História Inevitable - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Basquete, Drama, Romance, Universidade
Exibições 394
Palavras 3.987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


eu amo vocês, e obrigada por tudo! <333
Boa leitura!

eu estava muito ansiosa e não revisei o cap direito, desculpa qualquer erro.

Capítulo 17 - Need


Fanfic / Fanfiction Inevitable - Capítulo 17 - Need

–Justin? –Scar sussurrou.

–Sim? –Murmurei, mas não obtive reposta.

Ela adormeceu. 

Suspirei soltando seus fios de cabelo e apoiando seu corpo na parede. Quando senti segurança o suficiente para deixa-la ali, sozinha, me levantei do chão e peguei um daqueles elásticos de cabelos femininos que encontrei na pia. Não sabia se eram dela ou da Jenny, mas isso não importava.

Eu não levava jeito para essas coisas, mas prendi seu cabelo num coque bagunçado. Em seguida, carreguei o seu corpo desacordado até a cama e o ajeitei de forma confortável na cama.

Eu relaxei na cabeceira da cama o máximo que pude, e acabei puxando a cabeça da Scarlet para deitar-se em meu colo enquanto eu acariciava sua pele.

Da forma mais gay possível.

Ela fedia a vômito e a destilado, mas tê-la em meus braços pareceu ser a coisa mais certa naquele instante.

Alguns flashes da festa passaram em minha cabeça e eu agradeci a deus por ter conseguido me comportar durante toda a noite. Scarlet estava quente como o inferno, e tive que ir contra todos os meus instintos para não beija-la ali na frente de todos.

 A melhor parte foi ver um sorriso preso em seus lábios enquanto ela movimentava o corpo. Eu não pude deixar de olha-la durante a noite. A forma como ela desviava de mim e ia até o bar determinada a tomar toda a garrafa de Belvedere era incrivelmente sexy. Apesar de eu ter ficado contra essa maldita ideia que no fim até que valeu a pena. Ela se divertiu e eu também.

Scar não tinha o jeito para dançar, mas depois de algumas doses eu já podia facilmente confundi-la com Britney Spears.

Jennifer me disse dançar ao som da Spears em frente à televisão era a brincadeira favorita delas duas. Eu me peguei rindo disso enquanto Scar passava o seu tempo com o Corno.

Fomos obrigados a convida-lo. Scarlet gostava dele, e tínhamos que gostar também.

Apesar de eu ter me segurado para não socar seu rosto quando o vi entrar na fraternidade com aquelas suas roupas de palhaço.

Ryan me mandou ficar frio quando os vi juntos, afinal era nos meus braços que ela dormiria após a noite.

Então chegou a meia noite e o seu sorriso ficou ainda maior quando me viu no meio de todos. Ela me chamou e depois de agradecer a todos pelas felicitações deitou sua cabeça em meu pescoço, e eu tive a certeza de que meus sentimentos por aquela garota eram maiores do que qualquer coisa que eu já havia sentido antes.

Eu estava caído de amores pela Scarlet Harrison.

Minutos se passaram até que eu finalmente me rendi ao sono.

SCARLET HARRISON

Acordei sentindo dificuldade em abrir os olhos. A luz solar era muito forte, movimentei meu corpo sentindo toda sua extensão pesada. Respirei fundo com algumas dores corporais e finalmente abri os meus olhos.

 Pisquei algumas vezes até me acostumar com a luminosidade. Respirei fundo mais uma vez tendo a sensação de que um trator passou por cima de mim e uma bomba havia acabado de explodir na minha cabeça. As dores eram fortes e eu não conseguia me movimentar sem sentir algo me incomodar.

Ergui meu olhar para cima, vendo Justin recostado na cabeceira da cama numa posição desconfortável, com as mãos nas minhas costas e as pernas embaixo da minha cabeça, como se fosse um travesseiro. Eu sentia um leve incomodo na região, e sentia pena dele por ter dormido daquela forma tão desengonçada.

Se eu que estava deitada em seu colo, sentia dores em todo corpo imagina ele que dormiu dessa forma a noite inteira.

Afastei-me com bastante cuidado do cobertor colocando meus pés no chão gélido do quarto. Minhas pernas tremeram um pouco e as náuseas em minha cabeça se faziam cada vez mais presentes. Bocejei mais uma vez pisando com firmeza no chão, em direção ao banheiro.

