História Inexplicável - Capítulo 7


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Categorias Criminal Minds
Exibições 74
Palavras 1.221
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Vegas.


Fanfic / Fanfiction Inexplicável - Capítulo 7 - Vegas.

"A saudade não é psicológica, é sentimental e necessária"

Ali fazia falta. Tudo ao redor me fazia lembrar dela, e lembro-me como se fosse hoje, eu, surpreso e ao mesmo tempo zombador, rindo de Morgan, que adorava variar de mulheres, todo apaixonado por Savannah.

Eu não estava diferente. Eu não era muito experiente sobre, e me perdia meio às palavras, mas agora, me sentia mais homem e consequentemente, mais confiante. Ela me passava isso. Eu já não era mais o mesmo.

Quando a beijei pela primeira vez, em frente à torre, me desliguei. Foi a primeira vez que eu, Spencer Reid, fiz algo sem pensar. A não ser pensar em quão bom o beijo estava... Era bizarro para mim. Mas depois pensei, muito. Alice era bonita demais pra mim. Mas para o amor não tem cor, fenótipo, estilo, beleza, status, financeiro... Nada. Ela soube me amar na esquisitice, sem me mudar em nada. Soube me fazer me sentir bem. Ter autoestima pela primeira vez. 

O mesmo por mim. Alice era o ser mais tímido do planeta, mas ao mesmo tempo, muito animada e extrovertida com quem conhece e com quem a mesma quer mostrar esse lado. Bem o meu oposto. Mas mesmo com uma das orelhas com quatro furos e a outra com exagerados seis, não me importei. Mesmo com as tatuagens, e mesmo tendo feito duas para mim, não a neguei. A amei.

Se Morgan soubesse que Alice tem um "S" ao lado  da curvatura de um de seus enormes seios, provavelmente nunca mais riria de mim. Mas não me gabo por isso... Apenas gostei, mesmo me negando por ser tatuagens. Mas querendo ou não, depois dela, passei a gostar das mesmas. Tudo por causa de uma briga. Os únicos motivos para com que brigamos são sempre os mesmos: minha baixa autoestima e meu ciúmes. 

O "S" foi o resultado de uma delas. Eu dei um ataque de pânico ao ver um homem lhe cuidando descaradamente e quase terminei nosso relacionamento por insegurança, mas ela, com a voz doce, apenas disse um "eu te amo" e tudo voltou ao normal. Fizemos amor nesse dia.

Estava batendo a perna no chão enquanto batucava o lápis na mesa, feito um ansioso incontrolável. Já havia ficado quase cinco meses longe dela, e agora, que faz mais de  uma semana que ela está lá, sinto um dejavú. Horrível. 

Talvez fosse exagero apenas uma semana longe, mas eu não achava. Já fiquei com o coração na mão no último caso, cinco dias longe dela, principalmente pelo grande problema na comunicação. Já fiquei desesperado com ela fazendo serviço comunitário no Oriente Médio e na África, mesmo que ambos durassem apenas duas semanas e que eu sabia que depois deles ela viria morar aqui de verdade. 

Morávamos em continentes opostos  na época. 

-Aposto que essa ansiedade doentia não é pela minha despedida... -ouvi a voz de Kate, que já esbanjava uma barriga de oito meses. Sorri para a mesma. 

-Apenas com saudades, e agora, de você também! -a vi sorrir enquanto eu lhe abraçava. Seu jeito sarcástico fará falta. 

-Fico muito feliz que aquele garoto de olhos opacos, cavalheiro, que me situou no elevador da UAC tenha encontrado seu brilho! 

Sorri. Era de fato, verdade. Eu era, nada mais, que uma massa cinzenta. 

-Obrigado por fazer o diferencial nessa equipe. -disse com sinceridade. Por mais que ela e Morgan tenham implicado comigo de todas as formas possíveis, sentiria uma imensurável falta dela. Era uma agente e tanto.

