História Inexplicável - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Daryl Dixon, Paul "Jesus" Monroe
Tags Daryl, Jeryl, Jesus, Paul Rovia, The Walking Dead
Exibições 69
Palavras 2.145
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - 2



Rick não concordava com Daryl. Não queria contra-atacar, não achava que tinham forças suficientes pra isso. E estava certo. Alexandria estava nas mãos de Negan, Rick já não era mais o líder e eles não podiam lutar contra um exército de salvadores. Não tinham mais armas, tinham poucos suprimentos e perderam pessoas demais pra arriscar. Mas Daryl insistia.

- Eu posso procurar por armas. - Daryl tentava convencer Rick pela quinta vez na semana. Os salvadores já tinham feito a segunda ronda em Alexandria e por sorte, Daryl havia sido escondido muito bem, não foi encontrado. Por enquanto ele estava bem e fora dos olhos de Negan. - Podemos conseguir ajuda de outros grupos, aposto que Hilltop ajudará, Maggie está no comando.

- Daryl, não. - Rick coçou a testa e respirou fundo.

- Tara encontrou um outro grupo, podemos nos aliar a elas também. - Ele estava convencido de que precisavam lutar contra Negan.

- Daryl está certo. - Rosita era a única pessoa que concordava plenamente com Daryl naquela situação. - Podemos procurar por armar, munições, reabastecer o arsenal e nos aliar a outras comunidades. 

- Não podemos arriscar a vida de mais ninguém. - Rick proferiu lentamente, tentando convencê-los do contrário.

- Rick, Negan não é uma dinamite. Ele pode cair. - Rosita falou, séria.

- Daryl já esteve nas mãos dele, ele sabe. - O homem apontou para Daryl, que o encarava.

- Não vai ser fácil, mas não é impossível. - Explicou o moreno e Rick suspirou. - Não podemos viver dessa forma, Rick.

- Não podemos fazer isso. Não vamos mais discutir. - O líder pôs fim na conversa e saiu de perto de Daryl e Rosita. Os dois se olharam por vários instantes.

- Ele vai mudar de ideia. - Daryl assegurou e Rosita assentiu. Os dois seguiram caminhos diferentes.

A noite caía em Alexandria, a maioria dos moradores já estavam em suas casas e um silêncio incessante pairava sobre a comunidade. Daryl se preparava pra sair. Ele ainda não tinha conseguido convencer Rick de que, conseguindo aliados e um arsenal novo, eles tinham chance contra Negan e precisavam pará-lo. Ninguém merecia viver naquela situação, tendo que servir a um homem que a qualquer hora decidia matar alguém ou pegar tudo o que uma comunidade lutou fortemente para conseguir durante meses. Daryl não iria deixá-lo destruir sua comunidade e as pessoas mais importantes da vida dele.

Podia ser estupidez do homem sair na calada da noite para procurar por armas e suprimentos, mas Daryl preferia que ninguém o visse, tentasse pará-lo ou seguí-lo. Rosita, por exemplo.

- Onde você está indo? - A voz feminina despertou Daryl e o caipira bufou.

- Lugar nenhum. - Daryl fechou a mochila e se virou para Rosita, que tinha os braços cruzados e o olhava com os olhos semicerrados. Típico dela.

- Você está indo procurar por armas, não é? - A morena pressupôs e Daryl não respondeu. - Essa hora? - Daryl continuo em silêncio, sabia que ela era esperta demais e não iria perder tempo inventando desculpas. - Eu vou com você.

- Não, você não vai. - O moreno passou por ela e foi segurado pelo braço.

- Eu vou com você. - Rosita falou em voz alta.

- Não vou deixar você correr esse risco. - Daryl discordou.

- Eu sou bem adulta, não acha? - Ela ridicularizou.

- E ainda assim corre perigo. Eu vou sozinho. - Ele falou, por fim.

- Eu vou te seguir. - Rosita ameaçou quando Daryl começou a caminhar para os portões.

- Não, você não vai. Não vai deixar a Tara sozinha, ela precisa de você. -     O moreno falou e começou a escalar o portão. Rosita bufou e apenas o observou ir embora. Infelizmente ele estava certo, ela não podia ir. Tara precisava dela.

A morena voltou para dentro de casa, onde estava Tara, ainda acordada e Eugene, que cochilava no sofá. Ela os observou por alguns segundos, percebeu o quanto eles estavam exaustos de tudo. Rosita simplesmente não aceitava aquela situação.