Levei um susto enorme ao ver meu reflexo no espelho.

Céus, eu estava horrível e poderia ser facilmente confundida com a esposa do Chuck numa versão ainda mais assustadora.

Meu rímel escorria através do meu rosto, se misturando com a minha base, sem mencionar o meu cabelo que parecia um ninho de pássaros ou então uma teia de aranha com pedaços de vomito. Sim, eu estava um nojo.

E era mim mesma.

Massageei minhas pálpebras levemente antes de tirar toda minha roupa, cambaleando de um lado para o outro até chegar ao box do banheiro. Apoiei minhas costas na parede e liguei o chuveiro, esperando que a temperatura normalizasse, mas isso não aconteceu.

Ela continuou fria. Dei alguns pulinhos por conta da água gelada, mas em questão de segundos meu corpo pareceu responder e agradecer por este banho congelante.

Enxaguei meus fios trezentas vezes até me sentir satisfeita. Ensaboei meu corpo tendo algumas lembranças vagas da noite passada. Tudo soava como flash, e todos eles tinham um pouco de Justin. Ele dançando comigo. Ele ao meu lado enquanto eu bebi um shot. Ele me abraçando ou sorrindo pra mim.

Suspirei.

–Scar? –Duas batidas na porta me acordaram de um transe que eu tratei de afastar com uma sacudida de cabeça.

–Sim? –Desliguei o chuveiro para que pudesse ouvir melhor.

–Você está bem? –Era o Justin.

–Sim Justin, me deixe tomar banho! –Eu pude ouvir uma risada baixa antes de ligar o chuveiro e mergulhar mais uma vez debaixo da água, tirando toda a loção espumante de mim.

Foi revigorante a sensação que senti ao sair do box e vesti minhas peças confortáveis de moletom, ao contrario daquele vestido apertado e irritante que usei na noite passada.

Além de ter sido caríssimo.

Caminhei calmamente até a sala depois de pentear minhas madeixas molhadas.

–Hey. –Sorri me sentando nos balcões, e controlando a vontade de enterrar minha cabeça ali e adormecer até o próximo século.

Justin riu nasal enquanto colocava alguns ovos fritos no prato. –Numa escala de 1 a 10, como se sente?

–Seis. –Enterrei minha cabeça no balcão, mas ainda sim conseguia ouvir ele ri fraco.

–Você estava incrível ontem à noite. –Levantei novamente fitando-o.

Ele não pode estar falando sério.

–Ah, sim eu estava. –Revirei os olhos. –Principalmente na hora que despejei todo o Belvedere no vaso sanitário. Você estava mesmo lá? –Eu ainda não tinha certeza de alguns acontecimentos que se passavam em minha mente.

Ele assentiu gargalhando.

–Oh, não! –Bati na minha testa, ainda com dores na cabeça. –Me desculpe por isto.

Bieber riu mais uma vez, tirando sua atenção do fogão. Ele ficava incrivelmente sexy com aquele avental na cintura e ainda mais sem a sua camisa.

Mordi a bochecha segurando a vontade de falar o que estava pensando.

O acompanhei com o olhar quando ele visualizou algo dentro do micro-ondas e colocou mais alguns minutos para esquentar. Seja lá o que for, tinha um cheiro incrível.

–Relaxa, a noite passada foi uma das melhores noites da minha vida. –Fiz que não com a cabeça, o vendo sorrir. –Eu falo sério Scarlet, você esta incrivelmente sexy mesmo depois de algumas várias doses de tequila.

–Pelo menos eu não paguei nenhum tipo de vergonha. –Massageei minhas pálpebras mais uma vez.  –O que está fazendo?

Perguntei quando ele colocou um pouco de chantilly no micro-ondas e pegou uma vela acendendo-a. Ah, não!

Feliz aniversario! –Ele sorriu me entregando o pequeno bolinho, com um sorriso tão largo quanto o meu.

–Obrigado. A festa de ontem ainda está meio turva em minha memoria, mas eu me lembro de cada segundo ao seu lado, ou quase todos. –Rimos e eu soltei um suspiro antes de falar. –Você é a minha pessoa favorita de todos os tempos.

–Eu sou? –Balancei a cabeça positivamente num sorriso bobo. –Então já que é assim Scarlet Harrison, você é a minha pessoa favorita de todos os tempos.