-Não me faça chorar no meu último dia, nerd! -exclamou, me dando um último abraço e indo em direção à porta. -Obrigada por me ensinar mais coisas durante esse tempo, do que aprendi na vida toda. -e se retirou. Eu sabia que ela chorava agora. Eu fui a primeira pessoa a conhecê-la e a ultima a lhe dar adeus.

Kate odiava despedidas, mesmo se mostrando a mais independente e decidida, deixando o papel de sentimental para JJ sempre. 

Fitei a última linha de meu relatório e acrescentei o ponto final que faltava. Já havia adiantado todos.

 

 

...

 

 

"Quando você volta?

"O mais breve possível, talvez daqui a uma semana..."

"Lembrei de você. "As quatro condições elementares pela felicidade são: vida ao ar livre, amor de mulher, ausência de qualquer ambição e criação de um novo e belo ideal."" 

"Edgar Allan Poe... Me lembrei de ti igualmente. "Tudo que amei, amei sozinho.". Você fez essa frase perder o sentido para mim..." 

"Amo você." 

"Eu também. Tenho que ir... Te conto os avanços neurológicos depois..." 

Edgar marcava nossa relação. Como se pudéssemos ver a diferença que um fazia ao outro claramente, com sequer algumas poucas de suas frases. 

Eu não era o único da relação à sofrer na infância. Alice sofria muito, talvez até mais do que eu. Por isso de amar sozinha, igualmente a mim, mas agora, não mais. Fora violentada pela primeira vez aos oito anos, e a ultima, aos dezesseis. Eu sentia uma queimação horrível no estômago só de lembrar da mesma me contando tudo, no dia em que eu iria embora. Naquele momento, não quis ir. Não queria deixá-la ali. 

Pequena demais, frágil demais. 

Ao mesmo tempo que complexa, tão banal... Eu não sabia. Alice cantava como ninguém, lembro-me como se fosse hoje, quando descobri o talento, a ouvindo no banho, me apaixonei mais ainda, se possível e, sempre que chego a tempo de seu sono, a peço para cantar. Tocava onze instrumentos e sorria feito boba, mas para quem merecia. O corpo era um verdadeiro cartão postal, extremamente curvilíneo. Herança de sua descendência extremamente miscigenada... Aos meus olhos, ela era perfeita. Infelizmente, não só aos meus.

Dormir com ela era o paraíso. Não falo sobre o sexo. Falo sobre abraçá-la como se nunca mais a solta-se, e que ela, devido a estatura, ficaria perfeitamente encolhida a seu corpo, como em um casulo de borboleta. O cheiro de morango dos cabelos brancos misturados ao cheiro delicioso da macia pele, o sorriso inconsciente, o risco que delimitava seu fino queixo, as covinhas aparecendo levemente e as sobrancelhas grossas e claras relaxadas no rosto repleto de sardas me fazia querer agradecer, pelo simples fato de ter aquele anjo, em meus braços.

Na manhã, eu agradecia de novo, por mais idiota que fosse. Simplesmente por ver aqueles olhos. Alice fazia parte das porcentagens mais raras do mundo: era albina -mesmo que não totalmente-, tinha sardas, os três tipos de covinhas, um raro tipo de útero e o mais incrível: seus olhos.

Eram lazuli. Eu nunca havia visto um pessoalmente. Eram uma mistura perfeita de azul e verde, mas o dela com um grande diferencial: o vermelho. Albinos tem orbes vermelhas, e por mais que a mesma não seja totalmente albina, ela o tinha. Era uma mistura fascinante em que, em algumas partes, seus olhos tinha a cor roxa.  

Eu era completamente apaixonado por essa mulher com jeito de criança... 

-Spence? -JJ me chamou. Eu estava até agora, divagando sobre o tabuleiro de xadrez, pensando em quão bom seria jogar com Alice agora. Ela precisa conhecer Gideon.

-JJ, oi... -suspirei e a fitei em resposta. 

-Eu sei que a Alice está com sua mãe, mas não precisa enrolar tanto assim para ir embora... Onde está aquela ansiedade toda? -perguntou risonha, então eu também risonho, porém repleto de saudade a respondi.

-Em Vegas. 

 

 



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