.

— E você acha que estou feliz com tudo isso??? Ele literalmente armou para mim. Colocou o mundo em risco para ter um capricho atendido. Eu posso perder o meu posto de Hokage que trabalhei anos para conquistar, o sonho da minha vida. Estou correndo o risco de perder tudo isso por causa de você! — Acusou e se arrependeu assim que disse. — Não foi isso que quis dizer... — tentou concertar quando viu Hinata às lágrimas na sua frente.

— Se é assim um fardo tão pesado ficar comigo, pode me deixar. Vá ficar com sua carreira estúpida, seu mentiroso! — gritou enquanto chorava e saiu correndo nua e gotejando pela casa, correndo o risco de escorregar no piso de madeira.

Naruto se levantou rápido indo atrás dela e tal como imaginou, a viu derrapar na quina da sala para o quarto. Ele se adiantou e a pegou no colo antes de ela ir para o chão, já que a vista estava embaçada pelas lágrimas e ela não teria reflexo a tempo de evitar a queda.

— Me solta, seu idiota! — Gritou entre as lágrimas.

Naruto a pegou no colo e a levou para cama, deitou em cima dela tendo o rosto dela entre suas mãos. Hinata desviava o olhar do dele e lhe dava pequenos socos. Ela realmente não estava tentando ferir ele.

— Me desculpe — ele disse rente ao ouvido dela. A voz quente derretendo toda a resistência dela e então ela só soluçava de chorar. — Me desculpe — ele disse outra vez, agora beijando um olho, depois outro. — Me desculpe — disse outra vez e agora beijou-a nos lábios de maneira que ela não resistiu e o beijou de volta, só parando quando os soluços dela haviam sumido. — Me desculpe — ele disse, por fim. — Eu fui um idiota.

— Você é — ela disse ainda chorosa e ele riu de leve.

— Um idiota que você ainda ama? — Perguntou esperançoso.

Hinata desviou o olhar, ainda ferida pelo comentário dele.

— Eu nunca pediria para você escolher entre mim e seu sonho, Naruto. Não me peça para escolher entre você e as crianças.

Naruto engoliu a seco. Ele a entendia. “Maldito Koji!”

— Eu sei, hime. Eu só... estou com medo. Pela primeira vez depois de muuuuuuito tempo, estou com medo de perder a melhor coisa que já tive na vida.

— Você não vai me perder, Naruto.

— Ele vai tentar de tudo para te tirar de mim.

— Eu não vou deixar. Te esperei por todos esses anos. Não vai ser agora que vou embora.

Naruto a abraçou apertado, encaixou o nariz no pescoço dela e aspirou fundo o cheirinho de Hinata.

— Eu amo você, hime.

— Eu amo você, Naruto-kun. Por favor, fique do meu lado nas minhas decisões.

E com o coração apertado de medo pelo o que Koji poderia fazer com ela, com ele e com eles, ele assentiu.

— Sempre.

— Arigato — ela disse, doce e selou a briga com um selinho que logo virou um beijo ardente que tal como fogo se alastrou rápido para outros lugares.

Naruto a beijo de cima a baixo, como se a louvasse por ter em sua vida. Em recompensa, Hinata gemia gloriosamente seu nome e foi só quando ele a penetrou, ambos sentiram estar mais vivos que nunca. A cada arremetida dentro da mulher que amava, Naruto criava coragem para ser o homem que ela precisava ser.

— Eu vou.. vou gozar, Naruto-kun — Hinata avisou em êxtase.

— Goza, hime. Goza para mim — o pedido o fez ir também.

Os dois chegaram lá ao mesmo tempo, mostrando a sintonia que havia entre eles.

Ofegantes, Naruto a deu um beijo de tirar o restinho de fôlego.

— Teve outra coisa que Hiashi sugeriu e eu não me opus nem um pouco. Espero que você também não.

— O que?

— Case-se comigo amanhã.

Hinata arregalou os olhos, surpresa.

— É o único modo de garantir que Koji não nos separe de maneira alguma. Nem ele pode ir contra isso. Por favor, Hinata.