Justin me abraçou de forma carinhosa e depositou um beijo entre meus fios de cabelo.

–Divide o bolo comigo?

–Céus, vocês fazem muito barulho. –Olhei para a loira que caminhava de forma derrotada pelo corredor, e logo atrás vinha Ryan revirando seus olhos num sorriso.

 Por um segundo eu vi a silhueta dela ficar embaçada e eu tive que me apoiar no balcão para não cair. –Você está bem?

Justin segurou o meu braço e eu assenti com a cabeça, e de fato eu estava.

–Eu juro que nunca mais vou beber.  

–Você disse isso anos atrás e ontem se superou. –Não foi o Justin quem disse isso, foi a Jenny.

–Jennifer! –Exclamei para que ela se calasse. Esse não era o tipo de historia que eu me sentia a vontade em falar, e ela sabia disso mais do que ninguém.

–Feliz aniversario maninha!  –Ela me deu um beijo estalado na bochecha. –Isto é para você.

Ela me entregou uma cartela de remédio para dores, e eu sorri.

–Você é a melhor irmã e melhor amiga do mundo! –Abracei e em seguida fui até a geladeira pegando um copo com água e tomando um comprimido. Eu provavelmente tomaria outro mais tarde.

–Não existe melhor presente para dar a sua irmã do que um remédio de ressaca. –Ryan brincou enquanto entrava na cozinha e dava um tapa estalado no traseiro do Justin. –Está uma graça com esse avental.

Justin fez uma careta feia para o primo e mostrou o dedo do meio, raivoso.

Eu acabei rindo daquilo, e aposto que se Jennifer não estivesse ocupada demais rolando os olhos para o namorado ela teria rido junto comigo.

–Não dei uma cartela para ela... Na verdade, sim eu dei. –Balançou a cabeça. –Mas eu também aqueles lindos sapatos que ela usou ontem à noite e também uma...

–Jennifer! –Mais uma vez eu tive que exclamar alto para que ela se calasse, e isso piorou ainda mais as dores de cabeça que sentia.

–O que? Você não contou para ele? –Ela riu tornando a cabeça para trás.

–Não contou o que? –Justin murmurou curioso enquanto tirava o avental, e levava os pratos até a mesa.

Mas antes, ele me entregou um copo enorme de suco e me disse para beber metade antes de comer.

–Nada. Vamos comer?

{...}

Depois de tomarmos café, acabamos apagando novamente. Ryan e Jenny foram os primeiros a se renderem ao sono, e em seguida Justin e por último eu.

Além de ter sido a primeira a levantar.

Minha cabeça já estava bem melhor, e eu não tive mais nenhum enjoo desde que tomei o comprimido no café. Quando chequei o horário já eram mais de duas da tarde, e eu já sentia fome novamente.

Derrotada, por não conseguir mais dormir, levantei da cama com cuidado e fui até a cozinha.

Antes que pudesse procurar algo para satisfazer minha fome, a companhia tocou e eu refiz meu caminho até a sala.

–Connor? –Minha voz saiu abafada, e eu nem conseguia esconder minha surpresa em vê-lo por aqui.

Ele estava sorridente e cheiroso, muito cheiroso.

–Oi Scar. –Ele beijou os meus lábios e me abraçou, retribui me recordando da forma misteriosa que ele sumiu da minha festa.

–Então, o que faz aqui? –Perguntei escorando meu corpo na porta, de vez em quando olhando para trás com receio de alguém acordar e nos ver. Eu me sentia como uma adolescente escondendo o namoradinho do pai.

–Isso é pra você. –Ele pegou um buque de flores na escada ao seu lado e me entregou.

–Connor, elas são lindas! –Segurei as rosas, apreciando cada uma delas. Era um vermelho vivo e eu não contive a minha vontade de cheira-las.

Ele sorria admirado, mas ainda sim eu podia sentir um ar nervoso vindo dele.

–Você quer da uma volta comigo? –Ele pousou as mãos dentro da calça e eu olhei para trás vendo que ninguém nos assistia.

Dei de ombros, eu não tinha nada para fazer mesmo.

–Eu adoraria.

{...}

Connor foi paciente ao me esperar decidir qual roupa usar. Eu escolhi um vestido vermelho com flores coloridas, e uma sapatilha. Pensei em usar meus tênis, mas não os encontrei e não tinha tempo para procura-los.