- O que tá passando nessa cabecinha agora? - Tara despertou a atenção da amiga. Rosita foi até ela, sorrindo fracamente.

- Eu e Daryl queremos lutar. - Rosita falou e Tara suspirou.

- Você sabe que não vai dar certo. - A garota disse, preocupada.

- Pode dar, se tivermos ajuda. - Rosita explicou, olhando-a fixamente. - Mas precisamos da ajuda de todos. Você está comigo? - A morena estendeu a mão para Tara e torceu para que ela a apertasse. 

- Rosita... - Tara não acreditava que eles tinham chance, a menor chance contra Negan.

- Por favor, por mim. - Rosita insistiu. Tara olhou Eugene no sofá, a respiração dele era calma. Ele chorava diariamente e isso a destruia. Ela voltou a olhar Rosita e, dando um longo suspiro, apertou a mão da amiga. 

Elas se abraçaram demoradamente mas foram interrompidas por um barulho de batida na porta. Rosita foi até lá e quando a abriu, se surpreendeu.

- Jesus? - A morena recebeu um sorriso dele.

- Você viu o Daryl? - Perguntou ele, sem delongas, ansioso.

- Não, na verdade. Como você entrou aqui? - Ela disse tudo rapidamente.

- Pulei o portão. - Paul disse, olhando para os lados freneticamente, enquanto enfiava as mãos nos bolsos de sua calça. - Você não tem ideia de onde ele está? Já fui em umas três casas.

Rosita o olhou por longos segundos. Enquanto o analisava, não sabia se devia contar que Daryl havia saído de Alexandria, mas por fim, achou que podia. Pelo olhar de Paul em expectativa para saber de Daryl, ela poderia contar. A morena o explicou sobre o plano contra Negan e que Daryl pretendia reabastecer o arsenal de armas, por isso havia saído para procurar, mas que não sabia qual caminho ele tinha tomado.

Depois de agradecê-la, Paul tratou de sair de Alexandria. O surto repentino de procurar Daryl era culpa de Maggie, que conversou francamente com ele. Disse como Daryl era, como as coisas funcionavam com Daryl, o tanto que ele já havia sofrido e que ele não podia sofrer mais. Paul não queria fazê-lo sofrer, pelo contrário, queria dar um motivo para o moreno continuar a acreditar que a vida fazia todo o sentido e valia a pena, mesmo em meio ao caos do apocalipse.

Paul não podia mais controlar o que sentia por Daryl. Foi aquela explosão de sensações desde a primeira vez que encontrou o caipira e tudo só ficou mais forte a cada dia. Ele pensava em Daryl, pensava em ter Daryl, em dizer coisas que só podiam ser ditas entre quatro paredes, ele definitivamente estava preso a Daryl, de uma forma inexplicável. Mas Paul não sabia se Daryl se sentia da mesma forma e ele precisava saber. 

O loiro procurou Daryl a noite toda, rondou várias estradas e encontrou muitas casas abandonadas, diversas delas infestadas por walkers. Ele se certificou de que Daryl não estava em nenhuma delas e ele não estava. Paul já estava muito afastado de Alexandria e mais ainda de Hilltop e não queria encontrar com um grupo de salvadores ou o próprio Negan. Mas ele não queria voltar até encontrar Daryl, porque ele sabia que Daryl não voltaria tão cedo. Ele continuaria, por Daryl.

O moreno não sabia que horas eram, mas o sol já estava bem quente. Ele caminhava por uma estrada vazia, em volta só havia um grande matagal e alguns corpos de walkers. Daryl poderia ter passado por ali. Ele olhou em volta, não havia ninguém. Resolveu se arriscar por entre a floresta. 

Paul teve sorte e avistou uma cabana abandonada não muito longe dali. Se Daryl não estivesse ali, ele pararia um pouco para descansar. Estava suado e suas pernas estavam doloridas. O loiro andou por entre o matagal até chegar à cabana. Ele olhou em volta dela para ver se encontrava alguma coisa, mas não tinha nada. Nem janelas. Era tudo de madeira. Paul suspirou e voltou para a porta da cabana, então tentou abrí-la. Quando abriu, subitamente um walker apareceu em sua frente e Paul rapidamente tirou a arma de sua cintura e apontou para a cabeça do walker. Mas não atirou. Franziu as sobrancelhas quando percebeu que o walker estava morto e na verdade era segurado por um homem lá dentro.

O homem soltou o walker no chão e Paul observou Daryl o olhar, um tanto incrédulo.

- O que você está fazendo aqui?  - Daryl indagou, revoltado. 