Hinata perscrutou o rosto de Naruto procurando por algum vestígio de receio naquele pedido, não encontrando, ela por fim anuiu.

— Sim? — ele perguntou, inseguro e logo em seguida abriu um largo sorriso. — Finalmente uma notícia boa em meio a tanto caos. Vê, hime? Você é a única coisa que me traz luz quando tudo é escuro.

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No dia seguinte, antes de ir para o próprio trabalho, Naruto levou Hinata de volta ao orfanato. Estava inseguro? Sim. Mas também tinha certeza de que o amor dos dois moveria montanhas se preciso. Com esse pensamento sorriu para ela que sorriu de volta do jeito mais encantador possível.

No segundo seguinte já estavam no orfanato, devido o jutsu de Naruto que o permitia ir a lugares distantes onde houvesse sua marca. Tocou delicadamente o ombro esquerdo de Hinata onde deixara a sua marca também. Ela sorriu, complacente e então gritou bem alto para todos ouvirem:

— Crianças, eu voltei!!!

Não deu nem dois segundos, uma mini multidão se avultou no corredor para ir até ela e gritavam todos:

— Diretora!

Outros também:

— Tia Hina-chan!

Hinata ria com eles, beijava, abraçava. Estava de volta em casa. Naruto sorriu afetuoso para a cena e antes de partir, chamou os ninjas que estiveram por lá durante a ausência de Hinata.

— Agradeço a todos o esforço empenhado na missão, mas agora é hora de voltar — Naruto disse e os ninjas assentiram. Alguns mais agradecidos que outros.

— Vou sentir falta de vocês, pestinhas! — Ino falou. — Principalmente de você, príncipe nuzinho.

Todos riram, pois, sabiam de quem Ino estava falando. O menino apenas riu em resposta.

— Gente, obrigada de coração pelo trabalho que fizeram aqui. Está tudo ótimo! — Hinata agradeceu.

— Não foi nada — Tenten foi simpática.

— Nada uma ova! — Kiba revelou. — Esses demo... crianças lindas do coração do tio são bem animadas.

— Ora, Kiba-kun! Você já estava acostumada com elas — Hinata apontou.

— Não em tantos dias seguidos. Elas realmente têm fôlego! — Reclamou, mas acabou rindo ao final. Ia sentir saudade delas também.

— Bom, estão todos aqui? — Naruto perguntou averiguando Ino, Tenten, Kiba, Chouji que comia um pãozinho e por isso não tinha dito nada até agora, mas faltava Rock Lee. — Cadê o Lee?

Ino e Tenten encararam Chouji como se fossem comê-lo vivo. Por sorte, Lee apareceu bem na hora.

— Estou aqui!!! — Apareceu empolgado. — Tchau, crianças! Lembrem-se de manter o fogo da juventude sempre aceso! — piscou ao final da frase.

— Estamos todos prontos? — Naruto perguntou para os ninjas e em seguida acrescentou: — Segurem-se em mim — disse, mas antes de partir se despediu daquela que fazia seu coração flutuar e sofrer, tudo ao mesmo tempo: — Até mais, Hinata.

— Até logo, Naruto-kun — Hinata disse, mas com o olhar acrescentou “amo você” ao que Naruto lhe devolveu com um brilho intenso no azul celeste de seus olhos.

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Em Konoha, os ninjas puderam relatar em detalhes o que se passou no orfanato durante a semana e também sobre a visita de Koji. O desconforto de Naruto era visível aos antigos companheiros, agora subalternos, mas nada disseram, afinal, como Hokage, ele quem decidia o que compartilhar ou não com o esquadrão ninja.

Mais tarde naquele dia, Naruto trabalhava absorto na parte burocrática de seu trabalho. Entre tantas folhas, encontrou uma solicitação que lhe chamou a atenção. Tratava-se de um requerimento de Sasuke para que ele e Sakura pudessem se casar (na prisão mesmo), assim passando todos os seus bens materiais para ela e o bebê caso ele viesse a falecer.