Fiz uma nota mental para que quando chegasse eu pudesse matar a minha irmã por ter escondido o meu calçado favorito.

Nós descemos as escadas de mãos dadas e eu não desviava dos beijos que ele depositava em meu pescoço, além dos inúmeros sussurros me chamando de linda.

Nós fomos há um restaurante de comida chinesa, e por sorte era algo simples.

Connor não soltou minhas mãos em nenhum segundo até chegarmos a nossa mesa. Ele puxou a cadeira pra mim e esperou que eu me sentasse para assim atravessar e se sentar logo a minha frente.

Relaxei minhas mãos no colo depois de ajeitar a minha franja. Eu não tive tempo de escovar o meu cabelo por isso fiz um rabo de cavalo disfarçando a bagunça que ele deveria estar. A quantidade de maquiagem que eu usava era um pouco maior do que eu costumava passar, tudo isso por conta das olheiras terríveis que eu tinha no rosto. Graças a noite passada!

O garçom que veio nos atender sorriu para mim, de uma forma doce e em seguida trocou olhares com Connor. Por um segundo, eu achei que eles se conhecessem.

Connor sorriu para mim depois de fazer o seu pedido. Ele disse que eu iria adorar o prato, e eu apenas concordei já que não conhecia muito de comidas orientais.

–Você ainda não me disse como foi a sua festa. –Ele colocou as mãos na mesa, e eu as entrelacei com as minhas.

–Oh, foi incrível. –Suspirei me lembrando de alguns momentos especiais da noite, e por incrível que pareça ele não esteve presente em nenhum deles. –Uma pena você não ter ficado até o final.

–É... Eu tive alguns problemas. –Sorriu nervoso, mais uma vez. Estava ficando cada vez mais comum vê-lo sorrir dessa forma.

 Eu podia sentir suas mãos geladas, acariciei-as de forma carinhosa e sorri de um jeito reconfortante.

–Connor, está tudo bem? –Questionei preocupada. Ele concordou com a cabeça, e na mesma hora o garçom voltou para a mesa com dois biscoitinhos da sorte.

–Obrigado. –Ele agradeceu pela gente e na hora que eu estava prestes a abrir o meu, ele me impediu. –Não, espera. –Me entregou o seu. –Esse é o seu.

–Está querendo roubar minha sorte, Sharman?

–Quase isso. –Mordi o lábio inferior trocando de biscoitinho com ele.

Eram apenas biscoitos com papeis sortidos e digitados por alguém que provavelmente pegou tais frases no Tumblr. Eu não acreditava muito nesse tipo de coisa, por isso dei de ombros enquanto quebrava-o no meio.

Fui surpreendida pelo pequeno objeto que caiu dentro do meu prato.

–Connor... –Falei num sussurro, engolindo seco.

Olhei para o moreno a minha frente, e ele sorriu rápido passando a língua pelos lábios.

E então tudo pareceu fazer sentido na minha mente.

Connor pigarreou segurando minhas mãos novamente. –Por favor, me deixe falar. –Concordei ainda congelada com o que via. Ele não podia fazer isso. –Eu precisava me desculpar pela forma como sai da sua festa ontem. Na verdade, eu pretendia ter feito isso ontem durante o jantar, mas os planos mudaram de repente e quando eu vi estava dirigindo para a sua festa na fraternidade, e não para um simples jantar. –Ele riu nasal e eu pisquei algumas vezes, sem reação. –Então, naquele dia eu fui até o shopping e passei a tarde inteira em busca de um presente para você. Não podia ser qualquer coisa... Tinha que ser especial. Assim como você. –Ele olhava em meus olhos e eu sentia meu coração bater depressa. Eu estava nervosa, e já podia prever o que estava por vir.

Connor pegou o pequeno anel do meu preto e com cuidado ele ergueu próximo ao meu dedo. –Eu estou apaixonado por você e eu quero saber se você aceitar namorar comigo?

JUSTIN BIEBER

Já se passavam das oito da noite quando Scarlet atravessou a porta do apartamento. Ela colocou sua pequena bolsa sob o balcão e tirou suas sapatilhas. Em seguida, piscou algumas vezes para o chão e eu notei que ela estava pálida. 

–Sky, você está bem? –Cruzei o cenho mastigando minha pipoca.

Ela finalmente me notou ali.

–Há quanto tempo você está ai?