- Bela tática pra afastar as pessoas. - Paul elogiou e entrou dentro da cabana. 

- O que tá fazendo aqui? - Daryl insistiu em sua pergunta, estava completamente sério. 

- Você é meio burro por sair no meio da noite. - Implicou Paul, tirando sua jaqueta de couro e jogando-a em cima de uma mesa velha onde estava a mochila de Daryl e uma arma.

- Você não acha que é muito abusado? - Aquela constatação de Daryl foi involuntária e ele se condenou pela forma estúpida que pronunciou aquelas palavras. Soou como um elogio. Paul olhou Daryl e sorriu calorosamente. Daryl involuntariamente sentiu uma eletricidade percorrer seu corpo.

- Eu sou mesmo. - Paul se gabou e Daryl bufou.

- Como você me encontrou? - Daryl perguntou. 

- Instinto. - O loiro olhou Daryl intensamente.

- Eu quero fazer isso sozinho. - O moreno estava irritado. - Não preciso de você atrás de mim.

- Mas eu quero. - Paul disse prontamente. 

- Mas eu não quero. - Rebateu Daryl. Paul riu daquele diálogo infantil dos dois. - É sério, Rovia. Eu não quero ninguém atrás de mim. Eu preciso fazer isso. Então cai fora.

- Eu não vou. Eu não vim tão longe atrás de você pra ir embora assim. - Paul o peitou.

- E por que você veio atrás de mim? Eu não pedi por sua ajuda. - Daryl disse, irritado.

- Eu vim porque eu quis. - Paul olhou Daryl intensamente e se aproximou mais do que devia do moreno. - Eu vim porque eu queria estar com você. Porque eu quero estar com  você. - Ele frisou aquela palavra. Daryl começou a respirar pesadamente. - Porque eu não quero você fugindo de mim mais. Porque, se você não me quiser aqui, você me manda embora e eu não volto.

- Por que tá dizendo essas coisas? - Daryl estava claramente abalado. Nunca tinha ouvido aquelas palavras de ninguém antes, e ouvir de Paul, o cara que não saia de sua cabeça nenhum segundo nos últimos meses, era praticamente devastador. De uma forma boa. E muito perigosa.

- Porque... - A distância entre os dois era praticamente mínima e os olhares estavam vidrados um no outro. Daryl podia perceber os movimentos peitorais de Paul, subindo e descendo, o coração do loiro estava acelerado. Daryl torceu para que Paul não percebesse o momento.

Subitamente, um walker invadiu a cabana e a proximidade entre Paul e Daryl foi quebrada, eles agilmente começaram a lutar contra o zumbi. Daryl segurou o walker pelos ombros deformados e Paul correu para a procurar algo para acertá-lo, não iria usar sua arma pois faria muito barulho e poderia atrair uma horda de walkers.

- Anda logo com isso. - Daryl preensava o walker contra a porta da cabana e Paul tentava pensar no que usar. Não tinha nada por perto. Nada na cabana além de uma mesa e uma cadeira velha de maneira. - PAUL! - Daryl urrou quando o walker conseguiu agarrá-lo e o derrubou. 

Paul, em uma fração de segundos, chutou a cadeira de madeira e a quebrou, pegando um de seus pés e correndo para matar o walker. Já bem próximo do rosto de Daryl, o walker foi acertado no cérebro com o pedaço da madeira e caiu sobre o corpo do moreno, mas Daryl rapidamente empurrou o corpo do morto para longe. O moreno ofegou diversas vezes, recuperando o ar.

- Você está bem? - Paul se ajoelhou ao lado de Daryl, visivelmente preocupado. O olhar do moreno voltou a se encontrar com o loiro e eles ficaram logos segundos apenas se fitando. Daryl respirava pesadamente e Paul o observava sem piscar.

- Obrigado. - Daryl finalmente disse. Foi sincero e foi de estremecer o corpo de Paul.

- Você nunca disse antes. - Paul estava um tanto perplexo e surpreendentemente recebeu um sorriso tímido de Daryl.

- Era o que você precisava ouvir? - O moreno sorriu de verdade e Paul sorriu mais ainda.

Não foi só um obrigado por Paul tê-lo ajudado com o walker. Foi um obrigado por Paul tê-lo resgatado do santuário, foi um obrigado por Paul ter ido atrás dele, foi um obrigado por Paul ter feito Daryl se sentir de uma forma que nunca sentiu antes. Proibido, mas incontrolável. Não foi só um obrigado. 


Notas Finais


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