— Sasuke...

Naruto se jogou na poltrona de escritório, sentindo o peso do mundo nos ombros. Tantos problemas de ordem pessoal entremeando-se com os assuntos políticos de Konoha. Quando foi que sua vida se tornara essa zona de guerra? Tudo o que mais queria era um pouco de paz.

Com o pensamento em mente, assinou o pedido para que Sasuke pudesse fazer o que desejava.

---

Ino andava pelas ruas da vila preocupada com tudo o que vivera no orfanato, mais especificamente a respeito dos últimos acontecimentos. Sasuke, Sakura, Naruto, Hinata e Koji. Este último lhe causava calafrios, podia ver pelo brilho perverso no olhar dele que não era boa pessoa. Ino temia pelas crianças e por Naruto e Hinata, que apesar de não ser muito próxima deles, viu um pouco de perto todo o sofrimento para que pudessem ficar juntos. Esperava que agora as coisas se acertassem.

— Ino!

Foi tirada de seus pensamentos quando Sai apareceu segurando um bouquet lindo de orquídeas roxas e copos de leite bem branquinhos.

— Sai!

Ele lhe sorriu sincero, diferente de como costumava sorrir igual para tudo. Para ela havia um sorriso especial. Ino se sentia especial quando ele o dava somente a ela.

— Saudades, lindinha. Fiquei sabendo que voltou e no mesmo instante vim. São para você.

Ino pegou as flores com delicadeza e sentiu o aroma delas com agradável deleite.

— Obrigada, Sai. Também senti sua falta.

— Ino, eu estive pensando muito nos últimos dias. Na verdade, não foi difícil chegar a essa conclusão. Percebi que minha vida é mais colorida quando você está nela, por isso... — ele recitava e enquanto o fazia se ajoelhou na frente dela, — Quer dar cor aos meus dias até o fim deles?

— Sai! — Ino exclamou, encantada demais para dizer qualquer outra coisa que não o nome do homem pelo qual estava perdidamente apaixonada.

Sai havia mudado tanto desde que começaram a ficar juntos. Já tinha até seu próprio sorriso, o “sorriso Ino”, agora recebera um pedido cheio de poesia e referências. Sai estava se esforçando a ser um homem melhor por ela. Sorriu enorme ao responder:

— Sim. Eu aceito colorir nossos dias.

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Sakura fora interrompida no trabalho por agentes da ambu com ordem exclusiva para acompanhá-la até a prisão. Assustada, perguntou aos ninjas:

— Aconteceu algo com Sasuke-kun?

Nada disseram.

Sakura insistiu algumas vezes mais, mas por fim, desistiu. Quando chegou em frente a prisão, seu estômago dava piruetas, e, se fosse mais romântica acharia que era por conta da proximidade de ver o amado, mas a verdade era que estava nervosa demais com tudo. Não sabia porque estava ali uma vez que havia sido proibida de pisar ali novamente. A bile de vômito veio e ela engoliu. “Essa parte da gravidez é horrível!” pensou ela, louca para ir até um banheiro jogar uma água no rosto e se acalmar.

Foi o que fez quando entrou na prisão. Na verdade, vomitou antes e depois se lavou. Gravidez no início mais ansiedade não era uma boa combinação. Sabia também que precisaria levar uma vida menos agitada e sem estresse se quisesse ter uma gestação tranquila.

— Haruno, por favor, nos siga — um ninja que cuidava do cárcere de Sasuke a levou até a cela dele.

Sasuke se levantou assim que sentiu a presença de Sakura no ressinto. Sorriu de lado. Já Sakura teve os olhos marejados. Sasuke estava muito mais magro desde a última vez que se viram.

— Sakura Haruno, o motivo de estar aqui nesta prisão se deve ao pedido feito pelo réu Sasuke Uchiha que fora autorizado pelo Nanadaime Hokage Naruto Uzumaki. Sasuke Uchiha deseja se casar com a senhorita. Estamos aqui com o tabelião para oficializar o acordo. Vocês têm cinco minutos para conversarem. Fique à vontade para declinar, caso seja de sua vontade — dizendo isto, saíram todos os funcionários do recinto, ficando apenas Sakura no corredor e Sasuke na cela.