–Há quanto tempo você saiu? –Ela deu de ombros. –Eu acordei e acabei ficando por aqui.

Scarlet se jogou ao meu lado no sofá e eu senti seu corpo gelado. –Scar, você está bem?

–O que estamos assistindo? –Desviou o assunto, se concentrando na televisão.

Toddlers & Tiaras. –Quando ela me fitou com o cenho franzido, me toquei que teria que explicar. –É um programa onde mostra a vidas das famílias que concorrem em concursos de belezas infantis. 

–Meu deus. –Ela murmurou pegando um pouco de pipoca no meu balde. –Isso é horrível. –Falou enquanto via uma a pequena Aaliyah se aprontar para o desfile. – Será que elas têm infância?

–Definitivamente não. –Afirmei enterrando um monte de pipoca na minha boca.

–Olha para essas pobres coitadas. –Fez que não com a cabeça. –Muda isso Justin, é frustrante!

Ri nasal. –Não! É uma maratona e ainda faltam duas horas para terminar.

Ela bufou pegando o controle da minha perna. –Scarlet! –Desviou quando tentei pegar da sua mão e por sorte eu não derrubei o balde de pipoca no chão.

–Eu juro que não vou mudar. –Ela checou a barra de notificações na parte inferior da televisão, a procura de algum programa que chamasse sua atenção. –O que acha de Are you the one?

Ri fraco, negando. –Eu quero terminar minha maratona, Harrison.

–Eu não acredito que um cara como você gosta desse tipo de programa. –Um cara como eu?

–Se você não sabe, ele é um sucesso na fraternidade. –Ela jogou a cabeça para trás e gargalhou.

–Fala sério.

–Eu rodei pelo quarto atrás do presente que a Jenny te deu e não o encontrei, você escondeu muito bem hein. –Eu quis muito rir pela forma como ela corou, mas disfarcei comendo pipoca e voltando a ver o programa.

Scarlet ficou em silencio por alguns segundos e em seguida voltou a sentar do meu lado no sofá, com os braços cruzados.

–Justin.

Huh?

–Você quer ver meu presente? –Ela olhava para a televisão tentando soar indiferente, e por isso não viu o meu risinho.

–Achei que você nunca fosse perguntar. –Scarlet levantou me puxando pelas mãos, sem olhar para o meu rosto.

–Saiba que isso é bastante vergonhoso. –Ela abriu o armário e pegou uma sacola cor de rosa do fundo dele. Certo, eu jamais teria encontrado.

Eu me sentei na beirada da cama e peguei as duas pequenas peças em mãos. Porra!

Minha mente era fértil demais e eu conseguia facilmente vê-la usando esse pequeno pedaço de pano. Eu sentia uma vontade imensa de joga longe e ao mesmo tempo manda-la vestir. A calcinha era tão pequena quanto o sutiã, mas ainda tinha um toque delicado.

Eu queria tanto ser o cara que iria tirar aquela pequena peça dela.

Scarlet se recostou no armário e mordeu os lábios enquanto olhava para mim. –E então?

Uau. –Suspirei alto guardando a peça. –É... Um bom presente.

Ela riu nasal.

–É a Jennifer. –Rolou os olhos num sorriso divertido. –E eu nem sei se irei mesmo usar.

–Por quê? –Eu quis suspirar em alivio, mas me controlei mais uma vez.

–Não tem nada haver comigo. Eu não sou esse tipo de garota. –Sua expressão obvia me fez rir.

Scarlet se sentou ao meu lado na beirada cama após colocar a sua sacolinha rosa de volta no armário. Seu olhar passeou por mim, até finalmente parar em meus olhos. Nós ficamos em silencio e quietos por alguns segundos, até que eu deitei minhas costas na cama, ainda com os pés no chão, e suspirei.

–Eu estou perdendo a minha maratona. –A ouvi rir fraco ainda que estivesse de costas.

Scar se virou pra mim e ficou de joelhos na cama. Ela piscou algumas vezes até se aproximar e passar uma de suas pernas por cima das minhas, deixando uma de cada lado. Assim que ela se sentou em meu colo, eu franzi o cenho e levantei minha coluna do colchão, olhando direto em seus olhos claros.

Eu era fascinado por aquele azul preso em sua íris.

–O que você esta fazendo, Scar? –Minha voz saiu falhada e eu estava realmente confuso. Não queria acreditar que era o que eu estava pensando.

–Por que pra tudo precisa existir uma explicação? –Perguntou com a testa colada na minha. Suas mãos seguravam o meu rosto e as nossas respirações já estavam ofegantes. –Eu preciso. Sem motivo, sem razão, sem explicação... Me beija, por favor.

SCARLET HARRISON

Eu já podia sentir um frio na barriga quando via seus lábios se aproximarem dos meus. Fechei os olhos ao sentir o seu toque na minha pele. O beijo começou sem malicia, de forma calma e era como se ambos estivessem sem pressa, explorando cada canto com a língua.

Foi quando ele chupou meu lábio deixando escapar lentamente pelos dentes, que as coisas começaram a esquentar. Sua língua brincava com a minha e num ato surpreendente ele me segurou pela cintura e me deitou na cama. Sinto minhas costas baterem com força contra o colchão, mas isso não nos impede de continuar com os lábios colados no dele iniciando uma batalha.

A intensidade do beijo aumenta e mesmo estando junto a ele, sinto que preciso de mais. É inexplicável. Nossas línguas caçam uma a outra de forma desesperada e enquanto eu enterro a mão nos seus fios ele desce a sua apertando minha perna por cima do vestido, me fazendo soltar um gemido de protesto entre o beijo.

Aperto os seus ombros e sinto minha boca procurar cada vez mais pela sua. Meu corpo começa a ficar cada vez mais quente e arqueio as minhas costas quando ele passa a mão por dentro da minha peça. Eu suspiro desejando que aquilo não acabe nunca.

Mas então o ar me falta, e eu sou obrigada a me afastar.

Meus olhos ficam fechados até que eu volte à órbita e percebe de fato o que eu fiz.

Assim que eu organizo minhas ideias eu os abro e encontro Justin com os olhos fechados, respirando de forma ofegante contra mim. Ele sorri ao abrir os olhos, e eu acabo corando querendo enfiar minha cara num buraco bem fundo.

Eu fecho meus olhos novamente sentindo meu coração bater de forma acelerada, eu o sentia chegar até a garganta. Meu sangue é bombeado de forma acelerada e eu posso senti-lo correr na velocidade  da luz dentro das minhas veias arteriais.

Minha respiração não esta muito diferente.

–Eu quero tanto perguntar o que foi isso. –Justin falou com o rosto ainda próximo ao meu. Seu olhar era penetrante, e eu encontro uma força para desviar o olhar dele.

Meu peito não parava de subir e desce de forma compassada. E por mais que eu tenha tentado, eu não consigo normalizar minha respiração.

Justin acompanha a minha mão com o olhar enquanto eu abaixo um pouco o meu vestido, e sem motivo, agarra o meu punho direito. Ele olha por alguns instantes para o pequeno anel em minha mão e então ele solta meu punho, saindo de cima de mim.  

Levanto minhas costas da cama e o vejo sair do quarto. Eu pensei em chama-lo, mas não o faço. Eu acho mesmo que ambos precisam de um tempo para pensar. Meu coração dói e eu sinto minhas pernas fraquejarem quanto tento me levantar da cama. Deslizo minha mão pelo lábio onde há poucos minutos atrás era beijado por ele, e sinto uma imensa vontade de chorar.

Mas tudo que eu faço é respirar fundo e olhar para o anel. Era uma linda peça e ninguém nunca havia me presenteado com algo tão caro e belo.

E em questão de segundos toda minha visão fica turva por conta das lagrimas que eu não consigo conter. Meu Deus, o que eu fiz?


Notas Finais


o q vcs acharam?
certo, eu amo vocês antes de tudo, não esqueçam e eu juro que esta perto deles ficarem juntos TIPO MUITO PERTO tipo proximo capitulo TIPO MUITO PERTO
podem comentar muito eu deixo, me xingar tbm faz parte mas nao esqueçam q tudo vai dar certo. não me odeiem :(
obrigado pelos comentarios e bem vindos leitores novos <3333
podem ir me xingar/chamar no tt eu sou da paz: https://twitter.com/canadiansforce
NOVIDADE: inevitable agora tem twitter e eu pretendo postar spoiler lá então sigam e ativem as notificações para que vcs não percam nada https://twitter.com/inevitablefic ( eu sigo TODOS de volta )
e mil beijos


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