— Sasuke-kun, é verdade isso? — Indagou com um brilho triste no olhar.

— Você não gostou? Quer dizer, achei que fosse seu sonho estar comigo como esposa — ele amargou um pouco a suposta rejeição dela.

— Não me entenda errado! É só que... eu não esperava. Ainda mais sob tais circunstâncias.

Ele se aproximou das grades para dizer em tom sussurrante:

— Eu gostaria de poder te dar mais, muito mais. Tudo o que você merece. Mas você me escolheu e isso é tudo que posso dar a você. Sei que não é grande coisa, mas espero que possa gostar ao menos um pouco. Sakura, a partir de hoje, se aceitar se casar comigo, será a senhora Uchiha. Levará meu sobrenome para um futuro melhor, assim espero. Já que eu e minha família até agora só fizemos burradas. Com você, acredito que tempos melhores virão. É por isso, e também porque te amo, que todo o bairro dos Uchihas será seu para fazer com ele o que desejar. Não quero que lhe falte nada em minha ausência, nem para você nem para o bebê. Por favor, case-se comigo.

Sakura tinha um nó enorme na garganta, as lágrimas já vertiam aos montes.

— Eu me-me caso co-com você, Sasuke-kun.

Ele sorriu, cansado. A bandagem nos olhos se soltou um pouco. Sakura se adiantou para recolocar quando os ninjas da prisão e o tabelião voltaram.

— Tempo esgotado. Já se decidiu, senhorita?

— Sim.

— Decidiu ou aceita?

— Os dois.

O tabelião assentiu.

— Sendo assim, serei breve — disse sério e parou em frente ao casal.

Sakura o interrompeu antes de começar.

— Será que podem ao menos deixá-lo no corredor, por favor?

Os ninjas da prisão ficaram na dúvida, mas fim atenderam ao pedido. Sasuke saiu andando devagar e quando tocou o rosto de Sakura com a ponta dos dedos foi de uma delicadeza que a comoveu. Sasuke a estava vendo.

— Muito bem. Vamos retomar.

— Pelo poder a mim investido, hoje celebro o acordo de casamento entre essas duas pessoas adultas. De um lado, Sasuke Uchiha, de outro Sakura Haruno. Sasuke Uchiha, deseja casar-se com Sakura Haruno?

— Sim — foi curto e grosso como era de seu feitio.

— Sakura Haruno, deseja casar-se com Sasuke Uchiha?

— Sim — respondeu suspirante, incapaz de conter as lágrimas.

— Eu os declaro marido e mulher. Por favor, assinem as duas vias — ele então apontou para os papéis à sua frente.

Sakura assinou primeiro e depois ela guiou a mão de Sasuke até o local exato na folha. Mesmo não enxergando, a caligrafia dele saiu elegante.

— Muito bem, sr. e sra. Uchiha, senhores, meu trabalho aqui acabou — o tabelião de despediu, louco para sair de lá.

Os guardas foram atrás dele, apesar de tudo, se comoveram com a situação. Deixariam eles a sós por instantes. No entanto, um deles ficou para trás. caminhou até Sasuke e depositou algo pequeno nas palmas da mão dele.

Sasuke sorriu agradecido.

— Sakura, como te disse antes, sei que não é muito, mas é tudo o que posso dar.

Sakura observou emocionada Sasuke colocar em seu dedo uma aliança de prata com uma única pedrinha de rubi no meio do aro.

— Eu amei — ela disse, embargada.

Colocou as mãos no rosto dele e o beijou sofregamente.

— Obrigado por me dar essa felicidade, sra. Uchiha.

Sakura riu entre as lágrimas.

— Obrigada você.


Notas Finais


E aiiiiiií, qual pedido de casamento foi mais kawaii? (como vocês costumam dizer nos comentários kkkk)
Próximo capítulo será o casamento do nosso casal NH.
Bjs e COMENTEM!


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